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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Aug
27
2009

Wulfgaard ‘Bjorn’: A saga de um guerreiro – Parte 3

Escritor: Gabriel Cunha

a-saga-de-um-guerreiro

Prólogo – Continuação

Ficaríamos por um tempo indeterminado na aldeia, até termos ordens de Wulfgaard, para atacar ou mudar-nos para outro lugar. Assim tive tempo para cuidar de Ailith – depois ela me disse seu nome. – e confesso que no momento em que ela saltou com toda sua ferocidade sobre mim, eu soube que teria que domar aquela mulher para ela ser minha.

Na manhã após o ocorrido na igreja, fui acordado por Eirik – um dos melhores de nós.

– Acorde seu beberrão fedido! – Chutando meus pés. – Wulfgaard quer lhe falar na tenda que levantamos lá fora.

– O que ele quer a essa hora? – Perguntei coçando minha cabeça.

Não sei ao certo. Mas pode ir que eu fico de olho na mulher. – Eirik disse isso em um tom zombeteiro. – Belos seios ela tem.

Fui sem ela porque confiava em Eirik como confiava em poucos ali. Podíamos ser setenta homens comandados por Wulfgaard, mas os de confiança eram apenas doze. Wulfgaard, Eirik, Gudrik, Halfdan, Eclaf, Skeggi, Leif, Njal, Sigurd, Waltheof, Bersi e eu.

Ailith dormia um sono profundo quando deixei a casa e me dirigi para a tenda. O dia estava frio e com uma chuva fina que fazia com que tudo ficasse meio cinza. Algumas redes de pesca ainda estavam perto das casas, pois a aldeia ficava em um terreno alto perto de um rio largo. O rio possuía um pequeno vau na descida do terreno, e alguns homens cortavam grandes árvores na floresta do outro lado do rio. Não entendi porque homens trabalhavam na chuva e no frio, mas saberia logo que chegasse na tenda.

A tenda estava armada ao lado da velha igreja. Alguns homens estavam à volta dela observando o que acontecia. Wulfgaard estava sentado na ponta de uma grande mesa de carvalho, a mesma que estava na igreja.

– Johan! – Wulfgaard fez um sinal com as mãos indicando que eu fosse até ele – Já era hora. Não se cansou de comer aquela mulher? – E soltou uma gargalhada.

Acenei com a cabeça e vi que de um lado da mesa estavam Halfdan, Skeggi, Waltheof e um lugar vago. Na outra ponta estava sentado um homem com a aparência de ter mais idade do que qualquer um dali. Possuía uma barba grande e ruiva, e um semblante que dizia estar ali, naquele dia frio e chuvoso, contra sua vontade. Sentados à mesa de frente para Halfdan, Skeggi e Waltheof, estavam quatro homens também com semblante de insatisfação por estarem na tenda naquela manhã gelada.

– Sente-se Johan. – Disse-me Wulfgaard. – Estes são Gunnar, Finn, Karl e Thordwald. – Wulfgaard apontou para os quatro homens que estavam sentados lado a lado. – E os dois ali são Ulfrik e seu filho, Koll.

O tal Koll estava de pé ao lado de Ulfrik. Era bem alto, era ruivo assim como o pai e possuía uma trança no cabelo e na barba. Tinha uma bela cota de malha bem polida, botas com placas de ferro e um machado que apoiava no chão.

Se eu imaginasse o problema que Koll traria para mim, teria eu mesmo o matado naquela manhã como um porco.

Urd, Verdandi e Skuld – as três irmãs que tecem o destino dos deuses e homens. – teciam o meu destino, os deuses apenas me observavam, e eu, não imaginava como seria meu futuro.

Ulfrik era um poderoso jarl que assim como muitos procurava terras e escravos. Os quatro homens eram karls subordinados a ele. As terras de Ulfrik ficavam ao norte da aldeia em que nós estávamos, e trouxe notícias de como as coisas estavam indo com os saxões submetidos a ele.

Trouxe também a notícia de que todos os que estavam fixados em aldeias estavam construindo paliçadas para que se fixassem nesses locais. Por isso os homens cortavam as árvores na floresta do outro lado do rio.

A chuva tinha parado, mas o frio continuava e a conversa também A maioria das coisas que eram ditas não tinham tanta importância. Porém eu estava enganado. A conversa se estendeu por toda manhã, o sol já estava no meio do céu e minha barriga implorando por comida. Foi quando pela primeira vez naquele dia Koll abriu a boca para falar ao invés de bocejar.

– Há duas noites, uma vagabunda saxã fugiu de nossas terras. – Koll tinha uma voz ameaçadora e cheia de ódio. – Por direito ela pertence a mim, e fiquei sabendo que ela se dirigiu para cá.

– E o que você quer que façamos? – perguntou Halfdan com sarcasmo. – Há algumas mulheres saxãs aqui, mas todas já foram estupradas. Acho que nenhuma conseguiu escapar.

– Exijo ver todas as mulheres que estão aqui. Caso encontre a prostituta saxã, levarei-a comigo.

– Bom… Se você não sabe domar uma mulher, isso não é nossa culpa. – Interveio novamente Halfdan.

– Algum homem aqui é contra que essa mulher seja procurada? – Wulfgaard falou se levantando da cadeira onde estava, mas ninguém foi contra. – Se ninguém discorda vocês podem procurá-la.

Com a ordem de Wulfgaard, Koll foi de casa em casa com os quatro subordinados de seu pai. As casas foram revistadas sob o olhar de seus ocupantes, as mulheres inspecionadas de perto, e mesmo assim Koll não achou a mulher saxã que ele dizia ser dono.

Os cinco homens voltaram para a tenda e se sentaram novamente. Dava para perceber que Koll não estava satisfeito em não encontrar a mulher. Foi quando Eirik apareceu.

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