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– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

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Jun
19
2009

A mais Fria das noites

Escritor: Jones Viana Gonçalves

a-mais-fria-das-noites

Aquela bem poderia ser a noite mais fria nos últimos seis anos. Dois graus a cima de zero no meio de outubro, o tempo estava pirado mesmo. Matheus ficou encostado na parede no escuro fumando um cigarro. Parecia estar bastante interessado no movimento em frente a câmara de vereadores da cidade.

– Veados indecentes. – Resmungou. – estão tomando conta da cidade.

Naquela esquina cinco homossexuais vendiam favores sexuais a quem passasse. Do outro lado a praça do quiosque as moscas. Ninguém queria arriscar-se naquele frio, apenas os gays e Matheus. O cigarro acabou e o homem jogou a bagana fora, recostou-se ainda mais na parede da loja de tecidos e cruzou os braços tentando proteger-se do frio.

Matheus era jovem, usava roupas esportivas de inverno e um sobretudo, seu cabelo bem aparado e a barba bem feita, mas com o rosto duro de um veterano do D.E.I.S. (Departamento Especial de Investigação Sobrenatural). Um investigador novato que já passara por bons sufocos e variadas tarefas ao lado dos veteranos. Hoje não era diferente, existia uma missão, sua primeira missão sozinho e os gays faziam parte dela.

Há três dias ele esperava pacientemente, virando noites vigiando aquele grupo. Eles nunca deram conta de que estava ali os observando, cuidando cada cliente, cada pessoa que se aproximava e nesta noite um dos veados em especial. Um novato na zona ao que parecia já que nas outras noites não o havia visto ali, provavelmente o maior suspeito de Matheus.

A noite seguiu seu curso natural, o movimento tanto de carros quanto de pessoas diminuiu ainda mais, restaram apenas aqueles que iam até o hospital ou saíam dele. As reformas no prédio já estavam completas há algumas semanas. O Becker fora palco de uma batalha diferente que nem o D.E.I.S. pode descobrir o motivo. Sabia-se apenas que um lunático sangue suga teria aberto fogo contra um grupo de lobos. O fim da história ninguém sabe.

Sempre que os fatos envolvidos nos casos pareciam estranhos demais para a policia convencional o departamento assumia. Isso não foi diferente quando dois homossexuais foram encontrados estraçalhados nas proximidades da parada sessenta e quatro. Neste caso é que Matheus trabalhava ali, para o investigador não passava mais do que de um lobo faminto, ele logo descobriria o quanto se enganava.

Os gritos ecoaram pelas ruas desertas despertando o investigador de seus pensamentos. Do outro lado da rua uma cena sangrenta o aguardava, dois dos travestis caíram ensangüentados enquanto outros dois corriam e o quinto, o novato, devorava um braço. Matheus não deu voz de prisão, ele não era policial, sua ação fora atirar. Cinco disparos foram feitos, destes, três atingiram a besta que caiu para trás.

Não foi preciso muito andar para chegar ao corpo. Quando se aproximava com a arma em prontidão a coisa começou a gargalhar. Ergueu-se rindo e olhando para Matheus.

– Isso arde senhor. – Disse a criatura entre dentes.

O homem podia ver nos olhos vermelhos da fera, sentir o fedor de enxofre que exalava de suas feridas. Com certeza aquilo não poderia ser um lobo. Dentes pontiagudos preenchiam sua boca, os braços longos demais que terminavam em poderosas garras e os olhos enormes de uma cor vermelha doentia. A pele também mudara, estava escamada e trazia um tom acinzentado.

Por duas vezes o investigador desviou-se das garras e retribuiu aos ataques com novos disparos a queima roupa até a coisa retroceder. Novamente gargalhou e acompanhou os movimentos do oponente que fazia mira contra ela.

– Prata não pode me destruir caçador de lobos. Você me fez perder o jantar, me feriu e sei que não posso deixá-lo viver, mas agora tenho de ir. Irá me ver de novo mortal e irá morrer.

A coisa saltou para a parede e escalou o prédio do supermercado atrás da câmara de vereadores com grande facilidade. Matheus sabia que teria de correr, foi pela rua até a frente do prédio e viu a criatura se deslocar pelo telhado. Seguiu-a buscando sempre tê-la a vista ficando satisfeito quando ela entrou em uma das janelas do hospital. Aquele pique todo o aqueceu um pouco, continuou correndo até a entrada do departamento de raios-x, teria de entrar por ali e acessar o andar da criatura.

Matheus era um investigador do D.E.I.S., mas não igual a Francisco. Enquanto seu amigo podia-se dizer era puro cérebro e inteligência Matheus era ação, combate, só não ficara como apoio por ter faro e ser exímio caçador. Essa sempre fora a diferença entre estes dois agentes do D.E.I.S..

O celular tocou. Desta vez não era o capitão e sim o novato.

– Fala Matheus o que tu precisa?

– Francisco eu to encrencado.

– Com o que novato?

– Não sei o que ele é e por isso não sei como detê-lo.

– Você na aprendeu nada comigo guri, ta me diz ai é o caso dos travecos?

– Sim.

– O que você achava que era?

– Um lobo faminto ou algo assim.

– E o que lhe parece agora?

– Algum tipo de demônio comedor de carne.

– Errado Matheus. Demônios não comem carne, eles se alimentam de almas e desista de pensar que possa ser o diabo que estamos caçando.

– Maravilha. Então o que pode ser?

– Dados, eu preciso de informação.

– Ta, vamos lá. Só ataca a noite, tem a pele cinzenta e escamada. Olhos grandes e vermelhos, muitos dentes caninos na boca, braços longos e garras.

– Algo mais?

– No inicio parecia humano e depois virou essa coisa, os ferimentos fedem a enxofre também.

– Você tem um sangue suga nas mãos.

– O que? Um vampiro, mas ele devora as pessoas e não apenas bebe o sangue.

– Existe uma doença ou maldição, sei eu o que é na realidade entre estas coisas que as torna canibais. Além de beber o sangue tem de comer a carne.

– Certo, mas pensei que fossem fortes ou rápidos ou algo assim!

– Alguns são outros não.

– O método para matá-los é o mesmo?

– Destruí-los, lembre-se de que já estão mortos.

– Claro, mas e ai responde a pergunta.

– Fogo, estaca, cortar a cabeça e tudo o mais.

– Perfeito, vou nessa.

Matheus já passava pela frente da capela no segundo andar do hospital quando desligou o celular. Entrou procurando água benta, precisava de uma arma contra a coisa. Trazia consigo duas pequenas garrafas as quais encheu, não demorou muito ali. Olhou para a pistola, aquilo não iria ajudar muito, guardou-a no coldre e da bainha nas costas por baixo do sobretudo sacou uma bowie. Bela faca diria Daniel se a visse.

Um pouco mais tarde estava no terceiro andar, o andar dos velinhos como diziam os enfermeiros. O monstro teria entrado naquela ala do hospital. Primeiro Matheus caminhou pelos corredores, precisava encontrar a janela pela qual o sangue suga entrara. Porém antes disso avistou uma poça rubra escorrendo por debaixo da porta de um dos leitos. Na enfermaria não havia ninguém, algo estava muito errado com aquilo. Procurou pelos enfermeiros e nada. Com cuidado abriu a porta do quarto deparando-se com a carnificina.

Duas enfermeiras degoladas e um pouco devoradas estavam jogadas perto da porta enquanto uma senhora ainda se debatia tentando estancar o rasgo aberto em seu pescoço. A fera ao lado da velha deleitava-se com a cena e roia os ossos de um dos dedos da mão de sua vitima.

O investigador sem perder tempo arremessou um dos frascos de água benta contra o peito do morto vivo que uivou de dor. O liquido abençoado queimava-lhe as carnes e o faziam temer ao caçador. O agente não tinha tempo para socorrer a velha, poderia apenas vingá-la dando cabo daquela coisa. Puxou da faca e voou contra o vampiro que ainda alarmado pelas queimaduras sequer tentou defender-se. Um talho certeiro no pescoço e mais uma golfada de água benta deixaram o ser da noite em estado de choque. Outro talho e já se podia ver a cabeça pender, o monstro ainda tentou fugir segurando o pescoço para não cair, mas Matheus o deteve acossando-o contra a parede jogando água benta aqui e ali. Ao perceber que iria atacar borrifava sobre ela e a fazia recuar. No terceiro golpe os dedos foram talhados e arrancados deixando novamente o pescoço delgado exposto. Com força em um golpe repentino estourou o frasco na testa do vampiro, que choramingou alguma coisa, no mesmo movimento segurou a testa da criatura jogando a cabeça para trás e dando-lhe liberdade para decapitá-lo. Pronto estava feito, deixou o quarto do jeito que estava e ligou para o capitão, ele é que limpasse a bagunça.

Sentado no chão do corredor na frente da porta ele esperou, todo lambuzado no sangue da besta, a chegada dos policiais e do pessoal que se encarregaria de remover aquilo tudo.


Categorias: Contos,D.E.I.S. | Tags: , ,

6 Comments»

  • Esta ai mais um conto do Jones. Nosso principal escritor do mundo vampiresco e de bestas meio homem meio lobo.

    E tem essa D.E.I.S. que vem mais contos com esse grupo por ai. =)

  • Ei.. ficou muito grande o conto? Nao a historia que o Jones escreveu… Sera que eu deveria ter dividido em dois aqui no blog??

  • JonesVG says:

    Cara as histórias deste pessoal geralmente tem sido enormes.

    Porém, contudo, todavia, entretanto existe uma que é bem pequena e que seria a primeira cronologicamente falando, e que eu por minha vez esqueci de falar pro Guns, chama-se Religiosos.

  • Hummm.. estava me perguntando se tinha uma cronologia hehehe.
    Agora tambem nao sei se voce nao me avisou ou foi eu quem esqueceu.

    =)

  • JonesVG says:

    Eu esqueci de avisar mesmo, seria Religiosos, Os cães da sra Adelaide, A mais fria das noites, Criaturas da Noite e o Marido, isso nos que te passei.

  • Bom Os cães da sra Adelaide e A mais fria das noites ja estao ai… falta Religiosos e ai a coisa pode seguir a cronologia. =)

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