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Sep
18
2009

O Marido

Escritor: Jones Viana Gonçalves

o-marido

Porcos, sempre acordava ouvindo o som dos guinchos de porcos. Ainda meio dormindo Tiago olhou para o relógio sobre o criado mudo, como das outras vezes eram 3:00 da manhã, já havia perguntado a seu primo Francisco que era intendido do sobrenatural o que aquilo significava e de pronto a resposta veio na forma de uma risada.

– A hora dos espíritos, – Disse–lhe Francisco quando parou de rir. – o que significam os porcos não tenho a mínima idéia Tiago, mas o horário é sem dúvida a hora do tinhoso.
– Cara como eu te disse, moro no meio da cidade, não tem porcos em lugar nenhum e de alguma forma já é a quinta vez que acordo neste horário com os gritos de porcos. Sabe aqueles guinchos de quando você vai sangrar o bicho?
– É claro que sei, mas não consigo imaginar uma explicação pra isso.
– Se você que é do D.E.I.S. não sabe eu é que nunca vou desvendar isso.

Era apenas deste trecho da conversa que Tiago lembrava, certa vez seu primo o convidou para o Departamento Especial de Investigação Sobrenatural, mas de pronto recusou, não queria se meter naqueles assuntos e agora eles o assaltavam noite após noite. Tentou voltar a dormir, mas logo o celular tocou, o som da musica “Tempo ruim” de Matanza encheu o quarto do rapaz até ele atender o aparelho.

– Detetive Tiago? – Perguntou a voz do outro lado.
– Sim – respondeu ele sem identificar quem lhe falava.
– Aqui é o Sargento Rafael do 17° da PM.
– Certo Sargento, o que o senhor precisa?
– A Delegacia da Civil do Parque dos Anjos nos deu seu número detetive, disseram que o senhor era o único detetive do DHD na cidade no momento.
– O que o senhor precisa Sargento?
– Precisamos do senhor na rua Bernardo Joaquim Ferreira, nº 153.
– Qual a urgência?
– Máxima senhor, temos um 20 e uma cena no mínimo inusitada.
– Isso fica perto da Gravel certo?
– Sim, em frente ao portão da Epcos.
– Chego aí em quinze ou vinte minutos.

Tiago desligou o aparelho e tratou de vestir–se, a noite parecia quente, o tipo de abafamento que procede a chuva. Em dez minutos já estava no carro pronto para talvez uma nova investigação.

Dezesseis minutos depois o detetive da policia civil encostava o carro próximo a três viaturas que há algum tempo aguardavam. O rapaz desceu do veículo e identificando–se passou pelos policiais até chegar ao sargento.

– Detetíve Tiago? – Perguntou um homem já de cabelos grisalhos que olhava rapaz de longe.
– Sim e o senhor é?
– Sargento Rafael.
– Certo sargento que tens pra mim?
– Mulher aparentando um pouco mais de trinta anos, foi morta com cinco perfurações, provavelmente facadas no abdome.
– Algum perito esteve aqui? – Tiago ia perguntando enquanto o policial guiava–o pelos aposentos da casa.
– Não senhor.
– Então como sabe tanto?
– O pessoal do SAMU chegou e removeu o corpo.
– Como? – Tiago parou como que surpreso pelo que o homem disse.
– Ela estava viva quando eles chegaram detetive.
– Certo, o que mais?
– Nada, o resto da cena está inalterada.

Tiago acabara de entrar na área da lavanderia, uma pequena área de serviço nos fundos do terreno. Dois outros policiais estavam próximos ao muro de divisa aonde conversavam distraídamente. No chão o que parecia o local aonde a vítima caíra existia uma poça de sangue, mas o que chamou a atenção do investigador foi a inscrição na parede. Escrita em sangue a frase: “O diabo prometeu você pra mim” era legível. Segundo o sargento no chão quando seus homens chegaram no local foi encontrado um dos dedos da vitima, talvez usado como pincel para aquela macabra frase, quando perguntado sobre aonde estava o dedo apenas respondeu que o SAMU o havia levado. Depois de olhar toda a cena o detetive dirigiu–se para os fundos do terreno aonde estavam os dois policiais.

Um cheiro forte de urina e fezes invadiu suas narinas, mais a frente do homem existia uma espécie de viveiro para coelhos.

– Olha Jorge achei mais um vivo. – Exclamou um dos policiais.
– O que vocês acharam?
– Detetive, – o soldado olhou para Tiago um tanto assustado. – Senhor são coelhos, ela devia ter pelo menos doze deles aqui.
– Devia?
– Sim senhor, estão mortos, pelo menos a maioria deles está. De inteiro encontramos apenas as cabeças.

Tiago olhou para dentro do viveiro e pode ver um novo cenário ensangüentado, parecia que um cão raivoso estivera por ali. O detetive deu meia volta e retornou a casa.

– Já tem o nome da vítima?
– Sim, o nome dela é Jussara Vieira. – Respondeu o sargento.
– Algo mais?
– Ela respondeu a processo por ter sido acusada de matar o marido.
– Que bom, mais um caso estranho na minha coleção.
– Estranho, por que detetive?
– Nada Sargento, prossiga, o que mais sabe sobre o caso?
– O amante da vitima também foi indiciado, mas nada foi provado e o caso arquivado.
– Endereço dele?
– Ele mora com os pais perto da Sogil.
– Um gurizote?
– Não, nego véio já, com trinta e três.
– Certo, acho que vou visitá–lo assim que amanhecer.
– E nós?
– Vocês esperam pelos peritos.
– Certo.

Tiago se despediu do sargento e novamente fora dirigir, a madrugada seria longa, primeiro iria para o hospital tentar falar com o pessoal do SAMU e depois pela manhã bem cedo iria a casa do tal amante de nome Ricardo, seria alguma analogia a Ricardão, se fosse não tinha a menor graça. No hospital o pessoal do SAMU já havia saído para socorrer um cardíaco no bairro Cohab, o detetive esperaria e foi lá pelas cinco que os paramédicos chegaram com um novo hospede para o hospital. As cinco e trinta estavam livres para falar com Tiago.

– Opa tudo bem, você é o detetive que queria falar com a gente?
– Sim, sou o detetive Tiago da Civil, DHD.
– Homicídios e desaparecidos certo?
– Isso mesmo, e vocês são?
– Lauro e Mauricio, o que o senhor precisa? – Fora Mauricio quem apresentou os dois.
– Quero saber o que vocês encontraram na casa da mulher no Parque.
– A mulher do Parque, bom pra inicio de conversa ela tava birutona.
– Como Assim?
– Cara ela não parava de falar sobre o morto. – Respondeu Lauro.
– Morto? – Tiago pareceu confuso.
– Olha ela disse muita merda detetive. Disse que foi atacada por um homem morto, o marido me pareceu.
– Estava em choque?
– Claro, só balbuciava e não dizia coisa com coisa, o estado era grave então não prestamos muita atenção.
– Certo Mauricio, tem algo mais que eu deva saber?
– Ela disse também que o tal morto iria procurar pelo Ricardo, só que como não sabia do que se tratava não dei muita bola.
– O que? O provável assassino iria atrás de uma nova vitima e vocês não deram muita bola!!
– Cara a gente faz essa merda a noite toda, todas as noites. Se formos nos importar com o que um lúnatico qualquer nós fala acabamos ficando malucos.

Tiago já não escutava mais o que Lauro dizia, poderia ser tarde e ele precisava correr. Entrou no carro, deu a partida apressado e rumou para a casa da possível nova vítima. A casa estava escura, dela nenhum som ouvia, o sol já começava a aparecer e o único som que o investigador ouvia já era seu conhecido de muitas noites, os porcos. O detetive parou o carro e munido de uma espingarda calibre doze passou a correr para o pátio. Algo lhe dizia que deveria chegar aos porcos e lá encontraria a resposta para a noite incomum. Com cuidado passou pela casa, não havia cães o que poderia ser algo ainda mais inusitado que a noite. O galpão aonde ficavam os porcos estava ainda a pelo menos vinte metros afastado da casa. Tiago pode ver alguém se mover no galpão, um homem ao que parecia e este não notara a presença do policial.

– Sim agora posso descansar. – Dizia o homem. – No inferno terei prazer, sim prazer em fazê-los sofrer. Você Ricardo e aquela vadia que chamei por tantos anos de esposa.

Tiago parou na porta, os porcos gritavam ainda mais que em seus sonhos, no chão pode divisar o corpo moribundo sem um dos braços. Nas tábuas do galpão o assassino escreverá a mesma frase que na casa da mulher.

– Então policial, achas que pode prender–me? – O suspeito olhava para o atordoado Tiago, em suas mãos carregava o braço de Ricardo, só agora prestara atenção na aparência decrepta do homem a sua frente, pálido e esverdeado com pequenos vermes a comer–lhe a carne, com certeza aquilo não deveria estar ali.

Sem pestanejar o policial deu três tiros contra o homem que logo caiu ao chão com o peito estraçalhado, mas este não parou de falar.

– Sim, isso não me pararia se assim eu não quisesse senhor policial, – aos poucos ergueu–se – vão pensar que você é louco, sim isso é o que vão achar. – Ele riu um pouco. – Mas não verei isso, devo despedir–me agora, pois meus dois bichinhos de estimação já me aguardam no inferno, sim eles me aguardam.

Aos olhos de Tiago o morto caminhou mais alguns poucos passos e tombou, nada o preparara para tal noite e talvez apenas seu primo do D.E.I.S. acreditasse em sua história.


Categorias: Contos,D.E.I.S. | Tags: , ,

7 Comments»

  • Mais um conto do D.E.I.S. no ONE. Ta hora ja de preparar uma campanha de divulgação. =)

    Gostei do conto Jones, vi que teve referência de Matanza, tanto no nome da música lá em cima, quanto a frase “O diabo prometeu você pra mim”. =)

    Demorei para achar uma imagem hoje… as vezes isso acontece, fico frustrado!! =/

  • Felipe Ferraz says:

    Nossa, muito bom 😀

    depois dessa vou pensar antes de me casar, heheheh.

    mandou bem Jones, abração

  • Jonesvg says:

    Thanks pessoal, caras eu tava ouvindo muito Matanza na epoca que escrevi.
    Tipo este conto escrevi para a cadeira de roteiros, então a prof. disse que poderia ser inspiração disso, daquilo, daquele outro e falou de musica, ai escrevi a história e criei o roteiro em cima dela.

  • Vinicius Machado says:

    Muito bom Jones, parabéns!
    Consegui imaginar cada parte do teu texto, ficou muito bom mesmo.

  • Jones says:

    Obrigado Vinicius, valeu!

  • Bruno Vox says:

    Adoro os contos do D.E.I.S É sim, deu para imaginar tudo. Foda mesmo.

  • Sidnei says:

    Olha, tirando o “intendido”, “abdome” e uma série de “aondes”, o conto tá bem legal.
    Só não gostei dos nomes dos personagens. Poderiam ser nomes mais ‘pesados’.

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