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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Aug
14
2009

Reptilia

Escritora: Wanessa Maciel

reptilia

Finalmente tomou coragem e entrou naquela casa escura e abandonada, mesmo com o boato do estranho senhor que aparecia ali todo dia, a meia-noite em ponto. Ele era o grande contador de histórias, e pelo menos uma vez na vida tinha que entrar ali e voltar para convencer seus amigos da vizinhança de que não era nada, além do dono da exuberante residência antiga. Só quando a porta rangeu e fechou sozinha é que o menino reparou, pelo único reflexo de luz proveniente da janela de vidro, a silhueta do senhor contador de histórias sentado num tapete da sala com um livro aberto na mão, sorrindo, o esperando.

— Mas chegou assim tão agitado! — impressionou-se o velho — Vamos, sente-se. Eu tenho uma história para você.

— Você é real?

— É você quem tem de definir isso.

— Vai me contar uma história? Por favor, conte, para que eu volte com ela e prove o quanto estavam errados. Sei que você não é o que dizem.

E sentou-se a frente dele, no tapete, mesmo ainda muito ofegante, e incerto, e ansioso.

— Pensei que nunca insistiria. Você parece com sono. Pegue, tome isso. Vai animá-lo. Agora ouça com atenção.

Não questionou como aquele copo apareceu tão rápido ao seu lado, e nem de onde foi tirado aquele líquido viscoso. Só olhou, sentiu o aroma doce e tomou. Não deixou nada. E arregalou os olhos interessado mais ainda na história que ia começar, mesmo com as pálpebras pesadas. Mas não se lembrava de estar com sono antes.

— Depois que eu começar, não me interrompa, ouviu? Você está estranho. Ainda está com sono, meu jovem? Escute, não se arrependa de não estar mais perto de casa, foi você que fez essa escolha, foi você que escolheu seguir pela estrada da esquerda.

— O quê? Como assim? …A minha casa fica bem ali…

Mas não pôde levantar o braço e apontar pela janela a direção da sua casa. Não pôde nem ao menos terminar a frase ou virar o rosto para o velho novamente. Estava fraco, sem força alguma, realmente morria de sono, e seus olhos não lhe obedeciam mais. E quando pensou ter deixando seu corpo cair para trás, caiu sentado na estrada e não viu mais nada a não ser a lua e as estrelas.

“Eu te avisei, não se arrependa. Esse mundo não é para você.”

Essa era a última frase que pensou ter ouvido. A última voz que pensou ter escutado. Não tinha mais nada na memória a não ser a ligeira impressão de que tinha de voltar o quanto antes para casa.

— Mas se passou tanto tempo!

Ele pensava. Caminhando à beira da estrada e olhando para o céu escuro, para a noite envolvente. A noite que já deveria estar terminando, mas não mostrava nenhum sinal de despedida. Viu-se numa bifurcação e tomou logo a iniciativa, sem parar para pensar. Foi direto para a direita porque achou este o melhor conselho que lhe veio em mente, como o conselho de uma sombra.

Caminhou, ainda sem rumo, na estrada reta sempre, e não deixava de olhar para a lua, quem trazia a noite obscura.

— Está demorando muito! — ele gritava — E ainda é noite. É sempre noite!

Encontrava a bifurcação, e a voz em sua mente aconselhava direita, direita sempre. Seguia reto o tempo todo e nunca clareava. A bifurcação novamente. Quando reclamava, pensava ouvir de novo: “A noite não acabou, você não está se esforçando bastante”. Na terceira bifurcação, que para ele era a mesma, não virou em lugar algum, parou e gritou de novo, quando a voz pronunciou algo diferente.

“Você parece tão bravo. Simplesmente se acalme, você me achou.”

E daí em diante teve a certeza de que a voz não vinha de sua mente. Vinha de fora. Era a estrada. Ou melhor ainda, quem o colocou naquilo tudo. Só queria ir para casa, era o seu desejo. E por causa de sua fúria e anseio, se convenceu de que escutara tudo da estrada da esquerda. E para lá foi. Correndo. Nem olhou mais para a lua. Mal olhava para frente, estava ofegante, incerto, ansioso. E por isso não notou que já não estava mais no controle. Não notou quando seu corpo pendeu para frente, caiu ereto, saiu da estrada interditada e se afogou rápido demais. Não viu mais nada, só ouviu.

“Eu te avisei, não te avisei? Não me interrompa depois de começar.”


Categorias: Contos | Tags: , ,

9 Comments»

  • Conto de hoje publicado mais cedo. Vou viajar, por isso nada de notícias hoje.. e também vou ficar devendo o arquivo .pdf.
    – Wanessa é o seu terceiro conto aqui. Pode me enviar seu perfil, para colocar na página Nerds Escritores? Da uma olhada la e envia para o meu e-mail. =)
    – E parabéns por entrar para este clube seleto 😉
    hehehe…

  • Você comentou que o conto era baseado em uma música. Que música era??

  • Bruno Vox says:

    Vou fazer igual o pessoal que fã de podcast. Mas em vez de “baixando” vou escrever “lendo”.

    🙂

  • ola pessoal! Opa, vou mandar sim, Mister Nerd 😀 e fico honrada em participar do clube, hehe ^^
    Sim, este conto é baseado numa música que adoro, e se chama “Reptilia” mesmo, como o título do conto, da banda “The Strokes”.
    Minhas inspirações as vezes tomam um caminho meio ‘sinistro’ (hehehh) mas é o meu estilo principal pra escrita^^espero q tenham gostado. o/

  • Pdf do conto criado. Organizei a area de downloads.

  • Cara, fiquei piradinho lendo esse conto… hahaha. É muito bom.

  • peregrina says:

    muito legal!
    nota mental:sempre ousa o que os velhos dizem!

  • Queratocone says:

    Olá
    Infelizmente sofro de ceratocone e acreditem que a qualidade de vida devido a isto.

    Sofro de ceratocone desde os meus desoito anos que sei o que é viver
    com ceratocone

    Ler o teu artigo ajudou-me muito pois existe mesmo muitos doentes de ceratocone
    Os meus votos de felicidade a todos os doentes como eu

    Cumprimentos

  • Uau! Mágico! Adorei. Parabéns, Wanessa!
    Lembrou-me um pouco das aventuras da minha infância.

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