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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Aug
12
2009

Criaturas da Noite – Parte 1

Escritor: Jones Viana Gonçalves

criaturas-da-noite

João e Fernando voltavam para casa depois de uma festança no Clube da Cerveja, naquela noite o musical CIA Show 4 havia feito todo mundo dançar. Os dois riam-se e contavam vantagem um sobre o outro, queriam saber qual deles teria pego a mais gatas, ou melhor qual deles teria pego a mais gata.

– Tu sabe né João eu fiquei com a Letícia, aquela musa. Loirinha, bunitinha e coisa e tal.

– É, mas depois pegou a Sabrina aquele canhão da segunda guerra e antes da Letícia tava aos grudes com a Roberta, um dragão que nem o São Jorge quis.

– E tu cara. Eu te vi com a Jussara e com a Beatriz. Ninguém merece aquelas duas.

– Ta me zoando né? A Bia é bem jeitosinha e a Jú é ajeitada também.

– Sei, a Bia tem os dentes tortos e o nariz grande enquanto a Jussara se não fosse a cara dava um caldo. – Riu-se Fernando e João em seguida desatou a rir também.

Os dois desciam a avenida dos estados na parada 66 e já passavam pelo campo do Vila Branca quando avistaram uma figura encostada contra o muro do campo de várzea . Parecia ser um homem recurvado como que vomitando no chão, tinha uma das mãos apoiadas contra o muro e a outra perto da barriga.

– E aí camarada bebeu todas foi?

Não houve resposta.

– Ei cara fala aí. Por que cê ta chamando o Hugo?

Sem resposta.

– Vamo lá João, deixa o sujeito vomitar.

Neste momento o vulto ergueu-se de sua postura recurvada. Eles ainda não podiam vê-lo direito e nem queriam. Atravessaram a rua de mão dupla tentando afastar-se do homem incomum. Seguiram andando e Fernando sempre olhava para trás e toda vez que olhava podia ver o vulto caminhando, em algumas vezes parecia enxergar duas pequenas luzes avermelhadas onde deveriam estar os olhos do homem. Tal fora a velocidade da caminhada daqueles dois que em cinco minutos já tinham a sua esquerda a Companhia do Pastel. Ali deveriam se despedir, Fernando entraria na rua em frente a padaria e João seguiria mais um pouco pela avenida.

João foi quem olhou para trás desta vez e ninguém os seguia, o vulto teria sumido. Talvez entrara em uma das ruas mais atrás. Despediram-se e então Fernando tomou a rua de sua casa. Para seu espanto no portão do pátio estava um vulto recurvado.

– Ei amigão cê me conhece?

Novamente sem responder a coisa virou-se para Fernando prendendo sua atenção nas duas esferas incandescentes as quais eram seus olhos. Um grito foi o ultimo sinal de vida que João ouviu de seu amigo.

XXX

Dois dias se passaram desde o misterioso assassinato de Fernando, o homem fora despedaçado no portão de sua casa. Naquela noite em especial Fábio era o único investigador do D.E.I.S. na cidade. Matheus, Francisco, Tadeu e Fernandes estavam em missão. Cada um em um ponto do Rio Grande do Sul. Entre o pessoal de apoio em campo se encontravam em Gravataí Cassiano e Guilherme, os outros oito acompanhavam os investigadores. O capitão tinha ido para casa cedo, não ficaria no plantão. A equipe de laboratório não fazia plantão, não precisava. Se alguém precisasse de auxilio do laboratório ou de algum especialista teria de esperar. Pelo menos era assim que tudo acontecia no RS já que a média de casos do departamento não passava de oito por bimestre, porém só neste mês de outubro este seria o terceiro caso apenas em Gravataí. As coisas estavam acontecendo e ninguém sábia direito o que estava acontecendo.

Por volta das dez horas o telefone tocou e Fábio atendeu.

– Departamento Especial de Investigação Sobrenatural.

– Fábio é tu?

– Sim, e ai Francis como tão as coisas aí em Santa Cruz?

– Uma tremenda porcaria, eu e os guris demos um de cara um bando de lobos.

– Putz!

– Como tão as coisas por aí?

– Só na calmaria, nada de excepcional.

– O capitão ta por aí?

– Não, ele foi mais cedo pra casa.

– Tranqüilo então, avisa ele que nós só vamos voltar depois do final de semana. O rastro das feras ta difícil de seguir.

– Beleza eu dou o recado.

– Feito então cara, boa noite.

– Boa noite Francis.

Fábio no fundo queria uma caçada como aquela que Francisco estava empreendendo, mas fora destacado para cobrir qualquer necessidade na zona metropolitana da capital. Mal sabia ele que ainda naquela noite iniciaria uma perigosa jornada. Meia hora depois o telefone tocou de novo.

– Departamento Especial de Investigação Sobrenatural.

– Eu fiz de novo.

Fábio não reconheceu a voz e a mensagem parecia ser muito estranha já que apenas delegados de policia e os próprios agentes do departamento tinham aquele numero.

– Você não ta me ouvindo? – A voz tremula do rapaz voltou. – Eu fiz de novo!

– Como você conseguiu este número senhor? – Fábio não deu atenção ao que o outro dizia.

– Eu fiz de novo! – Gritou o rapaz desta vez. – Eu chamei ele de novo!

– Por favor senhor acalme-se e diga aonde conseguiu este número!

– Você não está entendendo! Ele me deu o número, eu o chamei e ele quer vocês!

– De quem o senhor está falando? Quem o senhor chamou?

– Logo estarei morto e provavelmente você também! – O telefone foi desligado.

Fábio colocou o telefone no gancho, olhou no identificador de chamadas o número de quem havia ligado. Anotou em um papel e voltou a pegar o aparelho, desta vez ele faria uma ligação.

Duas horas depois Fábio e Cassiano estavam na rua 18 do Forte no Bairro Bom Sucesso. Encontraram a casa a qual procuravam e desceram do carro. Cassiano era soldado de apoio, tratou de pegar um FAL que sempre trazia consigo e Fábio tirou seu .38 do coldre. Bateram palmas à frente da casa, ninguém atendeu. Entraram pelo portão, nem sinal de cães ou de barulho no pátio, Cassiano fora a frente seguindo direto para a porta. Nela bateu duas vezes e pediu.

– Abra a porta é a policia!

Ninguém apareceu, nenhuma luz no interior da casa. Fábio fez sinal com a cabeça então Cassiano pegou seu estojo de arrombamento. Com um par de gazuas ele abriu a fechadura simples e os dois entraram.

– Somos da policia e estamos entrando! – Gritou Cassiano seguindo os procedimentos. Afinal ainda não estavam em busca de suspeito e nem queriam confronto.

A sala de entrada era simples, nada muito decorada. Sobre uma mesinha encontrava-se o telefone. Fábio pegou o fone e mandou rediscar o ultimo número. Sem surpresa ouviu a voz de Guilherme do outro lado. Cassiano já atravessava a porta da sala que dava acesso à um corredor, ali ele parou. O faixo de luz da lanterna detectou sangue no chão e nas paredes, tudo estava bem lambuzado. Fábio chegou junto ao soldado e fez sinal para que o homem seguisse adiante até a porta por onde os rastros de sangue passavam. Os dois prepararam-se e o investigador abriu a porta. Um cenário bastante indesejável poderia se dizer. Da mesma forma que Fernando fora despedaçado aquele rapaz ali dentro também fora.

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