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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Aug
28
2009

Renegado – A cura – Parte 2

Escritor: Pandion Haliaetus

Logo ponho-me a avançar por entre o mato, estamos com o tempo acertado, chegaremos lá próximo as duas da madrugada, tempo suficiente para resolvermos o que houver por lá, e a polícia chegar de manhã. O dinheiro que eu deixei com o dono do bar garantem que ele irá chamar a polícia no tempo exato. Por enquanto devo apenas me preocupar em não deixar a moça nervosa, caso contrário ela pode acabar com tudo em segundos. Durante nossa caminhada, eu converso um pouco com ela.

– “Lorena, por que tornou-se policial?”

Ela demora alguns segundos me olhando desconfiadamente, como quem estranha o súbito interesse.

– “Meu pai, ele foi minha inspiração para me tornar policial.”
– “Ele também era um policial?”
– “Não… Ele espancava a mim e a minha mãe. Depois que eu arrebentei a cara dele e fiquei presa por alguns anos, resolvi virar policial.”

Admito que ela me surpreende cada vez mais.

– “E você se arrepende disto?”

Ela fica um pouco pensativa e me responde.

– “Sim… Me arrependo de não ter matado aquele puto. Apesar dele nunca mais ter encostado na minha mãe, deve ter atormentado muitas outras por ai.”

Após uma pausa, ela fala.

– “Sabe, esse é o pior tipo de pessoa que existe no mundo, os covardes…” – Com algum pesar na voz, ela continua a falar enquanto aperta a arma em sua mão.
– “Se eu pudesse acabaria com todos eles…”

Neste momento eu apenas a observo, enquanto afio meus olhos sobre seu semblante, e percebo a nossa afinidade. Nada falo. Em meu silêncio eu a aceito como igual, e agora ela tem meu total respeito.

Querendo fugir do tema de seu pai, ela me questiona.

– “E você, ainda é Major? Ou será que largou tudo para trás e resolveu realizar todos os seus desejos de coroa frustrado?” – Existe um ar de deboche em seu tom, dando a entender que a segunda opção é apenas um cenário impossível de acontecer.
Respondo com uma rispidez de quem sabe medir as palavras.
– “Algo do tipo…”
– “Covarde… essa é a palavra que cabia.”

Sentindo que ela tocou em uma ferida muita profunda, ela se abstém e permanece em silêncio.

Após algumas horas de caminhada, começamos a enxergar alguma luz por cima do mato alto, e logo a luz está acompanhada por alguma música alta. Não demora muito e estamos realmente próximos à residência isolada do caminhoneiro. Agora que estamos próximos o suficiente para ouvir claramente a música, paramos para checar nosso equipamento novamente, enquanto olhamos para a casa, luzes piscam e podemos ver uma mulher nua correndo dentro da casa, enquanto um homem a segue calmamente enquanto a música toca…

The ragged they come and
The ragged they kill!
You pray so hard on bloody knees.
The ragged they come and
The ragged they kill!
Down in the cool air I can see.

Hey, Yeah – I’m the one that you wanted
Hey, Yeah – I’m your Superbeast
Hey, Yeah – I’m the one that you wanted
Hey, Yeah – I’m your Superbeast

Está combinado, eu vou pela porta da frente e ela irá pelos fundos, é uma casa com primeiro andar, e provavelmente tem um sótão. Nos separamos e ela vai com cautela sepre observando o perímetro da casa. Eu com cuidado para não ser visto vou me aproximando da entrada, olho pela janela e tudo o que vejo é uma casa com móveis caindo aos pedaços, comida e bebida pelo chão, mais parece um chiqueiro, bem apropriado para quem é seu dono. Não vejo nem sinal dos anfitriões, neste caso eu derrubo a porta com um chute, com a arma em punhos estou preparado para o melhor. O som do chute é impossível de ser notado, afinal o som está tão alto que nem uma bomba seria notada. Olhando para os lados, faço da mira da arma o meu olho esquerdo. O cheiro desta casa faz com que eu me lembre dos meus tempos de incursão urbana, é um cheiro bom, cheiro de ação, garantia de que a noite não seria sem diversão. Apesar do som tento ficar atendo ao som de disparos, pois Lorena pode acabar em apuros. Chego na cozinha, e isto aqui parece mais um matadouro, várias facas e sangue espalhado por todo o cômodo, alguns pedaços de carne estão em cima da pia. Por um momento eu me esqueço do que estou fazendo aqui e vou ver que tipo de carne é esta. “Filho da puta!” É pior do que eu imaginava, ele não é só um covarde, ele é um doente! Pego minha arma com as mãos manchadas de sangue, e pela vibração do piso percebo que alguém passou rápidamente atrás de mim. Me viro apenas a tempo de ver a figura de um homem andando e ficando de costas pra mim, em uma de suas mãos está um cutelo, e de tão compenetrado ele nem me nota, ao fundo vejo a mulher nua correndo e subindo uma escada. Como quem saboreia cada segundo ele apoia uma das mãos na parede e volta a perseguí-la lentamente, e eu passo a seguí-lo lentamente.

Subindo as escadas logo um terrivel cheiro de matadouro invade minhas narinas, o desgraçado deve realizar todos as suas loucuras aqui no meio do nada e ninguém nunca tentou ver o que ele faz. Isso me faz pensar se existe justiça neste mundo, afinal, ele sempre fez o que queria, e agora vai ter um, provavelmente doloroso se depender de mim, mas acho que por mais que eu o torturasse por horas a fio, nunca chegaria perto de toda a dor e sofrimento que ele já causou, será que é justo ele morrer sem conhecer a dor que causou? Bom, isso é algo que não me preocupo, pois a única coisa com que me preocupo agora é fazer com que ele pare, e de uma maneira ou de outra eu conseguire!

O sóton é imundo, com manchas de sangue seco por todos os lugares, várias moscas, corrente e pedaços etão espalhados, o calafrio que sinto só pode ser comparado ao do gladiador que adentra à arena e vê os mortos o observando. Andando devagar e com a arma em mira, vou procurando o desgraçado, aos poucos avanço e tão logo adentro em outro recinto vejo a moça nua e acuada em um canto, o caminhoneiro agora abrindo sua braguilha com uma das mãos usa a outra para levantar o cutelo, rápidamente ele avança sobre a mulher, ambos gritam, ela de pavor, e ele de prazer. Mas antes que sua mão acerte a mulher, ela acerta a parede ao lado, sua mão agora não é mais sua, foi separada por um tiro da minha arma.

A mulher esta em estado de choque, duvido que ela volte a falar durante algum tempo. Ele leva sua outra mão segurando seu ferimento e solta um grito de dor profunda, tanto que sobrepuja a música e faz gelar até a mais fria das almas. Ele se volta para mim, e com um rosto de surpresa e horror range os dentes, o ódio é tão nítido em sua face, que mais me recorda um animal do que um ser humano, talvez algo entre os dois, um monstro. Eu aponto minha arma para ele, o que faz com que ele se acoe. Neste momento a música para. Ele olha para os lados, ainda segurando a ferida, e fala: “Vamos, seja homem e termine logo com isso.” Tendo dito isto, ele avança sobre mim, crente de que vou desferir o tiro de misericórdia. Ledo engano, pois a única coisa que ele recebe é o cano da minha escopeta no meio da fuça. O golpe, de tão violento, o desnorteia e faz com que caia sentado, me dando tempo o suficiente para que eu quebre um de seus joelhos com um chute, asim ele não irá a lugar nenhum, com um grito grave, ele esta sangrando e espumando, com todo ódio do mundo ele me encara. A mulher continua catatônica, apenas observa, como se não houvesse mais alma em seu corpo. Tudo bem, hora do julgamento.

Aponto minha arma para ele novamente, como o meu olhar fixo nos olhos dele eu falo:
– “Você deve sentir um grande orgulho em nunca ter se dedicado a algo.”
– “Mentindo, roubando, trapaceando, e matando, realmente… um cara mal ein.”
– “Seu pai um drogado, sua mãe louca e internada.” – Ele olha para os lados e vê as fotos nos balcões e parades sobre seus familiares.
– “De um rapaz correto, para um rato de esgoto, parece que você não se importa com nada.”
– “Sua irmã se droga sempre que pode, seu irmão um vocalista gay de banda, e sua primeira namorada… pegou herpes com sua ajuda e logo em seguida AIDS.”

Neste momento ele grita: “Cale a boca! Do que você sabe seu filho da ….”. Um chute interrompe a frase. Seu rosto vai ao chão, e fica mais raivoso ainda, porém seus ferimentos o impedem de fazer algo perigoso. Eu continuo. Ando até um espelho próximo e o arrando da parede, vou até perto do miserável e me abaixo, levanto a cara dele, puxando-o pelo cabelo, e coloco o espelho de frente para ele.

– “Olhe bem para o espelho. Olhe bem nos seus olhos.”
– “Veja como o rosto que tem aqui é o de um monstro.”
– “Olhe bem, e veja o que te espera. Será que você pode vê-los? Eles já estão te esperando?”

Como um olhar de assombro, ele fita o espelho fixamente. Mas só até que eu quebre o espelho na cara dele. Agora em prantos, ele apenas fica no chão.

Eu olho mais um pouco ao redor, procurando mais alguma mulher que pudesse estar por ali. Ele rasteja pelo chão, deixando uma marca de sangue. Tenta chegar em algum lugar, mas não vai a lugar nenhum. Penso em deixar este homem ai, abandonado a própria sorte. Vou até a moça, a cubro com uma cortina e a tomo no colo. Quando me viro, ele está abrindo uma bolsa velha e surrada, de dentro, ele puxa uma granada. Com um sorriso sádico, ele começa a se virar pra mim. Com dificuldade ele se senta. Olha pra mim e fala:

– “Nós dois… vamos… para o mesmo lugar, hehehehe…..”
– “Assim que eu…. tirar… o pino dest…..”

Um tiro irrompe no silêncio mortal. A cabeça dele se abre, e o sangue espirra. A granada, ainda com o pino, rola pelo chão. No canto da sala, a policia está com uma cara de ódio, ela chora, provavelmente de raiva. Ela ainda olha para o moribundo, que se mexe por espasmos. Gritando, ela descarrega a arma no cadáver.

Depois de um tempo, ela se acalma, e com a voz e mãos trêmulas ela me fala: “Vamos queimar tudo!”. E assim fazemos, após tudo queimado, ela me fala:
– “Espero nunca mais vê-lo na minha frente.”
– “Sim, deixarei a moça com você.” – Eu respondo.
– “Afinal, quem diabos é você?” – Ela me pergunta.
– “Quem eu sou não importa, mas eu sei quem ele era. A escória desse mundo, uma doença…” – Ela fica em silêncio, como se compreendesse o que eu disse. E assim fica até que chegamos em nossos veículos. Não há despedidas, não há necessidade para sentimentalismos, cada um fez o que devia fazer.

Pra mim isso foi o suficiente, essa policial nunca mais verá o mundo da mesma maneira, e eu, bom, eu vou continuar seguindo a estrada, vendo até onde ela pode me levar, e no que eu estou me transformando.


Categorias: Contos,Renegado | Tags: ,

4 Comments»

  • Sensacional o final. Frases firmes, mostrando o caráter do personagem.
    — Pelo jeito que acaba, a história tem fim, mas fica aberto para continuação. =)
    — Só tenho uma dica para dar sobre o texto. Tente não colocar parágrafos tão grandes como aquele do “Está combinado, eu vou pela porta da frente e ela irá pelos fundos,” … fica desproporcional ao texto. =)

  • Pandion says:

    Que bom que gostou, esse personagem tem potencial para muitas estórias. Obrigado pela dica, analisei e vi que tens razão.

  • E.U Atmard says:

    Muito bom, o Guns disse tudo!

  • Pandion says:

    O Atmard já podia ser promovido a crítico oficial do blog ein hehe, ele sempre tem tempo para ler todos os contos e sempre faz boas críticas.

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