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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Mar
17
2009

Paternidade

Escritor: J. G. Valério

Paternidade

É esta a rua onde mora aquela prostituta que estuda com meu filho. Ela vive nas ruas a noite e pelo que sei é muito próxima daquele marginalzinho. Se ela souber de algo, eu vou descobrir.

Ando até chegar em frente a uma casa pequena, jardim mal cuidado, pintura descascando. Confiro o número, 132. É esse mesmo. Vou em direção a porta da frente, uma pequena escada da acesso a varanda da casa. Bato na porta. Escuto. La de dentro vem o silêncio. Bato novamente na porta. Um movimento na janela, a cortina se mexe. Me identifico, digo que sou policial e que quero apenas conversar.

Aquela vagabunda deve estar la dentro tentando se esconder, pensando em algum plano para me enganar. Ela deve saber de algo, talvez seja cúmplice do meu filho marginal.

Bato na porta com mais força, isto já esta me deixando irritado, ameaço arrombar a porta. Passos, escuto passos no outro lado da porta. Trancas começam a ser abertas. Uma pequena fresta se abre e olhos aparecem, é ela.

O que o senhor quer ela me pergunta, quero entrar. Empurro a porta com força que se choca a cabeça dela. Ela da alguns passos para trás e eu entro. Olho ao redor, uma casa pobre e imunda, ela parece estar sozinha. Me volto para ela. Ela esta com a mão sobre a cabeça, deve ser o local onde a porta bateu.

O que você quer aqui, você não tem o direito, eu vou te denunciar. Todas frases dita em vão. A mau educada já não me chama mais de senhor. Pergunto para ela se ela conhece meu filho. Ela não responde. Pergunto novamente, desta vez sendo mais persuasivo.

Um tapa estala em seu rosto, ela cai ao chão. Olha assustada para mim. Pergunto novamente sobre meu filho. Ela afirma com a cabeça. Seus olhos se enchem de lágrimas.

Quero saber do assassinato que aconteceu perto do local onde vocês estudam. Parece até piada fazer esta pergunta, afinal, até parece que eles realmente estudam la.

Ela diz que não esta entendendo onde quero chegar com estas perguntas. Eu posso explicar melhor, mas ela que não tente testar minha paciência. Ouço um carro estacionando. Parece ser em frente a casa.

Jogo a cortina um pouco para o lado. É uma viatura da polícia. Mas que diabos esse policial idiota esta fazendo aqui. Eu olho para ela, ela esta assustada. Jura que não chamou a polícia. Mas isso ela não precisava me dizer, ela não teve tempo para fazer isso desde que cheguei. Digo para ela ficar quieta e não abrir a boca sobre mim, me escondo no armário, que fica próximo a porta da frente.

XXX

Deixo uma pequena fresta do armário aberta, para conseguir ficar de olho naquela desgraçada. O policial entra, ela fala rapidamente com ele. Ela esta com medo, mas não é por eu estar aqui, ela esta com medo dele.

Eu sei dos problemas que a força policial desta cidade enfrenta. Muitos polícias se corrompem, buscam formas alternativas de renda. Todas ilícitas. Este maldito que esta com a garota deve ser o cafetão dela e veio pegar a arrecadação da noite anterior.

Sinto vontade de sair do armário e prender este corrupto de merda em flagrante, mas não vou fazer isso. Poderia estragar meu interrogatório com a vagabundinha e além disso, prender policial corrupto não leva a nada, pois existem outros corruptos que defendem eles.

Ele se aproxima dela. Ambos conversam, não consigo escutar o que é, falam muito baixo. Ele passa mão em seu rosto, percebeu os hematomas que eu deixei nela a pouco. Se ela falar que eu estou aqui, terei de agir rápido.

Ela não fala, deve estar com medo. Eu fico esperando escondido o policial ir embora. Mas ele não vai. Não antes de pegar seu dinheiro sujo e também de provar o material que aluga. Ele empurra a garota contra a parede, segura ela pelo cabelo e levanta sua saia. Ela grita de dor pois seu cabelo é puxado violentamente. O policial bate nela. Isso me diverte, dois ratos da sociedade, lixo do povo, bem a minha frente, mostrando que não valem nada.

Ela tenta se soltar, mas o policial a segura com força, arranca-lhe a blusa que vestia. Ela usa um sutiã vermelho. Vermelho como sangue. Acima do seio esquerdo ela tem tatuado um coração e cravado neste coração, uma rosa.

Uma rosa vermelha.

O policial a solta. Não entendi porque ele a largou tão abruptamente. Nem chegou a realmente fazer algo com ela. Mas para mim é melhor assim. Ele pega seu dinheiro e sai da casa, eu saio do armário e observo pela janela ele entrar na viatura.

Me viro para a garota, que com um pedaço de sua blusa tenta se cobrir. Não sou como ele eu digo. Não se preocupe que não vou lhe estuprar. Mesmo porque você deve estar infestada de doenças.
Ela me olha com nojo. Deve ter ficado frustrada ao saber que mesmo ela estando a minha frente semi nua, não queria nada com ela. Que vagabunda.

Questiono sobre o assassinato da jovem. Ela me diz apenas que conhecia a garota e mais nada. Pergunto sobre meu filho. Ela se cala. Seu silêncio me irrita, eu lhe dou um tapa.

Ou você me diz o que sabe, ou te levo para a delegacia agora mesmo. Ela começa a chorar. E por fim ela fala.

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