Ex Virtualis: Dominação Virtual
Escritor: Gerson Machado de Avillez

Mesmo que o mundo dos computadores não seja estamento novo (a internet completa 40 anos em 2009) filmes como ‘Jogos de Guerra’, ‘Tron’ e ‘Quebra de sigilo’ já denunciava as possibilidades benéficas e maléficas do mundo virtual. Mas pode-se dizer que este mundo só tomou forma graças a um autor chamado William Gibson que ao lançar o livro Neuromancer criou o conceito do cyberpunk que se tornou o ponto de partida para uma série de filmes, livros e até seriados que envolviam hackers e um mundo virtual como fuga de realidades cruéis muitas vezes. ‘Passageiro do Futuro’ inspirado em alguma coisa de Stephen King imergia no mundo virtual mas esquecendo da realidade por ser irrealista demais. Mas logo, era lançado no cinema ‘Jonny Memonic’ inspirado nos escritos de Gibson onde num mundo de 2021 onde uma doença fatal provocada pelas ondas eletromagnéticas chamada NAS um homem é pago para transportar segredos industriais da possível cura em sua mente (Keanu Reeves). Já em ‘Assassino Virtual’ (Virtuosity) um personagem virtual (Russel Crowe) é criado apartir da junção de diversas personalidades dos mais perigosos psicopatas assassinos para um programa de treinamento da policia que no entanto acaba por fugir para o mundo real num sofisticado droide. Estes filmes apesar de não terem sido bem recebidos pela crítica e público sem dúvida foram a alavanca inspirativa para ‘Matrix’ (The Matrix). Lançado em 1999 esta obra que rendeu duas continuações (ou uma sequência partida em duas) consegue reunir alguns dos melhores elementos destes dois exemplares trazendo Keanu Reeves já marcado por ‘Jonny Memonic’ numa verdadeira odisséia de efeitos visuais e filosofias. Mas certamente a melhor obra deste promissor gênero é ‘Décimo Terceiro Andar’, apesar de muito mais aplicado no suspense, romance consegue se aprofundar nas questões filosóficas mais primordiais da humanidade como inteligência, realidade e vida ao buscar questionamentos num debate sobre Inteligência Artificial na emocionante história de personagens que se descobrem como sendo fruto de um poderoso programa de computador. Apesar de ter recebido algumas críticas de que estava seguindo os rastros de ‘Matrix’ este consegue ser muito mais sentimental e reflexivo que o mesmo. Uma obra-prima.
Temas sobre realidade virtual já eram largamente exploradas em alguns seriados como Star Trek – A Nova Geração em histórias prosaicas desenroladas no Holodeck. Elementos sobretudo reflexivos não somente as possibilidades futuras mas a nós mesmos. E neste conto é o que busco, não meramente explorar este campo que mesmo já tão amplamente debatido parece não se esgotar tão facilmente mas reunir uma síntese de seus melhores temas assim como uma visão especulativa do futuro deste ramo, ficção-científica em sua substância mais cristalina de ir do entretenimento a reflexão.
Apesar de semelhanças com histórias como “Eu,Robô” inspirado no conto de Isaac Asminov o conceito original deste conto surgiu a uns 7 anos, mas não havia qualquer pretensa se não de contar uma boa história mesmo que com a moral sempre consistente, abordando temas das possibilidades no campo tecnológico tanto benéfica quando maligna. No entanto, adaptações tornaram-se inevitáveis pelo fato de que nos dias de hoje, torna-se tênue a linha de divisão entre literatura, lazer e filme da religião, atitudes de palavras, ficção de verdade. Assim apesar de ser uma ficção-científica trata-se mais inclinada ao suspense que a ação, aborda a estranha relação que muitas vezes a tecnologia fria acaba tendo com a religião, seja a essência maligna ou a divina. Prezo muito a verossímil semelhança com a realidade do qual se tratando de uma obra especulativa de ficção apenas se escora em possibilidades de tecnológicas futuras, mas buscando a coerência orgânica da plausividade. Ciência especulativa não é profecia, adivinhação ou qualquer outro tipo de especulação se não o campo imaginativo puramente, mas daqueles que em todas as áreas misturam se torna um perigo e assim esta história torna-se uma crítica. No entanto, hoje o mundo é inseguro para especuladores. Sabemos daqueles que dão tiros para todos os lados, mas justamente os mais plausíveis são os condenados, talvez por serem incisivos. Mas antes se todos os escritores de ficção fossem profetas o mundo nem existiria mais…
A História se passa anos depois que uma poderosa invasão virtual nos servidores da World Wide Web que provocaram o caos novos casos envolvendo vítimas possivelmente pelo computador levam os investigadores Shimomura Abner Nakamoto e o descendente de índios Albert Tucson libertar da prisão o agnóstico ex-hacker Theodore Mitnick fazendo-os imergir num mundo envolvendo alta-tecnologia que os levam até um silo aparentemente abandonado no Alasca por um homem em estado vegetativo chamado Alvaro Watchman. Lá após libertarem John Roberts de um cativeiro os ajudam a seguir até uma poderosa máquina chamada The Machine próxima ao círculo Ártico que pode conter segredos de uma tecnologia poderosa capaz de dominar o mundo.
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Galera, desculpem a demora, acabei pegando no sono aqui e só acordei agora.
Esta ai um mega texto introdutório enviado pelo Gerson, o mais novo escritor aqui no blog. Ele ja me enviou esta série completa, que será colocada em capítulos aqui no blog.
É isso, aproveitem, até mais.
Tá…
otimo texto…
mas isso é um artigo ou uma historia não entendi…
outra coisao nme não é Kevin Mitnick?
no mais estã ótimo o texto, sempre tive atraçãoicom cyberpunk, eu cheguei inclusive a escrever uma pequena hsitoria do tipo, vouv er se acho apr appuiblicar aqui!
valeue continue publicando!
Pelo que entendi, isso é apenas uma introdução.
E sobre o Kevin, acredito que referenciou o Kevin verdadeiro, mas alterou o nome, só isso.
Se isso é a introdução, imagine o conto em si!
Estou no aguardo das continuações.
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