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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Feb
17
2009

Trabalhando

Escritor: J. G. Valério

trabalhando

O dia de trabalho hoje foi complicado. Começou como todos os outros, SSDD, estava chato e continuou assim por boa parte do dia, eu resolvendo problemas com clientes, tentando entender o que eles queriam, eles tentando explicar o que não queriam, e por fim fazendo o que nenhum dos dois queriam. Tentei livrar minha mente do estresse do dia e me levantei para ir ao banheiro.

No caminho encontrei meu chefe, que veio me dizer que o relatório, que ele havia me cobrado por dias e dias, que depois de muita cobrança eu lhe entreguei, e que ja fazendo uma semana dessa entrega, ele me disse que ainda não leu, mas que não importava, pois os diretores e clientes da empresa estavam vindo para uma reunião e eu deveria montar uma apresentação do assunto até amanhã.

– Tenho de montar uma apresentação para os diretores e clientes, para amanhã? É isso mesmo? – perguntei incrédulo.

– Sim. – respondeu ele com calma. Eu não estava acreditando, que depois da cobrança que ele fez, nem tenha lido o maldito relatório.

– E o senhor ainda não leu o relatório?

– Não. Mas não faz mal. Faz a apresentação assim mesmo.

Balancei afirmativamente a cabeça, e entrei no banheiro.

– Que desperdício! – grunhiu o guerreiro enquanto lançava um jato de mijo em uma moita que estava um pouco afastada da fogueira. – Beber tanto, para depois ter de despejar para fora.

Ele levantou a sua calça, amarrou o cordão firmando bem para garantir que ela não caisse, jogou a cota de malha por cima e dirigiu-se, cambaleando de bêbado, em direção ao seu lugar próximo a fogueira.

– Você! – falou alto o guerreiro, apontando para um jovem soldado que se agarrava com uma, também jovem, mulher próximo a fogueira. – Pare de fornicar com esta vagabunda e me traga mais hidromel e um pedaço de pernil.

O jovem olhou de cara fechada para o guerreiro, mas rapidamente mudou sua feição, pois conhecia a fama de brigão do guerreiro e não queria acabar a noite com algum osso fraturado.

– Claro que sim senhor Molran. – assentiu o jovem rapidamente. – Voltarei rapidamente com seu hidromel.

O jovem adentrou na noite, em direção do local onde eram guardados os mantimentos.

– E você minha jovem, pare de fazer fogo com um graveto fino e venha até aqui que eu quero lhe ensinar como os dinamarqueses racham lenha. – a garota se encolheu, estava assustada com o tamanho do guerreiro.

– Acho melhor não, o senhor tem quase três vezes o meu tamanho. E também, minha companhia desta noite ja deve estar voltando.

– Você chama aquele magrelo de companhia? Aquele nanico nunca ira fazer com você o que… – Molran foi interrompido enquanto falava. O magrelo nanico ja tinha voltado e estava parado ao lado dele com um pedaço de papel na mão. Molran, que irritado por ter sido interrompido, olhou para ele, olhou para o papel em sua mão, olhou para o jovem de cima a baixo como se procurando algo e falou. – É bom que este papel tenha gosto de pernil e que me deixe bêbado, pois não foi exatamente isso que eu lhe pedi para buscar.

O jovem estava assustado e começou a tremer.

– Me desculpe senhor Molran, mas é que Alberich, a pessoa que esta guardando os mantimentos, ja disse que o senhor passou da cota de hoje e que esta é sua conta. Se quiser mais vai ter de pagar.

O jovem se encolheu, e o que fez é justificavel, pois Molran levantou. Seu tamanho era o dobro do garoto, tanto em altura como em largura. Ele pegou o jovem pelo pulso da mão que segurava o papel e o ergueu. Ergueu apenas levantando o braço e tirando o garoto do chão, deixando os dois assim cara a cara. Molran o fitou nos olhos e falou com uma voz rouca e fria.

– Você esta me dizendo que este pedaço de papel não tem gosto de pernil e nem vai me deixar bêbado? É isso mesmo?

O garoto se retraiu, o bafo de bebida era forte. Com relutância e demonstrando um imenso pavor, o jovem conseguiu responder.

– Me desculpe senhor, eu tentei argumentar, mas Alberich não me deu ouvidos.

Molran olhou para a mão que segurava o papel, olhou para o garoto e soltou seu pulso. O jovem despencou no chão, batendo com a cabeça em um pedaço de lenha que estava ao lado da fogueira.

– De-me aqui este papel. – disse Molran rispidamente, arrancando a folha da mão do jovem que estava caido. – Aquele desgraçado, só por que aprendeu a escrever, deu para ficar desenhando suas letras imundas para todo mundo. Pode deixar garoto, eu mesmo vou pegar meu hidromel.

E Molran saiu andando em direção aonde o hidromel é guardado. O jovem tentava se levantar, mas sua cabeça começava a sangrar no local da batida e ele estava um pouco tonto. A jovem garota, que assistiu a tudo sem poder fazer nada, veio ajudar seu companheiro daquela noite.

Chegando perto dos barris de hidromel, Molran começou a berrar por Alberich.

– Alberich! Seu bastardo, parido em uma latrina! Cade você, vim pagar minha conta.

Alberich saiu da escuridão e com um sorriso no rosto veio ao encontro de Molran.

– Ora, ora. Achei que aquele garoto não teria a coragem de lhe entregar meu bilhete.

Alberich não teve tempo de abrir mais um sorriso. O braço direito de Molran ja estava cortando o ar, e acertando um murro com seu punho enorme, bem no meio do rosto de Alberich.

O som de cartilagem quebrando e a quantidade de sangue que escorreu através do nariz, era a mostra de que o soco havia feito um belo estrago.

Por instinto Alberich levou a mão ao rosto, tentando conter o sangramento. Rapidamente Molran segurou uma das mãos de Alberich, torceu seu braço para traz das costas, o que fez soar um grito agoniante de dor naquela noite pacata.

Molran torceu ainda mais o braço de Alberich e assim que ele abriu a boca para soltar mais um grito de dor, Molran enfiou o papel que lhe havia sido entregue, garganta a dentro do guerreiro com o nariz torto e ensanguentado.

– Por um acaso isso aqui tem gosto de pernil para você? – Perguntou Molran com a fúria ja cegando seus olhos.

– Não. Não tem gosto de pernil. E você tem três minutos para me dar uma boa explicação sobre tudo isso, ou você não vai precisar fazer aquela apresentação para amanhã. Pois você vai estar no olho da rua! – disse meu chefe, gritando enfurecido as ultimas palavras.

Toda a sessão olhava assustada para mim. E deveriam olhar mesmo, pois eu estava debruçado sobre a mesa do chefe, com um rolo de papel higiênico na mão, tentando socar aquilo dentro da boca da pessoa que assina a folha do meu salário.

Não consegui pensar em nada para dizer naqueles três minutos que se seguiram. E por fim meu chefe decidiu não me mandar embora, apenas me deu uma advertência por escrito, me mandou ficar em casa por mais cinco dias e nesse tempo procurar um psicanalista.

Gostei da idéia do psicanalista, vou procurar um amanhã, quem sabe ele possa me explicar da onde vem essas visões. E também, quem sabe evitar que um dia eu volte a tentar enfiar pedaços de papel higiênico na boca do meu superior imediato.

Mas vejam o lado bom de tudo isso. Ganhei cinco dias de folga… e o papel higiênico não estava sujo.

4 Comments»

  • Asami says:

    Amei, amei e amei esse conto. A princípio não o entendi muito bem, mas quando cheguei aos últimos parágrafos e percebi que o personagem estava sonhando, ri demais… e como me identifiquei com ele quanto aos devaneios (fico impressionada como consigo me distrair no trabalho), às vezes gostaria de ter a coragem de enfiar um rolo de papel higiênico na boca do meu chefe, mas somos parentes… aí já viu…


    Parabéns cara!!! 😀

  • Thainá Gomes says:

    Parabés!Realmente um ótimo trabalho!To quase roubando sua idéia.kkk

  • Marcos Gomes says:

    Vou tentar com o meu chefe. Vai que funciona e eu ganho uma semana de folga?

  • Peregrina says:

    Huhuhu,estória hilária,caí de rir aqui. Acho que vou fazer isso com meu chefe,no futuro. XD
    Amei,amei. *-*
    Beijos de Chocolate.

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