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Sep
30
2009

Historias de um Velho Garko

Escritor: Jones Viana Gonçalves

historias-de-um-velho-garko

O Demônio da Colina

Olá jovem aventureiro, vamos entre em minha humilde casa, meu nome é Guinash, não se assuste pelo meu tamanho, sou um velho Garko e ex-aventureiro, em minhas andanças vivi e ouvi muitas historias como provavelmente um dia você também irá viver e ouvir, meu velho machado de guerra hoje esta encostado na parede e já esta há muito tempo enferrujado, assim como meus músculos, você provavelmente veio até minha casa em busca de uma boa história, se foi por esse motivo então vamos sente-se em um dos bancos perto da lareira e beba um pouco de chá, pois tenho uma boa historia para contar-lhe sobre um grupo de heróis que salvou a cidade de Montresh lá no norte da floresta Etillia.

Comecemos do principio, quando os aventureiros chegaram a vila na manhã do terceiro dia do mês da serpente, quantos anos fazem mesmo, ah sim, há vinte e seis anos atrás, todos na cidade sabiam que a fera iria despertar naqueles dias, ela sempre fazia isso, de trinta em trinta anos no alto da colina dos mortos entre Montresh e a floresta dos elfos da lua. Muitos estavam preocupados, pois o Demônio da Colina, como eles o chamavam, abria um portal entre os planos demoníacos e o plano primário e apenas voltava para casa ao ser derrotado, o que trazia muita destruição e mortes na cidade, porém desta vez muitos aventureiros haviam chegado a cidade em busca da lenda que se formara em torno da criatura, todos eles em busca de fama, vingança ou mesmo para proteger sinceramente a cidade.

Nestes dias era um bom negocio ter uma taverna, pois todas elas estavam lotadas. Já aos primeiros raios de sol, aventureiros de todas as raças e todos os tipos, entre eles estavam Sir Valdaz e seu grupo de aliados prontos para a batalha que se seguiria. Bem meu rapaz, eles não estavam tão prontos assim, pois três deles ainda não haviam chegado na cidade. Sim e estes estavam a caminho. Como você poderá perfeitamente perceber Valdaz era um cavaleiro que seguia estritamente o velho código da cavalaria, mas ele não era um cavaleiro comum, havia sido agraciado com o poder dos deuses para eliminar toda a injustiça reinante em Ramurak. Aqueles que estavam ao seu lado naquela manhã dentro da taverna eram Rufus, um jovem anão guerreiro nascido no reino anão das montanhas de Guessa e Sotar, o homem da floresta, eles estavam esperando por Baltzar o acrobata, o bruxo senhor dos caminhos do fogo Alduz e o sacerdote seguidor dos deus sol Melmar.

É garoto, esta era a formação do grupo que derrotou o demônio naquele ano, deixemos de devaneios e voltemos a historia, onde eu parei, sim, sim, como a fera ainda não havia aparecido todos estavam alegres e bebiam bastante. O suficiente para encher de ouro as gavetas dos taverneiros, como eu disse naqueles dias aquele era um bom negócio, mas foi naquela tarde que o céu escureceu e do alto da colina os raios partiam em todas as direções. Aqueles na cidade que não desejavam um confronto com o demônio fugiram e se esconderam enquanto os aventureiros se prepararam enquanto observavam os clarões provenientes do topo da colina, os três amigos que faltavam ainda não haviam chegado, porém sua presença ali não amenizaria o massacre que se sucedeu.

Tão logo o céu clareou e a criatura já era visível voando na direção da cidade, foram precisos poucos minutos para sua chegada. Parecia ser uma enorme Quimera, porém todas as suas cabeças eram iguais, reptilianas, parecidas com as cabeças de dragões, o corpo era sustentado por seis patas, só que o par dianteiro fazia também a função de mão, com estas patas a criatura era capaz de agarrar as coisas, além disso seu corpo ainda era felino, bastante parecido ao corpo de um leão. Outra de suas características meu rapaz eram as enormes asas de morcego, sim meu amigo Sir Valdaz me descreveu esta criatura assim.

O primeiro ataque veio enquanto ela ainda voava, suas cabeças despejaram jatos de fogo em varias direções, muitos guerreiros disparavam suas flechas no demônio, porém elas não pareciam ter efeito algum sobre a criatura. O fogo matou muitos dos homens e mulheres que estavam dispostos a lutar, uma pena, o fogo crescente se alastrava pelas casas e as queimava rapidamente, eu queria ter estado lá naquele dia, não para ver a destruição causada pela criatura, mas para vingar a morte de muitos. Até mesmo os aldeões foram atingidos pelo ataque, aqueles que se escondiam em suas casas saiam muitas vezes tomados por chamas que nem eles esperavam. Finalmente o demônio aterrizou e uma saraivada de bolas de fogo e relâmpagos eclodiu sobre ele, os bruxos tinham ainda alguma esperança que isso desse certo, porém não deu, aqueles que sabiam apenas lutar em combate corporal se alçaram em um confronto direto e muitos voltavam, não correndo, mas sim arremessados pelos poderosos braços da criatura, e nem mesmo enquanto estava no solo suas cabeças pararam de cuspir o fogo infernal. Vendo que obteve exito em sua primeira investida a criatura novamente alçou vôo e voltou para a colina.

Poucos sobreviveram entre os aventureiros e menos ainda eram aqueles que estavam em condições de combater novamente. Entre estes poucos encontravam-se Sir Valdaz e seus dois amigos que se lançaram ao combate, mas pelo tipo de ataque repentino da criatura não conseguiram chegar perto dela. Meu rapaz Valdaz certa vez me disse que quando viu muitos daqueles aventureiros mortos, e outros tantos feridos tão gravemente, pensou em fazer como vários dos sobreviventes, desistir e correr para longe dali, mas não foi assim. Sir Valdaz não desanimou, juntou Rufus e Sotar para perseguir a criatura e foi no caminho que redescobriu a esperança ao encontrar Alduz, Baltzar e Melmar que estavam quase chegando na cidade, juntos chegaram ao sopé da colina.

Ali avistaram a trilha que levava ao topo, onde o cemitério dos antigos descansava, lá no alto estaria seu oponente, porém sozinha desta vez a criatura não veio. De seu plano demoníaco trouxe três demônios menores, os quais cuidavam a trilha. Estes tinham a pele escamada e de cor avermelhada, suas cabeças ostentavam grandes chifres de touro, enquanto em seu tronco dois pares de braços carregavam quatro espadas bastardas. Sir Valdaz brandiu ferozmente sua espada, que trazia o brilho azulado da ordem, e atacou a criatura mais próxima, porém seu oponente vendo seu movimento desviou-se com uma incrível facilidade de todos os ataques devolvendo cada um com uma serie de contra ataques os quais também atingiram apenas o ar. O anão Rufuz vendo seu amigo em situação difícil levantou seu machado e desferiu um único golpe que abriu o tórax do demônio, porém a criatura ao sentir a lamina do machado girou seu corpo e socou a cara do anão lançando-o para o chão quase que instantaneamente. As outras criaturas até tentaram cercar ao anão e o cavaleiro, mas Melmar estava atento e com poucos gestos criou uma barreira de proteção entre seus amigos e os demônios, já Scotar e Baltzar haviam se posicionado nas costas das criaturas e seus golpes rápidos feriram os oponentes mais atrasados. Valdaz vendo o páreo duro tratou de atacar novamente, desta vez atingindo seu alvo, com um golpe forte no monstro o qual Rufuz havia ferido, a criatura caiu inerte no chão enquanto o anão levantava-se e Alduz completava sua magia. Uma enorme explosão vinda do solo fez com que as criaturas voassem para o chão, porém apenas a onda de choque afetou os monstros que nada sentiram pelo fogo incapaz de lhes causar dor, mesmo ele sendo magico.

Sotar e Baltzar não estavam na área de efeito da magia e com eles nada aconteceu, porém as criaturas que caíram no chão foram destruídas mais facilmente por suas espadas, e assim meu rapaz este combate terminou. A eles restava apenas continuar seu trajeto para o alto da colina foram mais trezentos metros de caminhada, lá no alto o topo era plano e o único lado o qual era possível subir ou descer era este pelo qual eles vinham, pois do outro lado estava o paredão de Tesar. Este foi o nome de um velho que aqui derrotou sozinho cinqüenta Berrots, mas esta é outra historia, só sei que de lá garoto a queda tem no minimo uns cento e cinqüenta metros ou mais.

A criatura estava bem no centro da area plana, parecia estar em um tipo de sono profundo, Sir Valdaz caminhou na direção do demônio sendo seguido por Rufuz e Sotar, já Baltzar preferiu ficar parado ali mesmo para proteger Alduz que não era muito bom em combates, bem isso foi o que ele disse, mas o que eu acho é que estava com medo mesmo. Melmar seguiu para o outro lado, indo parar atrás do monstro. Meu amigo Valdaz disse-me que a criatura roncava bastante mesmo quando saltou sobre ele cuspindo fogo, é o cavaleiro tem até hoje as marcas de queimadura, todas elas no braço esquerdo com o qual ele segurava o escudo. Já Rufuz teve apenas sua barba chamuscada e Sotar sempre atento nem sequer sentiu o calor do fogo, pois se jogou para longe ao ver a criatura levantar-se.

Após a baforada a criatura tentou alçar vôo, mas Melmar já havia invocado as nuvens negras de tempestade e os relâmpagos golpearam as costas de seu inimigo como se fossem os dedos de seu deus, isso deixou o demônio no chão. O anão e Sotar tentavam atacar com suas armas muitas vezes atingindo alguma das cabeças da fera, e mesmo assim ela não parecia estar muito ferida, já Alduz apenas poderia invocar a proteção contra o fogo para seus colegas, pois provavelmente o monstro como os outros era imune ao calor do fogo, para tanto ele murmurou as palavras de poder e um brilho vermelho vôou de seus dedos atingindo um por um de seus aliados.

Baltzar vendo que Alduz estava fora de perigo alçou vôo como meu amigo Valdaz disse ao se referir as acrobacias do rapaz. Ele tentou alcançar o oponente, e ainda desvincilhar-se de seus golpes, por algum tempo conseguiu, mas bastou um escorregão e a criatura o agarrou. Nem um segundo o monstro ficou com Baltzar em suas garras, apenas o pegou no ar e o arremessou para traz na direção do paredão, o acrobata não teve chance e se esborrachou no sopé da colina, lá Baltzar agonizou.

Sir Valdaz ainda com o escudo vermelho pelas chamas tentava tira-lo do braço, quando conseguiu arremessou-o para longe e pode novamente voltar ao combate, correu contra a criatura que despejava novamente suas chamas em todas as direções. Desta vez ninguém sofreu com o calor de suas baforadas, apenas Alduz estava realmente preocupado, pois sua magia atingiu apenas seus companheiros e não a ele, isso a criatura também viu e mesmo embaixo de raios e ataques correu para cima do mago. Suas três bocas se abriram em cima do bruxo, ele não teve nem tempo de gritar, as chamas o consumiram. O monstro ao terminar de cuspir seu fogo murmurou as palavras de uma magia, e de repente as trevas se ergueram por sobre o topo da colina. Melmar não tinha mais seu alvo, assim os relâmpagos pararam e Rufuz, Sotar e Valdaz não podiam mais ver o demônio, assim a criatura derrubou Sotar, um encontrão, seguido de uma bofetada tão forte que fez o guerreiro quase cair rolando pelo caminho de onde vieram.

Sir Valdaz escutou o barulho de Sotar sendo arremessado e preparou a adaga em sua mão ferida, Rufuz tinha seu machado a mão só precisava de um alvo, foi quando Melmar criou a luz, sua magia mesmo sendo muito forte quase não foi capaz de sobrepujar a escuridão. É garoto eu disse quase, naquele momento o monstro estava frente a frente com Rufuz que ao ver a criatura saltou de lado para escapar das bocas do monstro. Uma após a outra e Sir Valdaz que novamente poder ver seu inimigo correu e saltou sobre o lombo dele. Cravou-lhe a adaga na paleta e lá se firmou, já com sua outra mão desferiu poderosos golpes de espada, Sotar já estava novamente de pé e Rufuz atacava do chão. O cavaleiro não resistiu muito, sua mão machucada doía demais e ele deixou sua adaga cravada no lombo da criatura enquanto seu corpo foi arremessado na distancia. Melmar que não tinha como atacar, passou novamente a descarregar suas descargas elétricas nas costas do monstro, muito o demônio não agüentaria e cassim desferiu seu ultimo ataque, correndo na direção de Sotar, agarrando-o e novamente saltando para fora da montanha pelo paredão, porém abriu um portal levando consigo o guerreiro.

Meu rapaz, até hoje Sir Valdaz, Rufuz e Melmar aguardam na cidade de Montresh. Eles esperam pelo retorno do demônio, sabem que ele voltará e agora falta pouco, talvez se for corajoso ou mesmo burro o bastante você possa ajuda-los nesta empreitada. Agora vá embora, estou cansado, se desejar volte mais vezes, pois tenho outras historias para contar.


Categorias: Contos | Tags: , ,

10 Comments»

  • Bom, é uma aventura de RPG! Tenho certeza que é, transcrita e agora publicada aqui no ONE! =)

    Você me disse Jones que este daqui é um dos seus contos mais antigos? É isso mesmo ou eu estou confundindo com outro?

  • Andrey Ximenez says:

    Gancho pra aventura

    /o/

    Curti, ficou legal a aventura ai tche!

  • E.U Atmard says:

    Muito bom, normalmente não costumo gostar deste tipo de ficção, mas este conto ficou muito bom. Gostei especialmente da parte em que fala da taberna. Estavam todas lotadas…:D

  • Alguma vez ja jogou RPG (Paper and Pencil) Atmard? =)

  • E.U Atmard says:

    não, por acaso não. RPG, de Role Playing Game, espero eu…

  • RenanMacSan says:

    @Atmard Ele está se referindo ao jogo com ficha de personagens, Livro do Mestre, Livro do Jogador, e etc.

    Gostei do conto. Espero mais histórias do velho Garko, ou então um novo enfrentamento da criatura da colina.

  • Jones says:

    Opa e ai pessoas, to eu de volta aqui.

    @Guns: Cara este foi meu terceiro conto, o primeiro o do Noah, depois veio um que ainda não enviei para o ONE, que também é de fantasia, e este foi o terceiro, acho que o escrevi em 2003 se não me engano. Mas só agora fiz uma revisão por que a versão original era sofrivel como no caso do Noah.

    Esta foi uma aventura de RPG assim como são todas as histórias do velho Garko, que tenho pelo menos mais três a digitar e duas a revisar. Talvez mais pra frente as envie.

    Obrigado Atmard, Renan e Andrey e o resto do pessoal que leu o conto gostou ou não e não comentou.

  • Andrey XImenez says:

    Nada agradecer tche

    Rpgista uni-vos!

  • Vou deixar esse conto junto dos seus “Diversos”. Se você enviar outros do Garko, ai eu crio uma categoria só pra eles! =)

  • Legal o conto, não sou muito chegada a histórias de lutas, guerras e tiroteios, mas para algumas abre-se uma exeção. Gostei dessa narração: “Valdaz disse-me que a criatura roncava bastante mesmo quando saltou sobre ele cuspindo fogo, é o cavaleiro tem até hoje as marcas de queimadura, todas elas no braço esquerdo com o qual ele segurava o escudo”.

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