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Jun
10
2009

Renegado

Escritor: Pandion Haliaetus

Um mundo de medo e covardes, é aonde eu vivo, as pessoas não se defendem por medo. Não existem mais exemplos de bravura. Isto deu margem para que alguns acreditassem que nada pode ir contra eles, se aproveitando da fraqueza alheia. Eu descobri que os covardes me irritam profundamente, entre eles, alguns homens afeminados que usam deste comportamento como fuga para suas responsabilidades naturais, estes me causam uma irritabilidade fora do comum. Mas hoje eu descobri um outro tipo de covarde que me irrita muito mais. E covardes têm de ser postos em seus lugares. Somente um covarde idiota se levanta e desiste de lutar, mas não eu, não enquanto milhares sofrem indiscriminadamente.

A muito tempo desisti de um sonho, o sonho da vida comum. Abandonei mulher, casa, trabalho e estudos, comprei uma moto, aprendi a atirar, e entrei em muitas brigas por longos anos. Decidi que em minha vida, apenas eu mandaria, e que eu atacaria tudo o que me incomoda. Esta noite não foi diferente, eu me sinto tão bem quando faço isso, talvez seja a mesma sensação de um médico que salva o paciente.

Eu estou cruzando uma pequena cidade, e em geral, pequenas cidades tendem a ter os maiores tipos de babacas e covardes, com pouca coisa para se preocuparem, normalmente eles procuram confusão com quem não pode se defender, e dedicam suas vidas a coisas idiotas e vazias para se reafirmarem superiores, um estilo de vida medíocre que corresponde as pessoas medíocres que são. Esta de noite, próximo à meia noite, eu paro minha moto em um posto para reabastecer, ele está lotado de jovens que não tem mais nada para fazer além de beber e conversar, mas esse é o ambiente propício para o meu tipo de presa. Quando eu estou saindo da conveniência com algumas cervejas, um cara em um carro engata a ré e bate em outro carro, entre os dois carros haviam duas pessoas, uma jovem com menos de 20 e um rapaz de idade aproximada, afeminado… Por pouco eles não foram emprensados, a garota teve reflexos o suficiente para puxar seu amigo e evitar algo pior. Evidentemente os dois reclamam, o motorista não responde, logo sai em arrancada, mas estaciona depois do posto em um lugar escuro, e fica a observar os dois pelo retrovisor. De pé, eu observo a situação e penso: “Isto tem potencial”.

A garota mais esperta do que seu amigo afetado, percebe que o motorista os aguarda, ela decide por ficar dentro da loja de conveniência, seu amigo teimoso insiste em ir embora, mas a garota relutante sabe que se forem agora provavelmente não cheguem em casa. Ela é realmente esperta, se eu fosse ela, também ficaria dentro da conveniência. Seu amigo fica do lado de fora, entre as outras pessoas, conversando despreocupadamente. Eu, naturalmente sei que algo vai acontecer, então apenas me recosto em minha moto e aproveito a cerveja. Um bom tempo se passa, até que a garota sai para conversar com seu amigo. Neste momento, o motorista liga o carro e dá a volta no posto, a menina está com tanto medo que não consegue agir, o carro para de frente à eles, o motorista sai, encara a menina nos olhos, subitamente vira-se para seu amigo. E então ele começa o seu show.

Bancando o machão ele grita e intimida o jovem afeminado, que apesar de tudo demonstra certa coragem. O motorista percebendo que seu show estava com uma má performance diante de todos, devido a audácia do jovem, resolve partir para a agressão, e enche a mão na cara dele. Devo admitir, poucas coisas me tiram do sério, mas a covardia é uma das melhores candidatas. Pude sentir aquele soco, um soco da mais pura covardia. Infelizmente eu não posso ficar imóvel, ou melhor, eu não consigo, e tomado por um sentimento de desprezo, vejo a humilhação daquele que ao menos tem como se defender, sofrendo tal situação perante outros, apenas por que seu ofensor se julga melhor, pra mim é o suficiente, com uma das mão amasso a lata vazia, pego uma nova e arremesso-a no imbecil. Me aproximo estalando os dedos e falo: “Por que não se mete com alguém que sabe se defender, seu imbecil”.

O posto inteiro parou, o motorista se sentindo afrontado, de início fica sem reação, mas logo tenta abalar minha moral para se impor novamente perante a multidão. Com um tom de deboche, ele pergunta: “E quem é você? O namoradinho dele?”. Não há risadas no local, o clima está tenso, as pessoas me olham com aquele olhar típico de quem está esperando uma explosão. Eu respondo: “Não. Mas hoje eu serei o seu namorado. Por que estou pronto pra fuder com a sua vida.”, e estalo o pescoço. Neste momento o pessoal teve a certeza de algo muito ruim iria acontecer, alguns fizeram cara de espanto, outros começaram a ir embora. O motorista agora com a moral extremamente abalada não exita e vem em minha direção falando idiotices como: “Você não sabe com quem está se metendo!”. Ao passo que respondo: “Sei exatamente, já lidei com muitos idiotas como você antes, mas hoje, você vai aprender o que é o terror”. Pela postura que ele toma, é um lutador de Jiu-Jitsu, deste de academia fundo de quintal, que aprende a dar algumas chaves e se acha o matador, tudo bem, logo logo ele vai ter a lição de casa para fazer.

Ele vem em minha direção com a guarda bem fechada. Eu levanto minha guarda e dou um passo pra trás, ele vem rápidamente e desfere um cruzado de direita em direção ao meu rosto. Alguns gritam, o soco dele atinge o alvo, mas antes que algum sangue seja derramado, com uma das mãos eu intercepto o soco dele, com seu punho em minha mão. Olho para ele falo: “Isso é o melhor que você pode fazer?”. Intimidado ele recua, Já notei todo o potencial dele, então eu digo: “Tudo bem cara, eu vou te dar mais uma chance, venha, pode me acertar aqui no rosto”. Eu baixo minha guarda e viro o rosto de lado. Um velho truque de luta de rua, mas é claro que alguém que nunca esteve em uma luta pela vida pode conhê-lo. Ele vem enraivecido e tentar socar meu rosto. Em um movimento rápido eu o seguro pela gola e desfiro uma violenta cabeçada no nariz. Forte o suficiente para atordoa-lo, agora com sangue escorrendo pela camisa. Um ótimo golpe, atordoa o inimigo por causa do impacto, e por causa da quantidade de sangue o desmoraliza para sempre na frente dos outros. Ele só tem tempo de olhar para suas mãos ensanguentadas, passo correndo para sua lateral e acerto um pesado soco em sua orelha direita, soco com o qual já quebrei os dedos algumas vezes. Ele vai direto ao chão, impotente mas não inconsciente, da forma como planejei. O pessoal está chocado, a garota e o jovem apenas observam, com uma certa satisfação no rosto. Estou com o rosto cheio do sangue do nariz do infeliz. Quando todos imaginam que eu havia terminado, agora vem a melhor parte, eu o agarro pelo pescoço e o arrasto para os fundos do posto, com uma voz baixa, mas suficiente para que todos escutem eu digo: “Ninguém me atrapalhe”.

Eu o arrasto para um lugar húmido e arenoso, o empurro contra a parede e ele cai sentado, me agacho para falar próximo a ele. Subitamente ele reage e tenta me acertar para levantar. Um soco bem dado em sua boca é suficiente para que ele se acalme. Calmamente eu falo: “Então sua babaca, você gosta de bancar o machão não é?”. Ele tenta responder mas eu impeço com um outro soco na boca, um dente cai. “Cala a boca, não te dei permissão para falar. Você vai fazer o seguinte, toda vez que avistar aqueles dois na rua você vai baixar a cabeça e não vai olhar pra eles, sabe por que? Por que você é um merda, e merdas não tem o direito fazer o querem, de agora em diante eu mando e você obedece, entendido?”.

Mesmo que tremendo, mesmo que ensanguentado, mesmo que sem um ou outro dente, ele puxa alguma falsa coragem apoiada nos amigos covardes e fala: “Ca..cara, você vai se arrepender disso, você mexeu com o cara errado”. Ele limpa um pouco do sangue no rosto e cospe sangue para o lado. Com um suspiro de desaprovação eu me levanto e ponho as mãos na cintura, olho para ele balançando a cabeça como quem diz “Você não entendeu”. Ele tremendo me olha com raiva e fala: “Eu gravei o seu ros…”. A fala dele é interrompida por violenta joelhada em seu olho direito, pude sentir o barulho do crânio sendo esmagado contra o concreto da parede, ele solta um grito. Eu o seguro pela camisa e o arremesso em cima de uns sacos de lixo. Vou caminhando em direção a ele e falo: “Parece que você não entendeu direito, merdas não têm o direito da fazer o que querem, e isto inclúi ameaçar os outros. Mas tudo bem, agora eu vou cumprir a promessa que eu havia lhe feito, vou fuder você inteiro, assim além de ser um merda, você agora vai andar que nem um merda.” Dito isto, eu dou a maior surra que ele ja deve ter levado na vida, com um cano, eu quebro várias costelas, as pernas e os braços. Antes de ir embora eu chego próximo a ele e digo: “Isso que aconteceu com você hoje não foi nada comparado ao que eu posso fazer com os seus pais de merda que te deram uma criação de merda. Mas eu vou ficar por aqui um tempo, e eu espero sinceramente que você me dê motivos para lhe visitar de novo, por enquanto você fica aqui no meio do lixo, o lugar que você nunca deveria ter saido, seu covarde de merda”. Largo o cano e volto para a frente do posto.

As pessoas que ficaram ali estão apreensivas, eu subo na moto, abro mais uma cerveja, ligo a moto e falo para a garota: “Se cuide”. Saio em arrancada, sentindo o vento gelado e pensando: “Deve ser assim que um médico se sente ao salvar um paciente”.


Categorias: Contos,Renegado | Tags: ,

5 Comments»

  • Aaaaaaaaaaaa … muito bom, personagem escrotão. Descendo porrada!!

    Bem o tipo de história que eu adoro. 😀

    Muito boa!!

  • Laka says:

    Hum foi legal, mas ele devia ter continuado os estudos huahuahuahua. Ele tinha uma Harley??

  • Vitor Vitali says:

    Bem, a mim parece uma história irônica, já que o cara trata covardia com covardia. No fundo, me parece que ele é só outro brigão com falso ideal de heroísmo. Mas o conto tá legal, gosto de porrada. Tem continuação?

  • Pandion says:

    Isso mesmo Vitor, estava esperando alguém notar isso, e foi rápido. Fugir de suas responsabilidades, e se meter com quem ele sabe que não tem chance, e em contrapartida dizer que odeia covardia é uma hipocrisia. Em realidade, quando ele fala que odeia covardia, ele diz que odeia a si mesmo.

    Vou escrever mais sim sobre ele, mas agora com histórias mais concisas, explorando lados ocultos do ser humanos, e também explorando o personagem.

  • lobaempeledeovelha says:

    EU ADOREIII xD

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