O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

(2) Moby [agenda]
(3) Prova [agenda]
(13) Burqa [poesia]
(11) Ursos [poesia]
(14) 100 [conto]

Publicado por ONEbot

– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

>> Confira outros textos de ONEbot

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

Jul
08
2009

Vladimir e o psicanalista

Escritor: Vitor Vitali

vladimir-e-o-psicanalista

Dona Ivone não conseguia tirar os olhos do pálido sujeito sentado de pernas cruzadas sobre o sofá de couro marrom da ante-sala. Ele lia o jornal do dia anterior com curioso interesse e vesti-se com roupas caras e de grife.

– Doutor Stoker lhe atenderá em breve – informou Dona Ivone, a secretária, novamente ao paciente, como para ter certeza de que ele havia ouvido.

Era o último paciente daquele dia, pois o sol já havia se posto e o relógio branco da parede já indicava que eram sete da noite. O café já estava frio na enfeitada garrafa térmica de Dona Ivone e ela desejava acima de tudo ir para casa, distanciar-se daquele homem que a fazia se sentir tão desconfortável, como que se por trás do jornal ele a estivesse observando o tempo todo. Notando a presença dela. Sentindo seu cheiro. Estava velha de mais para aquilo.

– Obrigado – respondeu ele novamente com uma voz seria, mas simpática.

O paciente anterior a esse havia saído do consultório a cerca de trinta minutos e Abraham provavelmente estava se preparando para atender esse, ou talvez, estivesse apenas descansado a cabeça com um de seus livros.

Uma luz verde piscou no terminal telefônico de Ivone e ela não precisou atender o chamado para saber que estava na hora do paciente entrar.

– Ele irá lhe atender agora, Senhor Vladimir – disse Ivone.

O homem pôs o jornal sobre a mesa antes mesmo da secretária anunciar que havia chegado sua vez. Ela observou sua roupa de corte fino não demonstrar qualquer amassado no tecido por ele ter se sentado. Sua face e seu cabelos longos penteados para trás em um corte simétrico também estavam com a aparência máxima, assim como seu rosto pálido e sem muita expressão. Olhos profundos nos quais ela poderia perder minutos observando.

Era lindo, sem dúvida, lindo. Mas… mórbido.

Ele sorriu para ela e caminhou em passos perfeitos até a porta. Ela teve a impressão de ouvi-lo dizer “obrigado novamente”, mas sua boca não havia se mexido. Ele abriu a porta, caminhou para dentro do consultório e a fechou sem barulho.

– Bom-dia, Vladimir – disse o Doutor. – Sente-se – indicou o divã.

– Bom-dia, Bram – respondeu Vladimir sentando-se no divã indicado e observando por alguns segundos todos os livros da longa estante que o Doutor possuía. Clássicos e mais clássico, no entanto ele já havia lido todos.

– E como passamos a última semana? – Perguntou o Doutor.

– Sabe – começou o paciente -, eu acho que não posso suportar isso por muito mais tempo.

– Claro que pode, não seja bobo, você tem todo o tempo do mundo – brincou o Doutor e Vladimir sorriu. – Fez os exercícios de respiração que te passei para relaxar?

– Fiz como indicado, e devo admitir com profundo agradecimento de que funcionou no começo, mas agora nem isso funciona mais.

– Entendo. – Ponderou Dr. Stoker batendo os dedos da mão direita na têmpora. – Vladimir, acredito que seu problema não vá se curar logo, e digo isso com sinceridade, nossa única opção é sua catarse e sei que entendes isso. – Vladimir fez que sim com a cabeça.

– Então vamos lá – recomeçou o Doutor -, diga-me como foi sua semana.

– Elas de novo. Sempre elas! – Falou Vladimir e se deitou sem que fosse convidado.

– Rondando a minha casa pela manhã! Me seguindo nas ruas! Não aguento mais!

– Continue – encorajou Dr. Stoker.

– Acredita que um delas me pediu para carrega-la nas costas? Tem noção do quanto isso é humilhante? Ah, os campos! Que saudade tenho dos campos, quando eu corria por aí atacando camponeses com machados e os empalando no café-da-manhã! Estuprando virgens galesas e atirando seus corpos sem vida aos cachorros no final. Eu era respeitado! Eu era respeitado! – Gritou Vladimir e o Doutor percebeu em seu tom de voz um leve descontrole.

– Entendo. Mas não acha que os tempos mudam? Talvez deve-se se adaptar a eles – comentou Abraham.

– Você sabe que não posso. Tenho meus hábitos e isso é a única coisa que me resta! Me lembro quando minha história caiu na boca do público e fizeram até filmes sobre mim e meus filhos, mas Deus, aonde isso foi parar? Recebo cartas e mais cartas dizendo desde apenas “Me morda” até “Eu te amo”! Não tenho como descrever a desonra que isso causa a minha imagem. Eu já fui temido, sabe?

– Sei sim, Vladimir, mas é o fardo que você carrega. Para alguém tão velho quanto você, deve ser difícil de fato encarar toda essa modernidades e efusividade do mundo contemporâneo.

– Nem me fale… Até agora não entendi para que serve Bluetooth. O que isso quer dizer afinal? É um charada? O mundo anda tão confuso doutor… Eu… – Dr. Stoker percebeu a voz de Vladimir tremular -, sinto falta do medo. Antigamente me olhavam nas ruas de chão de pedra e toda a cidade estava em alarde. Hoje se eu saiu na rua tenho que me disfarçar porque se alguém me ver, mais rápido do que um morcego, centenas de adolescente gordas e sem namorados, de amores reprimidos e uma leve tendencia a síndrome de Estocolmo me perseguem se descabelando e gritando “Eu sei a verdade” e “Me leve com você”.

– Talvez devesse tentar se entender com elas – disse Stoker sem esperança.

– Entender? Não há como! São loucas! Loucas! – Gritou Vladimir. – Tenho medo de sair na rua, Doutor, medo! E… – Os olhos do paciente se encheram de lágrimas.

Doutor Stoker se levantou de sua cadeira, deu a volta na mesa e sentou-se ao lado dele no divã colocando a mão em seu ombro.

– Deixa sair, vai te fazer bem – falou Stoker.

– Elas me pedem para brilhar, doutor! Brilhar! – As lágrimas rolaram e Vladimir cobriu a face com as mãos encolhendo-se no divã.

Pobre alma, pensou Stoker e abraçou Vladimir. O paciente chorando em seus braços e soluçando desconsolado. Pobre alma, repetiu para si mesmo…. Pobre alma…


Categorias: Contos | Tags: , ,

16 Comments»

  • Vitor Vitali says:

    Uh, acho que alguns separações nas falas ficaram parecendo parágrafos 😡

  • – Diz aonde que eu arrumo!!

    – Cara não comentei ainda.. porque to meio estressado hoje… e meio sem paciencia. 😛

    – Mas os parágrafos eu arrumo. =)

  • Vitor Vitali says:

    Os dois “Eu era respeitado”, se não fica faltando um hífen, mesma coisa com “…isso é a única coisa que me resta!” e “Me lembro quando minha…”

    🙂

  • Vitor Vitali says:

    Agora tá certinho 🙂

  • Laka says:

    Hahahahahaha, gostei, melhor, adorei. Muito bom Vitor. É irônico! =D

  • Pedro Torres says:

    genial!
    gostei muito.
    =]

  • Vitor Vitali says:

    Brigado, pessoas. Essa foi mina primeira tentativa de escrever algo de humor, mas acaba saindo algo mais sacana mesmo =/

  • JonesVG says:

    Muito bom cara, quase chorei de rir na parte do brilhar, muito bom mesmo, ótima sacada hauhauahauhauahuahuahauh.

  • HAHAHAHAHA demais… caramba, muito bom.
    =D

    – “Elas me pedem para brilhar” pff.. HAHAHAHA.

  • Muito bom! Muito engraçado,a melhor parte é o Vladimir falar que os adolescentes loucas pedem pra ele brilhar. Olhem o estrago que um livrinho e um filminho podem causar na imagem milenar dos Vampiros.

  • Vinicius Machado says:

    “- Elas me pedem para brilhar, doutor! Brilhar!”
    po@#$% xD ri alto , acordei todo mudno aqui, muitoo bom!!!
    hauhauhauha, coitado do vampire ai.hauhauhau

  • Andrey Ximenez says:

    Bahhhhhhhhhhhhhhhhhh

    Ta loko… perfeito, perfeito!

    Ta loko isso dai!

    Mt, mt bom!!!

  • cat manhosa says:

    Muito bom, muito engraçado…

  • unlock your phone free, unlock phone free, buy discount galaxy, unlock galaxy phone free, how to unlock samsung galaxy, free samsung unlocking, free iphone unlocking, how to unlock iphone, unlocking guide, losing weigh fast, refill HP CB435A, google snipe says:

    small method to unlocking most iphones, it unlocks nearly all

  • Victor W. Oliveira says:

    casquei o bico mano! haha adorei!

RSS feed for comments on this post.TrackBack URL


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério