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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Sep
04
2009

Campanha Perdida – Parte 2

Escritor: Alex Tzimisce

campanha-perdida

A criatura era uma árvore imensa, que possuía dois braços e duas pernas, dedos eram galhos mais finos que o tronco, mas ainda sim da grossura de uma criança, os pés possuíam galhos retorcidos que serviam de dedos e davam boa estabilidade a toda enorme estrutura. O algoz viu que os troncos que levantaram na verdade eram os braços do ent e foi com eles que a criatura revidou o golpe de espada. O ent lançou o algoz para longe como fez com o assassino e com a mesma força Zar’rov estourou contra o chão dentro de sua armadura pesada.

Duas flechas foram disparadas e acertaram o meio do monstro próximo a um emblema, parecia um cordão, um amuleto. Cerinia correu para trás e de lá recitava novas frases num idioma proibido, ela aprendeu, não negava, mas só utilizava quando em situações extremas. Ver Zar’rov ser arremessado tão facilmente era uma situação extrema.

Ela virou contra o Ent e gritou com toda a força dos seus pulmões:

— Manus Fragmen Necron!

O chão tremeu abaixo da criatura e o solo parecia abrir para o fogo que surgiu, labaredas tão altas quanto um adulto e logo depois dela uma mão óssea imensa, com pedaços de carne podre, dedos tão grossos quando uma coxa de mulher. A visão era infernal, parecia que a mão gigante esquelética vinda dos confins do mundo inferior buscava levar para seu plano natal seu alvo. O fogo que ardia cobrindo os dedos partia a casca do ent. Toda a perna da criatura foi abraçada pela mão que apertava quebrando a primeira e segunda camada de casca da criatura. O fogo penetrou nas camadas mais fundas e fez a criatura urrar.

O gritou era volumoso e passava toda a dor do fogo destruindo sua dura pele vegetal. Mais três flechas foram disparadas e essas miravam o talismã que desprendeu da corrente fina de metal e caiu no chão, entre as folhas.

— Pegue-o! — gritou Treor para Carenia, mirando o cordão com os olhos.

Zar’rov levantou e novamente disparou contra a criatura, aproveitando que a dor a distraía e o fogo infernal conjurado estava consumindo seu corpo. Com a força das duas mãos, o algoz acertou a parte de trás da perna que não estava sendo queimada e a espada estourou cascas e vinhas que formavam o membro inferior. O algoz riu ao ver o estrago, sentiu que era uma árvore que andava apenas.

Carenia olhou para o cordão e recitou uma frase rápida. O amuleto levantou de onde estava e vôo até sua mão. Num lance rápido ela jogou nos pés de Treor que antes de pegá-lo disparou três flechas em seqüência contra o rosto do ent. As flechas fincaram fundo e uma acertou no buraco que servia de boca. O elfo negro já de pé se moveu rápido entre as árvores e flanqueou a criatura, pelas costas mirou nos pontos que ele achava vulnerável e desferiu um golpe atrás do outro com habilidade invejável. Cada estocada não dava descanso para a casca do ent, logo era acompanhada de outra, de outra e mais outra, o furo ia ficando cada vez mais fundo ao ponto do buraco já ter a profundidade de uma adaga e meia.

Depois dessa seqüência de golpes, o elfo mudou de posição e sentiu o ent urrar no final, o buraco estava fundo. A lâmina negra era poderosa e com ela até as mais fortes armaduras cediam, se aço era cortado como tecido, casca de árvore seria fatiada como banha de porco no calor.

Zar’rov e o elfo negro escapavam dos ataques e causavam ferimentos no ent coreograficamente. Carenia mantinha a concentração para sua magia não se dissipar. Ter conjurado outra magia no meio da Mão Ígnea já custou boa dose de concentração. O ent tentava se libertar da mão flamejante esquelética que o prendia no solo e destruía sua pele.

Treor disparou mais uma flecha, mas dessa vez ela bateu contra a casca e quebrou. Não se importou, o amuleto aos seus pés era mais importante. Enquanto observava seus companheiros lutando contra a criatura, abaixou e pegou a peça. Por um instante ele parou e sentiu a espinha gelar. Fitou de novo o nome talhado na madeira banhada em prata. Engoliu seco. Olhou para frente, fitou a criatura que tentava desesperadamente se livrar da mão esquelética ao mesmo tempo em que tentava acertar seus agressores.

O ranger levantou, tremeu os dedos quando preparou as flechas e andando para frente, na direção do ent disparou. Disparou. Disparou. Disparou.

Os tiros eram a esmo, só mirando a grande criatura.

— Carenia! Quanto tempo você agüenta — perguntou Treor nervosamente.

— Bem… — Carenia percebeu o nervosismo — Pouco. Mais um pouco só, alguns segundos.

— Vocês dois!!! — gritou Treor como um louco — Saiam daí! Agora! SAIAM!!!

Kar’rov e o elfo não entenderam a atitude do ranger. A vitória estava quase certa. A criatura não acertou nenhum outro ataque e os dois destroçaram a casca do ent quase que por completo. As flechas não estavam mais ferindo a criatura, apenas a distraindo. O ranger atirava com agilidade maior sacrificando qualquer precisão, apenas para fazer o ent utilizar os braços para se proteger da quantidade de projéteis.

— Saiam! — gritou de novo!

— Por que?! — retornou o algoz, retirando a espada da casca da criatura e dando um passo para trás.

O elfo olhou de forma desconfiada para o ranger. “Se isso tudo não tiver um bom motivo o arco de osso não será páreo para as adagas”, pensou o assassino.

Carenia via sua mão esquelética perder força e ser despedaçada pela criatura. Os pedaços de chamas espalharam-se pela clareira, mas desapareceram antes de tocar o chão. Zar’rov e o elfo negro saíram de perto, mas continuaram olhando para o ent e para o ranger.

O ent sacudiu o resto do fogo, seus galhos da copa jogaram folhas para todos os lados, os grandes olhos marrons brilhantes no meio da casca grossa chamuscada fitaram seus agressores, e a cena se mantinha paralisada. A grande criatura olhando os quatro aventureiros, e o grupo olhando o ent parado. Sumiu. De repente o ent sumiu. Como se nunca estivesse lutado naquela posição. Como se nunca aparecesse pra eles.

— O que é isso?! — gritou o algoz empunhando a espada.

— Não sabia que eles podiam fazer isso — comentou com desespero Carenia olhando tudo a sua volta como rapidez louca.

— Eles não podem… — resmungou Treor com tristeza, parecia que ia chorar — Mas esse não é qualquer um…

— Um dos malditos Ent Protetores? — perguntou severamente Kar’rov lembrando de um grupo dessas criaturas que recebeu treinamento de clérigos e desenvolveram habilidades diferentes.

Mal terminou de falar, o algoz recebeu um pedaço de tronco no meio do estômago. O braço do ent surgiu e logo depois ele inteiro na sua frente e lançou o largo homem contra a árvore mais próxima. Depois se virou e com toda a força do movimento mirou o assassino que rolou por baixo do braço e correu na direção oposta.

Carenia gritou:

— Toma isso sua árvore!

E uma pedra envolta em fogo imensa surgiu na palma da sua mão que estava acima da cabeça como se procurasse chegar mais perto do céu. A pedra flamejante girava dentro das labaredas enquanto era conjurada e girou mais ainda quando foi lançada contra o ent.

— Coma essa Bola de Fogo!

O choque foi uma mistura de cascalho, chamas, cascas e folhas explodindo na clareira. O barulho fez o assassino tremer e o impacto jogou o ent contra o chão de costas entre raízes de uma outra árvore.

— Corre! — gritou Treor.

E todos obedeceram, apenas Zar’rov demorou mais para se levantar e sustentar a armadura amassada, os cortes no rosto e uma costela quebrada. Os quatro correram pela floresta a dentro, entre as árvores esparsas. Não precisava de muito cuidado, dava pra ver tudo a frente e escutar o ent atrás urrando enquanto se levantava.

O grupo se surpreendeu ao chegar a uma ladeira no meio da floresta, mas o barulho da criatura atrás e a atitude ainda inexplicável de Treor os motivaram a descer rápido. Carenia ia atrás de Treor que conhecia melhor o caminho e onde pisar, atrás deles ia Zar’rov e, dando a cobertura de sempre, o elfo negro.

Os passos do ent que os seguiam cessaram ao chegarem ao final da ladeira e se esconderem atrás de um carvalho imenso da largura de uma tenda.

Os quatro se escoraram e os olhares eram interrogativos, para não dizer inquisitivos na direção do ranger.

— Bem… — tentou iniciar olhando para o cordão da sua mão — Esse não é um burro ent comum…

— Isso eu já sei! Conta algo novo! — interrompeu Zar’rov passando a mão por dentro do peitoral para chegar à costela.

— E também não é um Ent Protetor… — uma pausa para secar o suor da testa — …comum.

— Fala logo o que ele é, maldito! — gritou Zar’rov sem olhar para ninguém, apenas com os olhos fechados de dor, uma careta e a mão achando o osso quebrado.

Treor apanhou o cordão que arrancou a flechadas e levantou contra o rosto para que todos vissem. Todos olharam, mas para qualquer um ali não era mais que um cordão prateado com um nome escrito. O ranger enquanto falava seguia o nome com a ponta do dedo.

— Feltroene Greonoul Frou… Rei dos Ent Protetores. O mais poderoso dos Ent. Herói da Guerra dos Campos Verdejantes do Rei. Capaz de triturar todos nós sem problema.

— Mas como… — tentou Carenia.

— Ele estava testando pra conhecer nosso poder, se éramos dignos, se não maltratariam sua floresta.

— E não… Maltratamos… — falou Zar’rov entre os dentes depois de um estalo da coluna. Suas mãos brilhavam em azul enquanto tentava fechar alguns cortes.

— O que faremos agora então? — perguntou Carenia.

— Ficar aqui sentados que não ajudará — concluiu o algoz.

— Ele pode estar em qualquer lugar esperando para nos atacar. Ele vê o que as árvores escolhidas dele vê. Ele não se camufla como os outros ent, ele literalmente desaparece quando está no meio de uma floresta e o pior, tudo o que fizemos não é…

Um barulho imenso cortou o canto de uns pássaros. As passadas pesadas do Rei Ent Protetor foram ouvidas da frente e não de trás, de onde ele deveria estar vindo. Os olhos dos quatro perguntaram a mesma coisa: ele deu a volta e em silêncio total?


Categorias: Campanha Perdida,Contos | Tags: , ,

5 Comments»

  • Segunda parte do conto esta ai!

    Ficou grande, foi dificil de cortar, é ação constante hehehe.. complicado de cortar a história e dividir ela. 🙂

  • Shado Mador says:

    Achei demais essa parte , a descrição do combate foi muito boa , pena que parece que so tem 3 partes 🙁

    uma coisa alex, você usa algoz quase que como um nome para
    Zar’rov , algoz e´quando a crueldade chega a ser concretizada , por exemplo se ele tiver matado alguem , ele será o algoz da vítima , e não carecterítica dele como você está usando.

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