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Jan
16
2012
12

Show, Don’t Tell ou Mostre, Não Diga.

Qualquer um que já tenha escrito um conto, livro ou feito um curso de escrita já escutou alguém falando sobre o famoso “Show, Don’t Tell” que é traduzido quer dizer “Mostre, Não Diga“.

Eu sei que ouvir essas palavras são frustrantes. Provavelmente porque você não sabe o que estão querendo dizer por “Mostre, Não Diga”. Ou você pode acreditar que você está mostrando quando você está realmente dizendo.

Posso te falar que “dizer” pode ser útil, ou mesmo necessário, entretanto a maioria das pessoas não percebem o quão vital é “mostar” uma história, ensaio, ou mesmo um post no blog é. Quando falo mostra eu digo sobre permitir ao leitor acompanhar o autor, para ver e sentir e experimentar o que o autor experimentou. Usando o equilíbrio adequado de mostrar e dizer vai fazer sua escrita mais interessante e eficaz.

“Ok, eu entendo”, você está pensando. ”Mas como eu faço isso? Como faço para trazer mais “mostrar” em minha escrita?”

Estou feliz que você perguntou. Aqui estão algumas dicas que irão ajudar a tornar a sua escrita mais vívida e ativa para o seu leitor.

 

1. Use o diálogo

O diálogo permite ao leitor experimentar uma cena como se estivessem lá, conversando junto aos personagens e criando uma certa intimidade. Em vez de dizer ao leitor “A mãe de Justin estava com raiva”, eles podem ouvi-lo por si mesmos:

- Justin Bieber – a mãe gritou – Venha aqui neste instante!

O diálogo pode dar a seu leitor uma grande dica sobre o caráter, a emoção e humor dos personagens.

Com certeza alguém já falou mal de uma garota, mas depois de meia hora do lado dessa notou que tudo que falaram sobre ela é mentira?

Já notou que as fala mansa, a melodia da voz, tudo compõe uma personalidade única muito mais poderosa do que uma simples frase sobre ela? Isso é exatamente o Show, Don’t Tell. Faça o leitor conhecer o personagem, ambiente e história.

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Dec
20
2011
4

Resenha do livro “O estranho mundo de Tim Burton”

“Quando você não tem muitos amigos e nenhuma vida social... você se distancia do resto da sociedade; é como se estivesse olhando por uma janela… mas existem muitos filmes bizarros por aí, então você consegue agüentar bastante tempo sem amigos.”
(Tim Burton se lembrando de sua infância)

Este não é, definitivamente, um livro comum. Inicialmente  pensei que era uma biografia e, sinceramente, aguardarei por uma sobre Tim Burton, mas esse livro não trata disso.

“O estranho mundo de Tim Burton” é uma iniciativa louvável da editora Leya que, aliás, vem se destacando pelos lançamentos diferenciados. O público que gosta do trabalho de Tim Burton é muito grande e estava realmente precisando de um livro sobre o diretor e produtor, mais precisamente sobre suas obras e metodologia de trabalho.
Li com absoluto prazer este livro. A leitura é técnica em alguns pontos e se intercala com entrevistas de pessoas ligadas ao cinema, repórteres e até com o próprio Burton.
Resumidamente, o livro aborda todos os filmes produzidos ou dirigidos por Burton até “Alice in the wonderland” (2010). Não há um detalhamento técnico dos filmes, mas isto é substituído por reportagens, entrevistas e artigos da época do lançamento dos filmes, trazendo-nos um conteúdo inteiramente relevante, visto que, com tal material, podemos fazer um comparativo da evolução de Tim Burton como diretor, além de mostrar as nunces do pensamento da sociedade americana em cada período.
Algumas opiniões de época nos mostram um diretor iniciante e, ainda assim, extremamente atrevido – no melhor sentido da palavra -, capaz de nos brindar com o que mais íntimo ele possui: sua mente fértil e alucinada.
Todas as obras de Burton, produzidas ou dirigidas, são um reflexo de sua própria personalidade, em maior ou menor escala, e nos dão uma clara idéia do potencial criativo do diretor.
Outro ponto muito interessante abordado no livro fala sobre as escolhas de Burton dos atores para os papéis em seus filmes. Um dos mais controversos – por incrível que isso possa parecer hoje – é a escolha de Johnny Depp para o papel título do filme Edward Mãos de Tesoura:

“”Edward Mãos de Tesoura” é um dos trabalhos mais originais, arrebatadores, românticos e charmosos que surgiram da índústria de cinema americana em décadas. Infelizmente, suas qualidades únicas tendem a ser esquecidas pelos críticos em detrimento de seu tema fantástico e a inteligente escolha de Johnny Depp para o papel título (isso ofendeu tanto alguns críticos, que foi dito que era impossível determinar se Depp era ou não bom ator por causa das poucas falas que tinha, um julgamento que faz que o Frankenstein de Boris Karloff também não seja uma atuação).”

Há muitas passagens que esclarecem o leitor sobre o pensamento de Burton, inclusive entrevistas dele, mas não há nada pessoal (como em um biografia) e a falta disso pode ser sentida pelos fãs mais ardorosos. mesmo sem trazer prejuízos ao conteúdo em si.

Visualmente, temos uma obra bastante interessante, porém escassa. A capa remonta à sua produção mais recente – Alice no país das maravilhas – e as divisórias dos filmes/capítulos são similares à capa. Contudo, não há algo inovador quanto a isso.
Todo o potencial que um artista do porte de Tim Burton foi pouco explorado. Para uma produção literária sobre um diretor de cinema, puramente um profissional do áudio-visual, há uma economia em imagens. Não sou favorável aos “livros com figuras”, porém é notável a falta que as imagens relacionadas às obras de Burton faz, principalmente quando o leitor não é um conhecedor das produções dele. É algo muito próximo à leitura de um livro sobre Disney sem imagens de seus desenhos clássicos. Volto a reforçar que essa pequena lacuna não compromete o conteúdo da obra e das pesquisas feitas.
Um dos pontos fortes do livro – são muitos, acreditem – é a entrevista com Tim Burton e Vincent Price, por ocasião do lançamento do filme “Vincent”, um curta-metragem sobre um menino solitário e incompreendido (essa descrição os faz lembrar de alguém?).
Então, após esses apontamentos, chego a uma conclusão: o livro é o que faltava para compreender melhor o diretor, suas obras e, principalmente, perceber o quanto Tim progrediu com o passar dos anos, superando críticas e mantendo o espírito de um garoto que tem o seu maior tesouro dentro de si mesmo, sua imaginação. Acertando ou errando, Burton é um dos poucos diretores que mantém sua essência desde o início da carreira. Ele evoluiu, certamente, e isso não fez com que sua criatividade fosse minimizada pelas imposições tecnológicas ou de mercado, usando-as como aliadas para transformar em filme o que antes só existia em sua mente.
Leitura obrigatória para quem é fã e para os que pretendem conhecer e, definitivamente, passar a admirar os trabalhos desse incrível diretor…Dados sobre o livro:

  • Editora: Leya
  • Autor: PAUL A. WOODS
  • ISBN: 9788580440263
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2011
  • Edição:
  • Número de páginas: 344
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio
Dec
12
2011
13
Conto em Série

O Sonho de Susana – Capítulo 3

Escritora: Priscilla Rubia

o-sonho-de-susana

Após se recompor, Susana levantou-se e saiu rapidamente de cabeça baixa para que o porteiro não lhe fizesse perguntas.

Há muito tempo não pensava em Alan. Desde… – “Ano passado, desde o ano passado. Meu Deus, só faz um ano que ele morreu”.
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Publicado por Priscilla Rubia em: Contos,O Sonho de Susana,Priscilla Rubia |
Dec
12
2011
0

O Vento

poesiaAutor: Homero Meyer

Estendi minhas mãos para tocar as suas,
No mesmo momento que trocamos olhares.
Senti seu perfume voando comigo,
Envolvi seu corpo com paixão.
Desejei você para mim!
Desejei como a sede deseja a água!
Desejei como a fome deseja o pão!
Desejei pela existência de todas as coisas,
Na verdade, desejei não haver mais nada.
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Publicado por homeromeyer em: Homero Meyer,Poesias | Tags: , , ,
Dec
08
2011
13

O Gato e o Filósofo

Escritor: Ramon Bacelar

o-gato-e-o-filosofo

Deitado de barriga no chão, o filósofo encara o gato preto debaixo da mesa, pondera e berra:

-Quem é você?!!

O pobre diabo dispara assustado em direção à cozinha, coloca a linguinha pra fora, mas antes de beber o leitinho do pires… Olhos atentos de boca aberta, grunhe com voz de bicho papão:

-Quem é você?!! Agora te pego!!!
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Publicado por Ramon Bacelar em: Contos,Ramon Bacelar | Tags: ,
Dec
08
2011
0

Espantalho Moribundo

poesiaEscritor: João Felinto Neto

Minha alma sempre está
Num silêncio tão profundo,
Que eu chego a duvidar
Que ainda estou no mundo.

Espantalho moribundo,
Onde a morte vem pousar.
Talvez para lhe falar:
Sinto muito! Sinto muito!
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Publicado por joaofelintoneto em: João Felinto Neto,Poesias | Tags: ,
Dec
06
2011
15
Conto em Série

Cavaleiro de Walter

Escritor: Felipe Soares

cavaleiro-de-walter

A Boa Vontade do Homem Neutro

Terra molhada, algo que sempre segue as chuvas e espalha seu cheiro pelo vento. As botas de Baldur entravam nesta terra, afundando e grudando, enquanto ele andava ao redor de uma cidade. O céu era uma massa cinzenta que parecia não ter fim, mas Baldur andava com um sorriso no rosto, devido á situação em que estava.

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Publicado por The Gunslinger em: Baldur,Contos,Felipe Soares | Tags: , ,
Dec
06
2011
0

Olhos de Azulão

poesiaEscritor: João Felinto Neto

O que busca essa mulher
Pela qual minto,
Senão
A mesma solidão
Que sinto
Quando longe de seus olhos de azulão?

Os mesmos olhos
Que me olham da gaiola
Quando eu abro a porta
E eles vêem a imensidão.

Publicado por joaofelintoneto em: João Felinto Neto,Poesias | Tags: , ,
Dec
05
2011
14

Pessoas Assim

Escritora: Deborah Regina de Souza Stuhl

pessoas-assim

No relógio, 10h10min. Se ele acreditasse em supertições, deixar-se-ia imaginar que havia alguém pensando nele neste exato momento. Mas isso não era algo próprio a pessoas como ele.

Pessoas que vestem ternos escuros e perfeitamente cortados, até mesmo debaixo do mais escaldante sol, e carregam maletas pesadas não se deixam levar por crenças infantis. Pessoas assim vivem em um mundo por completo austero, feito de linhas retas, cores fechadas e quase nenhuma intimidade.

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Publicado por The Gunslinger em: Contos,Deborah Regina de Souza Stuhl | Tags:
Dec
02
2011
0

Succubus

poesiaAutor: Cumna Vasconço

Abençoadas noites de vento turvo;
Em seus fúnebres braços há o abraço de Bacco;
Eu dormia sozinho em um leito de ciumes;
E chorava baixinho um dilúvio nocturno;
A manha se tornava uma ulcere, cheia de orvalhos;

Tamanho ultraje se paga com vingança;
Porque fora demasiada mulher para deplorável homem;
Tens um mundo inteiro a quem querer, já te é livre pelo próprio nome;
Esvairardamente lhe chamei, minha amiga minha mulher;
Mas nem minha tu é, pois eis de somente tua;
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Publicado por Vasconço em: Cumna Vasconço,Poesias | Tags: ,

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