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May
21
2009

Mais uma noite infernal – Parte 2

Escritor: Jones Viana Gonçalves

mais-uma-noite-infernal

Hoje não tenho sono. Sei isso não poderia estar acontecendo com um não vivo, mas já que todos podem quebrar as regras acho que também posso fazer isso. Faz mais de um mês desde meu primeiro encontro com aquelas bestas na forma de lobos no centro da cidade, um mês sem sossego, um mês sem tédio, hoje sinto falta disso. Meus refúgios foram todos descobertos a exceção deste, um casebre no fim do mundo, no alto de um barranco na beira de uma rodovia estadual. Daqui posso ver as pessoas na rua lá embaixo, mas não tenho coragem de sair, não depois de saber que um de meus contatos foi eliminado. Seu nome era Cristian, outro morto-vivo igual a mim foi encontrado em uma das muitas vielas da cidade estraçalhado por algum animal. Apareceu nos noticiários, os mortais desconhecem a criatura que o matou, mas eu sei o que era. Sim eu sei, as feridas em minha perna me lembram todo o tempo.

A fome, ela me fez sair do esconderijo. Agüentei firme por cinco dias, mas no fim a sede pelo liquido vital dos mortais foi mais forte e me fez sair. Meus rebanhos todos foram cercados e estavam sendo vigiados. Eu estava desarmado, nem pistola, revolver ou faca, nada. Precisava não chamar a atenção para esta área, mas não havia jeito estava ficando louco pela sede. No meio da noite desci do esconderijo até chegar a pecuária. Uma construção de cor laranja que ficava em frente a casa do outro lado da rodovia. Dali existia uma rua a qual chegava a vila chamada Padre Réus, refugio de ladrões e traficantes que se alojavam nesta margem da cidade. É claro que também haviam outros tipos de pessoas, mas estas hoje não me interessavam. Precisava procurar por aqueles que ao sumir não chamavam tanta atenção das autoridades. Subi pela estrada indo parar em um entroncamento de bares e butecos a esta hora todos fechados, mas ainda existia vida naquelas ruas, três garotos conversavam, um deles de pé e os outros sentados no cordão da rua. Me olharam e não deram muita atenção para mim até eu chegar perto.

– O que cê quer rapá? – Disse um deles com as gírias grotescas retiradas das ruas. Fazendo-me de desentendido virei para outro lado indo para o terreno baudio para aprofundar mais nas entranhas da vila, já que aqueles garotos não seriam de alivio para mim. Pareciam não estar envolvidos em nada até eu sentir o cano da pistola roçar em minhas costas, burro, naquele horário nas ruas como não seriam ladrões. A principio não me movi até ouvir as instruções do ladrãozinho.

– Vai cara, passa tudo que cê tem, não deixa nada pra trás.

Eu não ouvi nenhuma das palavras dele, apenas escutava o tuc tuc da pulsação de seu coração.  Olhei para os lados e lá estavam os outros dois, roupas largas, bonés e medalhões de prata, dois brancos e um negro, três garotos ao estilo hip hop. Tentaram me agarrar, mas os olhos vermelhos e os dentes os expulsaram dos meus flancos, um, dois, três tiros eu ouvi e senti. As balas rasgaram a minha pele, dor, mas não muita, eu cai de frente. Ainda tinha sangue em minhas veias o suficiente para aquele combate, um dos pivetes se aproximou para me examinar, não posso dizer que ele gostou do que viu.

Com um movimento rápido agarrei o braço dele e usando de uma fração de minha força desloquei os ossos do braço dele fazendo-o gritar, estava novamente de pé. Outros tiros me acertaram, mas eu estava mais interessado nas veias do pescoço daquele que eu tinha em mãos, tão doce é o sabor do sangue, tão revitalizante ele é, com a boca vermelha do liquido vital e o peito manchado eu larguei meu aperitivo morto. Parte de minhas forças haviam retornado, o atirador corria pela rua gritando de pavor e recarregando a arma, o outro bem a frente havia saltado sobre um muro, freneticamente ele batia em uma porta fechada e implorava para que fosse aberta, nem mesmo viu quando eu cheguei em suas costas. Um golpe apenas foi necessário, minha mão entrou na base da cintura dele, senti meus dedos tocarem os ossos da coluna então apertei firme e puxei, o garoto parou ao chocar-se com o muro. Um sorriso fez-se em meus lábios, o terror nos olhos dele ao ver que estava no fim me traziam felicidade, sádico eu, sim talvez um pouco. Agarrei a cabeça dele e o levantei, novamente o sabor do sangue. Olhei para as janelas da casa, pessoas observavam, eu que não queria chamar atenção via que isso era impossível, pelo menos quando estava faminto.

Sai pela rua, a caçada estava interessante. Desta vez ia atrás do atirador. Enchi meus pulmões de ar para sentir o aroma do medo misturado ao fedor da maconha que impregnava os poros daquele pivete. Meus sentidos me davam a localização exata dele. Talvez fosse assim que os lobos conseguiam me encontrar, mas isso não vem ao caso agora, não agora. Dobrei em uma rua a direita e olhei para o clube que ficava além de um grande campo vazio na outra quadra, o marginalzinho estava no meio do campo, ele esperava com a arma apontada na direção da entrada da trilha. Não fui por lá, entrei por entre as arvores indo ficar nas costas dele.

O rosto assustado do rapaz ao sentir minhas mãos esmagar as dele em volta do cabo da arma, o som dos dedos sendo partidos, o som da voz rouca durante o grito de pavor e depois o gorgolejar do sangue entrando pelas vias aéreas do pescoço aberto pela minha garra. Sons inconfundíveis de morte que há muito eu não apreciava, coisas que voltei a apreciar desde o meu ultimo confronto com aquelas bestas. O serviço estava feito e eu saciado, mas ainda algo me chamava a atenção. As medalhas e anéis de prata daqueles marginais, poderia usá-los. sim dizem que a prata poderia matar um lobo, quem sabe isso fosse verdade. Recolhi todo o material feito de prata que eles tinham e levei comigo.

Hoje um dia depois do ataque ter sido publicado em alguns jornais sei que eles me encontraram. Estou com um .38 em mãos e tenho doze balas de prata, talvez não consiga matá-los, mas quem sabe consiga sobreviver a mais um dia.

10 Comments»

  • Aaaa mais uma noite infernal!!

    Não sabia que você iria continuar este conto.

    E ja tem mais uma parte saida do forno, em breve vem a terceira parte. 🙂

  • Pandion says:

    Vampiros, tão solitários, mesmo quando reunidos sempre estão a sós, não confiam em ninguém, alias, não devem. O que torna as coisas mais difíceis, por que Lobisomens quase sempre andam em bandos, conseguem fareijar a wyrm a grandes distâncias e podem viajar à umbra rasa e pedir a localização de alguém para um espírito. Realmente a tarefa de sobreviver é ingrata para um vampiro.

  • Jonesvg says:

    Cara em vampiro a mascara a coisa é foda quando se trata a sobreviver aos lupinos, porem para estes contos da noite infernal não tenho usado os vampiros e os lobisomens da white wolf, embora os poderes sejam em suma quase a mesma coisa. he hehehehehe joguei muito storyteller, ou melhor mestrei muito. Abraços a todos.

  • Olha… dois rpgistas conversando.
    Isso é muito legal 🙂

    Isso aqui tem mais é que virar um ponto de encontro nerd mesmo.

  • Pedro Torres says:

    eu já vi Vampirpo:A Mascara, mas nunca arranjei um bom mestre.xD

    Pandion ta falando que nem uma dessas meninas malucas por vampiros e crepusculo, claro.xD

  • JonesVG says:

    Cara tipo se o mestre for bom a trama pode ficar bem mais politica e crepusculosa do que qualquer outra coisa, eu como era um mestre muito ruim a trama era um terror psicologico só. huahuahauhauhauah.

  • Caramba, chmaou o Pandion de Teenager Comedora de Rapadura…

    Ele que se defenda… #lenhanafogueira

  • Pandion says:

    O Pedro tem razão, mas pra vocês verem, mesmo eu não gostando deles, falar de vampiro é implicitamente gay.

    Vampiro gira em torno de intriga, intriga é coisa de mulher, homem que gosta de intriga… bem, vocês já sabem… joga Vampiro.

  • Hehehe.. boa resposta.

    Agora o Jones que gosta de jogar vampiro que se defenda…

    😀 #lenhanafogueira

  • jonesvg says:

    Huhauhauhauhauhauha sem defesas, só posso gritar a calça nãããããããããããããoooooooooooooooo! Caras de verdade por isso disse que minhas aventuras de vampiro eram um tanto sordidas e de suspense nada do clima aristocratico do cenário, então quando saiu o Requiem ai caras a coisa pegou fogo pois é bem menos aristocratico e muito mais horror pessoal.

    Abraz!

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