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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Mar
30
2009

Do Inferno

Escritor: J. G. Valério

do-inferno

As ruas de Londres estavam cobertas por uma névoa naquela noite. A lua emitia um brilho turvo no céu, o ambiente úmido e poças d’água eram obstáculos para as pessoas que andavam nas mais diversas direções. Carruagens trafegavam pelas ruas escuras e o barulho de cascos de cavalo batendo nas pedras do pavimento ecoava através de becos escuros e fétidos naquela antiga cidade.

Em um bairro conhecido por seu entretenimento promíscuo, jovens procuram por diversão e senhores de castas mais altas da sociedade buscavam a companhia de damas da noite. Mulheres que poderiam saciar sua fome libertina, sua sede por aquilo que as esposas não poderiam lhes oferecer em suas casas.

De uma casa, muito movimentada, a música saia alta de um piano. O músico dedilhava as teclas com maestria, era aquele um local alegre com muitas pessoas bebendo, contando histórias notórias e rindo alto, todos ali acompanhados de belas damas. Olhando melhor e prestando um pouco de atenção, era possível perceber que nem todas eram tão belas assim e com certeza nenhuma das mulheres era realmente uma dama, mas o teor alcoólico das bebidas ajuda a disfarçar esses detalhes.

No andar de cima da casa, vários quartos estavam com suas portas  fechadas, pelo corredor as vezes passava correndo um casal com a mulher assustada, coberta apenas pelo lençol da cama e o homem vindo logo atrás, perseguindo completamente nu a mulher, lançando desafios e soltando palavrões para sua acompanhante. Em meio a este caos lascivo, dentro de um dos quartos um jovem nobre desmontava exausto de sua acompanhante.

– Nossa Mary Ann! A cada noite que nos encontramos você parece estar mais depravada. – diz o jovem deitado na cama olhando para o teto do quarto.

– É a sua juventude que o deixa insaciável, meu jovem senhor. – responde Mary Ann, com um ar brincalhão no rosto.

– Mas ja esta tarde e devo ir embora. Preciso esquentar a cama de minha esposa, antes que outro o faça. – o jovem senta na cama enquanto começa a vestir as calças e procurar suas botas.

Mary Ann se aproxima dele pelas costas e abraça o jovem rapaz, cravando suas unhas no seu abdômen.

– Espero você na próxima sexta-feira. – diz a mulher.

Com certeza aquele jovem voltaria na próxima sexta, já Mary Ann talvez não voltaria a atender seu cliente. Pois aquela noite ainda não acabara para aquela promíscua mulher.

Após o jovem ter saído do quarto foi a vez de Mary Ann se vestir. Pegou seu pagamento, saiu do quarto e desceu as escadas indo para o salão de festas. La a música ainda tocava alta e o ambiente animado fervilhava em bebidas e mulheres com os seios de fora. Mary Ann deixou tudo isso de lado, atravessou o salão e saiu pela porta que dava à rua.

Aquela noite de agosto estava fria, Mary Ann se encolhe um pouco por causa do frio e começa a andar para sua casa. Ela morava a alguns quarteirões dali, era um quarto alugado, pequeno e pobre. Dois homens fizeram algumas brincadeiras quando ela passou, tentaram lhe agarrar.

– Vem aqui minha princesa, você parece estar com frio, tem algo aqui que vai te esquentar.

Ela ja esta acostumada com isso, apenas empurrou um deles e deferiu um chingamento para o outro. Dois bêbados, não eram problemas. Mal ela sabia que o problema real estava lhe esperando a menos de cem metros, virando a esquina.

Mary Ann estava caminhando para casa, como fazia todas as noites após dar duro em seu trabalho. Eis que nesta noite, ao passar por um beco, da escuridão ataca um vulto. Mãos utilizando luvas de couro, agarram a cintura dela e cobrem sua boca, ela tenta gritar mas o som sai abafado.

Mary Ann é puxada para dentro da escuridão do beco. Ela é arrastada para dentro daquele buraco fétido até ser jogada em um canto onde assustada ela recebe uma mordaça na boca.

Ela não consegue gritar e jogada ao chão, aterrorizada ela olha para a pessoa que a atacou. Ele esta parado a sua frente, é alto, aparenta ser forte, esta vestindo uma máscara de pano escuro, um sobretudo de couro preto, luvas pretas e curioso, ela olha para suas pernas e parece que ele esta sem calças. Mary Ann olha para seus pés e aquele ser esta apenas de meia e um chinelo de pano rosa.

Ela fica atordoada com aquela visão, tenta falar algo mas a mordaça em sua boca não permite que palavras sejam formadas, Apenas sussurros. E foi neste instante que o terror, quase, lhe tomou conta. Aquele ser estranho retira seu grande casaco e se mostra praticamente nu em frente a Mary Ann. Ela se assusta, pois realmente era um homem alto e muito forte que estava a sua frente. Ela olha para o meio das pernas daquele ser amedrontador e se espanta ao ver que ele esta usando uma cobertura em suas partes íntimas. É uma cueca de elefantinho, com uma tromba do tamanho de um polegar de uma criança de 5 anos.

Mary Ann olha aquele minúsculo badalo e começa a rir, é uma risada descontrolada. A mordaça abafa seu descontrole, ela continua olhando para aquele homem bizarro a sua frente, que começa a fazer uma dança, rebolar e se mexer de forma muito estranha. Mary Ann se contorce no chão, ela nunca havia visto algo tão cômico em sua vida. Suas risadas começam a lhe causar soluços, ela se debate tanto no chão que a mordaça acaba caindo de usa boca, tornando seu riso audível.

O som psicótico de suas risadas ecoaram pelo beco chegando até a rua. La um jovem que passava escutou aqueles risos e se assustou com tamanho estardalhaço, resolveu entrar no beco e investigar o que estava acontecendo. Ele andou pela escuridão, até chegar próximo do local onde as risadas estavam vindo. Eis então que a risada se tornou um barulho de afogamento, o som se tornou uma tosse rouca, um barulho de engasgo e por fim veio o silêncio. A alguns metros a frente, iluminado pela lua, o jovem conseguiu ver Mary Ann que estava jogada ao chão e também viu algo mais, ele viu o homem que em seu último movimento bizarro de dança percebeu que não estava sozinho.

Pouco depois o jovem contava tudo isso a polícia.

– E foi isso que eu vi. Ele se assustou quando eu cheguei e rapidamente pegou seu sobretudo, o vestiu e veio correndo em minha direção, me empurrou para o lado e correu para a entrada do beco.

– E como mesmo ele estava vestido quando você o viu? – pergunta o policial segurando um riso.

– Ele estava vestindo apenas uma máscara negra, luvas, uma pantufa rosa e meias até a canela… e também usava… uma cueca de elefantinho. Foi uma visão do inferno!

O policial não segurou a risada, mas logo se conteve. Pois aquele era um caso sério de homicídio. Mary Ann estava morta, morreu sufocada pelas suas risadas.

Aquele foi o primeiro de vários homicídios causados pelo temível e hilário, Jack “the Stripper”.


Categorias: Contos | Tags: , ,

26 Comments»

  • Os contos mais acessados ali do lado não mudam! O.o

    😀

    Voltei a escrever… estava ai a quase duas semanas sem fazer um conto.

  • E.U Atmard says:

    hehe. 🙂
    belo jogo de palavras: “Jack the Stripper”.
    Vai ter continuação este?

  • 😀

    Não… esse não tem continuação.. foi só um conto mesmo. Com uma linha comica no final.

  • Ri alto aqui na empresa quando li esse conto hehehe
    E por causa disso, uns curiosos vieram me perguntar o motivo da gargalhada e comecei a divulgar o ONE aqui.
    Quero participação nos lucros 😛

  • =)

    hehehe, também achei o conto legal.
    Preciso voltar a escrever… e de preferencia coisas engraçadas.

  • ¬¬
    Esses leitores que ficam cobrando…

    hehehehe

  • Anderson P. da Silva says:

    Legal o conto, me lembrou muito um filme sobre Jack como Johnny Depp no papel de agente da polícia, legal!

  • Esse filme do Johnny Depp também se chama Do Inferno 😀
    – É baseado nesse filme… só mudei a veia cômica. =)

    • Claudeir da Silva Martins says:

      Curto os filmes desse cara. Geralmente não assisto muito TV, mas reservo tempo para assistir aos bons filmes de comédia e aos grandes sucessos de Johnny Depp. Curto Piratas do Caribe.

  • peregrina says:

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    que onda,ela morreu sufocada por risada! *_*
    aquela fantasia foi mesmo ‘do inferno’!

  • Chuck says:

    EHHEIUHEIUHIUEHIUEHUIEHIUHEIUHEIUHEIUHE
    ri demais ao imaginar a dança do elefantinho

  • Samila says:

    Cara, só essa última frase ganharia meu coração de leitora, mas o conto todo está ótimo! De matar!
    e olha que eu não sou chegada em comédia XD

  • critico says:

    Primeiramente quero duzer q todas as suas obras sao poeticas agora vou ver se vale a pena

  • critico says:

    Kkkk muito bem feito vc soube colocar a veia comica sem estragar os relatos historicos pois vc acertou a vitima (uma prostituta) e soube fazer m bom jogo de de palavras praticamente n mudou o nome do assino pro se personagem

  • Claudeir da Silva Martins says:

    Primeiramente o cenário está bem descrito e a narrativa está bem fluente, de modo que não emperra a leitura. Todo o palco e cenário é realmente o que Londres e outras cidades eram outrora.

    Na verdade esse conto estava agendado na minha agenda para ler, mas somente agora consegui o ler. Ainda tenho muito contos para ler e estou perdido como agulha no palheiro no meio de tantos contos aqui nesse site. OO

    Essa Mary Ann do conto tem alguma relação ou foi baseada em algum personagem verídico, tal como Mary Ann Cotton? No mais, gostei do modo de assassinato estilo Homes, com aquelas coisas de Jack Estripador e tudo mais, até chegar a parte das risadas da mulher por causa do homem vestido com…………. (Risos)

    Não sei se existia cuecas desse tipo nesse tempo, mas que ficou cômico ficou. (Risos) E ah propósito, é a primeira vez que leio sobre um psicopata matar vitimas por esse meio, hehehe… Esse conto merece continuação, com certeza. Abraço! Se puder comente em: Na sombra da morte – Introdução.

  • Evandro Furtado says:

    Jack “The Stripper” kkkk, foi ótimo.

    Dois pontos que queria destavar.

    O primeiro foi que notei, além da clara semelhança com o Jack real, que seu serial killer tem um certo senso de justiça. Ele não ataca uma vítima aleatória, mas uma que desrespeita a alguns valores morais estabelecidos pela sociedade. E se procurarmos, grande parte dos serial killers são assim.

    A segunda coisa é que seu vilão me lembrou, por algum motivo, do ladrão de casaca Arséne Lupin, se não o conhece deveria ler. Suas histórias são hilárias.

  • J.Nóbrega says:

    kkkkkkk ri alto aqui lendo.

  • Finalmente li esse conto! Estava meio desconfiada — p variar! Mas valeu, gostei e olha q nem sou de comédia… só q eu não resisto a um strip! Kkkkkkk

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