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Aug
03
2009

Sonhos feitos de papel

Escritor: Cristiano Faustino

sonhos-feitos-de-papel

A vida nunca fora interessante, mas ele sentia que hoje era um dia diferente, talvez pelo cheiro de orvalho que nunca sentira, e que agora no outono, lhe enchia as narinas. Sua mãe lhe deixara mais uma mensagem de ‘Bom dia, meu filho’ na secretária eletrônica, como deixara os outros 363 dias do ano, agora em 29 de Dezembro, não seria diferente.

Porque lhe vinha memórias tão vagas do passado? Não sabia ao certo a data, as pessoas envolvidas, mas via em sua mente acontecimentos horríveis que não tinham relação alguma um com o outro. Assim como também não havia relação entre os papéis que ele representava em suas memórias, as vezes era um presidiário correndo, outras um presidente do país…algumas vezes fora até um astronauta aposentado, o que não fazia o menor sentido, pois tinha apenas 27 anos, segundo sua última conta.

Não trabalhava, ganhava dinheiro de sua mãe desde que se mudara de casa, queria a independência e acabou por depender de quem o criou, desistiu de sonhos por não querer assumir responsabilidades, agora era literalmente um vagabundo. Quem lhe dissesse isso provavelmente ganharia uma explicação de que ele estaria fazendo projetos novos para sua vida, como alguma empresa que posteriormente tornaria-se uma multinacional, segundo seus sonhos e mentiras.

Sonhos e mentiras eram pleonasmos em sua vida, o que ele mentia, normalmente era usando seus sonhos como base: inventara dez namoradas, carros novos e até viagens a lugares que nem por foto conhecia direito. O que ele sonhava eram várias grandes mentiras, coisas inimagináveis e impossíveis de acontecer, talvez por isso se desiludira tão cedo. Cansara.

Passou a comemoração de Natal pensando em como se livrar de tais memórias, desde que sofrera um acidente de carro sofria lapsos e relembrava de acontecimentos de filmes misturados com sua vida, porém ele não sabia disso, foi o que o médico disse à sua mãe. Ela quis poupar o filho de memórias acerca das causas de tantas memórias, isso torturaria o rapaz. Ele apenas sentia uma dor de cabeça forte, talvez achando que essa dor de cabeça fosse a causa de tantas lembranças pessoais que ele não tinha certeza de terem acontecido.

Não precisava de mais ninguém, se sentia só e a companhia de qualquer pessoa lhe fazia mal, queria ficar apenas com sua ‘dor de cabeça’. Mal sabia que jamais tal dor cessaria e, se continuasse assim, passaria o resto de sua vida sozinho.

E agora mais uma vez, como em todos os outros dias, olhava o céu, contemplava o pôr do sol e dizia:

– É, amanhã será um dia diferente.


Categorias: Contos | Tags: ,

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