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Jun
15
2009

Alice – Parte 2

Escritor: Vitor Vitali

alice

Aves; Peixes; Crustáceos… Os olhos percorriam o cardápio… Camarão; Lagosta; Ostras… Vinhos; Pastas; Saladas… Os olhos seguiam cuidadosamente observando-o e reparando em cada detalhe… Antepasto de berinjela; Eshira; Salada de Soja; Sala Marroquina. Aqui está, pensou ela. Não deveria ser muito apetitosa, mas parecia ser bonita.

– Uma Salada Marroquina, por favor, e água – disse ela dirigindo-se ao garçom.

– Sim Senhora – respondeu ele em resposta e se retirou em direção a cozinha.

Ela recostou-se na cadeira ouvindo a pequena banda que estava atrás de si alguns metros tocar música barroca ou clássica, ela não sabia dizer. Não gostava muito de música. Sentada no lado oposto da mesa redonda, ninguém. Talvez devesse arranjar um namorado, considerou ela, mas deixou essa opção de lado após alguns segundos e concentrou-se no belo quadro que estava afixado a parede do outro lado do restaurante. Era um Twombly, sabia e apreciava, mesmo não sendo grande entusiasta da arte contemporânea. No entanto seu olhar caiu para a família que estava sentada na mesa próxima a parede, embaixo do quadro. Uma mulher de aparência muito requintada, como boa parte das pessoas que estavam ali, sentada à mesa com seus dois filhos, uma menina por volta dos oito anos de idade e um menino por volta dos dez.

O garoto conversava com a mãe sobre um livro que havia começado a ler e a mãe incentivava-o a continuar falando, fazendo perguntas sobre o livro. Ela não ouvia nada do que eles falavam à aquela distância, mas seus lábios podiam ser facilmente lidos.

Dois garçons trazendo os pedidos da família chegaram e os serviram. Lagosta para a mãe e pratos com filé, arroz, uma porção de salada e batatas fritas para os filhos. Provavelmente pedidos diretamente ao chefe, já que aquele prato não constava em nenhuma das setenta-eduas opções que haviam no cardápio, que ela havia decorado sem problemas. Seria uma mulher influente a mãe das crianças? Provavelmente, pensou. E estava sozinha com os filhos em uma quinta-feira em um restaurante de classe-alta, o que talvez indicasse uma viúva que vivia de sua herança ou talvez uma mulher com um marido relapso, talvez ocupado, o que explicaria boa parte de todo aquele dinheiro que ela aparentava ter.

Não vou comer a salada dizia a garota e o menino mastigava a sua de forma chamativa para ela a provocando. Pare com isso, dizia a mãe. Família engraçada, pensava ela. Talvez se tivesse tido uma achasse aquilo comum, mas da forma como crescera achava apenas interessante e um tanto cômico em sua simplicidade.

O garoto vira-se para falar com a irmã e revela uma pequena mancha roxa atrás do pescoço. Olhe só, aqui temos algo interessante, pensou. Será que alguém estava levando mais do que palmadas em casa? Engraçado, pensou ela. Talvez o papai estivesse chegando estressado do trabalho ou talvez a mamãe estivesse irritada por o papai estar chegando tarde todos os dias e estar trepando com a secretária. Outros opções passaram pela sua cabeça, mas ela gostou daquela. É, ele estava trepando com a secretária. Dois filhos de idades semelhantes indicavam que eles tiveram anos prósperos na família, mas as olheiras da mulher indicava que isso já não estava assim a certo tempo.

Quantas pessoas entre ela e aquela família poderiam fazer alguma diferença, pensou.

Bem, não sabia a resposta, mas aquelas dez pessoas não seriam suficientes para atrapalhar. A maioria não parecia que iria se levantar por um tempo e a música que a banda tocava não parecia estar no final, logo, ela não corria o risco de que a música acabasse e que isso lembrasse algumas das pessoas que já estava na hora de ir embora, ou que interrompesse a linha do pensamento de algumas delas e as fizessem atentar para a vontade de ir a toilet.

Próximo a porta, um casal conversava com com o frentista sobre algo em relação ao carro e dirigia-se para adentrar o restaurante. Também próximo a porta, mas do lado de dentro, um segurança observava passivo o ambiente, quase imperceptível. Saindo da cozinha, agora, vinha o garçom trazendo a Salada Marroquina. Timing perfeito, pensou ela.

– Aqui está, Senhora – disse o garçom a servindo.

Era de fato bonita. Belas cores. Aroma dispensável. Gosto dispensável. Tudo que importava era a imagem.

A mulher saca sua pistola Detonics Scoremaster, muito semelhante a uma Colt, e atira com um movimento em arco. O projétil explode de dentro do cano e voa através do restaurante. Desculpe, mas alguém tem que morrer, pensava. O projetil estilhaça o copo de vinho da moça sentada à mesa a sua frente e raspa na testa de um sujeito gordo que ria na mesa seguinte, arranha na bandeja de um dos garçons fazendo um som metálico de atrito e acerta o garoto na têmpora, espirrando seu sangue na parede e no quadro.

Ela se levanta e corre em direção à porta. A mão que não segurava a arma agarra o copo de água que o garçom havia trazido. Ela corre alguns passos atravessando por entre as mesas e o segurança corre em sua direção sacando a arma. A alguns metros dele ela arremessa seu copo nele e desvia sua mira no ultimo instante, quando ele puxa o gatilho e estoura uma vidraça atrás dela. Ele prepara-se para mirar de novo, mas ela já havia passado pela porta e saíra. Um casal assustado que adentrava o restaurante fica entre a mulher e o segurança e então ele exista em atirar.

Lá fora, uma mulher sobe em sua moto, a liga e sai dali.

– Alice – pensa ela e no mesmo instante sabe que deve ir para o norte da cidade.


Categorias: Alice,Contos | Tags: ,

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