O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

(2) Moby [agenda]
(3) Prova [agenda]
(13) Burqa [poesia]
(11) Ursos [poesia]
(14) 100 [conto]

Publicado por ONEbot

– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

>> Confira outros textos de ONEbot

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

May
04
2009

Os cães da sra Adelaide – Parte 2

Escritor: Jones Viana Gonçalves

os-caes-da-sra-adelaide-parte-1

Francisco ergueu a cabeça, já fazia alguns segundos que o celular tocava. Pensou em não atender, olhou para o velho relógio à corda com o logo da coca-cola sobre o criado mudo, ele marcava quatro horas. Não podia ser, juraria ter dormido pelo menos oito horas, mas se passaram apenas duas desde a hora que deitou. Com relutância pegou o celular, no display o nome que aparecia era o de Marco, seu capitão. “Parece que não vou dormir mesmo”.

– Alô. – disse ele abrindo o celular tipo Flap.

– Francisco preciso de ti agora na rua Medianeira, fica ai perto da tua casa.

– Capitão não tem mais ninguém não? Cheguei de viagem a meia-noite, tenho um relatório para escrever e estou bem cansado.

– Não discuta rapaz. Sei que voltou de Santa Cruz agora pela noite, mas não tem ninguém para abraçar esta, ta todo mundo em missão. Fica feliz que já descolei o Daniel para servir de apoio.

– O que foi desta vez Marco? – A voz de Francisco ficou séria, se o capitão havia mandado um soldado barra pesada como o Daniel então a coisa era feia.

– Dois guris foram atacados por algum animal, pelo menos isso foi o que me disseram.

– Putz cara, então não é serviço para o D.E.I.S. e sim para o controle de animais.

– Francisco faz o que estou te mandando e vai duma vez pra lá!

O investigador não teve tempo de responder, o chefe já havia desligado. Olhou para o guarda roupas e decidiu por um banho. Meia hora depois estava pronto para encarar mais uma. “Dois guris atacados por animais, é boa”, pensava ele.

Exatamente as cinco e quinze ele chegava ao local. Tinha policia por todos os lados, se apresentou como federal e foi levado para onde estava Daniel. O soldado era um homem truculento, com pouco mais de vinte e cinco anos. Usava a cabeça raspada e piercings nas duas orelhas. Dentro do D.E.I.S. (Departamento Especial de Investigação Sobrenatural) era aclamado como o mais experiente em combate e também o mais letal. Já contabilizava trinta e oito missões de ataque a criaturas que qualquer um duvidaria existir. Pelo corpo portava inúmeras cicatrizes e tatuagens. Enquanto Francisco de porte franzino e aparência mal cuidada era tão experiente quanto, mas em seu próprio ramo, a investigação, tendo quarenta e uma missões bem executadas para o D.E.I.S. . Coisas extraordinárias aconteciam todos os dias e o trabalho destes agentes era investigá-las e combatê-las se necessário.

– Então Dani o que houve por aqui?

– É o Marco não ta de brincadeira não. Colocou a gente nessa porque a coisa ta séria. Por volta das dez horas da noite a PM recebeu seis ligações para que uma patrulha viesse para cá. Segundo os moradores dois guris já conhecidos na vila estavam atormentando alguém nesta casa abandonada. Os PMs por conhecerem os pivetes e estarem cansados de prendê-los não deram muita importância para o caso e nem vieram. Foi aí que as onze horas outras pessoas ligaram dizendo que gritos terríveis vinham da tal casa, gritos de pessoas apavoradas, de palavrões, de desculpas e por fim choro. Resolveram vir averiguar. Dentro da casa a bagunça era absoluta. Sangue, tripas e pedaços de gente pra tudo quanto é lado. Francis eu entrei lá e te digo cara os legistas terão um quebra cabeça do caramba com os dois corpos.

– Mexeram nos corpos?

– Não, eu pedi para esperarem.

– Bom, vamos entrar então. Quero ver isso!

Francisco seguiu Daniel até o interior da casa. Entraram pela porta a qual os guris haviam entrado e chegaram à cozinha. O investigador sentiu algo ali naquele ponto. Olhou para um lado e para o outro, então para cima. Ali existia dependurada no marco da porta uma pedra negra na forma de um funil. “Armadilha de bruxa” pensou ele, sabia muito bem o que era aquilo já que ele mesmo usara uma vez de tal artifício. Francisco era um bruxo, adorador da Deusa lua. Voltou a olhar pelo redor tentando concentrar-se, os moveis decrépitos da cozinha ainda jaziam ali, alguns quebrados, outros corroídos por cupins e cheios de mofo, mas estavam ali assim como todos os outros moveis da casa e aquilo era estranhos para uma casa abandonada.

Logo chegaram a sala onde os garotos foram esquartejados. Existiam pedaços de cada um em cada centímetro quadrado daquela sala, quando não era carne e tripas o sangue cobria o chão. O cheiro forte de ferro enchia os narizes dos presentes misturando-se com o odor de fezes e urina humana.

– E então Francisco o que você acha?

– Dani só estou certo de uma coisa, este caso não é para o controle de animais! – Um meio sorriso apareceu em seu rosto.

– Então diga investigador. O que neste mundo infernal fez isso com os garotos?

Francisco nada disse, apenas abaixou-se para observar melhor um meio tórax que estava jogado no centro da sala. Com uma pinça mexeu nos ferimentos procurando algum indicio.

– Eles não foram mastigados. – Disse por fim.

– O que?

– Um licantropo geralmente devora suas vítimas deixando os restos deles para traz. Estes guris não foram devorados, apenas esquartejados.

– Logo não se trata de um lobisomem ou qualquer outro animal-homem que exista.

– Isso mesmo. Os cortes são limpos, não apresentando imperfeições como nos ferimentos causados por garras de animais comuns.

– Vamos lá! Você já sabe do que se trata não é?

– Não sei, pelo menos ainda não. Vamos deixar os legistas fazerem o trabalho deles agora Dani, libera a área pros PMs.

– Pra onde você vai?

– Pra casa, não há mais nada para se ver aqui hoje.

– Quando haverá algo para se ver aqui?

– Talvez a noite. Não vou para o departamento Dani e aconselho você a não ir também. Vá para casa e descanse até a tardinha e então venha para cá que vou espera-lo.

– Certo. – Daniel deu de ombros e foi falar com o PM encarregado para depois ir embora.

7 Comments»

RSS feed for comments on this post.TrackBack URL


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério