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Sep
28
2009

Maestro

Escritor: Vitor Vitali

maestro

Havia um sujeito de aproximadamente 6* anos em uma cidade próxima à um lago. Seu nome era *****, e era um médico, por certo, já que na parede coberta por estampas florais de tons pasteis marrons de sua casa de madeira nobre, dentro do quarto que ele havia transformado em um consultório, havia um papel emoldurado que dizia amareladamente em letras bonitas: “Diploma”.

Não era por certo um sujeito muito sociável, ainda que simpático e educado fosse, pois preferia o conforto de sua poltrona de couro macio onde livros podiam ser lidos e costas descansadas a usual cerveja escurecida que muitos moradores da cidade, se não quase todos, gostavam de tomar aos sábados, aos domingos e se possível, os outros dias também. Não gostava de cerveja, em fato preferia um bom e velho vinho acompanhado de um bom livro de S. K. ou E.A.P. se possível e assim desejava sempre.

Era amante das artes, sem dúvida, gostava muito de esculturas e a quantidade de estátuas, bustos e outras obras espalhadas ao longo de sua casa não deixava à mentir. E muitas vezes tentou fazer algumas próprias, mas nada lhe agradava muito e ele descartava sua obra não-concluída sempre. Gostava também de pinturas, e havia algumas espalhadas aqui e ali. Gostava em especial de L.B., R.M. e S.D. sem dúvida, pois desse havia muitas réplicas já que ele não se dava ao luxo de ter uma obra original dele.

Era um sujeito simples, diriam a maioria de seus pacientes e ditos amigos, apenas um tanto recluso e demasiado amante das artes da alta-cultura, como diriam alguns intelectuais, ou um fresco, como diriam alguns dos pescadores da região.

Ele era tudo aquilo ou aquele nada, pensava consigo mesmo enquanto procurava sua bolsa de couro no segundo andar de sua casa, e após alguns minutos a encontrou, retirou a poeria de cima dela e a pegou, recolou a tábua do piso de volta no lugar e caminhou para o andar de baixo. Olhou a redondeza pela janela. À sua frente o lago, ao seu lado seu carro, em volta de tudo mais, árvores e mais árvores e silêncio que permeava aquela noite tranqüila.

Caminhou até próximo a sua cozinha e abriu uma portinhola abaixo de sua escada. A porta rangeu quando ele a fechou pelo lado de dentro. Desceu as escadas, degrau após degrau e ascendeu a luz em um interruptor rústico em uma das pilastras de sustentação do porão. Caminhou até a parede oposto a da escada e apertou outro interruptor que fez a luz acima da sua mesa de esculpir se ascender.

Naquela noite ele não tentaria fazer a escultura que nunca daria certo. Tentaria fazer outra obra de arte, mas dessa vez em um formato que ele era sem dúvida apaixonado, um verdadeiro amante e completamente seduzido pela magia e pelo sentimento expansivo da música. Deitou sua bolsa de couro na mesa no espaço que estava vazio e a abriu. Nela instrumentos reluzentes de um maestros se mostravam organizados um ao lado do outro seguindo ordem de tamanho. Ele pegou o primeiro, pequeno do tamanho de um lápis e e bateu de leve contra a mesa de ferro o sentindo vibrar, a lâmina reluzente olhando para ele como um fiel olha para as nuvens a procura de seu Deus. Era um bisturi pequeno e ele observou a lâmina com seu dedo para ver se estava afiada, e sem dúvida estava.

Uma respiração arfante começou a quebrar o silêncio daquele porão. Ele olhou para a garota amarrada à mesa e retirou toda sua roupa com o bisturi e a arremessou em um canto. Era jovem e não havia pelo em sua região pubiana, talvez tivesse seus quinze ou dezesseis e seus seios pequenos eram bonitos e de mamilos rosados. Sua pele é branca como a da maioria das pessoas daquela cidade fria, e seus cabelos loiros tão claros quanto cabelos loiros podem ser. Era sem dúvida linda e aquele homem achava que ela estava sendo desperdiçada trabalhando como garçonete. Suja de gordura, sendo empurradas por homens e garotos, pessoas gritando com ela. Aquilo não era certo, uma obra de arte como ela não deveria ser tratada daquela forma.

Agora ela estava limpa e nua deitada sobre a mesa. De seus olhos verdes e semi-arregalados não escorria qualquer lágrima.

– Boa menina – disse ele passando a mão em seus cabelos e ela virou o rosto.

Ele mostrou o bisturi para ela e sua respiração voltou a ser arfante. Sua boca tremia por debaixo do pano que a selava e seus olhos começaram a se encher de lágrimas.

Era hora de começar.

Ele posicionou bem o bisturi entre os dedos e fez um pequeno corte na barriga da garota. Fechou os olhos e sentiu a bela nota que escorria vermelha pela barriga. Sem dúvida ela era uma obra de arte e toda uma orquestra corria por dentro das veias daquela garota perfeita.

O homem fez um corte mais profundo entre os pequenos seios dela e ela gritou abafado por detrás da mordaça. O sangue correu vermelho escorrendo pelas bordas dos seios até cair pelas laterais do tronco. Ela chorava e ele ouvia a linda música que escorria pela ferida. Outro corte, agora profundo à deixar as costelas flutuantes à mostra. A música fluía dela e ela chorava e gritava por detrás da mordaça. Dessa vez ele cortou sua coxa esquerda, do joelho a virilha, corte superficial, afinal nem tudo são refrões. Cortou profundo sua barriga deixando a gordura da pele para fora. Levantou o bisturi sujo de sangue no ar e acompanhou a música que escorria da garota como se fosse um regente agitando seu bastão para a orquestra o acompanha-lo.

Aquela era uma bela música, sem dúvida e não poderia ser diferente. A respiração ofegante da garota dava o ritmo aos compassos e suas lágrimas dividiam o tempo das belas notas escondidas atrás de cada gota se sangue presa naquela jovem tão bela.

Ele aproximou a parte do bisturi que não havia sido tocada pelo sangue do mamilo direito da garota e observou ele se excitar mesmo que ela estivesse gritando abafada pela mordaça. Aquilo era sublime sem dúvida e ele sentiu-se ficar excitado e sentiu vergonha de ficar daquela forma em meio a tão bela sinfonia.

Prosseguiu cortando o pescoço da garota de leve, vendo o sangue escorrer grosso e a música pular de suas veias em esguichos controlados pelo ritmo do coração que pulsava. Estava chegando o grande ‘crescendo’ da música e ele agitou o bisturi rápido no ar e cortou a pele da garota em muitos lugares diferentes. Era linda a música, sublime!

Ele ria e balançava o bisturi no ar enquanto sangue jorrava dos cortes da garota e então a pausa. A música foi abaixando até ficar lenta e calma. Ele olhou bem os olhos verdes da garota tornados mais lindos pelas lágrimas que davam vida aos olhos e viu eles dizerem: Me deixe ir, por favor!

– Não, Não, mocinha – respondeu ele. – Ainda estamos no primeiro ato.

A música cresceu de súbito e ele agitou o bisturi no ar como o maestro que era. Recomeçou a retalhar a menina que chorava, apreciando cada segundo daquela bela sinfonia, e a noite se foi em um grande concerto. Só mais um grande concerto em um porão.


Categorias: Contos | Tags: ,

18 Comments»

  • Publicado o primeiro conto da tarde aqui no ONE! Que honra hein?! 😀

    Bem sanguinário o conto… bem no estilo do Vitor para ser mais exato.

    A noite crio o pdf e dou uma passada aqui novamente!

  • Andrey Ximenez says:

    Sensacional

    [:)]

    /o/

  • Pedro Torres says:

    sinistro!
    OO
    me lembrou Dexter.

  • Vitor Vitali says:

    Uau, contos a tarde. Esse blog vai ficar gigantesco 8D

  • RenanMacSan says:

    Muito bem escrito Vitor, parabéns!
    começo a suspeitar que vc tem uma paixão por psicopatas, hehe.

  • Vitor Vitali says:

    Ainda bem que ninguém sabe 8D

  • Vinicius Machado says:

    Cara! Fiquei mal lendo o teu texto, que monstro o João velho, como não tinha nome eu o dei um xD, ótima escrita cara, muito bom!!!
    agora eu não durmo direito xD!

  • Vitor Vitali says:

    João Velho é boa 🙂

  • João Velho é boa [2] 🙂

  • Uau, sua criatividade desta vez foi além. Incrível, adorei. Muito bom a forma que introduziu a música, a arte e o “prazer”.

  • E.U Atmard says:

    Uma monstruosa criação! Esse maestro é tão grotesco, tão vil, tão mau…mas o texto, esse está fabuloso, a forma como conseguiste exprimir a música enquanto o sangue, está realmente muito bom.

  • Hehehe olha o Atmard se deleitando com o caos e com a morte! =)

  • E.U Atmard says:

    não vou negar nada…mas de sociopata de louco todos temos um pouco!

  • “E.U Atmard says:
    29/09/2009 at 16:12não vou negar nada…mas de sociopata de louco todos temos um pouco!”

    Concordo.

    Vítor, me surpreendeu novamente. Gosto muito da sua forma de escrita. Muito mesmo. Me chama muita atenção. Os detalhes colorem de forma sublime.
    Parte que eu mais gostei: “Dessa vez ele cortou sua coxa esquerda, do joelho a virilha, corte superficial, afinal nem tudo são refrões.” Sensacional… Parabéns.

  • JonesVG says:

    Caraca Vitor, eu quase não consegui ler. Cara ta de parabens, a cada corte um arrepio, muito bom mesmo. No inicio o personagem me lembrou Hanibal por seu gosto pela arte e tudo mais. Depois quando falou da menina amarrada e dos cortes lembrei de um filme chamdo Scar, um filme tosco de historia bem projetada, ou seja meia boca, mas que dá ideias. Porem nada se compara ou se tem parecido com o Maestro de seu conto. Muito bom mesmo.

  • Báthory says:

    Dez! tipo Hannibal!! Por mim poderia ter terminado em “Era hora de começar”, mas ficou mt bom mesmo!!

  • Asami says:

    Perdi a conta de quantas vezes li esse conto só hoje e me perdi dentro dele. Maravilhosamente assustador. Meu lado sádico se divertiu bastante. Uma verdadeira obra-prima :]

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