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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Aug
24
2009

Campanha Perdida – Parte 1

Escritor: Alex Tzimisce

campanha-perdida

– Imbecil – debochou Kar’rov retirando a espada do meio do peito do paladino que veio a seu encalço.

Limpou a espada na roupa bordada com o escudo da Legião da Luz do falecido a sua frente. Pelo que percebeu o tal “imbecil” tinha certo prestígio, seu emblema era composto de 3 estrelas. Kar’rov olhou para trás e observou o pequeno elfo negro sentado numa pedra, com a ponta de sua faca de lâmina tão escura quanto sua pele tirando pedaços coagulados de sangue das unhas. O olhar malicioso do elfo não intimidava o algoz que embainhava sua espada bastarda.

– Que foi? – resmungou Kar’rov.

O sorriso louco, digno de um assassino, não desapareceu dos lábios do elfo e isso não intimidava, mas irritava tremendamente Kar’rov.

– Fala logo? Por que está rindo e olhando pra mim?

Com essas palavras o algoz avançou em passos firmes, chutando o braço do clérigo aliado do paladino que o caçava. Seu corpo grande, abaixo da armadura era intimidador, e os cabelos castanhos curtos completavam o quadro com o rosto marcado de cicatrizes feitas à foice nos ritos de passagem para se tornar o que atualmente é, um inimigo da bondade.

O elfo negro olhou para a lâmina, viu uma versão embaçada do próprio reflexo no aço escuro e olhou para o ombro direito do algoz que vinha na sua direção. E nesse ombro, para a surpresa de Kar’rov, algo tocou, com leveza e surpreendentemente furtivo. O algoz tremeu como não acontece de forma costumeira. Ele ser pego desprevenido é algo difícil e assim, numa clareira no meio de uma floresta aberta, seus sentidos deveriam o avisar, contudo, dessa vez, falharam. Seu rosto só virou e fitou a mão de Carenia, a humana feiticeira que se movia como uma sombra.

– Você ainda será derrotado por sua impaciência – disse calmamente a humana de olhos brancos – E outra coisa, acho que estamos sendo observados.

Kar’rov puxou o ombro, tirando-o debaixo da mão leve de Carenia.

– Você e seus ouvidos potentes – debochou.

O algoz já presenciara as crises de loucura de Carenia. Ela sofria de algum distúrbio, pois ouvia vozes, dizia ser perseguida e por muitas vezes se escondeu atrás de folhas no chão, crianças e cadeiras assumindo como grandes esconderijos para escapar dos seus perseguidores invisíveis. Kar’rov estava ficando cheio dessa maluca.

– Onde está Malaquias? – perguntou Carenia ao elfo.

Ele deu de ombros. Realmente não sabia. O quarto componente desse grupo gostava de sumir. Malaquias sumia muitas vezes utilmente para fazer uma ronda e observar em volta do local que o grupo repousaria.

– Deixa ele pra lá! – resmungou Kar’rov – Ele sabe se cuidar melhor que vocês dois e mesmo assim se acontecer algo a gente escuta, ele grita como uma meretriz quando está em perigo.

Kar’rov recebeu olhares críticos dos dois, mas não ligou. Não seria um assassino qualquer e uma feiticeira que o calaria. Ele tinha outras coisas para se preocupar. Abaixou entre o paladino e o clérigo, correu a mão entre suas roupas e procurou. Seus dedos encontraram entre muitas coisas inúteis, algo de certo valor, um amuleto que o clérigo utilizava, feito de bronze e com uma safira no centro, valeria uma boa quantia em dinheiro.

Carenia já mexera no caído que chamou sua atenção, o arcano que seguia o grupo morto tinha itens interessantes. Ela conseguiu um pergaminho com uma magia que ainda não identificara, um par de luvas que percebeu ser mágico e sem hesitar colocou – não sentiu diferença nenhuma, mas vestiu – e por fim, a feiticeira examinava o cajado feito de madeira e aço, adornado com tecidos colados e inscrições que remetia a um poema recitado em grandes rodas de bardos famosos. Era uma peça de muito bom gosto, leve, firme e emanava uma aura mágica incrível, sua curiosidade com o estudo dos magos sempre foi imenso, mesmo sabendo que suas habilidades limitavam-na a depender de outras fontes de poder e não dos grimórios e bibliotecas. Ela pensava nisso sempre. O porquê de ela ter suas habilidades mágicas viciadas na sua própria vida e assim viver fugida porque matou mais de uma vez para alimentar seus feitiços. Seus pensamentos viajavam, cruzavam as nuvens em busca das respostas.

– Acorda! – gritou Kar’rov assustando Carenia.

– Não faz isso! – falou com raiva a feiticeira.

– Só tu mesmo! Fica olhando para o nada, de boca aberta, igual uma maluca.

– Que foi?! – deixou o cajado no chão primeiramente levantando para não mostrar intimidada pelo algoz, mas num segundo momento seus olhos mudaram, sua face ficou apreensiva, o algoz e o assassino a frente estavam com armas em punho, olhando para a copa das árvores. Ao lado, caminhando lentamente, com o arco longo feito de osso estava Treor, o ranger que misteriosamente passou por um ritual para receber um terceiro olho no centro de sua testa, era grotesco, mas concedia uma pontaria precisa quando ele retirava a bandana que escondia seu segredo. Os três olhavam para a copa das árvores e ninguém se mexia.

Carenia procurou falar o mais baixo que podia para lançar seu feitiço. As palavras saíam um pouco cortadas, mas o suficiente para uma magia simples. Suas roupas sacudiram como que balançadas por um vento leve e ela fitou o fio dourado que a envolvia. “Proteção nunca é demais”, pensou.

– O que é? – cochichou Kar’rov para Treor.

– Eu vi aqueles galhos se mexendo – disse o ranger com sua voz poderosa e apontando para cima, atrás do grupo.

– Será que esses desgraçados não estavam sozinhos – falou Kar’rov esmagando a mão do arqueiro morto com o peso do seu pé. O barulho dos ossos quebrando parecia dar-lhe prazer.

O elfo negro se moveu para perto da folhagem, olhando para cima e num outro instante já estava no meio da pouca sombra que aquela floresta provia. Sua lâmina negra foi a última coisa que o grupo viu.

Barulho.

Um chacoalhar de folhas no alto e alguns esquilos indo de uma árvore para outra chamou atenção dos três. Kar’rov estava com a espada tão firme que poderia cortar outra lâmina ao meio se viesse de encontro à dele. Treor já preparava uma flecha em seu arco ósseo. Carenia se concentrava e recitava um outro feitiço como precaução. Os pés de Treor alisavam o chão sem produzir barulho, as folhas eram deixadas de lado, os galhos passavam por cima da bota e ele ia se movendo lentamente sem produzir som, o elemento surpresa poderia ser dele ainda. Estava querendo tirar a bandana, mas retirar a mão do arco valeria segundos preciosos para armar a flecha novamente, não faltará oportunidade para enxergar tudo melhor se um combate realmente iniciar.

Barulho.

Agora do lado direito. Carenia já não conseguia mais segurar o volume das palavras, essas precisavam ser ditas mais claramente ou o efeito não sairia como desejado. Vários brilhos giraram de seus pés até sua cabeça, eram quase que vaga-lumes piscando a sua volta, a primeira coisa que aparecesse receberia as luzes no meio do peito.

Um estouro de folhas surpreendeu a todos e da parte de trás o elfo negro vinha no ar, pernas e braços soltos, o corpo girando desengonçado, a cabeça não se controlava até bater contra o chão depois de passar por cima do grupo. Sua trajetória foi seguida por um rastro de folhas e galhos que caíram como uma chuva sobre os companheiros. O elfo se manteve no chão por segundos ainda esperando o corpo absorver o dano. Os outros três depois de verem o assassino do grupo ser arremessado como um tomate, olharam na direção e viram dois troncos grossos serem levantados do chão, ou eles estariam enganados, ou a criatura estava erguendo por mais de dois metros os dois troncos inteiros na vertical.

Zar’rov gritou e sua espada iluminou-se em azul. Carenia disparou e dez luzes avançaram contra a criatura a frente, os projéteis de pura luz passaram entre galhos, folhas, troncos e explodiram em um espetáculo de fagulhas nos troncos levantados e no alvo que ainda se mantinha entre as árvores. Por fim, o inimigo apareceu quando toda a magia se chocou contra si. Zar’rov não esperou ver, apenas avançou e atacou descendo sua espada contra a casca grossa, marrom e dura como pedra. Um ent.


Categorias: Campanha Perdida,Contos | Tags: ,

10 Comments»

  • Olha, muito legal o conto. O texto flui bem eeeee… eu adoro histórias de fantasia. 🙂
    – Eu tentei cortar o texto em um local que não deixasse esta parte do conto muito grande mas que também não cortasse a história no meio de uma parte importante. Como dessa parte final em diante a ação começa .. ops spoiler .. eu resolvi dividir a história ali.
    – Aaaa e seja bem vindo ao ONE Alex!!! 😀

  • Valeu The Gunslinger!
    Agora que vi o quanto ficou longo. Seria interessante da próxima vez enxugar o texto?
    Mesmo assim, obrigado pela oportunidade e pelas boas vindas!
    Até!

  • JonesVG says:

    Opa boas vindas Tzimisce, cara seu Nick não me é estranho, você não era colaborador da Dragão Brasil?? Ou o vi em algum forum antigo de RPG, ou foi algum tutorial, sei lá não lembro mas já vi o nick antes, é claro fora de Vampiro a mascara he he he he Boas vindas, vou ler o conto que ainda não o fiz.

  • Alex.. nada de enxugar o texto. Não se preocupa que eu me responsabilizo em fatiar e picotar o texto para caber no blog. =)
    – A continuação sai em breve!!

  • JonesVG says:

    Cara acredite o Guns as vezes parece aqueles maníacos com uma tesourinha picotando papel he he he eu que o diga!! Ele parece o Jack, vai retalhando com precisão cirurgica he he he he.

  • Olá JonesVG! Pra falar a verdade existe o TZIMISCE e eu (Alex Tzimisce), ambos colaboradores da REDERPG, só que o TZIMISCE tem mais tempo de casa e também foi colaborador da Dragão Brasil.
    Hoje sou colaborador da RPGMAGAZINE, REDERPG e tenho um cenário de RPG medieval. E é nesse cenário que estou me baseando e atualizando-o. O texto acima é um dos que ilustrará os capítulos.
    Enfim, é isso aí.
    Sobre o titio Jack, Gusn… HAHAHAHA Ok… Pode deixar. Nada de enxugar. Deixemos o poder que lhe é investido. Acertou na mão ao cortar o conto nesse parágrafo.
    ^^

  • Felipe Ferraz says:

    Opa, também gostei do texto.

    fico aguardando a continuação

    bem vindo Alex!!

  • Obrigado Felipe!
    Continuação pronta já, só no aguardo.
    Até parece que não sei o que vai acontecer, mas estou ansioso para ver a continuação aqui. ^^
    Até mais!

  • Hehehe também estou ansioso! =)

  • Shado Mador says:

    Epa , texto bom do alex outra vez.Adoro o genero , principalmente quando o texto fica bem feito.

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