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Jun
25
2009

Passeio na tarde nublada

Escritora: Laize Kasmirski

passeio-na-tarde-nublada

III

Em uma tarde nublada de quinta-feira, resolvi ir até a loja de discos próximo a minha casa, para comprar novos LP´s. Lembro-me que era um dia frio e escuro. Ao sair de casa, vesti um manto preto, coloquei um chapéu e enrolei um cachecol em meu pescoço.

Minha casa tinha um enorme portão de ferro, um tanto enferrujado já, mas estava ali há muitos anos. Melhor dizendo, minha casa era muito antiga. As janelas eram com venezianas de madeira escura, as portas foram feitas de madeira compensada, a parede era com tijolos à vista, sendo que nela haviam algumas plantas trepadeiras grudadas. A casa foi feita com dois andares, no segundo andar havia meu quarto e um pequeno espaço antes da chegada ao corredor, (onde ali ficava minha escrivaninha). A escada era de madeira e fazia uma curva. Embaixo ficava a cozinha, a sala e mais um canto vazio, o qual eu deixava uma mesa com 4 cadeiras.

Quando estava fechando o portão, percebi que havia pisado em algo macio e escorregadio. Realmente, não foi muito agradável, vi que tinha um excremento de cachorro grudado na sola de meu sapato, e este sim, era dos grandes. Com a preguiça que tinha, resolvi ir andando e arrastando meu calçado no gramado para aos poucos ir retirando a merda.

Chegando perto do mercado dei uma disfarçada e verifiquei a sola do calçado, estava praticamente limpo. No outro lado da rua ficava a loja de discos “Morrys”. A loja tinha seu próprio estilo. O piso era com formatos de estrelas pretas e brancas. As paredes possuíam alguns discos pendurados. Nas janelas havia madeiras talhadas em formato de cruz. Haviam três corredores e na saída ou entrada da loja, ficava o caixa com seu respectivo dono. O dono era um senhor com seus respectivos 63 anos de idade. Usava uma barba branca de uns 15 cm. Geralmente vestia uma camisa social branca, uma calça sport chique bege e uma gravata borboleta preta.

Entrei na loja, cumprimentei o vendedor e fui direto à seção de rock, procurando o terceiro álbum do Rolling Stones “Out of Our Heads”. Peguei o disco e coloquei para ouvir um pouco. Inacreditável, estava perfeito. Iria comprar com certeza. Ao lado, havia discos do Scorpions, Nazareth, Queen, Kiss, Pink Floyd, Ramones, Black Sabbath, Led Zeppelin, The Who, e muitos outros como Eric Clapton, AC/DC e Van Halen.

No momento em que coloquei o disco A Saucerful Of Secrets do Pink Floyd na prateleira, notei a presença de uma moça ao meu lado. Olhei discretamente para o lado para ver se era bonita (como de costume) e reconheci na hora, sim era realmente bonita, bonita não, ela linda, maravilhosa, uma deusa, ela era a Beatriz.

Não, não podia ser verdade, eu poderia estar delirando. Como é que ela estaria ali? Uaaau, eu nem acreditava, mas era realidade. Senti meu coração bater mais forte, minhas mãos começaram a suar frio, meu estômago se contraiu, minhas pernas começaram a amolecer. Eu estava sem ação. Tinha que reagir e falar com ela, mas ela ainda nem me conhecia, era somente eu que tinha este amor platônico e impregnado em minha mente. Mas como eu poderia chegar até ela? E o que diria?

Foi neste instante que ela se aproximou. Ela começou a ver alguns discos do Black Sabbath e lançou um tímido olhar sobre mim. Com os brilhantes olhos arregalados e surpresos comentou que era super fã dos Rolling Stones e estava muito sentida pelo fato que este era o único disco restante na loja ainda. Eu, sem ação, apenas dei um sorrisinho e disse:

– Se você realmente quiser, pode ficar com ele.

Ela ficou super feliz, pegou o disco da minha mão e começou a ler as músicas que nele continham. Então, comentei que havia ouvido alguns trechos e o disco estava perfeito. Ela olhou para mim e com um largo sorriso pediu se eu gostaria de tomar um café com ela para retribuir a gratidão. Respondi rapidamente que seria um prazer enorme. E então caminhamos em direção ao caixa.

Ela pagou pelo disco, trocou algumas palavras com o vendedor e logo em seguida saímos da loja. Percebi que ela era muito afetiva e alegre, cativava as pessoas com muita facilidade, algo que me deixava mais encantado ainda por ela.

Saindo da loja, viramos a esquerda e fomos em direção ao centro. A rua era bastante movimentada e possuía muitas casas e comércios. Andamos uns 500 metros, atravessamos a rua e entramos em uma cafeteria.

A cafeteria tinha uma cor marrom escuro, gerando um ar de antiguidade. O balcão era de madeira, atrás havia algumas prateleiras com algumas bebidas à mostra. Também havia uma mesinha onde constavam a cafeteira, forno elétrico, algumas panquecas já prontas expostas em cima dos pratos e algumas bandejas com o café da manhã completo, onde havia panqueca, café, omeletes e pão com banana assada.

Sentamos próximo da janela, onde tínhamos a vista da rua. Eu sentei de frente para o balcão, assim eu tinha a visão de quem entrava e saia do estabelecimento. A mesa era forrada com uma toalha branca e cinza claro. Em cima, estavam os talheres, pratos, canecas e guardanapos. Estava tudo muito agradável, pairando um ar de harmonia completa.

A garçonete se aproximou de nossa mesa e pediu o que gostaríamos de comer. Como era a minha primeira vez naquele local, preferi pedir se havia um cardápio para darmos uma olhada. Olhando o cardápio, Beatriz demonstrou um grande interesse em experimentar o “Boloni capi”, uma espécie de bolo salgando recheado com diversos tipos de salada, aparentando ser muito bom por sinal. Pedimos esse bolo acompanhado de um mega café expresso.

Ao esperarmos a garçonete trazer-nos nossa refeição, começamos a nos conhecer melhor. Ela pediu a mim se eu morava nesta cidade mesmo, em que eu trabalhava e quais eram meus hobbies. Fiquei feliz por ela estar demonstrando interesse à minha pessoa. Eu disse então, que trabalhava em um jornal publicando artigos e estudava física. Neste momento ela levantou a sobrancelha e deu um sorrisinho. Disse eu também, que gostava de tocar violão e cantar nos barzinhos à noite por diversão. Antes mesmo que eu pudesse perguntar-lhe, ela já complementou que faria questão de saber a próxima vez em que eu fosse tocar para poder apreciar o som. Fiquei muito feliz no momento e não pude deixar de transparecer minha felicidade com um sorriso de orelha a orelha. Ela começou a contar que estava estudando artes cênicas e pintava quadros que eram expostos na galeria. Em momentos de lazer, gostava de dar uma caminhada com alguma amiga para colocar as fofocas em dia.

Logo a garçonete chegou, trouxe-nos o pedido e já foi atender a outra mesa ao lado. O bolo de salada era enorme, não havíamos pensado que fosse tão grande. Mas com a fome que eu sentia, daríamos conta do recado em poucos minutos. Fatiei o bolo em pedaços, tirei uma fatia à ela e outra para mim, ficamos nos encarando por um instante aguardando quem colocaria o primeiro pedaço na boca. Sendo assim, ela foi a primeira. O sabor era irresistível, comíamos cada pedacinho degustando o máximo possível, imaginando o que tudo poderia constar para ser tão delicioso. Eu olhava para Beatriz e me encantava, ela era doce, meiga e me fazia apaixonar só de olhar o modo com que levava o garfo até sua boca. Ah sua boca, seus lábios pareciam tão macios e carnudos.

Neste momento eu estava tão pensativo que acabei errando minha própria boca, ao tentar tomar um gole do café. O café foi escorrendo na minha bochecha até meu pescoço, caindo alguns pingos em minha camisa. Senti meu sangue subir neste mesmo instante para minha cabeça, suando frio de vergonha. Até que percebo uma carícia tão delicada em meu rosto, era Beatriz limpando-o com guardanapo e mostrando seu lindo sorriso bem próximo ao meu rosto.

Fiquei meio sem graça, mas a vontade que tinha é que ela ficasse limpando o meu rosto o dia inteiro, ah como era bom. Quando ela terminou até pedi se poderia me sujar de novo… Terminamos de comer e quando eu estava me direcionando ao caixa para pagar a conta, ela veio correndo, dizendo que como já havíamos combinado, a conta era ela que pagaria.
Saímos da cafeteria e já comecei a ficar triste, pois sabia que estávamos próximo de não nos vermos mais novamente. Fomos caminhando pela calçada, observando os mínimos detalhes do ambiente pelo qual passávamos, pois estava deslumbrante. Claro que a companhia sempre ajuda a melhorá-lo.

Neste instante ela começou a contar uma história de quando era pequena, contou que em um dia quando foi visitar seu avô que vivia em uma grande fazenda, deu uma volta no pasto para admirar as árvores e os seres vivos que circulavam por lá. No momento em que desviou seu olhar para ver um pequeno inseto andando pela árvore, apareceu um boi. Mas o boi não era somente um boi, ele possuía grandes chifres, era preto e seu olhar era maligno e apavorante. Quando ela o viu, contou que suas pernas estremeceram, seu coração bateu mais forte e não sabia mais o que fazer a não ser encará-lo. O boi deu um passo em sua direção, logo em seguida mais um e mais um, o suor frio já escorria pelo seu rosto pálido de medo. Ela não tinha reação alguma, olhou atentamente ao seu redor e avistou um pedaço de pau e correu. Em sua corrida o boi levou um susto e correu atrás dela. Nesta parte, a história começa a ficar emocionante. Ela consegue pegar o pau, porém o boi está a dois passos dela. Ela ameaça-o e ele balança a cabeça, fazendo sinal de chifrada, ela então se apavora mais ainda e sai correndo. O boi sai na disparada atrás e quando ele está próximo a dar uma chifrada, ela se joga por debaixo da cerca de arame farpado onde machuca sua testa. Passou-se dois minutos, apareceu um de seus tios perguntando se estava tudo bem…

Quando ela terminou de contar a história, já estávamos próximos a casa dela. Já era hora de começarmos a nos despedir. O aperto em meu coração estava ficando forte, eu queria encontrá-la novamente. Em frente sua casa agora estávamos, uma casa com um belo jardim na frente, muito bem cuidado por sinal. Ela olhou para mim, fixamente em meus olhos sem piscar durante meio minuto, este meio minuto para mim durou uma eternidade. O que será que ela estava pensando, imaginava eu. Ela pegou em minha mão, deu um sorriso e perguntou:

– Nos encontraremos de novo quando?

Ah, quando eu ouvi estas palavras soarem em meu ouvido era como se fosse uma estrofe suave tocada em um violino. Lancei um olhar para o céu e retornei o olhar em seus olhos, respondi:

– Podemos nos encontrar no final de semana se para você ficar tudo bem, marcamos um almoço ou um jantar se preferir.

Ela segurou minha mão mais forte e disse:

– Tá bom então, liga para mim durante a semana, meu número é 555-4568, ou se quiser, passe aqui em casa, já sabes onde fica.

Ela deu uma piscadela e um último aceno antes de entrar em casa, eu fiquei aguardando sua entrada e observando-a minuciosamente. Fui para casa andando lentamente, recordando cada momento que com ela estive.

11 Comments»

  • Laize.. esta completo esse conto?
    Ali no final tem uma parte “Lancei um olhar para o céu e retornei o olhar em seus olhos, respondi: . Ela segurou minha mão mais forte e disse: .”

    Esse negocio de eu disse… e nada? Eh assim ou voce nao escreveu?

  • Laka says:

    Não.. alguma coisa saiu errada, já te dei as instruções e então já sabe.

  • E.U Atmard says:

    Muito bom…estava à espera da continuação desde pouco depois do começo do blog…muito bom mesmo Laize…

  • Laka says:

    =D Muito grata hehe.

  • Nossa muito bom a contuniação achei q ele naum encontraria mais a Beatriz. Quero ver o encontro deles seria melhor um jantar na minha opinião. Parabéns Laize

  • Laka says:

    Oba, legal. Obrigada pela dica do encontro ^^

  • Felipe Ferraz says:

    Muito legal o conto!! a autora é bem curiosa quanto aos pensamentos masculinos…
    abração

  • Laka says:

    É curiosa eu sou.. mas to tendo sucesso no trajeto de tentar entender??
    Abraço!

  • Felipe Ferraz says:

    Depende do tipo de homem que vc quer retratar, afinal (ao contrário do que a maioria das mulheres pensam), existem alguns tipos de homens, hehehe. O deste conto ficou bem real, mas também ele foi ajudado pela iniciativa da Beatriz.

    abs

  • Laka says:

    Hummm bom saber!!

  • Thainá Gomes says:

    A que lindo!muito bom mesmo,tá de parabéns.Lindo mesmo.

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