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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Aug
19
2009

Renegado – A cura – Parte 1

Escritor: Pandion Haliaetus

Em um estrada deserta e escura acelero a mais de 160km/h, o vento em meu corpo e o som contínuo do motor soam como um mantra que me permitem relaxar e pensar sobre a vida. Penso que se algum dia eu fosse privado desta sensação de certo enlouqueceria. Muitas coisas podem acontecer para que eu não possa mais dirigir minha moto, mas tudo bem, eu aceito o risco, na verdade se não houvesse o risco não haveria emoção. Continuo divagando sobre riscos e recompensas por um bom tempo, até que em meio a estrada um objeto chama minha atenção. Imediatamente paro minha moto e o apanho, uma calcinha… Está rasgada…. Até ai tudo bem, mas eu nunca me contento com uma olhada superficial, então tento achar algo mais com a ajuda do farol da minha moto, e para minha sorte, ali está, uma garrafa de cerveja. O que tenho até agora?

Uma mulher sem calcinha e qual a cerveja que ele ou ela gosta. Bom, por enquanto é isso, subo na moto e acelero novamente. Novamente me fecho em pensamentos de desejos e temores ao redor dos objetos encontrados. Uma parte de mim pede pra que isso me leve a alguma confusão, e a outra tem medo do que pode haver por trás disto, mas antes que eu possa concluir qual das duas partes é mais forte meus pensamentos são interrompidos por uma música, vem de adiante e ainda está baixa para mim, mas alta o suficiente para ocultar o som do veículo que a está reproduzindo. Aos poucos vou me aproximando e o riff e a letra me é familiar…

If you’re gonna die, die with your boots on,
If you’re gonna try, well stick around,
Gonna cry, just move along,
If you’re gonna die, you’re gonna die.

Um caminhão… Gigante, descontrolado, usando a pista inteira como se fosse uma única via, indo e voltando da contra-mão, acendo o farol alto e acelero para o lado do motorista. Do meio da escuridão ele vê a minha figura surgindo em luz alta e agora o acompanhando lado a lado. Prestando atenção para que ele não jogue o caminhão pra cima de mim eu observo atentamente a cabine em busca de um rosto, o qual logo aparece e me olha com cara de quem estava fazendo algo de errado e finge que está tudo bem. Eu dou um boa olhada na cara do sujeito e ele ri para mim e faz o símbolo de metaleiro com a mão enquanto o som continua a tocar. Eu desacelero e apago o farol, com certeza ele não pode mais me ver por causa da escuridão e nem me ouvir por causa da música, vou para a traseira do caminhão e emparelho agora do lado do carona, ainda com o farol apagado, fico quase dois minutos olhando para a janela até que alguém aparece, uma menina, não mais do que quinze anos, um ematoma no rosto e chorando, ela me olha assustada como quem não pode denunciar ter me visto. “Hum, aquele sentimento novamente não é?” Converso comigo mesmo. “Já ví o suficiente”.

Volto para trás do caminhão e saco minha escopeta que está escondida em um escapamento falso, miro e atiro em uma dos 16 pneus, tudo bem, ele não vai perder o controle por causa disso, atirei em um pneu de tração, além do que, estourar um pneu é rotineiro para um caminhoneiro. Depois do tiro guardo minha arma e vou desacelerando aos poucos, quando noto que a música parou eu também paro minha moto, deixando-a de lado no meio da pista caminho calmamente em direção ao caminhão parado, a cada passo posso escutar o caminhoneiro reclamando, ponho a mão na minha arma e quando a estou sacando pensando em como terminar isso da melhor maneira pra mim, sou surpreendido por um farol atrás de mim. A luz ilumina a mim e ao caminhoneiro que olha pra mim sem entender, eu me viro e não acredito no que vejo… Um carro de polícia.

Com arma em punho, um homem e uma mulher uniformizados mandam que levantemos as mãos, o homem se aproxima e pede nossos documentos. O cara do caminhão diz que precisa pegar os documentos na boléia, e eu fico sozinho com a senhorita policial. “Seus documentos!” Ela me fala com a arma apontada pra mim. Com um movimento rápido baixo uma das mãos e apanho algo em minhas costas. “Mãos para o alto!” Ela grita. Lentamente vou puxando do meu bolso o meu passaporte, ela apenas observa e eu jogo o documento aos pés dela. Ela se abaixa para pegar o documento e eu já abaixo as mãos e olho para o outro policial para saber se está tudo bem, e por incrível que pareça, ele está liberando o motorista. Vejo o caminhão sendo ligado, saindo e o policial voltando com uma grana na mão. “Merda”. Eu penso. Ele se aproxima da policial e fala: “Então, e esse daí, o que podemos fazer com ele? Qual o nome do infeliz?”. Ela agora com um aspecto claramente nervoso, diz “Ma… Major…”. “OK, os dois estão liberados”. Eu interrompo, passo por ela e tomo meu documento de suas mãos. Enquanto caminho para minha moto em meio à escuridão ela fala “Se…Senhor, o que estava acontecendo aqui? Existe algo que podemos fazer para ajudar?” Eu paro, de costas por uns dez segundos, me viro, olho bem pra cara dela, e volto para perto, agora, em meio a essa estrada deserta só se pode ouvir o barulho do motor da viatura ligado e os passos da minha bota.

– “Qual o seu nome senhorita?”
– “Lorena senhor”.
– “Esqueça o senhor”. Ela abaixa a cabeça.
– “Me diga uma coisa Lorena, você é como o seu amigo?”
– “Não senhor”. Ela me responde de cabeça baixa.
– “Já disse para esquecer o senhor”.
– “Desculpe”.
– “Me dê um cartão com o número de sua viatura e seu código policial”.
– “Aqui está”.
– “Esteja preparada”. Dito isto, eu vou em direção a minha moto, e saio em arrancada passando pelo carro deles.

Eu o perdi, mas não tem problema, dois fatores estão a meu favor, um é que sou mais veloz, e outro é que ele precisa dormir, então é uma questão de tempo até que eu encontre seu caminhão. Dirijo algumas hora a fio, quando sinto necessidade de comer algo, avisto um bar com várias motos e carros estacionados ao redor dele. Estaciono minha moto junto as demais, e antes de entrar dou uma volta no bar, mas nem sinal do caminhão. Adentro o recinto, o cheiro me lembra um chiqueiro, o visual um prostíbulo e em uma jukebox toca “Ace of Spades”, o bar está lotado de bebados e vagabundas, alguns jogam sinuca, mas eu procuro uma cadeira proximo ao balcão, até que encontro uma, que até alguns segundos atrás estava ocupada por um bebado incosciente, estava, por que agora o chão é seu novo assento. Peço qualquer coisa para comer e começo a olhar o ambiente, até que vejo algo que por pouco não me fez engasgar. O caminhoneiro!

“Mas como?!” Eu penso, afinal eu havia vasculhado todo o estacionamento, e não encontrei seu caminhão, mas tudo bem, melhor assim, do meu canto ele não pode me ver, está no meio da multidão jogando sinuca com algumas companias de sua laia. Fico observando por algum tempo até que ele resolve dar em cima de uma menina, a menina, se é que podemos chamá-la assim, não aparente mais do que quinze anos, mas já está seminua em um bar como este, e me parece que está alterada por alguma droga, então do meu ponto de vista, ela está tendo o que merece, ou melhor o que buscou, mas isso pode ser uma porta, pra me mostrar o que tem alem disto. Ótimo, vou esperar.

Ao terminar de comer, fico em um canto ainda mais isolado e observo, depois de algumas horas, ele ‘seduz’ a menina com alguns puxões de cabelo e palavrões. Eis então que ambos resolvem sair, e sorrateiramente eu os sigo. Em meio ao pessoal do lado de fora, eu vejo que ele conversa mais um pouco com ela, enquanto ela ri. Depois de um tempo ambos vão se distanciando do bar, isto seria normal se não fosse um detalhe, o bar é no meio do nada, cercado de mato. Mas isto não é impecilho para eles, que adentram no mato. Rapidamente eu vou até o ponto em que eles entraram no mato. Existe uma pequena trilha rala, mal posso a identificar, mas mesmo assim vou tentanto seguí-la abaixado. Durante algum tempo posso ouvi-los falando, mas chega um momento em que as vozes se calam, com isso eu perco meu referencial, e para piorar, a trilha se divide em mais três caminhos. “Merda!”. Não há mais o que fazer além de andar a esmo, e assim fico por algumas horas, até que próximo ao amanhacer eu vejo fumaça. Seguindo a direção rapidamente, eu chego a uma clareira, e nela existe uma casa! Dentro dela eu vejo o caminhoneiro na cozinha. “Bingo.” Então é isto, por isso não vi seu caminhão, simplesmente por que seu caminhão está aqui, ao lado de sua casa. Certo, agora eu preciso de um tempo, decido então voltar para minha moto.

Ainda é de manhã e eu vou até a cidade mais próxima e aproveito para descansar em algum hotel barato. Durante o dia eu acabo por descobrir que o distrito da Lorena é daqui. Vou até a única loja de armas e compro mais munição, quando ele pede minha identidade nem ao menos se dá ao trabalho de ler meu nome. melhor assim. Preparo uma carta com um pequeno mapa e deixo na correspondência da delegacia, tomara que chegue até ela, isso será importante para ela, seria um desperdício se apenas eu me divertisse com isso. Espero a noite em frente ao bar da noite passada, uma viatura se aproxima na hora em que estipulei. Ela está sozinha, desce do carro com uma aparência transtornada, e com um ar de nervosa ela me pergunta:

– “O que você tem na cabeça?” Erguendo um dos braços enquando o outro fica na cintura.
– “Calma, eu apenas quero que você tire um pouco de mérito deste caso”. Me levanto da moto e mostro as duas mão para ela como quem deixa a entender que não pretende machucá-la.
– “Você tem idéia do risco que eu estou correndo? Meu Deus, eu não devia ter feito isso”. Ela fala isto enquanto me dá as costas e passa a mão no cabelo.
– “Você trouxe o que eu pedi?” Pergunto enquanto baixo os braços.
– “Sim… Está no porta-malas.” Ela me responde ainda de costas.
– “Então vamos lá, nossa caça nos espera, não demore, eu já estou com tudo pronto”. Ponho a mão nas costas e puxo minha escopeta ainda enrolada em um pano.
– “Você é louco! Mal sabemos se encontraremos algo lá. Como pode ter tanta certeza?” A policial me questiona.
– “Vê estas rugas no meu rosto, e esta cicatriz no pescoço? Elas são o suficiente para que eu saiba aonde devo ir.”

Ainda relutante, ela vai até o porta-malas do carro e preenche seu coldre com sua arma de estimação, marcada por suas iniciais no cabo, completa o arsenal com mais algumas balas, com um ar de desconfiada, ela olha para os lados como se procurando por algum observador, bate a porta-malas, ajeita o cinturão e me perguntar para ter certeza:

– “Por que ele?”
– “Dissimulado, esta é a palavra que cabe.”


Categorias: Contos,Renegado | Tags: ,

10 Comments»

  • Pandion says:

    Estava eu imaginando o por que de ter ‘parte 1’ no título, mas agora entendi. Sem problemas, realmente o conto está grande. Este conto marca minha volta ao site. 🙂

  • Hehe.. ja comentou.. eu estava fazendo o pdf ainda…
    =)
    – Vou ter de re-ler o primeiro Renegado, para depois sim poder ler este aqui e comentar… depois eu volto aqui. =)
    – Aaaa e seja bem vindo de volta!

  • E.U Atmard says:

    Muito bem-vindo de volta Pandion, gostei muito do seu conto. Adorei a posição de renegado, e a sua prepotência. Mais um grande conto do regressado Pandion.

  • Pandion says:

    Atmard, sempre muito generoso em seus comentários. Agradeço o afeto, e espero que o Gunslinger não tarde em postar a outra metade do conto.

  • Não vou tardar não… em 23 dias entra. =)

  • Felipe Ferraz says:

    De qual música é aquela letra em inglês?

  • Pandion says:

    Gunslinger, é sério?

  • Hehehe.. exagerei um pouco.
    – Mas ta pensando o que.. nesse tempo que você ficou fora, o blog cresceu!!
    =D

  • Pandion says:

    Bom, só uma dica. Já pensou em colocar o esquema de páginas em um conto grande? Assim não precisa quebrá-lo.

  • Tem que alterar todo o layout…
    – E quebrar os contos grandes é justamente para não vir tudo em uma paulada. Ler muito em site as vezes incomoda. E o tamanho pode assustar o pessoal antes mesmo de iniciarem a leitura.

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