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Sep
11
2009

O Nascituro – Primeiro Capítulo

Escritor: Pandion Haliaetus

o-nascituro-primeiro-capitulo

Em uma terra abandonada por qualquer desejo e pensamento de bondade, o homem se degladiou, matou e aterrorizou. Raça contra raça, o ódio e terror foram crescendo a cada dia. Logo outras nações e etnias agregaram-se ao conflito. Um lugar de lucro para aqueles que pesquisam doenças, para aqueles que vendem armas, e aqueles que lucram com a agonia dos outros. Para as pessoas que ali estavam, nenhum incentivo foi dado para que não se envolvessem, pelo contrário, aqueles que para lá eram enviados, jamais retornavam, logo o conglomerado de países ficou conhecido como Devil’s Nest, e quanto mais se falava nele, mais ele crescia, até que um quinto do mundo conhecido foi tomado por ele.

Longos anos se passaram desde seu início, a área com mais conflitos e ameaças que humanidade já registara. Não acreditava-se que existissem mais pessoas vivendo lá, apenas aqueles que foram enviados ou se dispuseram em ir até lá. Contudo, estranhamente, em um dado momento da história, as pessoas que pisavam em Devil’s Nest estranhamente decidiam viver lá, sem mais se confrontarem ou se odiarem. Uma vida sem sentido e miserável, em uma terra estéril e desolada. Não sabe-se do que estas pessoas sobreviviam, ou mesmo o que faziam. Pelo o pouco que sabiam, estas pessoas apenas viviam, e se organizavam para algo que não se sabia exatamente o que. Intrigados, os povos das regiões vizinhas começaram a mandar exploradores, e estes descobriram que aqueles que la viviam haviam sofrido severas alterações fenótipas, com pele cinza, olhos negros e cabelos esbranquiçados, eles haviam se tornado extremamente violentos, e dedicavam sempre algumas horas do dia para ficarem imóveis, isto parecia ser a estranha fonte de recarga de energias deles. Nestes períodos em que ficavam imóveis, os exploradores relatam que sentiam um forte mal-estar, quase como se fossem sucumbir por angústia e desespero, alguns, inclusive transformaram-se nestes novos seres humanos, os quais não sentiam dor ou expressavam qualquer sentimento de alegria, e mesmo que mortalmente feridos continuavam a se movimentar. Se existia algum prazer em suas faces, dizem que se mostravam ao serem feridos, o que os incentivava a mais violência, utilizavam um idioma completamente desconhecido, e pareciam compartilhar uma consciência única.

Logo o medo foi tomando conta da população em geral fora do Devil’s Nest, e tornou-se uma questão de segurança mundial investigar e averiguar estes então ditos Undeads. Registra-se que um dos que foram capturados, ainda criança, sabia falar um idioma perto de um anglo-saxão mal pronunciado, e com palavras guturais revelou em uma das câmaras em que era mantido para análise antes de desfalecer: “Unser Führer wird kommen Sie bald wieder nur Menschen, die den Wunsch haben so viel. Beten, weinen, bitten, und er wird zu besuchen”. A comoção e repercussão causada por este fato foi estrondante. Muitos especularam que isso tinha relação direta com seitas religiosas, outros assimilaram que eles estavam mais inteligentes e que logo alguém do governo mundial se revelaria como um deles. Infinitas teorias foram criadas, e com isso os investimentos para adentrarem o território que a cada dia ganhava mais moradores foram aumentado. Agora uma questão de sobrevivência, incursões eram feitas diariamente com a mais avançada tecnologia, em busca da causa primeira de tudo isto.

Enquanto os burocratas e mestres da ciência ficam em seus confortáveis assentos, observando por seus monitores, tropas e mais tropas são enviadas ao Devil’s Nest, com um baixo aproveitamento, eles mais reforçam do que enfraquecem a legião de Undeads. Porém em uma destas incursões, enquanto todos observam pelos monitores a visão de seus soldados, estes descobrem um lugar distinto, aonde as criaturas se reúnem, em uma mina de carvão eles descem, em um dia incomum, onde o céu nunca esteve tão escuro e a comunicação e visão estão seriamente debilitados, eles avançam, sem esperança de retorno, apenas para saber do que se trata. Soldados que logo se tornarão companheiros não só em vida, mas também em suas não-vidas. Por fim chegam a um salão nas estranhas do solo, repleto de Undeads, eles pouco se importam com a presença dos soldados, com a atenção voltada ao centro do grande salão pútrido, eles se dilaceram e marcam o chão com o sangue maldito, choram e esbravejam. Coletam todos os elementos da criação, até que no meio do salão algo começa a surgir, algo que faz com que o mais bravo do soldado desmaie de insolitude, como se a alma fosse puxada de seu corpo, eles vêem o surgimento de uma nuvem negra e fétida, que logo dá origem à um monte de matéria viscosa, formando um poço de pus e carne. Dali, um braço emerge lentamente e um homem que parece saído do lodo é parido da mãe terra. Os poucos soldados que ali estavam caem morto, e apenas um sobrevive, para ver que o homem se levanta revolto por um manto de pixe e podridão, logo um dos Undeads se aproxima e lhe entrega uma capa. Caído de joelhos, o soldado mal pode respirar, a transmissão está horrível, não mais do que o estado daqueles que observam a transmissão do outro lado. Por fim, o homem começa a se aproximar do soldado. Com a voz de um rádio falhado e com um temor inumano o soldado pergunta: “Quem é você?”

Com um sorriso debochado, ele arruma sua capa e estende a mão, logo o homem começa sufocar e é suspenso no ar, os grunhidos de dor e agonia ecoam na sala de comando. O barulho do pescoço quebrando faz com que todos se assustem em suas cadeiras, o último soldado está morto. Com a bateria da câmera ainda ligada e possível notar que o homem ainda olha para a lente da câmera, olhando para o lado, ele começa a flutuar, todos os Undeads começam a louvá-lo. Com um movimento da mão, ele trás o corpo para perto dele, e com uma voz que marca a alma de cada um como um ferro quente, ele se pronuncia:

– “Quem sou eu?”
– “Minhas vítimas são ricas ou pobres, jovens ou idosas, fortes ou fracas.”
– “Eu causo milhões de acidentes, eu sou o cancêr nos seus ossos.”
– “Eu sou a origem da mentira, transgrido o que você diz, fazendo com que não fale a verdade.”
– “Eu sou traiçoeiro, imparcial, e estou dentro de vocês, desde os cromossomos.”
– “Eu tomo o que vocês amam, e os deixo em prantos.”
– “Eu aprisiono suas almas. Suas esperanças são os meus jogos.”
– “Eu arranco todo o seu orgulho. Minhas promessas são em vão.”
– “Enquanto você queima até os ossos eu danço com as chamas.”

Revoando o salão ele se aproxima de uma pilha de corpos. Ainda com a mão voltada para a câmera, ele olha para seus suditos, e logo em seguida eles abrem espaço e se curvam. Com a outra mão, ele aponta para a pilha de corpos que começam a se contorcer e formar um grande trono de ossos. Voltando sua atenção novamente para a câmera ele prossegue:

– “Eu trago a pobreza, doença e morte.”
– “Um aperto de mão sem valor. O ladrão mais esperto, eu roubo todas as suas riquezas.”
– “Eu respondo as suas preces, por ganância e luxúria.”
– “Mais do que malévolo, fico rindo da sua confiança.”

Sentando-se no trono, ele cruza as pernas e um súdito entrega-lhe um cálice.

– “Eu sou mais poderoso do que todos os exércitos do mundo.”
– “Sou mais violento do que a própria violência. Mais mortal do que a morte.”
– “Tenho destruído mais homens do que todas as guerras de todas as nações.”
– “Eu sou implacável, imprevisível, à espera de seu último suspiro.” – E brinda com um gole.
– “O meu reinado se corromperá mais com a dissidência.”
– “Os seus pecados irrompem por minhas intenções.”
– “Eu abomino suas orações. Eu me regojizo no pecado.”

Arremessando o corpo do outro lado do salão, a câmera finalmente começar a falhar de vez, apenas o suficiente para escutarem-no falando: “Vamos começar o pesadelo”. Outros servos se aproximam e o reverenciam, falando em uníssono: “Príncipe das Trevas, sua alteza satânica”.

A câmera finalmente para de transmitir o sinal. Na sala de comando, pode-se apenas escutar o ruído sem sinal. Todos estão em estado de choque, e sequer conseguem olhar para os lados, suas vistas contemplam o horizonte. Até que o barulho da porta irrompe em um turbilhão de passos. Na porta uma silhueta observa a todos e diz: “Interessante”


Categorias: Contos,O Nascituro | Tags: , ,

8 Comments»

  • Muito bom!!!

    Clap clap clap… isso são palmas hehehe

    Sensacional.. adorei.. a história, o clima a imagem. Até arriscou um alemão ali no meio. =)

    E no meio da história, invocam o Darth Vader cantando Prince of Darkness hehehehe.. minha música favorita do Megadeth!!

    Adorei!! 😀

    No aguardo da continuação. =)

  • Hehehe.. e vai para o Vitor que perguntou de Megadeth não faz nem meia hora. =D

    E eu indiquei Prince of Darkness para escutar!! hehehe…

  • Vitor Vitali says:

    Uh, por algum motivo esse conto me lembra Silent Hill. Gostei mais do começo ao meio, mas como um todo o conto está muito muito bom. Adorei; já é um dos meus preferidos do ONE 🙂

  • Pandion says:

    Ora, me sinto verdadeiramente honrado com os comentários. Serão três contos. O segundo será a ascenção da resistência, e o terceiro será a conclusão. De explodir cabeças.

    Se quiserem conferir todos os meus contos, inclusive alguns exclusivos, por favor visitem o meu blog.
    http://devaneiosdodevir.blogspot.com/

  • Bruno Vox says:

    Vou ler com mais calma a tarde, mas o começo me empolgou.

  • Hummm, muito bom. Fez lembrar aqueles filmes, sabe, aqueles que não assisto mais =P
    No próximo conto vem o refrão??
    Hey, another question… Seu alemão tá com a gramatica correta? Achei meio estranho O.o
    Gostei dessa descrição: vêem o surgimento de uma nuvem negra e fétida, que logo dá origem à um monte de matéria viscosa, formando um poço de pus e carne. Dali, um braço emerge lentamente e um homem que parece saído do lodo é parido da mãe terra.

  • Pandion says:

    Foi proposital, pra que ficasse como um índio falando, ou algo do tipo, e pra que quem entende, não decifre de cara a mensagem.

    Nesta parte que você destacou, eu penso que o correto seria trocar “…um poço…” por “…uma poça…”. Mas de toda forma deu pra entender o sentido.

    Nos próximos eu penso em me basear em um jogos e livros, mas a música sempre aparece como fonte de inspiração na revisão.

  • Aghata says:

    Olá!
    Acabei de descobrir o site e o seu conto vai ser o primeiro que vou ler. Achei o comecinho pelo menos bem foda! Assim que ler mando outro comentario.
    Um grande abraço!

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