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Jul
29
2009

Vampiro Maurus – O Abraço

Escritor: Jones Viana Gonçalves

vampiro-maurus-o-abraco

Peguei minha caneta hoje para escrever uma historia, uma historia antiga, a historia de como me tornei quem sou. Você já deve estar pensando “Não, mais uma historia sobre como um vampiro veio a nascer para as sombras”, sei que isso já chateou a todos, mas posso garantir que talvez minha historia não seja igual a todas as outras, ou talvez seja, não sei ao certo. Isso você terá que me falar depois.

Tudo começou na Europa, em uma guerra, a assim chamada guerra santa. Eu era um cruzado francês no ano de 1097 marchando entre outros trinta mil soldados que cruzava a Ásia menor vindos de Constantinopla. O Papa prometera a salvação a todos que aceitassem a cruzada, mas não encontrei tal salvação e nem mesmo em busca dela estava. Naquela época, eu um mortal com pouco mais de dezessete anos buscava a gloria tentando tornar-me um dos muitos heróis que reconquistaria Jerusalém, mas nem mesmo a terra santa cheguei.

Sob o sol forte do meio dia e também sob as ordens de Bohemundo, o senhor dos normandos chegamos a Antioquia, com a cavalaria pesada à frente e munida de armas de cerco. Fizemos com que os defensores penassem pela falta de alimentos e água, por seis meses ficamos cercando a cidade. Nada entrava, nada saia, e aos poucos a cidade morria.

Ataque após ataque ate que os defensores desistirem e nossos exércitos entrassem pelos muros da cidade. Fogo, fumaça, sangue e violência, minha espada saciou sua sede naquela noite, homem, mulher, criança ou velho. Qualquer um, não importava a fé, o sexo ou a idade, os cruzados entraram e mataram todos que surgissem a sua frente, as ruas da cidade foram lavadas com sangue e vísceras. E eu? Bom, fui um daqueles que lavou as ruas, e foi sob a lua que chamei a atenção de Isaias e seu bando.

Eles vinham se alimentando das pessoas em Antioquia há muito tempo, naquela noite Isaias estava no alto de uma casa. Ele e seus aliados auxiliavam nas defesas da cidade, muitos soldados pereceram em suas garras e presas, mas ele viu algo que chamou a sua atenção. Eu estava cercado por cinco soldados Árabes, minha espada saltava de uma mão para a outra e eu observava aqueles ao meu redor ate o momento que o combate se iniciou.

Girava de um lado para o outro buscando esquivar-me e atacar, cruzava espadas com meus oponentes sem deixá-los chegar perto, golpes repetidos riscavam o ar e manchavam as paredes de vermelho e logo apenas três me cercavam. O suor misturava-se ao sangue dos ferimentos que havia ganhado, passava pelo rosto e corria pelo resto do corpo deixando a armadura incomoda. Novamente meus oponentes me observavam e desta vez fui o primeiro a atacar. Com um impulso à frente bati com o cabo da espada na boca do inimigo que deu um passo atrás, retomando o impulso em estado reverso fiz a espada cortar o vento num golpe lateral contra outro de meus inimigos. Com um sorriso, recebi as gotas de sangue que salpicaram meu rosto vindo do corte no pescoço do homem, ainda em movimento girei o corpo descendo e atacando as pernas do ultimo soldado que gritou ao sentir o aço afiado quebrar-lhe os ossos do joelho separando uma de suas pernas. Ao levantar-me ainda fiz a espada descer para encontrar a cabeça do Árabe, bem a tempo de ficar novamente encarando o primeiro dos três o qual ainda tinha a mão no rosto ensangüentado. Estiquei a mão esquerda para empurrá-lo e com outro movimento da espada fazê-lo encontrar a paz. Brutalidade e diversão era o que Isaias via em meu semblante quando novamente entrei na noite em busca de mais inimigos.

O dia finalmente chegou e as batalhas haviam se encerrado na cidade, corpos espalhavam-se por todas as ruas e nossos soldados já iniciavam o trabalho de limpeza, retirando os corpos e empilhando-os fora da cidade. Tivemos muito trabalho e a pilha dos inimigos se tornou bastante alta. Foi Bohemundo quem acendeu a pira, o fogo se alimentou da carne que os abutres queriam para eles, todos naquela pilha eram pagãos e assim sendo não mereciam honras funerárias como os nossos amigos falecidos, os quais foram enterrados adequadamente naquela terra.

Novamente a noite se abateu sobre nós e nesta noite a cidade de Antioquia era nossa, era dos cruzados. Naquela noite peguei duas mulheres para mim, com ou sem permissão, eu as teria de qualquer forma, dei de ombro, precisava daquilo, o bom e puro sexo. Como conquistador era meu direito, porem uma delas pertencia a Isaias. A principio não estranhei as feridas no pescoço, braços e coxas. Havíamos saído de uma batalha, alguém mais poderia tê-la forçado antes, naquele momento não me importava. Foi depois do ato que percebi o que acontecia, um homem estava parado no quarto, aos seus pés, a outra mulher estava caída provavelmente morta, na luz das tochas podia ver o brilho assassino em seus olhos que estavam voltados para mim. O impulso da sobrevivência, o único que conhecia me moveu a buscar pela espada, só teria essa chance. Mas ela não mais estava ali. Olhei incrédulo para o homem que segurava minha arma pela bainha, ele agora sorria. Sem perder tempo e completamente nu, fiquei em pe sobre a cama. Observei meu oponente enquanto descia para o chão, ele não se movia, estava com um sorriso irônico, mas o que me chamou atenção foram as duas presas que ali havia.

Naquela época lembro-me de tê-lo chamado de demônio entre outras coisas, pois não sabia o que realmente era. Impaciente ataquei, joguei em sua direção uma cadeira que estava próxima, ela se chocou com chão sem o tocar. Senti a mão do estranho, apertar firmemente a minha nuca e então a sala transformou-se em um borrão indistinto enquanto eu voava de um lado ao outro. O choque contra a parede me fez desmaiar e daquela noite não lembro de nada, a não ser pequenos flashes. Acordei com o chamado da cidade para as suas orações, me vi deitado e amarrado em uma gruta escura, me debati tentando escapar das cordas, mas percebi que só estava machucando o meu corpo já debilitado, e durante todo o dia fiquei desse jeito, ate que a terceira noite chegou.

Foram quatro, às mulheres que me levaram até o outro aposento escavado na gruta, lá fui preso à parede em grilhões ficando de pé. Pude apenas ver as mulheres me sugarem, uma em cada pulso e as outras em minhas coxas. Drenavam não só o meu sangue como a minha energia. Percebi que não estava só na gruta. Como eu, meus companheiros de armas estavam servindo de refeição para as vampiras. Com alívio percebi que não seriamos mortos naquela noite, fomos alimentados de dia e sugados a noite, por duas semanas. Este foi o tempo que fiquei naquela área da gruta, entre os dez homens capturados apenas quatro sobreviveram ao chamado ritual de purificação e eu estava entre eles. Fomos levados mais para o interior das cavernas, até uma câmara escavada na parede sólida, parecia uma capela, via alguns crucifixos e Anks que se mesclavam com naturalidade naquelas paredes juntos às dezenas de outros símbolos do Islã, formando assim um perfeito amalgama religioso.

Fomos forçados a sentar em bancos rústicos de frente para uma espécie de altar, logo à frente sentado em uma cadeira na posição mais alta, estava Isaias, um Sarraceno de barba e cabelos longos. Seus olhos ferozes observavam alem da alma de todos naquela sala.

“Bem vindos ao meu lar cruzados” com um sotaque aramaico carregado ele tentava falar em uma língua em que todos compreendêssemos, eramos quase todos francos, apenas um vinha da germania, mas também entendia nosso idioma. “Eu sou Isaias seu anfitrião” com um sorriso nos mostrou o par de presas em sua boca, sim sabíamos que agora estava a nossa frente o mestre daquela tribo vampirica. O mais poderoso imortal que conheci. “Eu direi a vocês cruzados os motivos de tê-los em nossa morada”. Eele fez uma breve pausa para ver se tinha toda a nossa atenção para então dar continuidade. “Perdi amigos e escravos nesta guerra que os seus senhores trouxeram até a mim, perdi valorosos guerreiros que defendiam estas cavernas com fervor durante a sua invasão, mas agora tenho vocês. Que se mostraram fortes em batalha lá fora e fortes aqui dentro sobrevivendo a estas duas ultimas semanas. Agora aqui, em minha capela deverão mostrar-se bravos novamente. Apenas um de vocês ira se juntar a mim e aos meus soldados. Lembrem-se apenas um. Aquele que sobreviver nos próximos dias”. Enquanto falava andava por entre nos, sorrindo e dando tapinhas nos ombros de seus próprios soldados para depois sair da sala junto com todos os outros, deixando-nos a sós. A sala foi trancada por fora e tudo ficou escuro.

Sem água, sem comida, fomos deixados para morrer. O alemão foi o primeiro a enlouquecer, no segundo dia de confinamento os sons de batalha ecoaram pelos corredores da gruta. A fome junto com a sede foram saciadas, eu e meus companheiros que estavam vivos devoramos a carne do alemão por três dias, mesmo depois de a carne apodrecer não me importava. Passamos mais algum tempo sem comida, estávamos ficando fracos e atacamos um de meus compatriotas, apenas depois de ouvir os sons dos ossos se partindo eu e o outro francês nós banqueteamos. Os gritos de dor do homem foi à única coisa que nos fez perceber que ele ainda estava vivo. Ossos, carne, vísceras, músculos, tudo serviu, precisávamos sobreviver e foi o que conseguimos por mais alguns dias, já havia perdido as contas de quantos foram os dias que à loucura me dominava. Não mais dormia, pois sabia que a qualquer momento poderia ser eu o próximo a ser devorado, então quando a comida acabou ataquei primeiro. A luz pálida das tochas encheu a sala, ossos e sangue seco cobriam o chão e lá no meio daquilo tudo estava eu deitado, imundo. A dor nos meus olhos por causa da luz foi o que me fez não atacar, as mulheres me carregaram e levaram para fora da gruta. Pela primeira vez em muito tempo podia sentir a brisa quente e o calor do sol, fui arremessado por elas em uma cova e lá me manteriam ate o anoitecer.

“Aproveitou o sol Cruzado?” Isaias vinha de dentro da gruta um pouco depois da lua dar as caras no céu, “Espero que sim, pois foi a ultima vez que você o viu.” Dois braços fortes me ergueram, tentei lutar, mas estava muito fraco para resistir, fui jogado aos pés de Isaias.

Ao lado dele a mulher que havia me traído, ela me olhava apavorada. “Escute cruzado, eu sou o pai de todos aqui e você logo se tornara meu filho também”. Ele foi rápido, senti suas presas em meu pescoço e a força que ainda tinha ser esvaída até não restar mais nada, a escuridão se apossava de meus olhos, quando senti o liquido quente da vida em meus lábios, bebi desesperadamente o sangue que me era oferecido como se fosse o único meio de sobreviver, porém estava errado, não mais viveria, já estava morto desde o dia em que entrara em Antioquia. Um tabefe me fez parar, novamente fui jogado para longe, a dor fez meu corpo contorcer-se, convulsões tomaram conta de mim e então acordei para as trevas.

Estava com sede e apenas a mulher estava ali, ela mostrava seu pescoço para mim, ouvia a pulsação de suas veias e a sede finalmente tomou conta de minha consciência, minha primeira vitima foi aquela que me trouxera ate ali, rasguei seu pescoço sem temer e bebi a seiva vital ate a ultima gota.


Categorias: Contos,Vampiro Maurus | Tags: , ,

16 Comments»

  • Mantive o “vampiro” no nome. 😉
    – To saindo correndo de frente do computadora agora. Publiquei o conto e agora.. fui!
    – Volto mais tarde e faço um comentário descente. =)

  • Você já voltou para a frente do pc faz tempo, cadê o comentário descente?? Hein?
    Vou ver o conto agora, só da vampiro aqui…

  • Terminei de ler…

    Fiquei intrigada durante as batalhas… Jones, você le os seus contos para seus filhos dormirem a noite? (papai conta uma historia para dormirmos?) Ah seria legal, iria já deixando-os treinados hehe.

    Bem, agora o conto… Houve mais carnificina do que da última vez ^^ To gostando. Dava até para me imaginar comendo carne podre e matando para sobreviver.

    Gostei, outra dúvida, esse conto para por ai ou é apenas o ínicio?

  • Pensando bem, quando voces dois (personagem) ficaram por ultimo na sobrevivência, acho que teria que ter descrito mais. Tipo, teria que estrangular ou coisa assim, jorrar muito sangue antes de vencer.

  • Muito bom o texto. Li ele agora com calma.
    – As cenas de batalhas bem descritas, violência, muito sangue.
    – Mas uma coisa de história de vampiros, sempre tem uma conotação homossexual, o cara tendo que morder o outro…
    – Vai ter continuação certo? Lembro que você me enviou esse como “parte 1”.

  • JonesVG says:

    Certo, voltando dos quase mortos de frio aqui do RS, 1ºC é de lascar vai a puuuuuu senhor do tempo, frio é bom, mas demais é foda! Voltei a trabalhar bem no dia em que um dos meus contos chega ai, he he he he, bah Laka nunca li nenhum dos meus contos pros guris não, acho que até hoe nem minha esposa leu nenhum deles he he he. Conotação homosexual ta certo Guns, vou escrever algo bem EMO da proxima vez he he he, este conto é em muitas partes, não completamente escritas ainda, mas com boa parte já digitada do que já foi escrito e a segunda parte deverá vir em breve pro ONE, mas ela ta GIGANTE huahuahuahuah.
    Ei Guns ainda tem o conto “A Besta” ai, se tiver pode inclui-lo na lista de publicações junto com o espirito do lobo.

  • Humm. tenho que dar uma olhada nos teus contos que estão comigo. Acho que devo ter uns 3… só não lembro dos títulos. Estão no notebook. Dou uma olhada quando chegar em casa. =)

  • Essa é a historia de vampiro mais original q eu vi
    gostei muito
    o fato dele ser um cruzado na terra dos sarracenos é muito interessante.
    A ideia de um ritual de purificação e a luta pela sobrevivência ( se é que pode ser chamada de vida o que um vampiro tem) tb são interessantes.

  • Felipe Ferraz says:

    achei bem legal tb. tenho muita curiosidade sobreessas épocas longínquas, hahahha

  • Perfeito, adorei o conto!!
    Acho os templários fantásticos.
    Como ele se tornou vampiro voi muito bacana, o sofrimento
    na sala escura foi muito bem narrada, tá de parabens!

  • JonesVG says:

    Putz pelo geito vou ter de me esforçar muito mais para a segunda parte estar a altura desta primeira, que coisa he he he he he he Obrigado pessoal, o incentivo pra continuar no mesmo pique é imenso, abraços a todos.

  • Ben says:

    FOI legal d + ler sua história VALEU eu sou um vampiro e acredito nisso.

  • Jones says:

    Valeu cara, vai uma mariola ai????

  • Vinicius Machado says:

    ihhhhhh… vai começar!

  • Caraca.. isso é um virus cara.. que vai se espalhando pelo site… e vai e vai…

  • Jones says:

    Olha Guns, acho que só pelos contos de vampiros he he he he. Esperei bastante tempo para responder a esse cara para não chamar a atenção de outros hauhauhauahuah

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