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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Sep
01
2009

Vitor – Parte Dois

Escritor: Vitor Vitali

vitor-parte-dois

este conto não é recomendado para menores de 18 anos

Pise nos freios. O carro começa a desacelerar naquela rua cheia de luzes coloridas do centro. Muito outros carros vão parando ao longo da rua e abrindo os vidro do lado do passageiro, chamando muitas mulheres, e alguns homens vestidos como mulheres, encostadas no muro com roupas curtas em geral de couro vagabundo.

Ele pode sentir o cheiro do couro pobre e das genitálias daquelas mulheres sem banho. Suas calcinhas fedem a sêmen e suas almas a um longo tempo no inferno. E só Deus sabe que o inferno é a vida para muitas pessoas como aquelas.

Ele abre o vidro e o cheiro da miséria alheia lhe chega mais forte as narinas misturada ao fedor de esgoto que sobe pelos bueiros da rua acentuados por aquela noite particularmente quente. Os olhos percorrem as mulheres pelo muro como que procurando um chocolate que mais lhe agrade em uma vitrine de padaria. Negras, Brancas, Gordas, Travestis, Mancas, Loiras, Morenas, Ruivas, Carecas, Piercings, Tatuagens, Couro, Chicotes, Velas, Pelos, Anal, Oral, Vaginal, Vômito, Merda e muito mais. Quantos sabores, pensava sarcástico e via a si mesmo com vontade de vomitar. Fazer sua contribuição para aquele local fedido.

Alguns mulheres começaram a lhe olhar por muito tempo. Estava ali à alguns poucos minutos, mas não fazia sua escolha logo e isso incomodava as mulheres. Talvez achassem que ele fosse da policia, mas Deus, que policial teria estomago e coragem para arranjar problemas naquele lugar? Homens altos, fortes, carecas e de pau-duro para aquela nojeira se misturavam por entre as mulheres e garantiam sua relativa segurança. Quanto será que ganhavam? 200? 300 à noite? Provavelmente menos, bem menos.

– Quer diversão, seu broxa? – Gritou um travesti por entre as mulheres de verdade, mas tão fedido quanto elas e foi agraciado com um coro de risadas agudas e patéticas.

Ele continuou observando até que seus olhos recaíram sobre uma mulher bonita. Ou provavelmente costumava ser. Seu rosto estava um pouco escoriado e seu cheiro indicava pouco trato de seu higiene pessoal. Sobe a saia curta ele sentia cheiro amargo de cabelo crespo e sêmen seco. Seus seio eram volumosos e bonitos, mas ele imaginava que a causa estava dentro daquela barriga saliente. Três ou quatro meses de gravidez, não sabia dizer ao certo.

– Você – disse ele e apontou para a mulher que pareceu surpresa nos dois primeiro segundos, mas então voltou ao seu olhar de desdem comum, apagou o cigarro Lucky Strike na parede e esfregou o nariz e a boca como que para tirar qualquer sujeira que por algum motivo estivesse ali e caminhou para o carro.

– Cinquenta, parceiro – disse ela se apoiando no vidro. Seu hálito fedia a vômito e vodca barata.

– Tudo bem, entre aí – disse ele abrindo a porta e ela entrou, ele engatou a primeira e saiu com o carro de volta para o trafego.

Sentia a suor emanar daquela mulher, em especial em sua nuca coberta pelo cabelo com o resto de uma chapinha feita no inicio da semana, que grudava lentamente no encosto do banco.

– Motel ou casa? – Perguntou ela sem interesse.

– Casa – responde Vitor.

– Belo carro esse o seu – disse ela.

Sim era bonito. Uma BMW cara e de bom gosto. Sugestão de Vitor dois meses atrás. Daniel não se importava com carros, gostava de usar todo o dinheiro que ganhara investindo na bolsa com livros ou qualquer atividade mais intelectual. Mas Vitor havia voltado, e ele gostava de gastar. Gostava do prazer, da luxuria.

Não leve-a para minha casa, Vitor, ela é nojenta, falava Daniel. E Vitor rebatia, ela precisa de paz bom homem, vamos tira-la desse inferno. Deus é testemunha de que ela merece paz. E Daniel concordava por fim.

Placas voavam pelas janelas da BMW, bem como as luzes de outros carros, postes e vendas ao longo da estrada. Era uma mansão isolada aquela que Daniel havia comprado após a morte de sua esposa, e Vitor não gostava muito dela, mas pelo menos era isolada.

– Você mora bem longe – disse a puta ao seu lado. O cheiro de sêmen tocando as narinas mais forte do que nunca.

– Feche as pernas, por favor – pediu Vitor e ela tendeu parecendo um tanto confusa.

Ele parou de frente ao portão da casa e o abriu com o controle. Adentrou o jardim e estacionou a BMW nova ao lado de alguns carros antigos de coleção na longa garagem.

– Desça – falou ele e trancou o carro com o alarme.

Ele caminhou em silêncio para o quarto de uma das criadas de Daniel, ele a havia despedido recentemente a pedido de Vitor., e a prostituta o seguiu. Ao adentrarem no quarto, ele arremessa a prostituta com força na parede e a ouve dar um gritinho. Suas mãos correm rápido para a calcinha barata dela e a rasga com um puxão. Ela parece assustada, e por estranho que pareça, um tanto excitada. Seus dedos correm pelos lábios da vagina da moça e seu dedo do meio adentra sua cavidade. Úmido e quente em volta de seu dedo. Ele começa a tentar excitar a prostituta, o que em sua mente soa como uma ação sarcástica, mas ele vai em frente. Ela começa a gemer de prazer sob seu controle e a tremer para ele. Ele vai mais fundo e a mulher grita alto de prazer. Seu cheiro mais forte do que nunca, fedida, nojenta. Ele abre a gaveta mais próxima da sua mão livre e retira uma faca de carne. O pescoço da puta está desprotegido pelos cabelos e exposto como que pedindo um corte. Ela geme mais alto e diz que o quer e que faz de graça. Puta estupida, pensa Vitor e Daniel ri.

A faca ruma com força em direção a baixo do umbigo da mulher e penetra sua barriga com força rompendo sua pele, músculo e placenta, acertando o pequeno João com força no crânio. A puta grita e ele retira a faca. Um já fora, faltava mais um. Ele ruma a faca em direção ao seio da mulher e o corta em movimento de serra até que ele saia em sua mão. Ela continua urrando. Ele segura o outro seio e o corta também. Atira os dois no chão. Nem no inferno você vai alimentar esse bastardo, grita Vitor.

Por fim, a faca degola a mulher e ela deixa seu sangue tão fétido quanto sua vagina escorrer pelo chão daquela mansão milionária. Ele limpa a faca na roupa dela e a coloca de volta na gaveta.

Ele deita-se na cama e olha para o teto. Sua cueca Calvin Klein revelando uma mancha de sêmen por baixo da calça. Seu pervertido de merda, grita Daniel rindo e Vitor o acompanha nas risadas. Haha, uma noite daquelas.

Até amanhã, diz Vitor a Daniel e saia caminhando para o fundo de sua cabeça. Daniel se levanta, precisava de um banho. Caminha até seu quarto e entra no chuveiro da suíte. Cheiroso. Limpo. Feliz.


Categorias: Contos,Vitor | Tags: , ,

15 Comments»

  • Bom, eu não incentivo esse tipo de conto aqui no blog. Pois contém relatos que nem todos deveriam estar lendo. Mas é bom ter um aqui só para dizer que ja teve um desses por aqui. =)

  • Bruno Vox says:

    Uia, “sequiso”, eu li. Está muito bom. 🙂

  • Vitor Vitali says:

    Essa história seria um gancho para outra, mas não precisava ser assim, eu que empolguei. Ficou meio… Agressivo. Desculpem qualquer coisa^^

  • Colares . says:

    Eu achei muito bom também.

  • Flávia says:

    Realmente ñ é o tipo de conto do blog, porém gostei da maneira de Vitor levar a estória, nessa segunda parte, talvez por insistência dele em falar o tempo todo em odores faz o texto desenvolver uma sinestesia desagradável. Objetivo alcançado, certo? =]
    Confesso que esse intervalo de tempo para publicar a segunda parte seguido desse aviso em relação a faixa etária despertou uma maior curiosidade.
    Enfim, parabéns Vitor Vitali, seu insano =D

  • Hehe.. é legal.. mas por favor pessoal, me ajudem e não enviem contos desse tipo. =)
    — E realmente ficou bem “disgusting” esse contos com todos esses odores! =)

  • Vitor Vitali says:

    É, essa era idéia. Mas não vou escrever mais nada assim, não me agrada. Fiquem tranqüilos. A última parte é a final e já está escrita, essa é simpática de ler^^

  • Vou ler agora…lembro que estava curiosa para saber a continuação… porém vou dar uma breve olhada no primeiro para “recordar” =D

  • Uma palavra: Argh. Uia meu, credo! Isso foi muito nojento… Tipo, acho que até certas partes parecem verídicas hehe, Vitor você visitou algum lugar desses e sentiu tanto nojo para querer se revoltar de tanto nojo? Argh, só me vem isso em mente, quando começou a parte da faca começou a até dar calafrios… não que me importasse com a história… mas me senti na pele da rapariga…. Ah chega… No more coments. Prefiro Baralho do Gato hehehe foi meu preferido do Vitor até agora.

  • Repeti tanto nojo duas vezez seguidas acima.. acho que o tanto nojo ficou impregnado em minha memória nitidamente.

  • Vitor Vitali says:

    Não, nunca visitei nem um lugar desses^^ Mas eu suponho que seja nojento dessa forma. E meu preferido também é Baralho do Gato 🙂

  • Pandion says:

    Interessante ver como a mente fantasia uma situação.

  • Renan says:

    Impressiona pela descrição dos detalhes. Bem feita.

  • Muito impressionante… to achando que o Vitor fez pesquisa de campo! 😀

  • Vitor Vitali says:

    Vamos mudar de assunto. ahaha to brincando, ja disse que não fui, e nem posso^^

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