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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Feb
05
2009

Histórias para dormir

Escritor: J. G. Valério

dormir

Ja falei para vocês o quanto meu filho Lalbert é especial. Apesar de não ter um grande desempenho na escola e dos seus amigos caçoarem dele, acredito que ele é capaz de entender coisas que nós, pessoas que fomos bem na escola e que estamos cercados de amigos, não entendemos.

Noite passada, enquanto estava colocando Lalbert na cama, ele interrompeu minha narração diária da minha vida monótona, com uma pergunta um tanto quanto perturbadora.

– Albert. – ele nunca me chama de pai, apenas Albert.
– Que foi filho?
– Posso lhe perguntar uma coisa?
– Você ja esta perguntando. – respondi, soltando uma risadinha.

Ele não entendeu a brincadeira e ficou me encarando com um olhar interrogativo, tentando entender o que eu quis dizer.

– Pode perguntar filho. – falei calmamente para ele.
– O que é religião? – esta pergunta me pegou de surpresa, fiquei sem ter o que falar por alguns segundos, enfim olhei para ele e falei.

– Filho, com quem você andou conversando na escola?
– Um garoto falou comigo. – disse ele ficando um pouco assustado.
– Lalbert, Lalbert. Ja te disse para escolher bem as pessoas com quem você anda. Este garoto não parece ser uma boa companhia para você.

Lalbert pareceu um pouco envergonhado, e ficou me olhando. Eu conseguia ver naqueles seus olhos escuros, feito duas jabuticabas maduras, que ele queria uma resposta, mais tinha muita vergonha de continuar perguntando. Não consigo encarar ele por muito tempo quando me olha assim.

– Esta bem filho. Olha só, você lembra daquele filme que eu te mostrei faz uns três meses, Matrix. Aquele que as pessoas eram usadas como pilhas de lanterna? – ele balançou a cabeça rapidamente, afirmando lembrar do filme.

– Lembra quando o Neo, o herói da história, pergunta para Morpheus, o homem negro de óculos, “O que é a Matrix?”.
– Lembro. – afirmou Lalbert, franzindo um pouco a testa, parecendo fazer um certo esforço para conseguir se lembrar da cena.

– E o que Morpheus respondeu para o Neo?
Lalbert pensou por alguns segundos, e por fim falou.

– É controle.
– Isso mesmo! – fiquei espantado por ele lembrar, afinal ele tem apenas 7 anos. Lembro que quando mostrei o filme para ele eu ja me espantei por ele ter me dito que “achava” que havia entendido o filme.

– É controle, e a religião é praticamente a mesma coisa.
– Padres são robôs? – soltei uma risada ao ouvir ele falar isso.

– Não filho, não são, ao menos eu acho que não. Religião é quando muitas pessoas estão com problemas, ou sentem falta de algo em suas vidas, e precisam buscar ajuda ou respostas em algum lugar. Como elas não conseguem achar essas repostas por si mesmas, elas buscam ajuda nas religiões. Ai as pessoas más das igrejas e seitas religiosas, se aproveitam da falta de rumo e baixa estima dessas pessoas, e falam um monte de besteiras para elas. As pessoas como estavam querendo uma resposta, e como encontram conforto nas palavras dos religiosos e vêem que outras pessoas com o mesmo problema estão la com elas, aceitam tudo que lhes é dito, e por fim são controlados. Que nem em Matrix. Eu falei meio rápido filho, mas você conseguiu entender o que tentei explicar? – Lalbert balançou positivamente a cabeça.
-Sim.
– Que bom, e agora ja esta ficando tarde e acho que você tem que dormir.
– Albert, posso lhe fazer outra pergunta?

Pensei em falar novamente “Você ja esta perguntando.”, mas achei melhor apenas afirmar.

– Sim, claro que pode.
– Quem foi Jesus?
– Filho, essas suas companhias na escola estão realmente me preocupando. – ele me olhou apreensivo. Aqueles olhos pretos me encarando. – Ok, ok! Jesus Cristo é um personagem tirado de um livro, que foi escrito a muito tempo atrás. O que você realmente quer saber sobre ele?
– Me disseram que ele fazia milagres. O que é milagre?
– Na verdade meu filho, no livro dizia que Jesus era um mago muito poderoso, que lutava contra as forças do mal. – Lalbert me olhou entusiasmado e perguntou.
– Que nem Harry Potter? – soltei mais uma risada ao ouvir isso e concordei.
– Sim filho, que nem Harry Potter. Mais parecido com Dumbledore, talvez.

– Me disseram na escola. – ele parou por um momento e me olhou, com vergonha de falar que conversou sobre isso na escola, por fim continuou. – que um dos milagres de Jesus foi transformar alguns pães e peixes em vários, e dar de comer para muitas pessoas. Isso é verdade pai? Jesus conseguia fazer isso com sua magia?
– Veja bem, meu filho, as histórias do mago Jesus, foram tiradas de um livro, da mesma forma que Harry Potter ou Gandalf. Por isso não se deve acreditar que isso realmente pode acontecer no mundo real.
– Mas então, o milagre não existiu? Por que o garoto na escola disse que isso tudo aconteceu de verdade, a muito tempo atraz.
– Filho, você sabe que o seu pai as vezes tem umas visões estranhas certo?
– “E não esqueça do meu hidromel e da minha puta”. – disse ele, tentando imitar minha voz e repetindo as palavras que soltei na padaria a alguns dias atrás.

Foi minha vez de ficar envergonhado.

– Sim filho. Isso mesmo. Pois bem, eu posso lhe contar uma história que presenciei certa vez, em uma destas visões, e que tem a ver com este seu “milagre” que você esta tão curioso. Quer ouvir? – não sei porque tive o trabalho de perguntar.

– Sim, sim! – disse ele todo animado. – Adoro as histórias de Moron!
– Filho, não é moron, o nome dele é Molran.
– Achava que era Moron.
– É Molran. Certo, a história começa com…

continua

9 Comments»

  • Pedro Torres says:

    putz!
    legal, eu adorei!
    um dia vou educar meu filho desse jeito!
    =D

  • Esse conto gerou uma discussão na época… preciso trazer os comentários para cá. 🙂
    Foi bem legal.

  • JPdwarf says:

    kkkkkkkkkkkkkk jesus era uma mago kkkkkkkkkkkkkkkk

  • IgorPuppim says:

    jesus era um mago assim como harry potter XD eu ri d+++++++++++

  • Hehe.. nossa. Valeu pessoal por ter revirado o site e encontrado este conto! =)

    É sempre bom ver comentários em contos mais antigos!

  • Thainá Gomes says:

    Muito bom!Eu ri muito *-*

  • Ana Bourg says:

    *aplausos*

    Se tiver um filho um dia também vou educar ele assim. 😛

    Nem tenho muito que comentar, só que achei excelente, extremamente provocativo, bom “bagaraio”. Quantos personagens ateus e bacanas tem na literatura de ficção? – Textos como esse mereciam ser divulgados para além da internet. A crítica simples e inteligente, em um texto leve como esse, tem muito poder para causar incomodo por aí.

  • Henrique says:

    Achei o texto engracado, mas tambem preconceituoso no que disse a respeito das pessoas que vao a igreja. Estava procurando uma estoria para contar para o meu filho dormir e, infelizmente, deparei-me com essa. Ah, O correto eh “ha muito tempo”, com verbo haver.

  • raquel says:

    Que coisa absurda MENTINDO pro propio filho!!isso é história pra boi dormir!!!quem nao conhece o amor de Cristo acha que ele é um mago.história besta.

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