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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Sep
24
2009

Peter e o Segredo da Guerra Arábica – Parte 1

Escritora: Laize Kasmirski

peter-e-o-segredo-da-guerra-arabica

Era um dia chuvoso, mas não um dia chuvoso qualquer. Era um dia escuro, frio, tenebroso e chuvoso. A chuva caia tão forte sobre o telhado dando impressão que a qualquer momento o teto iria desabar. O vento soprava nas árvores fazendo-as balançar de um lado para outro, folhas caíam interruptamente. As janelas mesmo que trancadas se debatiam contra a fechadura, contudo ainda se ouvia o uuuuuuuuuuu que parecia mais um uivado de lobos que o som da ventania.

Peter estava tremendo embaixo da cama, toda vez que ouvia um trovão ele saltava com susto e batia sua cabeça contra as ripas que sustentavam a cama. Estava com tanto medo que se aparece alguém àquela hora provavelmente surtaria. Era um menino miudinho, com cabelos lisos castanhos escuros que escorriam sobre seus ombros, seus olhos tinham um tom de castanho avermelhado e sua pele era branco como leite. Peter era simplesmente uma gracinha para as menininhas de todas as idades. Apesar disso, seu maior companheiro era o Black, seu cachorro pastor alemão preto. Viviam em uma casa rústica de madeira, subindo as escadas estavam o quarto de Peter e o quarto de sua mãe. A mãe de Peter se chamava Isadora, no entanto, todos a chamavam somente de Dora (a pedido dela mesma). Dora tinha cabelos lisos e pretos que atingiam a metade das costas. Seus olhos, ao contrário de Peter, eram verdes. Um verde musgo intenso, fazendo lembrar as folhas da floresta. Sua pele branca como a de Peter, com um detalhe, era destacada por suas poucas sardas. Era considerada a mulher mais linda da cidade (a cidade é pequeníssima), seu corpo esbelto e sua postura ereta eram de causar inveja a olhos de outras mocinhas.

A chuva não parecia que daria trégua tão cedo, Peter estava começando a ficar com fome, mas não tinha coragem nem sequer de olhar para o que poderia ter no outro lado da porta. Black estava deitado próximo a ele, com suas patas dianteiras abaixo de sua cabeça. Suas orelhas bem erguidas, prestando atenção em cada ruído que ouvia. A cada tleck que fazia do som da madeira sendo estralada, o cachorro instantaneamente erguia a cabeça e o menino se assustava. Após duas horas de intensos sustos e batidas de cabeça, o tempo começa a se acalmar. Aliviado, Peter suspira e nisso ouve alguém bater na porta da frente que abre para sala. Não sabia se deveria ir atender ou não.

Permaneceu intacto onde estava, iria aguardar o indivíduo se cansar e ir embora. As batidas, porém não paravam, ouviram-se três batidas, logo, mais três, em seguidas mais batidas, sendo estas mais fortes ainda. Então pensou consigo mesmo, a próxima batida iria lá ver quem era. Seus ouvidos extremamente aguçados para ouvir mais uma batida, porém não a houve. Black saiu correndo disparadamente em direção à porta da sala. Peter correu até a porta de seu quarto e observou-o descendo as escadas de madeira, por pouco não bate o focinho no assoalho. Black brecou diante a porta e começou a latir, seu latido não era como se visse alguém desconhecido.

Era sem dúvida, um som de profundo desespero. Peter não sabia o que fazer, estava terrivelmente abalado e não conseguia imaginar o que poderia estar acontecendo para o cão agir daquela forma. Olhou para o relógio, faltavam ainda uma hora e meia para sua mãe voltar do trabalho, sentiu-se com a obrigação de averiguar o acontecido. Foi até a escada, deu mais uma espiada para ver se via algo ali embaixo, mas nada de anormal. Lentamente, deu um passo para alcançar o encosto e assim que seu pé atingiu o último degrau da escada, a escada rangeu estrondosamente que o menino acabou por tropeçar com o susto e rolar a escada a baixo.

Acordou se sentindo meio grogue, sem saber ao certo o que lhe havia acontecido. Em um ato impulsivo, colocou sua mão direita sobre a cabeça e percebeu que ali havia um enorme galo. Tentou sentar-se, porém na hora de levantar muitos fios de cabelos ficaram enroscados entre a madeira e o fez gemer de dor. Puxou-os vagarosamente acabando-os por arrancar alguns. Olhou para seus pés, estavam perfeitos. Olhou para suas pernas, aparentemente estavam sem nenhuma lesão.

Observou cuidadosamente seu tronco, tudo ok. Ao virar seus olhos para os braços, notou que estava com pequenos hematomas roxos. Arrastou-se até a parede e se escorou. Aos poucos foi se recordando… Tivera uma grande tempestade, logo alguém bateu na porta da sala, Black desceu e começou a latir e Peter caiu na escada. Nesse momento Peter se deu conta do desaparecimento do Black, aonde pudera estar que não estava mais ali perto da porta? Berrou pelo nome do cão, nada aconteceu. Berrou novamente mais alto e ainda nenhum sinal do Black. Um arrepio atravessou-lhe a espinha, olhou novamente para o relógio e viu que ainda faltavam quarenta e cinco minutos para sua mãe voltar. Agarrou-se junto ao apóio da escada e pôs-se de pé. Caminhou até a porta para ver se via Black pelas redondezas. Abriu a porta, deu um passo em direção a rua e olhou atentamente para todos os lados. Havia muitos galhos caídos no quintal, uma placa de rua foi parar na frente do portão da garagem, as flores foram devastadas, tinha sujeira e folhas em todos os cantos, a água suja escorria pela rua e uma mancha vermelha borrava a calçada. Peter correu até a mancha vermelha para identificar se era de Black, se abaixou e analisou minuciosamente cada detalhe dela. Seu coração se acelerou e sem mais poder pensar apenas colocou a cabeça entre as mãos e desabou a chorar. Suas lágrimas de dor traçavam caminhos em sua face, sua respiração estava ofegante e logo já soluçava mais do que respirava.

O vento soprava mais suave, fazendo seus cabelos se alvoroçarem para todos os sentidos. Sentou-se ali mesmo e abraçou suas pernas com os braços, colocando sua cabeça sobre o joelho. Começou a pensar no que poderia ter acontecido com seu companheiro, se ele por acaso estaria sofrendo muito, ou pior, se estaria ainda vivo… Seus pensamentos foram se tornando em ódio e a única coisa que lhe vinha a mente era encontrar o responsável pela barbaridade feita e fazê-lo pagar por seus atos. A vingança fazia-o esquecer de seu tamanho, de seus temores e de seus valores. Suas virtudes foram esquecidas pela raiva que o tomou. Decidiu que encontraria Black antes que fosse a última coisa que fizesse ainda vivo e iria se vingar do cara que havia feito-o sofrer.

Levantou-se e caminhou para entrar novamente na casa, ao chegar na varanda notou que havia um pequeno envelope de cor preta com bordas pratas, estava em cima do vaso de barro com lindos brotos de cravo. Pegou o envelope e sem perder mais nenhum minuto do seu tempo rasgou-o e tirou a mensagem do interior. O papel da carta era de cor bege, com uma textura firme e escrita com uma caneta de ponta super fina na cor preta. A caligrafia era perfeita, desenhada nos mínimos detalhes. Peter começou a ler:

Caro Peter,

é uma pena que eu tenha que ter seqüestrado seu cão para que possamos nos comunicar. Não sei o motivo pelo qual estás me evitando a tanto tempo. Espero que pelo menos desta forma possamos nos encontrar e finalmente trocar algumas palavras.

Assinado: Tom Hopkins

PS: Seu cachorro ainda sobrevive, encontre-me na estação às 15h30minh.

– Tom Hopkins, eu nunca ouvi falar desse cara, que absurdo. Esse cara deve ser um louco!! Não lembro ninguém que queira ter falado comigo, tenho falado com todos que me procuraram.

O rosto de Peter começou a ficar vermelho de raiva, nada disso fazia sentido e não havia motivo para raptarem o Black. Ergueu o envelope perto de suas vistas para verificar se havia algum endereço ou alguma pista. Nada… Somente seu próprio nome: Peter. Silenciosamente caiu uma única lágrima de seus olhos. Seu olhar vazio não focava mais nada ao redor. Perdido em pensamentos melancólicos, tentava somente arranjar algum sentido para tudo isso.

12 Comments»

  • Não consigo me concentrar pra ler… =/

    Volto aqui depois Laize! =)

  • Hehehe, gostei do conto, bem descrito, parece bem infantil. A descrição é meio sapeca. =) Até antes da carta, lembrou um pouco Coraline do Neil Gaiman. Na a história, mas o estilo de narrativa.

    Voltando la pro início “uuuuuuuuu” hehehe =) Gostei do conto Laize.

    Em breve continuação.

  • Que bom que ainda não li este livro então! Não tem como dizer que fui influenciada por ele =P

  • Vitor Vitali says:

    Hum… Não tenho muito o que falar, quero continuação, aí eu opino.

  • RenanMacSan says:

    Legal. Tem um ar sombrio, principalmente na parte da escada.
    Espero a continuação.

  • Andrey Ximenez says:

    Engraçado… a mim lembrou um poko Harry Potter…

    ^.^

    Mas é natural, tche, ser influenciado um poko, fika relax qnt a isso.

    gostei da história, é intrigante, como conselho diria pra vc dar uma revisada na ortografia e alguma parte de concordancia. Mas nada q chegue a ser grave. Detalhezinhos bobos q sempre passam desapercebidos pelos olhos do próprio autor, q no fim não influencia a própria história…

    Enfim, mt bom, aguardo o proximo…

    o/

  • Bom, a Laize esta lendo Harry Potter, pode ter acessado a influencia =)

  • Jones says:

    Lembra mesmo Harry Potter, mas sem deixar de ter o estilo dos outros contos da Laize ali escondido. Gostei do conto, mas vem cá quando você o escreveu já tendo toda a tempestade dos ciclones por ai em Santa? O inicio parece bem isso, você descrevendo todo aquele vendaval que reinou por uns dias aqui no sul. Ah sim, gostei bastante do conto, muito bom mesmo.

  • É talvez eu tenha sido influenciada pelo Harry Potter, mas realmente não foi intenção =P
    Em relação aos pequenos erros ortográficos e de concordância realmente preciso verificar, quando vou escrevendo eu acabo comendo palavras, letras (percebia quando relia).
    Jones, consegue acreditar que eu escrevi um pouquinho antes do vendaval? Eu comecei a escrever bem no dia 01/09, quando começou o temporal eu até lembrei do conto… Puxa imagina se eu tenho o poder de tornar real o que escrevo hehehe (#coração de tinta, que o cara le e torna real).
    Muito obrigada pelos comentários, espero que continuem gostando da próxima parte também. Abraços ^^

  • Bruno Vox says:

    esperando o continuação, não li Harry Potter por isso não vi Harry Potter no conto :p

  • Jones says:

    He he he he Ta certo, bem ao estilo coração de tinta mesmo!

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