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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Aug
20
2009

Vitor – Parte Um

Escritor: Vitor Vitali

vitor-parte-um

Três e quinze dizia o relógio de gato de olhos esbugalhados pendurado sobre a porta. Três e quinze. Repetia o horário para si mesmo como um mantra sempre que a falta de um pensamento mais objetivo deixava um pequeno vão em sua mente. Três e meia, dizia o convite sobre a mesa. Não faltava muito. Não mais.

O dono do restaurante, ou o que parecia ser, o olhava fixamente à um tempo. Aquele não era o tipo de lugar onde se marcava um almoço ou um jantar com a namorada ou com a esposa, era o tipo de local casual onde casais e seus filhos vinham almoçar pois era uma alternativa mais próxima de suas casas e evitaria a proliferação da louça para lavar; era o tipo de local em que se encontram alguns alunos em seu horário de almoço; era um restaurante simples de comida à quilo e isso tornava tudo mais estranho. Não havia esposa ou namorada, não havia filhos e ele já havia acabado o colegial e a faculdade à anos. Havia apenas ele e aquele convite que ele segurava na mão como que para lhe dar mais segurança o que o fazia ficar todo amassado nas bordas e suado ao longo do envelope.

Ele abriu novamente a carta repetindo o horário para si mesmo. Três e dezessete. A retirou do envelope amarelado e observou o papel outra vez e o leu em sua cabeça forçando os olhos como que para que eles lhe mostrassem apenas a verdade, as palavras escritas a mão por uma letra conhecida:

“Olá Olá, velho amigo. Eu poderia dizer que me sinto mal por te-lo que abortar de sua vida corriqueira, mas ambos sabemos que isso não é verdade. Muito tempo se passou desde que você me deixou e eu nunca de fato engoli isso. Sua arrogância de adolescência crescido me irritava às vezes, devo admitir, mas por Deus, talvez eu tenho exigido de mais de você no final das contas. Você me procurou porque precisava de liberdade e eu dei a você, mas você não soube lidar com ela, soube? Você provavelmente pode argumentar contra mim dizendo que me aproveitei de sua ingenuidade, mas sejamos sinceros, ainda você, velho como está, se me permite, você aceitaria e não tente dizer o contrário a você mesmo, pois você sabe disso. Você gosta de matar.

Desnecessário dizer para não mostrar esse convite a ninguém, certo? Espero que após tantos anos, você ainda seja o belo diamante que eu lhe fiz ser. Ah, rapaz, é indescritível a sensação de lapidar alguém como você. É sublime, eu diria. Sublime.

Velho amigo, preciso de você, essa é a verdade. Ninguém pode preeencher em meu coração o vácuo que você deixou. Suas palavras naquele dia ainda ecoam em minha mente e eu não me envergonho de repeti-las: “Velho estupido e imundo, volte para o inferno!”

Ambos sabemos que nunca fui estupido, apenas precipitado, e de forma alguma voltarei para o inferno, saiba disso. No entanto admito que assassinar sua mulher não foi algo digno nem completamente necessário, mas bom homem, seja sensato, eu lhe peço, ela iria acabar com nosso pequeno joguinho e eu sei que o seu conflito foi ama-la ao mesmo tempo em que era necessário mata-la para continuarmos em frente. Rapaz, tu eras jovem e sua cabeça não estava preparada para aquilo, e então eu me retirei.

Sei que teus anos de psicólogo não serviram para atenuar tua dor, mas não havia ferida a se atenuar, havia apenas a espera para que a carne mais grossa crescesse sobre ela e que você amadurecesse dessa forma. Para que mais serve o tempo, do que para engrossar as cascas de uma árvore retorcida e o coração de um homem? Ah, você. Você, você, você. Fico tão feliz que enfim tua hora tenha chegado e que possamos novamente nos encontrar. Fico realmente feliz e nem Deus, que anda sumida nos últimos milhões de anos, poderia medir tamanho felicidade. Sabes que eu te amo. Sabes que só quero tua felicidade.

Espero vê-lo no local de sempre, Três e meia. Não se atrase.

Com amor, tua luz e teu caminho, e sempre fiel, Vitor.”

Um sorriso tentou surgir em seu rosto, mas ele estava ansioso de mais.

– Três e vinte – repetiu para si mesmo.

O homem por trás do balcão se atentou.

– Desculpe, disse algo Senhor? – Perguntou ele aproveitando a chance de falar com o estranho que não pedia nada nem ia embora.

– Não, obrigado – disse ele ao dono do restaurante e guardou a carta novamente em seu envelope e o apertou contra o peito.

Três e vinte e um.

Pessoas adentravam e saiam do restaurante rindo e falando alto, comida pulando de suas bocas enquanto falavam.

Três e vinte e três.

Um garoto tropeçou ao seu lado e se levantou rindo.

Três e vinte e cinco.

Uma gorda sentou-se na mesa a sua frente e comia como uma porca.

Três e vinte e oito.

Carros passavam na rua sem parar. O Tradicional barulho da cidade grande.

Três e trina.

Um sorriso chegou ao seu rosto largo como não ficava à muito tempo.

– Olá olá – disse ele baixinho sem que ninguém notasse.

Se levantou e caminhou para fora do restaurante ainda sorrindo. Hoje seria uma dia daqueles.


Categorias: Contos,Vitor | Tags: ,

9 Comments»

  • Olha só este conto..
    – Este conto não me assusta, mas eu ja li a parte dois… e a parte dois me assusta. Vai ser algo, um tanto quanto… diferente aqui para o blog.
    – Mas vai sair!! =)

  • Vitor Vitali says:

    Eita, esse conto era beta, nem sei porque enviei xD MAs tá blz^^ E fiquei com medo de que a parte fosse… sei lá, não muito legal pro blog. Mas ok =/

  • Eu coloco uma tarja avisando que é para maiores de idade =) hehehe…

  • E.U Atmard says:

    Bem, quando o G. fez o comentário, deu logo para ver que seria qualquer coisa dessa. Mas não faz mal, é apenas outro tipo de conto como outro qualquer, uma diversificação

  • Não é assim, apenas isso. Tem uma história e um motivo. =)
    – Mas o Vitor poderá explicar melhor isso… quando o conto entrar aqui no blog. =)

  • Hum, fiquei curiosa agora… vamos ver o que será de tão assombroso na semana que vem…

  • Eric Novello says:

    Bom ritmo! E bom gancho de suspense.
    Detalhe do burduguês que vale uma acertada, ó:

    faculdade à anos
    não ficava à muito tempo

    à é Há na verdade. Há anos, Há muito tempo. (Fazia).

    Mas bom texto! Abs! E.

  • Hehe, grande Eric Novello!
    – Vem aqui compartilhar seus conhecimentos e experiencia. 😀
    – Ae pessoal, para quem não sabe, o Eric é um grande escritor! Dêem uma olhada no blog dele. E também no podcast Papo na Estante!!

  • Vitor Vitali says:

    Ah, valeu Novello, não sou bom com gramática, mas já sei algo novo ^^ Valeu.

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