O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

(2) Moby [agenda]
(3) Prova [agenda]
(13) Burqa [poesia]
(11) Ursos [poesia]
(14) 100 [conto]

Publicado por ONEbot

– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

>> Confira outros textos de ONEbot

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

Jul
27
2009

Mortos sem Sangue – Parte 2

Escritor: Felipe Ferraz

mortos-sem-sangue

Na noite seguinte, apenas Raquel e Hans estavam no local. Fabio pediu para investigar durante o dia, entrevistar moradores, juntar documentos e fotos para o relatório a ser enviado ao governador. Foi autorizado por Hans, com a condição de que deixasse sua automática com o irlandês, usando assim apenas a pistola de prata.

Raquel não dizia uma palavra, mas se sentia mais calma em relação à noite anterior. Sentia-se inútil, nada fez diante da criatura responsável pelos ataques. Hans não havia comentado sobre o incidente, e estava com um comportamento mais frio em relação à moça. Em determinado momento, o celular de Raquel tocou, assustando os dois policiais. Era Fabio.

– Fala pro gringo que eu fiz um mapeamento dos ataques. A localização das casas forma um círculo em torno de um casarão. Estive lá e não havia uma alma penada, hahaha. Mas me surpreendeu que na parte de trás deste casarão tem umas grades, parece um calabouço, uma prisão.

Hans decidiu seguir para o tal casarão. A rua estava repleta de carros, e dentro do local parecia haver uma festa. Desta forma, uma abordagem policial poderia gerar um tumulto, então deixaram para depois. Raquel recebeu as fotos no laptop que seriam enviadas ao governador, e ficou horrorizada quando viu a vítima. Porém, não havia marcas de sangue, uma gota sequer no chão da casa, apenas no gramado, onde a criatura havia caído após receber os tiros. Passava das três horas quando decidiram voltar para casa e descansar. Na manhã seguinte, iriam os três ao casarão.

XXX

Copos e pratos sujos e espalhados denunciavam a festa da noite anterior. Restos de bolo, salgadinhos e bebidas enfeitavam a entrada do casarão. Novamente, parecia estar abandonado, seria apenas um salão de festas? Resolveram entrar para confirmar. Camas desarrumadas, geladeira cheia de comida e um rádio ligado mostravam que alguém morava na casa. Para evitar qualquer surpresa, foram logo à parte de trás, para verificar o tal calabouço. Parecia um porão, como se fosse uma garagem, com grades. O único acesso ao interior do mesmo era por um pequeno portão, que estava aberto. Entraram e depararam com uma coleira, correntes, ossos e marcas de garras na parede.

– Parece que gostavam de brincar de polícia e ladrão aqui. – Fabio disse.

– Não é uma prisão. É um canil – concluiu Hans.

A pista era preciosa. Quiseram sair o mais rápido possível, antes que alguém chegasse e pudesse denunciar por invasão à propriedade. Ao entrar no carro, viram no retrovisor uma minivan dobrando a esquina. Esperaram, e viram o veículo estacionando, e saindo dele uma mulher, aparentando 50 anos, loira, acompanhada por outras sete meninas, também com cabelos claro, e um menino, com a mesma descrição. Hans riu, e pos o carro em movimento.

Raquel quis saber o motivo da risada. Hans preferiu ficar em silêncio até saírem do condomínio, para explicar suas razões. Fabio parecia pouco interessado, mas ouviu o irlandês falar. Contou sobre as lendas dos lobos, que são os filhos mais novos entre oito irmãos. Há versões que falam que é o oitavo filho, outras que afirmam que é o único filho homem após sete mulheres. “Pelo que vimos, todas as lendas se encaixam, temos um legítimo lobisomen, só falta mesmo fotografarrr”. Fabio riu incessantemente após ouvir isto, mesmo após o encontro com a criatura duas noites antes. Raquel preferiu ficar quieta, enquanto Hans cantarolava uma música típica de sua terra natal.

O estrangeiro já imaginava a razão da construção do canil. No começo, a família começou a ficar assustada com os períodos em que o caçula se transformava, e trancava-o. Após perceberem que era inofensivo àqueles com o mesmo sangue e, portanto, com o mesmo cheiro, deixaram-no solto. O que intrigou o experiente policial eram os motivos de somente agora as vítimas virem à tona; ou cobriam muito bem os assassinatos, ou a família mudou recentemente àquele casarão.

– Hoje à noite iremos à caça. Voltem para casa e descansem. We’ll have a great time.

XXX

A noite chegou mais fria do que o normal. A cada momento, Fabio tinha que passar um pano no vidro do carro, pois embaçava. Raquel questionou o porque de estarem parados, dentro do carro, em frente ao casarão, ao invés de invadirem o local logo e prenderem o menino que se transforma. Hans explicou que não são todas as noites que ele vira lobisomem, e caso isto aconteça, irá ataca-los, para proteger sua propriedade. Fabio, cansado de seus companheiros não rirem mais de suas piadas sobre o caso, preferiu manter-se alerta.

As horas passaram, as luzes do casarão foram se apagando aos poucos. De repente, Raquel viu um vulto vindo do quintal, o mesmo onde fica o canil. Alertou seus colegas, que ficaram com as armas em punho. Fabio sugeriu saírem do carro, mas antes de qualquer resposta sentiram um tranco no mesmo. Era o lobo, urrando dando voltas no veículo, como se procurasse um lugar para atacar. Quando a criatura ficou próxima ao porta-malas, Hans desceu do banco do motorista e apontou a arma, mas a criatura foi veloz o suficiente para atacá-lo, arremessando- o longe. Fabio também desceu e tomou outro tapa no rosto, caindo em seguida. Raquel, desesperada, começou a gritar, e o animal, levantou o carro e o arremessou-o.

Hans e Fabio travaram uma luta desigual. O bicho era muito mais forte que os dois, e só fraquejou quando foi esfaqueado com a arma de prata. Porém, estava em vantagem e conseguiu tirar Fabio da luta com um soco, que o desacordou. No momento em que o animal ia para dar o ataque final em Hans, eis que se ouve três tiros. Era Raquel, já ensanguentada e cambaleando; com dificuldades, saiu do carro capotado e conseguiu atirar com a pistola de prata na criatura, que deu três passos e caiu, voltando a se tornar o menino de cabelos claros.

Depois disto, as irmãs do garoto saíram do casarão, e recolheram o cadáver, sob olhar atento e triste da mãe. Só restou aos policiais acordarem Fabio, e deixar o local. Missão cumprida.

4 Comments»

  • Pessoal do D.E.I.S. é tipo o Van Helsing do filme homônimo. =)
    – Gostei do conto, mas acho que acelerou aqui nessa última parte. Podia ter descrito melhor a cena de luta. Mas gostei =)

  • Que triste…Podre garoto… Não poderia ser inventada uma vacina para o lado do lobisomem?

  • Opa, era para ser pobre garoto e não podre =/
    Apesar que com a morte iria apodrecer mesmo…

  • Felipe Ferraz says:

    Na hora da cena da luta deu uma inhaca, mas na próxima eu melhoro esse aspecto, podexá. Logo enviarei mais textos do DEIS SP.
    Realmente o destino do garoto não foi dos melhores, hehehe.

    abração

RSS feed for comments on this post.TrackBack URL


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério