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Apr
02
2009

Relatos Intrigantes – Terceiro e Quarto eventos

Escritor: Pandion Haliaetus

relatos-intrigantes-terceiro-e-quarto-eventos

Devido à natureza de meus relatos, vou aos poucos relembrando o que tentei esquecer. As datas corretas me falham, porém a sequência ainda é clara, e tenho um vago sentimento de distância entre os acontecimentos. Me recordo agora que a terceira experiência de nada tem de assustadora, pelo contrário, estava me sentindo bem a vontade, e o lugar era acolhedor. Por estes motivos, decidi por documentar dois relatos em conjunto. O quarto sim, possui um que de perturbador e insólito.

Existe algo que preciso documentar em adendo. A medida em que estou documentando minhas experiências, em busca de controlar os próximos eventos, estou tendo alguns resultados. Não exactamente como previsto. Na verdade o previsto é incerto desde o início de seu planejamento, contudo minhas experiência têm se intensificado, com um aumento significativo de minha lucidez, e coragem perante as diversas situações, as quais não convém comentar, pois se estes documentos algum dia forem descobertos, serão altamente questionáveis. Com a complementação de novas experiências derivadas de meu procedimento de documentação, estes documentos estarão com sua credibilidade deveras comprometida, muito mais do até a presente leitura.

Uma vez que não se tratam de ficções, poderá ser de estranheza a quem leia o próximo parágrafo, esperando algo que o amedronte ou lhe cause certo receito. Reafirmo aqui, que estas documentações são derivadas de experiências reais, e se os faço, são por pura necessidade, que um dia talvez eu possa colher algum fruto deste trabalho. Não menos importante é o terceiro relato, pois conecta todos os outros em uma teia que aos poucos vai me elucidando sobre o que o futuro me reserva.

Não se passou um ano desde o segundo evento, me recordo que era uma época em que eu estava buscando outros conhecimentos além do estudo corrente. Posso considerar que esta foi a época em que olhei pelo vidro da janela, de dento do baile e vi um rosto que me parecia familiar mas não o reconhecia.

Uma certa noite, quando me deito bem relaxado, tenho a sensação de acordar ainda em meu leito, aos poucos vou notando que o ambiente é outro. Estou ainda em um leito, porém ele é totalmente branco, e o colchão é algo como uma almofada, peça única e bem confortável, logo noto que não apenas o leito, mas todo o ambiente é branco, com móveis formando geometrias perfeitas. Ao me levantar, uma porta que está ao lado se abre, do outro lado posso ver que uma figura bem alta me espera. Posso ver que do lado de fora é tal qual do lado de dentro. O tal ser me espera do lado de fora. Não entendo por que, mas não consigo vê-lo nitidamente, minha visão sobre está embaçada, apesar de enxergar todo o ambiente com clareza e detalhes. Gentilmente, com um aceno de braço, ele me convida a sair do recinto. Neste momento estou sereno, e não pressinto qualquer tipo de perigo ou ameaça. Sem motivos para temer o anfitrião, simplesmente saio do quarto.

Logo vejo o que julgo ser uma sala, igualmente branca, deve possuir o dobro de área que o recinto anterior, vejo que existe uma outra sala em anexo. Meu anfitrião me guia por dentro desta casa, e de alguma forma posso entender o que ele me diz, aos poucos, à medida em que caminhamos e conversamos, minha visão sobre ele vai se tornando cada vez menos turva. Noto que ele traja uma roupa de peça única, a qual se adapta perfeitamente ao seu corpo longo e retlíneo, em pouco tempo posso ver seu rosto com clareza. Sua pele é de um tom cinza azulado, e relembrando melhor neste momento, seu semblante se assemelha à um homem que houvesse evoluído de um réptil, tal qual nossa raça evoluiu de um símio. Sua pele não possui escamas, tão pouco erupções ou protuberâncias. Com calma serena, ele me guia até outro recinto em que tenho uma surpresa.

Adentro em uma sala que possui alguns assentos confortáveis, e se passa algum tipo de reunião, aonde outros como ele estão presentes, e me esperam para confabular sobre algo. Ao se virarem em minha direcção, noto que entre eles está alguém conhecido. Minha mãe. O que minha mãe tem de relação em todas estas minhas experiências. Uma mulher que passou por muitas desavenças em vida, e que houve de enfrentar diversas situações surreais. Provavelmente meu psicológico deve projectar a imagem de minha mãe, sinonimo de segurança, em todos estes acontecimentos, porém, acredito haver algo além disto, algo que logo descobrirei do que se trata.

Tão logo me deparo com este grupo, meu sonho termina, e percebo que estava sonhando. Novamente me vem todos os questionamentos, lembranças, sentimentos e sensações característicos dessas experiências. Levo algumas semanas para digerir por completo o ocorrido. Não obstante, sou acometido à outra experiência. Quando imaginava ter a situação sob controle, quando imaginava que não mais seria tomado por sensações negativas, sou trazido de volta à realidade.

O decorrer de tempo exacto não me recordo, porém tenho certeza absoluta de que o quarto evento se passa poucos dias após eu ter parado de pensar no terceiro evento. Uma noite em que me deito com muitas preocupações em mente. Muitas dificuldade se apresentavam em minha vida, e buscava, assim como em outras noites, soluções e saídas para não sucumbir ao desespero. Em toda minha, se havia algo de religioso em mim sempre foi tentar seguir os dez mandamentos, entre eles um em destaque. Honrar pai e mãe. A simples menção de tais palavras fazem com que meu peito se encha de sentimentos de ternura e angústia, pois para que eu viva, não preciso de muito, contanto que haja aonde me deitar, haja o que comer e eu tenha condições de trabalhar, me darei por satisfeito. Contudo, saber que minha mãe compartilhava de tal situação comigo me corroía por dentro. Qualquer sacrifício é pequeno se eu puder melhor a vida de minha mãe. Meu sentimento é recíproco em relação ao meu pai, mas como ele já não estava mais entre nós, toda a minha atenção se voltará para aquela que meu deu a maior de todas as oportunidades, a vida.

Com todas estas questões em mente, me deito, e sonho, novamente, sem saber que é um sonho. Logo me vejo em um recinto que não é meu lar. Iluminado apenas pela lua, sei que este não será um lugar agradável. Tão logo me dou conta de minha condição, percebo que sair dela dependerá de mim. Presto atenção ao meu redor e vejo um lugar cercado por muros, em que cerca de dois terços ambiente está coberto por um telhado. Tenho a impressão de que o lugar é a parte de dentro de alguma residência, tal qual um jardim de inverno, mas de grandes proporções. Pois bem, uma vez ali, me coloco a investigar o local.

Me dirijo em direcção à cobertura de telhado. Nela existem várias redes com pessoas deitadas. Estas redes são objectos usados para repouso em determinadas culturas. Julgo estranho, pois havia se passado longos anos desde que virá uma rede de descanso. De acordo com o contexto, vejo que estão dormindo. Sem entender o porque estou ali, começo a caminhar por entre as pessoas em repouso, em direcção ao ponto em que o telhado cessa. Não deveria, mas me surpreendo novamente quando chegou ao final do período coberto.

Deitada em uma rede que não está sob o telhado, está minha mãe, catatonica, paralisada. Começo a me desesperar e tentar reanimá-lá, sem sucesso, não desisto. Quando fito seu rosto, noto um olhar de desespero e vazio imenso. Como se sua alma houvesse sido arrancada a força. Não entendo, e olhar para seu rosto vai me causando cada vez mais medo e desespero. Então quando fico em silêncio olhando para ela, ouço o silêncio da noite, e percebo que em realidade, seu olhar está fixo em um ponto, atrás de mim, e acima…

A sensação de frio e um calafrio percorrem todo o meu corpo, sinto como se estivesse ficando completamente dormente. Está atrás de mim. Devo olhar? Não consigo. O terror é tão intenso que apenas espero que aquela situação, de alguma forma acabe, mas não acaba, a tensão aumenta a cada segundo. Como vou me virar para olhar algo que meu corpo não permite?

Aquele era o momento, eu sabia que não tinha mais como impedir que aquilo fosse acontecer. Então, buscando forças do mais íntimo do meu ser, vou me virando lentamente. Me viro e me posiciono na direcção em que os olhos de minha mãe apontam. Estou de olho fechado, e como quem tentar manter o equilíbrio entre a sanidade e a loucura, abro meus olhos. Sinto um arrepio tão forte em meu corpo que ele estremece por completo, a sensação de morte está em mim. Em cima do telhado está um ser que não pode pertencer a este planeta, ele está deitado no telhado, e posso ver suas mãos segurando na borda e seu rosto nos fitando vorazmente. Sem reação fico perplexo observando e esperando a conclusão desta experiência insólita.

Ainda atordoado, com a sensação de que minha consciência está a se desprender de meu corpo. Luto comigo mesmo para manter a sanidade e consciência. E ali está, aquele ser me olhando fixamente, mas por mais estranho que possa parecer ele não toma ação alguma. Como isso, vou me acostumando à situação. Então que, do ser, começo a ouvir sons. Me parece que ele está tentando se comunicar comigo. Não consigo descrever como eram estes sons. De alguma forma, o seguinte me vem a mente para tentar explicá-los: Imagine como se pudesse ouvir o som que ondas electromagnéticas fazem ao se propagarem pelo meio etéreo. Era isto que eu sentia, e não conseguia entender o que ele tentava me falar. Eis que tomo uma ação que surpreende até a mim mesmo.

Tomado por uma alteração de sentimentos e sensações, impulsionado pelo clímax da situação, não estou disposto a perder esta oportunidade, aconteça o que acontecer, minha ação poderá me custar algo precioso, mas tentarei. Olho ao redor e busco uma cadeira. Levo-a até o local aonde eu estava e subo na mesma. agora estou frente a frente com o ser. Receoso ao extremo, começo a erguer minha mão lentamente. Tremula, vou levando-a em direcção à face daquele que está a minha frente. Em relances onde meu corpo retrai a mão, mas minha vontade a impulsiona para frente, consigo enfim meu objectivo, toco a testa dele.

Neste momento, toda ansiedade, medo, temeridade e aflição passam, sinto e ouço perfeitamente o que ele tem a me dizer. Meu ser se acalma por completo, sinto como se estivesse entrando em sintonia com ele. Tento falar com ele, mas não consigo, sinto que se falasse, ele não ouviria. Então pouco a pouco me aproximo mais dele, posso ver em detalhes todos os aspectos físicos de seu rosto, desde seus olhos até a textura de sua pele. Não tenho mais medo. Encosto minha testa contra a dele, e enfim, conversamos plenamente.

Acordo. Desnecessário dizer o quanto esta experiência me forneceu de material para refletir e tentar entender. Posso lembrar destes detalhes, e isto tudo tem um significado que hei de encontrar.

2 Comments»

  • Bemmm longo, mas gostei bastante. A parte das redes e o encontro, com o que eu visualizei ser um ser alienigena, achei bem legal. Prendeu bastante na leitura. 🙂

  • E.U Atmard says:

    concordo, enquanto estava a ler não sabia como parar. Só não percebo como é que o encontro com o ser pode trazer as respostas para os anteriores…

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