O Prédio – Segundo e Terceiro Andar
Escritor: Pedro Torres

Segundo Andar
Subi vagarosamente a escada, ela escorregadia, quase caí 3 vezes, por sorte meus sapatos de trilha me ajudaram, eu estava imaginando porque eu tinha vestido sapatos de trilha para uma entrevista, ele não lembrava, só sabia que veio muito à calhar, a escada era incrivelmente longa, de longe, eu ouvia uma musica, um jazz, sim! Eu lembro, Oleo de Miles Davis! Muito bom! Mas eu não podia me desconcentrar, quando eu terminei de subir as escadas eu fui procurarquem estava tocando aquela musica, no caminho vi pedaços de carne crua, porque será?
Então um a porta estava aberta, eu vi uns 3 músicos de jazz, eu perguntei qual o nome deles , não podia ser mais obvio “Os Cancerosos”, quase achei graça, se a musica não fosse interrompida pelo desmaio de um dos três integrantes, o pianista, ele desmaiou causando um grande som no teclado, estranhamente o saxofonista e o baterista continuavam, eu também, não podia fazer nada, mas antes tirei uma foto deles, acho que tirei umas 3 fotos, quando eles terminaram o saxofonista fechou a porta na minha cara, e eu tive de prosseguir, então aparece um pequeno cão, parecia um filhote, eu tinha cainofobia, mas aquela pequena criaturinha com 1 pata a mais se esforçando para andar me deixou emocionado, ele começou a latir parcamente, ele balançando o rabo com eçou subir na minha perna, eu peguei ele nos braços e ou alisei um pouco, de repente um homem, gordo, muito gordo, apareceu, gritando “Cuidado porra!”, quando olhei por cãozinho de novo ele estava completamente desfigurado, e com os imensos caninos à mostra, tentando me morder, e o joguei para longe e comecei a fugir, de longe, eu só ouvi o tiro de espingarda e o cão gritando de dor e morrendo, depois o homem correu em cima de mim, como que querendo me matar, tentando falar algo “não vá…Mr.Ted…perigoso” foi tudo que ouvi, mas continuei a correr, todos estavam loucos? no fim do corredor depois de despistar o gordo, vejo um cara, com uma garrafa de morfina liquida, puta merda, onde eles conseguem isso? Não dá pra comprar essa merda em qualquer mercadinho de esquina, ele olhou para mim, felizmente não parecia ter nenhum tumor, ele falou “Rapaz, você deveria ouvir O Porteiro e O Gordo…Mr.Ted é…” de repente ouço um grito, era dele, ele enchia a cara de morfina mas não adiantava, ele rasgou a camisa no desespero então vi, um inchaço enorme pulsava bem encima do seu coração, eu corri com medo, será que foi um erro insistir na entrevista? Meu coração pulsava, mas como eu era idiota prossegui, vi finalmente a escada, quando dei minha ultima olhada no enorme corredor, vi algo parecido como uma manada de cães mutantes, eles estavam literalmente comendo O Gordo e o outro rapaz, eu vi uma grade na escada, eu fechei e tranquei, e corri como se fosse a ultima coisa que eu fizesse na vida, no fundo sabia que seria.
de longe eu ainda ouvia os latidos…
Terceiro Andar
Mais uma escada suja e fétida, no caminho, encontrei uma janela, do lado de fora, aprecia que todos ignoravam os contantes gritos e gemidos de agonia, estranho, mas não havia tempo de pensar nisso naquele momento, pois eu ouvi o som da gaiola caindo,e de novo aqueles latidos, eu corri, eu sabia que iria morrer se não corresse, merda! eu devia ter parado para ouvir o porteiro, eu corri, então quando subi o ultimo degrau eu ainda ouvia os cães correrem em minha direção, eu procurei desesperadamente uma forma de me livrar, então vi que do havia uma pesada porta de metal numa abertura da saída da escada, eu puxei com toda a minha força mas o portão se mexia muito devagar, e eu ouvia os cães cada vez mais próximos, então no limite do desespero eu dei o ultimo puxão mas não adiantou, quando eu pensei em desistir e me entregar aquela forma letal, uma pessoa me ajudou e nós puxamos juntos, quando trancamos o potão um cão chegou à bater no vidro reforçado da portinhola do portão, ele morre com o impacto e eu só ouvia os outros cães comendo seus restos, que ligar era aquele? Então me virei para agradecer à pessoa mas tomei um susto, ela uma especie de urso, enorme, bípede, ele falava comigo:
- Senhor? Você está bem? O que aconteceu?
- Vo-você é um urso!
- Obvio que sou, na verdade sou um resultado de uma mutação de um pequeno filhote de urso contrabandeado por um desses, ganhei inteligencia, minhas cordas vocais se desenvolveram, e esse tipo de coisa, meu “´pai” me ensinou à andar e a falar sua língua e aqui estou eu,e você como veio parar aqui?
-mas, como ninguém soube de você ainda? Da ultima vez que vi um pequeno filhote eu fui atacado, e quase morri! Eu vim fugindo de uns cães mutantes, como você pode ver e ouvir.
Realmente, ainda podia-se ouvir as insistências dos cães em bater contra o portão, o que causava um barulho ensurdecedor.
- você deu azar, é a hora do almoço delas, o vizinho do 201 os solta todos os dias, sempre existem umas fatalidades quando os vizinhos não jogam um pedaço de carne na frente da porta.
- e ninguém faz nada?
- fazer o que? Ele é o dono do prédio, seus cães são leais à ele, ele mataria qualquer dissidência ou alguém quem denunciasse.
- minha nossa? Como voltarei para casa, eu não sabia que tinha que enfrentar tudo isso para entrar?
- você devia ter ouvido ouvir o porteiro, ele parece meio mau encarado mas é a melhor pessoa do prédio, se você deveria te ouvido o conselho dele antes de vir até aqui, então ouça de mim, você já deve ter ouvido de..
então sussurrando bem baixo falou:
- mr.ted…
- sim, quem é ele?
Antes dele poder balbuciar algo, o portão começou a ranger, os cães estava quase derrubando o portão, putamerda! O urso me mandou correr, eu perguntei por ele, ele me falou apenas para correr o máximo que eu pudesse, eu antes de tudo tirei uma foto dele e então corri, no caminho podia ver os pedaços de carne crua, putz, que horrível, eles iria me perseguir até o fim do mundo? Calculei pela velocidade deles que demorariam algo entre 10 e 30 minutos para correrem toda a distancia do correndo sem ignorar a carne, se resolvessem realmente me perseguir demorariam 5 minutos, se o urso os atrasassem, então corri, queria ganhar tempo, no caminho vi um homem com uma cara bem suspeita dizendo “olha, uma balinha, vem cá! vem cá!uma balinha! Vem cá! Vem cá!”, que sujeito doente, eu não tinha tempo de olhar o quarto dele melhor, porque eu corri, corri feito um maniaco, como eu estava resistindo aquilo tudo? Não sabia, então eu vi dois dos cães comendo uns pedaços de carne, eu passei bem devagar, rezando para que não me percebessem, eu passei, um dos cães chegou a parar, eu também me paralisei, me cagando de medo, mas sem transparecer, ele me olhou e voltou à comer a carne eu andei devagar até ficar mais ou menos longe, então corri com todas as minhas forças para a escada, no caminha tinham mulheres, mulheres da vida, eu instinto jornalistico me forçou a parar e tirar umas fotos delas, então corri para o protão, quando elas ouviram os latidos, elas se trancaram nos seus apartamentos, eu fiz mais ou menos a mesma coisa, eu tranquei a grade, e comecei a subir rapidamente a escada, eu havia me metido numa bela de uma roubada…
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Loucura Vermelha


olha a balinha?
hehehehe
da onde sera que veio sua inspiração.
=D
uaahahahaha
adivinha…
naquele ambiente sombrio só me lembrei da fmaosa frase.
=D
percebi o primeiro erro de grafia…

eu escrevi a “escada,’ela’ escorregadia” o certo é “a escada era escorregadia”.
desculpem pelo erro.
Se fudeu hsuhuahau, esperando os proximos capitulos