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– que publicou 282 textos no ONE.

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Jun
12
2009

Alan o Bruxo

Escritor: Jones Viana Gonçalves

alan-o-bruxo

Místico, assim era como chamavam Alan, mas para ele isso não importava, havia nascido com certos dons e por causa deles que recebera o apelido. Quando criança às vezes tinha flashes, imagens lhe vinham à cabeça rapidamente e logo estas desapareciam, porém alguns minutos depois o que ele via acontecia, geralmente não era nada agradável, mas conseguiu sobreviver, aprendeu a dar a devida importância a seus pressentimentos. Mais tarde ainda adolescente estudou bruxaria e magia, aprendeu assim a controlar e interpretar suas visões e hoje Alan daria um grande passo em seu aprendizado.

A sala sombria, iluminada apenas pelas luzes bruxuleantes das velas acesas no altar, o rapaz estava pronto, o circulo havia sido fechado, o ritual começaria, há muito estudava o mundo espiritual. Desenvolvida a técnica de projeção enfim iria conhecer aqueles que lhe mandavam suas visões, sentado em frente ao altar com as velas acesas o bruxo dirigiu-se aos quadrantes e invocou seus guardiões. Um por um eles iniciaram a proteção do circulo, Alan voltou ao centro clamou pela deusa e acendeu os incensos, pediu proteção em sua jornada, pois viajaria para um mundo novo. De lado deixou seu athame e sua espada pousou sobre o altar, em suas leituras descobriu como levar a espada ritual consigo e para isso iniciava agora o ritual. Inspirou fundo, concentrou-se olhou para a espada, passou sua mão pela lamina cega, depois pelo cabo, fez uma oração ao deus e depois a deusa, segurou a espada firmemente e banhou-a na fumaça perfumada dos incensos, com uma mão na lâmina e outra no cabo ofereceu sua arma a lua. Estava feito. Sentia-se agora ligado a lâmina como nunca antes, voltou a pousá-la no altar, estava na hora.

Inspirou profundamente e começou a relaxar, expirou sentindo os músculos do pescoço afrouxarem, inspirou novamente enchendo os pulmões e quando o ar foi solto levou com ele a tenção de suas costas, acalmou seu coração e continuou, sua concentração era grande. Alan levou dez minutos para relaxar completamente, mas havia conseguido e nada mais importava, pousou as mãos em seus joelhos e começou a alterar seu estado espiritual, em pouco tempo estava em transe, sentiu-se elevar e viu seu corpo sentado no centro do círculo. As brumas do mundo espiritual o cercavam, uma visão sombria de nosso próprio mundo, o garoto olhou em volta, olhou para o altar e lá estava ela, sua espada, mas neste mundo sua lâmina cega havia ganhado vida, o fio o qual a espada portava devia ser quase inigualável no mundo material. Sua mão pousou sobre a arma e pode tocá-la, um sorriso abriu-se em seu rosto em fim havia dado certo, dois passos deu na direção da borda do circulo, ali naquela área pela deusa abençoada se sentia forte, mas ao passar por ela a tristeza abateu-se sobre seu coração. Não sabia o que era na realidade, mas um profundo sentimento de angustia havia lhe roubado a motivação de continuar.

Olhou para todos os lados e apenas as paredes frias de sua casa vista do mundo espiritual era o que encontrava e nada mais. Mais passos ele deu, a angustia foi afligindo-lhe a alma de um modo significativo e ele quis voltar, porém sua curiosidade ainda sobrepujava tal sentimento e prosseguiu, pois queria ver a rua no mundo dos espíritos. Aos poucos seguiu caminhando até a porta, passou por ela e pode então ver o mundo ao seu redor, mas não era o seu mundo e sim uma visão deturpada dele, uma visão mais sombria e ameaçadora. Não se conteve e voltou a caminhar, andou até a rua em frente a casa e lá para sua surpresa viu o primeiro espírito, um espectro disforme, parecia um manto negro que podia voar, a coisa fixou seu olhar no rapaz, neste momento soube que era burrice para um iniciante entrar sozinho pela primeira vez no mundo espiritual, pois o sentimento de angustia que sentia era um aviso, o qual um viajante mais experiente teria entendido como um sinal para sair imediatamente. Aquilo não era bom, um ser malicioso que enchia de angustias e desespero os locais por onde passava, um devorador de sonhos como muitos diziam.

Alan com a espada na mão viu a criatura aproximar-se, sua casa estava tomada pela presença de tal malevolência e agora que sabia tentava encher-se de coragem para enfrentá-la. O espectro observou seu oponente, sentiu a fraqueza de espírito, viu que tinha vantagem e investiu, rápido era o espírito em seu próprio plano, desviando-se da espada de Alan segurou o braço do rapaz, um toque gélido, aterrorizante, o bruxo sentiu sua força de vontade se esvair como se algo a sugasse para fora. Por alguns instantes lutou até conseguir desvencilha-se do toque mortal, enfraquecido e com a alma abalada o jovem tenta mais uma vez encarar a criatura, mas ela parecia maior, mais assustadora que aquela que vira inicialmente, talvez fosse o fim do viajante entre planos, talvez. O espectro sentindo novamente a fraqueza de seu oponente voltou a atacar, rápido de novo ele se deparou com a lamina afiada da espada ritual, um golpe de sorte porém preciso, foi só o que bastou para dar cabo daquela presença mística que se evaporou no ar. Alan estava fraco e decidira voltar para casa, passou lentamente pela porta e chegou ao circulo, a espada agora pesada caiu ao chão e a alma ferida do jovem viajante retornou ao seu corpo.

Aos poucos o menino retornava a consciência, quanto tempo caíra inerte no chão não sabia, estava cansado, mas estava em casa. Sentiu naquele instante o peso de muitos anos em suas costas, levantou-se olhou para o espelho da sala seu rosto exausto e abatido, levaria ainda algumas semanas para que a ele retornasse a alegria de viver, mas agora o importante era estar de volta e nada mais, talvez um dia retornasse ao mundo espiritual como de fato retornou, mas esta é uma outra história.


Categorias: Contos | Tags: ,

13 Comments»

  • Ei, vai demorar para eu gerar o pdf. Devo fazer isso no final de semana agora, ou apenas na semana que vem quando meu note voltar a funcionar. Paciencia please!!

  • JonesVG says:

    Este foi o meu primeiro conto nesta linha mais sobrenatural, é antigo pacas.

  • Vitor Vitali says:

    Eu iria perguntar de onde tirou informações tão precisas, mas melhor deixar para lá.
    Ótimo conto, um dos melhores que li aqui.

  • JonesVG says:

    Bah cara posso dizer que já pratiquei ocultismo e que já estudei projeção astral, nunca tentei utiliaza-la efetivamente então me basiei em relatos de pessoas que já disseram ter conseguido fazer isso, não que acredite que estas pessoas tenham conseguido mesmo, mas por achar a história interessante e gostar do tema. he he he abraços a todos.

  • O conto é realmente muito bom, mas eu vejo isso, como um senhor de idade, jogando um MMORPG na internet.

    =)

    Ele entra no seu mundo irreal, fantasia e volta.

  • JonesVG says:

    Cara, muito boa a intepretação he he he!

  • Hehehe, é que eu me vi ali.
    Eu ja um idoso chato… lembro da época que jogava Tibia (… vicio maldito que as vezes ainda me assombra.)

  • Vitor Vitali says:

    O que me assombra é alguém conseguir viciar em Tibia o-o

  • JonesVG says:

    CARACOLES, Tibia o jogo de imaginação mais foda que existe!!!!

    Um game completamente em PaintBrush!!!

  • Aaaaa é por isso que ele é bom, você precisa ter um pouquinho de neuronios para poder jogar. Se bem que tem muito idiota no jogo… provando que até idiotas emitem sinapses. =)

  • JonesVG says:

    He he he mas assimo maior jogo de imaginação por que você imagina que esta andando, imagina que esta atacando, imagina que esta lançando magia, o personagem fica lá parado, estatico e vc imagina os movimentos dele. he he he

  • Marcus Palante says:

    Muito bom
    Parabéns pelo texto

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