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– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

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Aug
05
2009

Crime Perfeito – Parte 2

Escritora: Laize Kasmirski

crime-perfeito

No outro dia de manhã eu fui até a delegacia. Já tinham encontrado o cara, na hora eu já pedi para vê-lo. Trouxeram-no até a sala de visitas e fui conversar com ele.

– Quem você pensa que é para fazer isso comigo? Você ainda acha que vai se sair bem dessa? Ah, não vai não. Nem imagina o que te espera.

Ele não respondeu nada, somente ficou olhando-me com uma cara de idiota, que me deixava mais revoltado ainda. Mas ele vai ver só. Sai dali bufando de raiva e gritei para o policial que queria vê-lo condenado o mais breve possível. Passaram-se alguns minutos e o delegado me chama em sua sala. Eu contei tudo que havia acontecido e que não restava dúvida alguma que aquele infeliz era o culpado.

– Senhor, por enquanto não podemos fazer nada, somente deixá-lo preso até termos provas suficientes. Assim que provarmos tudo, ele será imediatamente executado.

– Obrigado. Agora me dêem licença, pois preciso ir ao velório de minha esposa.

– Ok, Deus lhe acompanhe e lhe de forças.

-Obrigado.

Cheguei ao velório, estava lotado. Algumas pessoas de pé, outras sentadas, chorando desesperadamente. Aproximei-me de seu corpo e apreciei por alguns segundos seu rosto. Ela era realmente linda, perdi. Tudo bem, faz parte da vida… um dia todo mundo morre, essa vez foi ela, outro dia será eu. É a única certeza de nossa vida, a morte. Não fiz questão de ficar muito tempo ali. O clima estava carregado, algo que me deixava muito tenso e fazia com que me sentisse mais culpado ainda. Olhei-a pela última vez, da cabeça aos pés e sem olhar para os lados eu sai em direção ao carro.

Quando cheguei em casa eu corri para o quarto e tranquei a porta. Tive a sensação de estar enlouquecendo, tudo estava fora de órbita. Sentei na cama e com a cabeça entre as mãos eu chorei. Chorei pouco, era mais para aliviar o stress que tudo estava me causando. Logo, me levantei e estava com meus pensamentos focados no plano, nada daria errado. Liguei para o advogado para que ele estivesse preparado mentalmente para o dia seguinte (o dia do julgamento). Após ter colocado o telefone no gancho, senti um frio na espinha e minha esposa surgiu em minha mente. Não importa o que acontecesse, eu não desistiria agora. Peguei uma muda de roupa e fui para o banheiro tomar um banho. Percebi que faltava uma coisa ainda para terminar meu dia, uma dose de whisky e estaria pronto para dormir. Fui até a dispensa e abri o armário para beber um gole, tomei direto na garrafa mesmo, agora não tinha mais a mulher para me impedir. Então, após ter bebido quase meia garrafa, fui dormir.

No outro dia cedo, estava com uma dor de cabeça imensa, mas teria que estar no tribunal às 9h, não podia me atrasar ainda mais que eu precisava passar um ar de confiança ao juiz. Consegui chegar 15 min adiantado e sentei ao lado do meu advogado.

– Bom dia, como vai?

– Estou bem e o senhor?

– Estou um pouco com dor de cabeça, mas nada que não seja suportável. Tudo certo para a condução do julgamento?

– Sim, tudo ocorrerá conforme o combinado.

– Perfeito.

Passaram-se uns 5 min e o outro entrou. Ele olhou rapidamente para nossa direção e logo se pos a sentar próximo ao seu advogado. Seus olhos estavam aflitos e pude notar suava de ansiedade e temor. Logo o juiz entra e inicia:

– Senhores bom dia, estamos aqui para o julgamento do senhor João Flavio Kavianino por ser acusado pela morte da senhora Mariléia Queitino, esposa do senhor Gregório Queitino que está também aqui presente. Então Sr. Kavianino favor sentar nesta cadeira (apontou próximo a dele) e espero que esteja preparado para responder todas as perguntas que serão lhe feitas. Sr, Kavianino, você jura dizer a verdade, nada mais que a verdade?

– Sim, juro.

– Sr. Kavianino, faça o favor de colocar a mão em cima da bíblia ao responder que sim. Como poderemos desta forma confiar em suas palavras?

– Oh, desculpe.

– Sem mais desculpas. Comecem o interrogatório.

Nesse momento, meu advogado deu um leve sorriso para mim e se levantou caminhando em direção ao João.

– Sr. Kavianino, irei iniciar o interrogatório com algumas perguntas básicas.

– Sim, estou à disposição.

– Não pedi se estava à disposição ou não, quero que apenas responda.

– Sim.

– O senhor estava em sua casa na noite do último domingo, dia 14/05, às 23h?

– Não senhor, não estava.

– O senhor pode me dizer aonde estava se não estava em casa?

– Eu estava na casa da Mariléia.

– Podemos saber o que o senhor fazia lá aquela hora?

– Ham, será que preciso responder?

Um leve e debochado sorriso apareceu em seus lábios. Meu sangue ferveu na hora, cretino, miserável, ainda tem a cara de pau de fazer sarcasmo. Vou manter a calma, ele vai ter o que merece.

– Então, o senhor afirma estar tendo um caso com a Sra. Queitino enquanto o Sr. Queitino estava ausente?

– Sim, eu admito.

– Foram quantas vezes?

– Uhhh, muitas, perdi a contagem hehe.

– Como o senhor ousa ainda fazer gracinhas perante um caso que poderá te condenar a morte?

– Eu não tenho medo de morrer.

– Ah, sim. Aposto que seja porque realmente sabe que foi um crime doloso. Que todas as provas estão contra você.

– Que seja feita a justiça perante o certo e o errado.

– Você está admitindo que foi o culpado pela morte da senhora?

– Certamente que sim, se o Sr. Queitino não tivesse nos flagrado na cama, ela não teria sido morta.

– Meritíssimo, sem mais perguntas.

O juiz se ausentou por alguns minutos para a tomada de decisão. Eu estava incrédulo, o jogo estava mais fácil do que pensei que iria ser. Ele estava se entregando, o que será que ele estava pensando para agir assim? Realmente não me importo. O importante era que logo eu venceria o caso, tudo estava a meu favor. Passaram-se 8 minutos e o juiz retorna batendo com o martelo:

– Silêncio no tribunal!

O silêncio se fez, todos o fitaram para saber a decisão.

– Declaro o Sr. Kavianino culpado. Será executado daqui uma semana. Se alguém tiver alguma coisa para depor, favor entrar em contado até quinta-feira. Tenham um bom dia.

Ótimo, agora eu estava livre, podia encaminhar os documentos para receber todos os direitos perante minha falecida esposa. Pensando assim, até que foi bom ter acontecido tudo da forma que aconteceu, não poderia ter sido melhor. Eu não a amava o suficiente, pelo menos ainda tenho como me sustentar. Foi tão simples, apenas encontra-la com outro na cama, mata-la e se fazer de coitado para a culpa cair no outro. Aliás, como o idiota mesmo disse: se não fosse por ele, ela não estaria morta.

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