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– que publicou 282 textos no ONE.

Oi!

Sou o ONEbot. Se esse texto esta em meu nome, provavelmente ele foi publicado no ONE nos primórdios de sua existência.

O autor real do texto deve aparecer junto ao corpo dele, logo no incio.

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Sep
17
2009

Campanha Perdida – Parte 3

Escritor: Alex Tzimisce

campanha-perdida

Malaquias preparou o arco e ajudou Zar’rov levantar. O elfo negro segurou firme as duas adagas negras e se separou do grupo pelo lado. Carenia pesquisa o que poderia ajudar o grupo naquele momento. Estava quase sem magia e se continuasse iria precisar utilizar do seu sangue para isso.

A imagem era assombrosa. A criatura caminhava pelas as árvores, tateando cada tronco como se precisasse de apoio, mas eles viam que cansaço não era o que ele sentia. Vinhas verdes corriam pela estrutura fechando os buracos de flecha, os cortes da espada de Zar’rov e das adagas do assassino. O fogo que tanto dano causou parece que nunca aconteceu. As vinhas reconstituíam a casca de fora pra dentro. Galhos mais grossos e, da mesma cor da vinha, formavam massas volumosas nos ombros, pernas, caule e cabeça. Uma proteção feita de galhos que vinham do próprio chão, se ligavam com os já existentes, curavam e formavam a armadura do líder Ent.

O assassino tocou a ponta de suas adagas, olhou para o próprio grupo acuado e sem ter o que fazer pensou numa solução para aquele grande problema com galhos e folhas. Sabia que teria que agir rápido para não ser pego igual da última vez, estava praticamente invisível e mesmo assim foi arremessado como um boneco. Ele já sabia o que fazer, ia precisar de uma ajuda. Colocou a mão dentro da roupa e retirou um pote quadrado de vidro com uma luz amarelada no interior, olhou para a criatura que vinha tocando às árvores e olhou para a posição do grupo que já se movia para ir a outro carvalho.

Carenia sentiu suas veias incharem quando pensou em lançar mais um feitiço, maior que sua atual energia dispunha, na verdade ela já experimentava o incômodo de ser uma feiticeira e não uma maga. De utilizar sua magia após sua energia finalizar. Era um dom e uma maldição também. Sentir o corpo doer quando sua vida é sugada. Carenia quase tropeçou numa grande raiz quando saiam e sua distração custou a furtividade do grupo. O Rei Ent atravessou a floresta em largas passadas, com a vontade de destruir os invasores, de esmagar sem dó. Os galhos batiam nas outras árvores, estalavam.

— Que isso nos ajude — falou a feiticeira bem baixo.

Uma luz verde saiu de suas mãos e como um manto de brilho cobriu os três fazendo-os desaparecer dali. Carenia fechou os olhos e tocou o peito, o sangue acelerou dentro dela com uma fisgada enquanto o grupo recebia sua magia. O líder Ent olhou para os lados, procurava o grupo. Treor balançava negativamente a cabeça, os olhos já molhados, não olhava mais para o Ent apenas para Zar’rov que precisava de um pouco de ajuda pra andar.

— Não adianta… — disse o ranger com todo o desespero de alguém que será assassinado e não possui escapatória.

— Cala essa boca seu estrume! — disse Zar’rov.

— Ele vai nos achar.

O Ent parou onde estava, balançou os galhos superiores, a copa inteira e depois os pés. Algumas árvores em volta brilharam como se chuva estivesse caindo no local. Uma esfera amarelada surgiu acima delas e desceu a toda velocidade, entrando entre os galhos menores e depois os maiores, bateu no caule e iluminou o tronco por um segundo. Esse foi o tempo necessário para o Rei Ent olhar para o lado e ver os 3 ali, num bom disfarce invisível, mas não a altura das habilidades do Líder dos Protetores. Enquanto estiverem na floresta o Líder era o caçador daqueles que ceifaram em sua mata.

A criatura andou rápido na direção do grupo, passando por pedaços imensos de terra e pedra com facilidade. Aquelas pernas de mais de 3 metros de comprimento eram intimidadoras. O ent levantou a mão e com a velocidade que vinha foi interceptado por alguém que pulara na sua face de madeira. O elfo negro surgiu de uma árvore e marcava o ent com suas adagas, eram estocadas rápidas e diretas, a seiva espirrou. O Ent segurou o elfo pela cabeça e o arremessou no chão. A força foi imensa e o assassino quicou duas vezes como um boneco de pano jogado por uma criança. Os três olharam a cena e não acreditavam no assassino recebendo no chão um pisão daquela perna, os galhos perfuraram toda a estrutura do assassino, atravessaram o corpo até chegar ao solo.

— Corram!!! — gritou uma voz seca, gelada, mais parecia um tecido sendo rasgado com as mãos.

A voz vinha da esquerda, entre as árvores, era do elfo negro. O grupo reconheceu o companheiro e correu, o Ent escutara também e sob o seu pé de galhos pontudos o elfo destruído se desfazia em fumaça, logo depois ele surgia das árvores, na frente do Ent.

— Vem, seu amontoado de gravetos de cemitério — a provocação era uma afronta e vindo daquela voz pútrida era pior ainda.

O grupo corria o mais rápido que conseguia para fora daquele lugar. O Ent tentou acertar duas vezes o assassino, mas depois de não conseguir muita coisa, parou o ataque e olhou para as árvores que brilhavam. Abaixou os braços e esperou. Juntou as pernas e tocou a árvore mais próxima. Fez um barulho que parecia de desagrado. Virou as costas para o assassino e caminhou na direção de volta. O elfo negro as suas costas continuou na mesma posição, ameaçadora, girando as adagas nas mãos até começar a desaparecer como fez a primeira ilusão. Uma fumaça branca que começava pelos pés e depois seguia pelo corpo.

Zar’rov, Treor e Carenia correram como nunca até chegarem a um riacho, atravessaram e aumentaram a corrida. Os três nem olhavam para trás, mas olhavam para as árvores e tinham a impressão que ele poderia surgir de qualquer lugar já que o barulho das passadas tinham terminado.

— Como vocês são engraçados quando estão com medo — falou a voz do assassino, rasgada, por um momento como uma assombração, sentado na raiz à frente.

Eles se entreolharam.

— Você gastou… — começou Carenia.

Ele confirmou com a cabeça.

— A runa que você prendeu no pote — continuou Treor — Era de ilusão…

Ele fizera uma cara como se aquilo não fosse muita coisa, acharia outra.

— Vamos embora dessa maldita floresta — resmungou Zar’rov.

— Melhor irem mesmo… — falou o Líder Ent muito longe dali observando através de uma sequóia os quatro juntos — Da próxima vez que encontrar vocês, seus profanadores, não haverá piedade, dois de vocês possuem algo de bom ainda, os outros dois mereciam perecer como fizeram a bons heróis. Vocês não são heróis, são uma escória que deveria ser destruída e expulsa desse mundo. Sinceramente, espero que voltem, voltem para um acerto de contas e dessa vez eu não serei benevolente.

O líder Ent andou mais um pouco e encontrou um elfo antigo, sentado numa parte com muito musgo.

— Piedade de novo? — perguntou o elfo.

— Sim — disse o ent no seu tom de voz mais baixo.

— Imaginei amigo — disse o elfo que levantou de onde estava, ergueu o cajado e muitas árvores paradas ganharam vida. Desprendendo do solo, revelando olhos e bocas — Vasculhem tudo e tragam os corpos, vamos conceder a esses bons homens um funeral.

As árvores bem menores que o líder ent começaram uma caminhada para a clareira.

— Anime-se amigo, existirão mais para esmagar no futuro — brincou o elfo.

O ent só se manteve calado. Era assim que preferia quando sua floresta era banhada com sangue inocente.


Categorias: Campanha Perdida,Contos | Tags: , ,

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