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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Sep
28
2009

Estação Inferno

Escritor: Diego Gaona

estacao-inferno

Já estou cansado e mal acordei. Estou na estação do metrô, eu e muitos outros indivíduos. Já estou desanimado de ter andado até aqui, mas quando chego, meu ânimo acaba. Muitas filas, pessoas se empurrando, passando na frente dos outros na tentativa de ganhar alguma vantagem, mesmo ela sendo mínima e que no final, vão chegar no mesmo tempo que iriam se fossem mais educados. Vários exemplos de selvageria, poderia ser usado em uma aula de “o que não se deve fazer”.

Em meio a isto tudo, dois caras começam a discutir… sei lá porque, acho que um pisou no pé do outro ou foi empurrado, com tanta gente encostada uma na outra é difícil identificar o que está acontecendo, mas eles começam a se xingar, é fdp pra cá, fdp pra lá… ameaças…

– Você não sabe de onde eu venho, sou da quebrada tal. – o outro responde aos berros

– E eu sou da quebrada tal, você não sabe com quem tá falando, mano, não tem medo de morrer não? – Se ele tem medo de morrer eu não sei, mas tenho medo de ficar mais idiota ouvindo essas merdas.

Continuaram nas ameaças, tinha seu lado cômico ouvir isso logo de manhã, mas no final, eu tô pouco me fodendo para de onde esses caras são, e se um vai matar o outro. E no final, e daí de onde você é? Você é “mau” pelo bairro de onde veio? Ou será que você não se garante e vai ter que chamar seus vizinhos?? Por mim os dois poderiam vir do inferno que eu não estaria interessado em ouvi-los. Durante toda a discussão, um guarda do metrô fica olhando para eles com cara de assustado, ótima atitude, ainda fico me perguntando para que esses caras servem.

Passam mais uns dois trens para que os caras “maus” consigam entrar, eu só entro dois depois… cruel. Se eu quisesse discutir com quem me empurrou ou pisou em mim, teria discutido com uns vinte ao menos. Mas não sou mau o bastante como os outros dois, além disso, meu bairro não tem nomes assustadores e provavelmente nem iriam conhecer o lugar… e ficar falando de onde veio pra dar uma de fodão na briga é triste… daqui a pouco vão gritar pela mãe pra ajudar também.

Finalmente entro, após quase ser jogado pela outra porta do vagão, consigo parar me segurando no teto, alguém está com o cotovelo no meu pulmão, está difícil até de respirar, tento segurar em algum outro lugar, mas estão a mais de um metro de mim e aqui isso quer dizer umas sete pessoas de distância, seguro no teto mesmo. Estou lá parado, quieto, rezando para que minha estação chegue logo. Duas senhoras estão conversando, pela altura que estão falando, devem estar querendo compartilhar o assunto com todo o vagão. Uma era gordinha, e a outra apenas baixinha, (quase não dava pra ver essa, mas pra ouvir…)

– Maria, você não sabe… – Fala a gordinha como se fosse um fato histórico.

– Mas me conta Joana! – diz desesperadamente a baixinha toda curiosa, nisso eu penso, ela quer saber, mas eu não.

– O filho da Isabel tá até roubando!! Você acredita? Dizem que o menino fuma maconha! Tá roubando pra comprar macooonhaaaa!!!! Pode uma coisa dessas?

Não, não pode uma coisa dessas, eu não posso estar ouvindo isso na maior cidade do país.
E ela continua falando…

– Já roubou a mãe, a casa dos vizinhos e dizem que até tá roubando em outros lugares!! – diz com uma cara de desespero.

– Meu Deus… não acredito!! Um menino tão bonzinho!! Olha o que essas drogas fizeram com ele!! – Quase grita a baixinha

Pára o trem que eu quero descer!!! O menino tão bonzinho foi transformado em um ladrão por causa das drogas, é, ela tem poder de transformar anjos em demônios. Vamos simplificar todos nossos problemas e colocar a culpa em uma única causa. Nada de errado com a sociedade, o governo, a família do garoto, são apenas as drogas que estão acabando com o mundo. Não estou defendendo nada, mas ninguém começa a roubar do nada, de um dia pro outro, já tinha algo errado antes. E não precisa de nada para roubar, basta ter má índole, que digam nossos políticos. Me lembro também dos casos na justiça em que o réu diz “Eu não tive culpa, eu matei e roubei os dois porque estava drogado!”, sim, claro, as drogas o fizeram comprar uma arma, planejar um crime e executa-lo. Com certeza ia contar para os amigos com orgulho de ter matado dois filhos da puta, apenas por diversão, claro, diria isso se não tivesse sido pego, mas agora a culpa é das drogas.

Enquanto estava divagando, ouço o nome do meu destino. Deixo as duas senhoritas e outras quinhentas pessoas no vagão e finalmente saio, algumas vezes o tempo não passa. Saio da estação e vou direto para o trabalho, já estou atrasado, fato comum. Olho para minha mesa e vejo, meu fone de ouvido… putz… isso poderia ter me salvo! Como pude esquece-lo aqui! A música podia te me poupado de passar tanta raiva. Bom, pelo menos vou ligar ele agora, que tenho certeza que ainda posso passar muita raiva até o final do dia.


Categorias: Contos |

16 Comments»

  • Este é o primeiro conto do Diego aqui no Nerd Escritor, então primeiramente, seja bem vindo. =)

    O conto trata de um cotidiano que eu não enfrento, afinal sou de cidade pequena, mas tenho certeza que muitos leitores aqui do blog se deparam com o mesmo dia-a-dia descrito ai em cima.

    Achei bem interessante, pois foi na semana passada que um colega meu de trabalho, freqüentador aqui do ONE por se dizer, voltou de São Paulo e estava elogiando muito o metrô da grande cidade. 😀

  • Vitor Vitali says:

    Isso não costuma acontecer, mas eu não gostei do conto. Achei sem graça. Acredito que faltou algo nele, talvez mais seriedade e menos crítica parcial… bem, não sei ao certo.

  • Hehe.. o Vitor não gostou, mas de um ReTwitte! Isso que é um leitor comprometido com o crescimento do blog! 😀 hehe..

  • Ah, a parte que ele descreve as duas “senhoritas” falando do muleque foi cômico hehe. Só achei que usou muito palavrão, não sou acostumada com esse tipo de linguagem. Bem, vendo a crítica do Vitor, eu não considero isso exatamente um conto, mas sim um fato (que poderia estar sendo escrito em um diário)ou um blog. Mas valeu.

  • Eu vejo como um conto sim! 😛

    E … ta bom né Laize, você não é acostumada com esse tipo de linguagem hehehe.. conta aquela do papagaio agora! 😀

  • Pedro Torres says:

    hehehehe
    eu gostei do conto (ou seria uma cronica?), fala de um contidiano que vivo de forma diferente, já que na minha cidade os metrôs são pouco usados e lotação de busão é comum,ah por sinal,minha cidade é Recife, ÊÊÊÊ terrinha QUENTE!

  • Andrey Ximenez says:

    Acho que o Pedro ta certo. Mais cronica do q conto, mas é natural q as vezes os generos se confundam

    ^.^

    como cronica ta valendo

    o/

  • Hey, eu disse que não sou acostumada com essa linguagem (palavrões em contos) e não na vida real hahahaha. Mas a forma que ele narrou o texto me fez lembrar do post que fiz sobre a espera de um ônibus… =/

  • Diego Gaona says:

    Bom, valeu pelas críticas e elogios. É, também não sei se seria melhor crônica ou conto… fiquei na dúvida tbm, as vezes é fácil confundir.
    Também não é como um diário, pois algumas partes não aconteceram, não é tão real, embora infelizmente algumas partes façam parte do cotidiano de muitos.
    Desculpe pelos palavrões… acho que ando lendo muito bukowski… hehehe

  • Que é isso, quanto aos palavrões ninguém aqui é criança, mas utilizar palavrões em textos, por muitas vezes faz perder a relevância.

    Mas esta legal, é um estilo diferente aqui no blog =)

  • Sobre o conto achei a idéia interessante. Se prestarmos atenção nos detalhes é uma aventura só chegar ao trabalho. Agora pela narrativa, acho que foi demais a quantidade de palavrões. Ficou exagerado e perdeu o peso que um palavrão bem posto tem.
    Sobre o que o Vìtor falou, faltou algo sim… Li-o duas vezes e não sei o que é. Mas vou tentar voltar aqui e dar um outro pitaco.
    =D
    Valeu Diego!!! Continue escrevendo!

  • Vitor Vitali says:

    Aqui em Brasília o Metrô é meu meio de transporte preferido já que meu carro foi vendido antes de eu aprender a dirigir =/, no entanto vez ou outra os politicos resolvem contratar Shows de graça na esplanada dos ministérios e o metrô também torna-se de graça, então ele enche o suficiente pra quebrar mais de 5 vezes entre uma estação e outra.

  • JonesVG says:

    Aqui isso non ecxiste!! Metro é obra do Diabo!! He he he he he ou seriam das drogas! Olha achei que se trata de uma crônica, e bem escrita por sinal. Pensei estar com o jornal a minha frente lendo alguma coluna de cronista. Bem interessante, mas como não passo nem perto disso fica no interessante.

  • Jim says:

    Eu cheguei à conclusão de que os guardas do metrô servem para falar que você não pode sentar na plataforma. Porque é a única coisa que eles realmente fazem.
    Ótimo conto.

  • Thainá Gomes says:

    um texto muito divertido,eu passo isso na fila do ônibus qeu é um tristeza ou nem preciso de ir pegar ônibus aqui na minha rua tem muito disso.

  • Rainier Morilla says:

    Oh! Detesto esse inferno!

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