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May
27
2009

A Arrancada

Escritor: Felipe Ferraz

a-arrancada

Foi tudo muito rápido. Na pequena estrada que liga Paulínia a Campinas, um sujeito encostou na minha traseira pedindo passagem. Eu estava a 120 km/h. Como estava próximo de meu destino, ignorei a investida por alguns segundos, e também pelo fato de a faixa da direita da estrada estar repleta de caminhões. O Boné, colega a quem dava carona, notou meu desconforto, mas surpreendentemente guardou para si qualquer comentário. Fato: não tenho a menor idéia da origem de seu apelido, visto que nunca o vi usando tal adorno.

O cidadão que dirigia atrás de mim teve um surto, gesticulou, e em seguida jogou o carro no acostamento ( apenas metade do acostamento era constituído de asfalto, a outra metade era de terra e grama), ultrapassou e fechou minha passagem, de forma que se eu não tivesse freado bruscamente, teria acontecido um acidente. Boné soltou dois palavrões, um para reclamar da situação, e outro para ofender o tal motorista. Sequer ouvi os gracejos do meu colega: tomado pelo ódio de ter sido provocado, pela fúria do desrespeito alheio com minha pessoa, fiquei por alguns segundos cegos de qualquer emoção ou sentimento, e repeti o gesto imprudente do desconhecido: reduzi a marcha para a 3ª (o que causou um impulso no carro, levando Boné a soltar mais um verbete de baixo calão), segui pelo “acostamento” e fechei o motorista imprudente. Subi a marcha para a 4ª, o que me fez abrir a distância de um ou dois carros e puxei o freio de mão subitamente. O carro de trás bateu com certa violência no meu; em seguida, abaixei o freio de mão e prossegui meu trajeto. Talvez pela avaria do carro, pude ver pelo retrovisor que o outro carro encostou no acostamento e não de lá tão cedo.

Não há qualquer razão que tenha me levado a puxar a alavanca do freio de mão. Em cinco anos dirigindo, jamais havia batido o carro; apenas levei algumas multas  por excesso de velocidade. Na casa do Boné (que não disse uma palavra sobre o fato), verifiquei a ausência de estragos na traseira do meu carro – o engate cumpriu seu propósito. Meu amigo entrou rapidamente em seu quarto e voltou com um papel, onde havia escrito um endereço.
– Esteja lá hoje às 11 horas, e leva o mexido.

Após o fim de um namoro que durou três anos, dediquei as noites de sábado a sair com amigos e beber em excesso (muitas das multas que levei tinham como razão a embriaguez); desta vez, tinha um compromisso com um colega que nunca saiu comigo, mas que entende o que eu falo desde que nos conhecemos.

O Mexido possui este nome não pela cor dele ser de um amarelo gema de ovo, mas pelo fato de eu ter “mexido” nele, literalmente. Coloquei itens básicos como nitro, rodas e aerofólio, escureci os vidros ao máximo, investi em um som que agrade os passageiros, e não quem está fora do carro.

Chegando ao local indicado, nenhuma surpresa: um bar famoso perto de uma faculdade. Aos sábados, a quantidade de carros esportivos e “tunados” era proporcional ao de mulheres esculturais. Boné estava me esperando em uma das mesas. Ofereceu uma cerveja, “para relaxar”, segundo o próprio. Conversamos um pouco, até que em certo momento todos os carros começaram a sair do bar. Meu colega me puxou pelo braço, e sem pagar a conta, entramos no carro. Neste momento, tirou do bolso um… boné, e o vestiu, se tornando irreconhecível.

– Coloque você no Grid 4!

Atravessamos a garagem da casa vizinha ao bar, e nos fundos, uma surpresa: uma pista de arrancada, escondida no meio do quarteirão.

– A sua corrida é a primeira.

Boné desceu do carro, encostou na minha janela, e explicou as regras.

– Mas, somos amigos há algum tempo, por que não me convidou antes; você sempre soube que queria correr e tinha o carro certo.

– Você tinha o carro certo, mas não a atitude. Hoje você demonstrou a atitude necessária para correr aqui.

E a emoção da primeira arrancada tomou conta de mim. Abaixei o volume do som, olhei fixamente para frente, e engatei a 1ª.

8 Comments»

  • Bem legal seu conto.
    Não tenho atração por carros, mas por ser um conto de temática diferente aqui pro blog, achei bem legal!! 🙂

  • Ah sim!!

    Galera o Felipe ai é novo no blog.

    Bem vindo seu nerd!
    =)

  • Pedro Torres says:

    opa bem vindo!
    gostei do conto apesar deeu achar que mereçe uma continuação!
    =D

  • Vitor Vitali says:

    Bem, não gosto de carros também e não entendo nada dele, então prefiro não comentar sobre o conto, mas que bom algo diferente 🙂

  • … espero que o autor passe aqui para dar um olá! 🙂

  • Laka says:

    Ahh! Bem legal o conto, faz lembrar aqueles filmes, sabe aqueeeeles que não sei citar nenhum agora. Mas foi bem descrito, pude “sintonizar” bastante. Ah respeito do tema… cada um pensa no que gosta! =D
    Gostei, continue por aqui, bem vindo!

  • E.U Atmard says:

    tenho de concordar, carros não é o meu tema prederido…mas está muito bom, bem diferente do que normalmente se encontra aqui…bem vindo Felipe!

  • Felipe Ferraz says:

    Olá Pessoal, tudo bem?

    agradeço as boas vindas, e os comentários postados. A temática foi escolhida para destoar mesmo dos demais do site, apesar de eu ter vááárias preferências antes de carros, e sim, terá continuação, aguardem novos textos.

    Um grande abraço
    Felipe

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