“Fernando Russell tem 33 anos, é formado em Publicidade e Propaganda e Jornalismo e não se considera um escritor. Natural de Santos, começou a escrever para matar o tempo ocioso e se viu completamente consumido pela literatura. Hoje divide seu tempo entre a área de Marketing, as aulas numa Universidade e projetos literários. Sua maior satisfação é ver outras pessoas se inspirando em seus textos e começarem a escrever suas próprias histórias.” [via Papo na Estante]
Caraca, olha a foto! Mais parece um Tucano.
Isso aqui é apenas uma chamada galera. Confiram a entrevista no link do Papo na Estante.
UPDATE: Entrevista disponibilizada aqui no site mesmo agora. =)
Fernando Russell tem 33 anos, é formado em Publicidade e Propaganda e Jornalismo e não se considera um escritor. Natural de Santos, começou a escrever para matar o tempo ocioso e se viu completamente consumido pela literatura. Hoje divide seu tempo entre a área de Marketing, as aulas numa Universidade e projetos literários. Sua maior satisfação é ver outras pessoas se inspirando em seus textos e começarem a escrever suas próprias histórias.
1- Quando e como a literatura entrou na sua vida? E de que forma isso te influenciou a se tornar um escritor (a)?
Meu gosto por leitura se deu como com muitos outros, na escola, através dos livros obrigatórios das aulas de português. Alguns desses livros eram bem interessantes para um aluno de 10, 11 anos, como o Escaravelho do Diabo, O Mistério do Cinco Estrelas, Um Cadáver Ouve Rádio. Depois, com uns 16 anos, comecei a jogar RPG e, como era o Mestre, comecei a ler livros para servirem de inspiração: Senhor dos Anéis, Brumas de Avalon, livros de fantasia e muita História em Quadrinho (principalmente Conan), que acho um ótimo começo para quem tem preguiça de ler. Foi assim também que comecei a escrever. Para fazer a histórias de RPG, eu fazia personagens, traçando personalidades distintas, todos com uma história no passado. Eu os desenhava e traçava uma espécie de perfil psicográfico. No entanto, não me considero um “escritor”. Apenas um cara que sente necessidade de criar e compartilhar.
2- Quais os seus autores favoritos e quais mais influenciam as suas obras?
Meu escritor favorito é Bernard Cornwell, autor das trilogias Crônicas de Arthur e A Busca do Graal, entre outras. Tolkien também é bem importante, embora eu pense que seus méritos estão muito mais na capacidade de criação do que na narrativa em si. Prefiro textos mais diretos e dinâmicos, aos mais detalhados. Isso pode ser facilmente percebido nos meus textos. Eu gosto de priorizar a ação e deixar a criação das cenas para a imaginação do leitor.
3- O que é e qual o objetivo da literatura, em sua opinião?
Literatura, para mim, é entretenimento. Apesar disso, ela ultrapassa a camada do lazer e atinge objetivos secundários. Quem lê escreve melhor, tem um vocabulário mais amplo, desenvolve a criatividade e a imaginação. Então analisando a literatura dessa forma, ela deixa de ser “apenas” diversão e passa a ter uma conotação de desenvolvimento da pessoa.
4- O que você acha do mercado editorial no nosso país?
Eu acho livro muito caro ainda. Quando você bota um livro na estante da livraria a um preço de R$50,00, você está impedindo o acesso de milhões de pessoas a esse conteúdo. Nesse caso, eu acredito que o mercado editorial vai em breve passar por uma crise (não nas mesmas proporções) que passa hoje a indústria fonográfica. O grande problema é que na crise da indústria fonográfica, quem sai perdendo são as grandes corporações, pois os artistas ganham dinheiro mesmo é com apresentações, com shows. No caso do mercado literário, o artista vai perder muito, pois não tem esse tipo de opção.
5- Qual a sua opinião em relação a “Internet X Literatura” nos dias de hoje e nos dias vindouros?
O E-Book é uma tendência forte para socializar (ou democratizar) a literatura. Isso, em duas mãos. Ao mesmo tempo em que o público pode consumir conteúdo literário pela web, autores que não possuem verba para impressão de seus primeiros trabalhos podem publicá-los sem custo na internet. É claro que a internet não vai “matar” o livro de papel, mas talvez seja uma pressão para as editoras baixarem seus custos.
Fernando Russell é autor de O DRACONIANO – Livro 1 (confira aqui), SITALA (confira aqui) e em julho sairá o 1000 Olhos. As obras podem ser lidas ou baixadas pela net.