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May
18
2009

Amor Além da Vida

Escritor: Pandion Haliaetus

amor-alem-da-vida

Uma noite como outra qualquer, um cenário comum. Em meio a sala que está desarrumada, um casal está deitado no chão ao lado da lareira, o homem gentilmente segurada sua amada. Se olharmos a cena com maior cuidado, notaremos que ele recita palavras.

“Seu corpo está vazio agora enquanto eu a seguro…”
“Agora que você se foi eu sinto sua falta, mas eu havia lhe avisado…”
“Tento lembrar dos nossos momentos, acabo por lembrar dos maus momentos, mais do que dos bons…”
“Agora não há mais volta, mesmo que eu quisesse. Eu a amava mais do que a vida, mas se eu não posso tê-la, mais ninguém poderá.”

Ele a ajeita em seus braços, agora podemos ver que ela esta ensaguentada, tanto quanto as mãos e blusa do homem.
Com um olhar de redenção, ele justifica.

“E como eu não podia mais tê-la, então eu tive que matar. Meu único amor, algo que eu jamais sentira…”
“Mas agora você deve ir para o céu, e eu queimarei no inferno. Eu te amava mais do que a vida.”

Com isso ele a deita gentilmente no tapete, fecha seus olhos e volta-se para arma utilizada no ocorrido.
De pé, ele segura firmemente a arma, com um tom de desolação, ele anda pela sala e conversa com o cadáver.

“Somente ontem vieram me contar que você havia partido, e agora, dentre todas estas pessoas irrelevantes, será que encontrarei alguém?”
“O peso nas minhas costas acabou me transformando. Esqueci de suas palavras ‘Uma dia você ficará sozinho’.”
“Eu disse que precisava de você, isso faz com que eu esteja errado? Eu sou um homem fraco, isso faz você se sentir mais forte?”
“Meu coração escureceu, deixando um buraco, e agora? Um buraco na minha cabeça?”

Com a mão trêmula ele leva a arma até a cabeça, se aproxima da mulher enquanto a observa e pensa.

“Quem irá me ajudar? Aonde está a mão que ajuda? Você vai desistir de mim? Este é o meu fim?”

Ele começa a chorar. E entoa para si mesmo.

“Não desanime, não desista, não hesite.”

Do lado de fora, a chuva cai, um vento gelado sopra.

“Os planos que fizemos agora estão desfeitos. Agora não há mais volta, mesmo que eu quisesse.”
“Me lembro de suas palavras: ‘Um dia você ficará sozinho’.”
“Bem vindo ao desconhecido.”

O homem atira em sua cabeça. Seu corpo ainda em espasmos cai por cima do corpo da mulher. Em meio aos espasmos, ele involuntariamente segura na mão da mulher. Seus olhos reviram enquanto uma história termina e outra começa.

“O que é isso? E agora? Eu estou descendo.”
“Mas o que eu vejo?”
“Você não está indo para o céu, está indo para o inferno comigo!
“E agora você vem até mim ‘Me leve daqui amor!'”
“Penso que faria se pudesse, caso você não fosse uma vagabunda.”
“Uma vez eu a amei, mas você me manipulou.”
“Por todo esse tempo eu achei que eu estava errando, mas agora eu sei, que você é quem estava!”
“Se existe um Deus neste inferno, ele gosta de mim, por que teremos a eternidade juntos, ‘Meu amor’.”
“Eu te amava mais do que a vida.”


Categorias: Contos | Tags: , ,

13 Comments»

  • Gostei da história.
    triste…mas legal.

    Você sempre coloca uma lição de moral nas suas hist?oias… mas eu nunca consigo descobrir qual é. =/

    Mas gostei.

  • Pandion says:

    Viva sua vida pra você, só isso

  • A partir do momento que você escreve algo para os outros lerem, você deixa de viver uma vida só para você.

  • Laka says:

    E voce vive sua vida só para você?

  • Pandion says:

    Esta sessão de comentários está longe de ser o local ideal para que eu revele algo pessoal, porém, a pretenção do texto está longe de defender um ideal, apenas senti a necessidade de escrever algo triste sobre alguém que fantasiava e esperava muito sobre outra pessoa. Viveu por ela, e consequentemente morreu por ela.

  • E.U Atmard says:

    Adorei o conto, parece-se muito com um que eu li à pouco tempo, um monólogo de 40 páginas de uma mulher…mas o Pandion foi muito mais longe. Agora só por curiosidade, sou só eu, ou este blog está um pouco mórbido? Os últimos contos têm sido todos um tanto obscuros, um tanto negros…
    Mas de resto, está tudo muito bom

  • Hehe, esta sim.

    Fazer o que se pessoal só sabe escrever sobre isso.
    Bom, mas se você pelas influências literárias, tem muito terror no meio.

    Mas, não tem apenas coisas mórbidas não. Aaaaa tenho que acaber meu conto para mostrar que não tem apenas coisas mórbidas aqui. =)

  • Opa, olha eu aqui de novo, cheguei no trabalho.

    Mas eu acredito que terem contos mais mórbidos coisa e tal, reflete muito sobre o que nós pensamos. Afinal, escrevemos sobre pessoas. E como podemos ver em todo o lugar, nossa raça humana é uma grande sacanagem. Acredito que seja a impaciência de quem ja esta de saco cheio aflorando no pessoal.

    Sobre o conto aqui do Pandion, olha cara se isso ai de viver apenas para você reflete alguma desilusão na sua vida amorosa ou pessoal e você chegou nesta conclusão de ser um mesquinho que só pensa em você… cara, isso demonstra apenas uma coisa. Fraqueza. deixa o cabelo crescer ai, faz uma franjinha e vira emo.

    Ja, se você escreveu isso, porque assitiu Marley e Eu, ficou puto por ter visto o cachorro morrer no final. Bom… ai eu entendo o que se passa. 😀

  • Pandion says:

    Nenhuma das opções, minha inspiração surgiu à partir de algumas músicas. E em meus contos gosto de criar visões pouco exploradas, tento fugir sempre do clichê, tanto na forma como na linguagem adotada quanto no desenrolar da história. Bom, pra simplificar, eu escutei algumas músicas, notei certa coerencia entre elas e pensei “poxa, isso daria uma boa história”, comecei a escrever e fui retocando para de alguma forma deixar a história inovadora, para que o pessoal que fosse ler encontrasse algo diferente. Quanto a lição de moral, se é que existe, eu só pensei nela quando você me perguntou, então se alguém dissesse que a lição de moral é “escreva uma carta e se mate depois” não estaria menos correta do que eu.

  • JonesVG says:

    Bah Marley e eu é foda pra cacete, mas tipo quanto a o quanto o ser humano é fodido e mesquinho, caras estava escrevendo algo a respeito ontem a noite em uma história espacial, pra dar introdução disse que o mundo acabou e os humanos foram atrás de outros planetas, claro tudo bem mais detalhado, mas principalmente falando sobre isso das pessoas mesquinhas para com a natureza. Mas assim caras é mais facil escrevermos sobre terror, violencia e coisas do tipo por cauas do mundo em que vivemos, toda hora os jornais inundam nossa mente com noticias de morte e violencia então a maior parte do que temos em mente é isso. Por causa destas coisas larguei a televisão de mão.

  • Pandion says:

    Jones, você tocou no assunto do homem saindo deste planeta, e isto me lembrou o filme “O Dia Em Que A Terra Parou”, nele tem um conceito que achei fantástico, o homem pode fazer o que quiser com este planeta, por que ele pertence aos terráqueos, mas a partir do momento que ele expande sua violência para fora do planeta, ai ele tem que responder a autoridades maiores do que ele. Isso é bem legal por que acaba com a idéia de que somos donos do universo.

  • Ainda não vi O Dia Em Que A Terra PArou, mas gostei da idéia que você descreveu ai. Vou dar uma olhada.

  • This comedian from Brooklyn, New York has been making audiences laugh for decades with his
    unique outlook on live. Photocopy and distribute the books for an extra activity in your weekly lesson. Let your child realize that
    the rock is hard and the soil is soft.

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