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Publicado por ONEbot

– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

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May
12
2009

Os cães da sra Adelaide – Parte Final

Escritor: Jones Viana Gonçalves

os-caes-da-sra-adelaide-parte

As bestas ergueram-se sobre duas patas e avançaram enquanto os dois tentavam alcançar a porta. A velha ria e gargalhava sem parar. Daniel chegou sem problemas até a cozinha, mas a porta estava fechada e trancada, ele tentou abri-la de todas as formas e nada. Francisco veio logo atrás, as bestas não pareciam ter pressa, andavam sem cautela. Bang, bang, dois tiros foram ouvidos vindos da casa.Daniel quebrara as dobradiças e preparava-se para arrebentar a fechadura quando sentiu a garra tocar-lhe o pescoço. Os dedos fortes apertaram e logo soltaram o soldado que fora arremessado longe pela fera.

Novos tiros foram ouvidos, Francisco mirava e disparava apenas para ver a criatura se desfazer em fumaça e logo aparecer mais perto, o homem tremia, olhava para os lados procurando algo. Foi Daniel que levantando-se disparou contra uma das criaturas e quando ela se desfez viu sobre a porta a armadilha de bruxa. Francisco sentiu os estilhaços da pedra e viu a porta cais. O feitiço que estava sobre a porta fora rompido. O soldado ainda esquivou-se de seu oponente e rolou na direção de seu amigo que disparava com a pistola tentando afastar aquelas coisas.

Os dois correram pelo pátio tendo os guardiões atrás de si e só pararam para disparar e então voltar a correr. Quando chegaram à rua Daniel não tinha mais balas no pente de sua arma e exibia quatro vergões no pescoço aonde a fera o agarrara. Já Francisco tinha na roupa um talho grande que rasgara o colete a prova de balas e parou na proteção metálica.

– O que faremos agora? – Daniel estava perdido.

– São guardiões, criados a partir de magia com moldes de cerâmica e liquido.

– Então?

– Estou pensando. Fogo não adiantaria muito, mesmo que incendiássemos a casa. Não sabemos como chegar ao altar e nem qual a sua localização exata.

– Sabemos que é na sala.

– Isso não nos garante nada. Preciso pensar. – Francisco ia entrando no carro aprontando-se para ir embora.

– E eu o que faço?

– Descanse. Te ligo quando descobrir o que fazer.

– E este local pode ser deixado assim?

– Pode, ela não irá atacar ninguém que não ameace seu santuário.

– Não gosto disso. – Murmurou Daniel por fim, mas Francisco já havia ligado o carro e não escutou.

O Escort demorou um pouco a partir ainda e o soldado não ficou parado. “Francisco disse que são estatuas de cerâmica, se quebrá-las eles se vão.” Pensava ele. “Só preciso descobrir onde elas estão”. No porta-malas do Passat pegou uma escopeta calibre 12’ cano serrado. Nela preparou um cartucho de sal. Seres mágicos devem sentir sal assim como os espíritos ele pensava. No bolso colocou dois cartuchos carregado com chumbo e outros com ferro frio, não levou os de prata porque sabia não se tratar de lobos. Carregou a pistola com um pente novo, colocou sal na mochila e estava pronto.

Passo por passo entrou no pátio, seus olhos corriam metro a metro do local, qualquer sinal daquelas coisas abriria fogo. Chegou até a cozinha e o suor corria pela testa, mesmo que fosse frio, nenhum sinal da bestas. Voltou a andar entrando na casa sempre atento jogou sal grosso na soleira da porta. Tinha de funcionar, já fizera isso algumas vezes antes lutando contra espíritos, aquilo tinha de adiantar. Passou pela porta da cozinha para o corredor e ali espalhou sal do mesmo jeito. Assim o fez em cada abertura, cada porta que via e até mesmo nas janelas. Não chegou até a sala.

Duas horas já haviam passado e Daniel ficara preso em um dos quartos, o sal adiantou para prender uma das bestas no corredor e a outra no pátio. Não tinha para onde sair, encurralado observava as criaturas a sua frente e costas, lá do outro lado do corredor na porta a qual dava para a sala a figura de Adelaide sorrindo como sempre.

– Atende Francisco. – Dizia Daniel para o celular que chamava.

– Alo!

– Cara preciso de ti agora na casa da velha. – A urgência na voz do soldado fez o investigador engolir em seco.

– O que aconteceu?

– Logo que tu saiu eu entrei de novo.

– Você o que ? Mas que porra Dani!

– Não pude evitar, espalhei sal por tudo e funcionou, só que fiquei preso em um dos quartos, encurralado.

– O sal funcionou? Cara não dá as costas pra eles, estão brincando contigo!

– Ein, droga que merda ………….- sons de tiros.

– Porra! – Francisco correu para o carro.

XXX

Daniel deixou o celular cair, precisava atirar, esquivar e atirar de novo. As feras entraram no quarto como se não houvesse nada que as impedisse. O homem correu para um canto e voltou a olhar para elas. O tiro de doze as fez virar fumaça, mas ele sabia que logo voltariam então correu. Desta vez a janela se partiu, o soldado viu as luzes das sirenes de dois carros de policia enquanto caia no gramado a frente da casa. Atrás dele vinham os dois guardiões. Um deles agarrou Daniel pelas pernas e com um giro o fez voar pelo jardim, só parou ao atingir o muro. As armas caíram das mãos, ele ofegava, talvez uma costela ou duas se partiram no impacto. Segurou o cabo da faca e a desembainhou. Lâmina de ferro frio, mesmo no departamento era rara e dada apenas aos mais antigos.

Ergueu-se com dor e muito esforço, o ar lhe faltava, mas mesmo assim olhou com fúria para as duas coisas que vinham em sua direção. O muro nas suas costas era alto demais, a saída longe demais, logo, logo poderia encontrar o fim. “Dane-se”. Pensou e atacou, seus movimentos estavam lentos, porém as criaturas não esperavam sentir dor através de armas mortais, aconteceu o contrário. A besta urrou quando a lâmina entrou em sua carne. Com um tapa repeliu o soldado que de joelhos caiu com a faca na mão. As duas coisas recuaram e aos poucos desapareceram. Neste momento os policiais entraram.

XXX

Francisco ao chegar viu Daniel estirado sobre uma maca fora do pátio com um enfermeiro ao seu lado.

– Para onde irão levá-lo? – Foi à única pergunta que conseguiu formular na hora, dependendo do hospital poderia saber a gravidade dos ferimentos.

– Para o Becker. – Alivio transparecia no rosto do investigador, Becker é o hospital de Gravataí então o caso não era tão grave. Caminhou na direção da maca e viu que Daniel estava acordado.

– Tu demorou pra cacete! – Disse o soldado com ar de cansado.

– Eu tava em Porto Alegre.

– Ferro frio é a resposta.

– Como? – Francisco não entendia.

– Eu os ataquei com ferro frio e funcionou.

– O que aconteceu?

– Eles recuaram. Medo eu acho.

– Não sei. – Finalizou Francisco.

– Temos de levá-lo senhor. – Disse um dos enfermeiros.

– Pede reforços Francisco, os caras são barra pesada.

– Eu também. – Um meio sorriso surgiu no rosto do investigador.

Os policiais não queriam entrar, eles haviam visto alguma coisa atacar Daniel naquele pátio e temiam o pior se tentassem entrar na casa. Francisco foi ao Passat e no porta-malas pegou o colete, a pistola e pentes de bala convencional. Voltou até o próprio carro e recolheu algo, era chegada a hora de acabar com aquilo.

Sem o apoio da policia correu pelo pátio com a pistola a frente. Pode ver as formas nevoentas das criaturas a sua frente apenas esperando. Contornou-as disparando contra elas, os dois o seguiram. Girou pela casa correndo por um dos corredores laterais. Na altura da cabeça estava a janela da sala. Ali atirou um dos embrulhos que pegara no carro, fora caro conseguir aquilo. Sabia que daria certo e continuou a correr.

Nos fundos da casa deparou-se com os dois guardiões, um de cada lado. Retirou de um dos bolsos um Ank de prata e com voz serena gritou.

– Eu ordeno que tome vida e destrua.

As bestas olharam para trás e com terror retornaram a sua morada. Lá dentro saído do embrulho em ser feito de luz travou seu olhar direto nos olhos da bruxa velha que gritava feito louca na sala. Seus escravos mágicos tentavam protegê-la, mas a magia de Francisco fora mais forte. Em menos de minuto nada mais restava naquela sala.

Francisco caiu de joelhos exausto pela concentração. Demorou dez minutos ali para que pudesse voltar a caminhar. Pôs-se de pé e foi para o carro, precisava ir ao hospital visitar seu amigo.

8 Comments»

  • Esta ai a parte final deste conto. Olha que dava para fatiar novamente. =)

    Eu iria colocar um conto meu hoje, mas com o Vilago tendo problemas e o blog ficando ai meia hora fora do ar, não deu para escrever nada, tava com a cabeça em outro lugar.

    Mas em breve vem coisa minha. E também publiquei o conto do Jones, porque vocês não tem idéia… o cara ja me enviou dezenas de contos… tenho um estoque de contos deles para uns 3 meses.. hehehe e o cara não para.

    É uma máquina!

  • JonesVG says:

    Bom estas nas tuas mãos agora, você decide qual será o próximo conto. he he he he he. Sério agora, estes contos que enviei foram escritos ao longo de dez anos e revisados nos ultimos meses para uma melhoria de ideias e tal, não sou uma maquina mesmo que tentando ser. he he he he.

  • Vinicius Machado says:

    Poxa, parabéns Jones muito bom esse conto, me lembra bastante o RPG Caçadores caçados. Muito boa história, fiquei extremamente tenso quando o Daniel resolvei entrar sozinho na casa xD, muito bom!

  • Vinicius Machado says:

    Ah! e eu compraria também um livro com os contos da D.E.I.S.

  • Jones says:

    Valeu Vinicius, aguarde mais do D.E.i.S em breve he he he he

  • FÃÃÃÃSS!! Hehehe congratulations Jones! =D

  • Andrey Ximenez says:

    Tudo faz sentido agora.
    =D

  • Luis Oselieri says:

    Ei Jones, muito bom mesmo, hehe, gostei !! Mudando de assunto, a parte 2 do meu conto Ladrão de Harpas já estah na agenda !! Leiam e comentem !! Valeu !!

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