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May
22
2009

Gargalhadas

Escritor: Vitor Vitali

gargalhada

Acordei calmamente. Abri os olhos e vi pela janela que ainda era noite. Pensei que ainda estivesse chovendo. Fazia tempos que não dormia tão bem. Acho que pelo menos dessa vez, consegui esquecer os problemas e ter uma noite tranqüila. Mas achei estranho ter dormido tão pouco. Ainda eram três da manhã. Será que quando se dorme bem, se dorme menos?

De qualquer forma, resolvi ir a cozinha comer algo. Estava tão relaxado que quando fui descer as escadas me desequilibrei um pouco e quase caí. Um sorriso despretensioso surgiu em meu rosto, e pensei que talvez fosse ruim morrer assim tão serenamente.

Acho melhor comer algo mais leve. Talvez um sanduíche integral com algo para beber. Estou sentindo uma paz como nunca senti. É como se todos os problemas tivessem… Não sumido, mas sido ignorados. Sinto-me muito bem. Degustei de cada mordida como se fosse algo maravilhoso e depois me sentei no sofá da sala de frente para a lareira. Fiquei ali por um tempo. Estava um pouco frio, talvez devesse acendê-la. Não. Melhor não.

Permaneci ali por mais alguns instantes olhando para o belo quadro de minha esposa. Um auto-retrato que ela fez na época em que nos conhecemos. Ela se pintou feliz. Muito feliz. Será que ela realmente estava? Eu estava naquele momento. Naquele instante olhando para o quadro de minha esposa. Estava feliz. Muito feliz como nunca estive antes. Sentia-me livre. Sentia-me liberto. Sentia-se triunfante.

Um sorriso se espalhava pelo meu rosto ao poucos. Um sorriso de vitória. Um sorriso mau. Levantei-me e comecei a rir pela sala de uma maneira libertadora. Ria vitoriosamente. Apoiava-me nos moveis e ria mais ainda. Mais e mais. Os risos haviam se tornado gargalhadas. Gargalhadas incontroláveis da madrugada. Eu me sentia um Deus naquele momento. Ria ajoelhado em frente ao quadro observando cada detalhe. Estava rindo baixo agora, como um fio d’água que ia se estreitando. Mas quanto mais eu olhava para o quadro mais eu me sentia poderoso.

– Ela mereceu aquilo! Ela mereceu! E foi eu quem a fez pagar! Sim! Fui eu! – Gritei.

Voltei a rir abafadamente, quase um grunhido.

Sinto meu cabelo puxado para trás. Não consigo ver quem está me segurando. É uma mão gelada. Mas nada pode me impedir. Eu ganhei. Eu triunfei. Ninguém poderá tirar esse sentimento de mim. Nem mesmo ela! Ela se foi. Se foi para sempre!

– Não. Eu não me fui.

Ao ouvir a voz de minha amada, todo o meu sangue parou. Todo aquele sentimento de vitória sumiu em instantes e deu lugar ao medo. Um medo que não durou muito. O meu sangue voltou a se mover, mas dessa vez para fora de mim. E eu mal pude sentir aquela lamina gelada e afiada que cortou meu pescoço com velocidade. Comecei a engasgar com o sangue que jorrava tanto para dentro da traquéia como para o lado de fora pelo enorme talho que havia sido feito. Caí no chão, e manchei o tapete com aquele líquido rubro que escorria de dentro de mim. E então, uma corrente de ar passou. O sangue parou de correr e a ferida sumiu. Tudo imaginação? Ainda me segurando pelo cabelo ela beija meu rosto, como quem diz “Amo você” e evanesce no ar também.

Abaixo a cabeça. Meus cabelos suados caindo por cima do rosto. O que eu havia feito? Lágrimas começam a cair de meus olhos e eu abraço a mim mesmo soluçando baixinho, como que com vergonha de que alguém pudesse ouvir, mesmo estando sozinho, enquanto a chuva caía lá fora.


Categorias: Contos | Tags: , ,

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