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– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

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May
07
2009

Os cães da sra Adelaide – Parte 3

Escritor: Jones Viana Gonçalves

os-caes-da-sra-adelaide-parte-1

Eram seis horas da tarde, o céu começava a escurecer e Daniel já estava parado em frente ao seu carro esperando por Francisco. Ele olhava para as janelas da casa, em uma delas pode ver nitidamente a face de uma velha, a mulher sorria para ele, um sorriso sem dentes. Ele piscou e ela não mais estava lá, não pensou em entrar, não queria isso pelo menos agora. Um soldado experiente não entra em uma batalha sem saber o que esperar de seu oponente. Passou a conversar com as pessoas da rua enquanto esperava o investigador. Descobriu que a casa pertencerá a Adelaide, uma velha doente que morava sozinha já faziam vários anos. Um dia Adelaide simplesmente desapareceu e foi dada como morta. Um menino que morava em frente a casa disse ter visto três homens arrombarem o imóvel, mas não os viu sair da casa e outros moradores falavam ver a velha nas janelas da casa vez ou outra, sempre sorrindo mostrando sua gengiva desdentada. Um outro rapaz diz ter visto algo estranho antes da velha desaparecer, ele à viu andando pelo pátio vestindo um manto negro, falando coisas sem sentido e a sua volta um cão enorme, maior que qualquer Rotweiler que ele já tivesse visto, em uma das mãos Adelaide carregava uma pequena estatueta da qual derramou algum liquido no gramado.

Depois que Francisco chegou Daniel contou suas descobertas a ele. O investigador ficou parado por algum tempo no carro pensando e depois levou uma mão para o alto como que tentando tocar algo.

– Bom agora sabemos que ela verdadeiramente era uma bruxa, não sei qual a divindade de seu culto, mas sei que era bruxa. Enquanto estava em casa pesquisei sobre a armadilha de bruxa que vi ali na porta da cozinha. Eu mesmo já havia usado algo semelhante próximo ao altar que confeccionei, mas deixei de usá-la há algum tempo. O tipo difere daquela a qual usava, a minha apenas atordoava quem entrasse na sala sem a permissão adequada. A desta casa é diferente, parece um gatilho. Drena energia vital e a acumula para feitiços duráveis lançados sobre a casa. Tenho de ver melhor aquela coisa.

– Então o que estamos esperando?

– Ela permitir nossa entrada. – Respondeu Francisco apontando para uma velha na janela da casa.

– E ela pode nos barrar aqui fora?

– Depende do que ela for, mas acho que nos quer lá dentro.

– Bom, bom, bom. Colete e pistolas? – Sugeriu Daniel.

– Trouxe algo mais pesado?

– Só uma doze punheteira.

– Muito lerda, vai ter de ser com as pistolas mesmo.

– Eu trouxe os coletes com incremento metálico abaixo das placas de Kevlar.

– Proteção adicional é bem vinda.

Os dois se arrumaram para entrar. Daniel ainda pegou uma faca de combate bowie e dois pentes adicionais para a pistola, já Francisco catou apenas os pentes extras, sempre dizia não ser lá grande coisa com facas.

Os agentes percorreram o pátio da casa até a entrada da cozinha. Ali pararam ao ver a porta aberta. Daniel respirou fundo e foi à frente com a pistola em punho, logo atrás vinha Francisco. A cozinha estava limpa e o investigador pode subir em uma cadeira para observar de perto a armadilha.

– Sim, – disse ele – bem confeccionada. Acho que não vou poder tirá-la daqui.

– Então o que faremos? – Daniel olhava para todos os lados.

– Temos de encontrar o altar. Lá teremos nossas respostas.

– A policia andou por tudo e mexeu em tudo, não havia nada aqui.

– Daniel quantas vezes já trabalhamos juntos?

– Pelo menos cinco!

– Tenha fé em minhas habilidades e conhecimento amigo.

– Certo. – respondeu por fim o soldado meio contrariado.

Francisco o deixou para trás indo na direção da sala, ainda tinha sangue por tudo naquele lugar. O investigador parou e ficou olhando para o chão com certo interesse. Depois olhou para cima.

– Terra, fogo, água, ar e espírito.

– O quê? – Daniel que vinha atrás não entendeu aquilo.

– Cada uma das pontas de um pentagrama. Sabe – Continuava ele enquanto deslocava um sofá – o pentagrama, suástica e até mesmo a cruz podem ser sinais de magia negra desde que sejam invertidos em sua posição natural. Olhe para cima.

Daniel pode ver um pentagrama desenhado em sangue no teto do aposento.

– Aposto que os policiais não viram isso.

– Bastaria saber para onde fica o norte a partir deste ponto para saber se está invertido ou não. Se bem que já sei a resposta.

– É, e qual é a resposta?

– Ele está invertido.

– Como você sabe?

– Tirando as religiões afro, as quais não lembro de usarem o pentagrama como símbolo apenas religiões pagãs que se utilizam de magia negra ainda trabalham com ritos de sangue. Wicca e outras religiões preferem sacrificar velas e incensos, nada de morte ou sangue em seus círculos mágicos.

– Certo e no que isso nos ajuda?

– Você não entendeu ainda não é? O altar esta aqui na sala, provavelmente aqui no centro abaixo do piso. A maior concentração de sangue está aqui e o pentagrama marca o local.

– E como iremos descer?

– Ainda não sei.

– E nem vai saber. – A voz vinha de todos os lados, Daniel que teria relaxado por um minuto voltou a erguer a pistola. – Aqueles dois perturbaram o meu santuário e vocês estão prestes a fazer o mesmo.

– A coisa vai ficar preta Daniel. Te prepara pro pior.

– Pior, não sabe o que é pior homem. Logo meus cães lhe mostraram o que é pior. – Em um dos cantos da sala estava Adelaide, velha e carcomida pelos anos, seus olhos eram vazios e seu sorriso tenebroso. Parados perto dela duas criaturas parecidas com cães olhavam ameaçadoramente para os dois.

– São lobos? – Daniel parecia indeciso.

– Não, parecem algo pior que lobos Dani, lobos não podem ser controlados, estes aí são outra coisa.

– Se você sabe o que são me diz logo merda e aproveita pra dizer o que pode ferir-los!

– O sal não adianta, sei disso, são espíritos, mas tem matéria. Podem viver dos dois lados. São feitos de essência mágica e nada que não seja espiritual pode feri-las.

– Legal então estamos fudidos.

– Calma Dani, vai indo para trás na direção da saída. Pé por pé por favor, quando estiver lá fora corre para longe do pátio.

– E tu vai fazer o quê?

– Lógico que vou estar atrás de você, mas anda logo que eles estão se mexendo. – A voz de Francisco já transparecia o medo.

2 Comments»

  • Queria ter terminado este conto hoje, mas não deu, é muito comprido. =)

    Tenho que arrumar os títulos e colocar a sigla d.e.i.s. neles. Depois arrumo.

    Você não tem idéia, mas o Jones me enviou vários, muitos contos. Escritor de mão cheia. 🙂

  • JonesVG says:

    Opa, obrigado brother, mas assim você sabe que não vai parar por ai, enviei só os que já estavam revisados, tenho mais alguns por revisar ainda.

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