O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

>> Confira outros textos de The Gunslinger

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

Sep
10
2009

Wulfgaard ‘Bjorn’: A saga de um guerreiro – Parte 4

Escritor: Gabriel Cunha

a-saga-de-um-guerreiro

Prólogo – Continuação

Eirik sem saber do ocorrido entrou na tenda e pediu permissão para falar.

– Pode falar. – Disse Wulfgaard.

– Johan. A mulher saxã deseja falar com você.

– Que mulher saxã é essa? – Dando um soco na mesa, Koll se levantou. – Estavam escondendo ela de mim seus porcos?

Com esse insulto Koll criou um alvoroço entre os nossos homens e os seus. Xingamentos eram dirigidos das duas partes, alguns homens empunhavam espadas e outros já trocavam socos. Então Wulfgaard impôs o seu poder.

– Já basta! – Wulfgaard deu um brado e com um machado que estava nas mãos de um homem próximo a ele, deu um golpe na mesa de carvalho que fez com que ela rachasse ao meio.

– Você! Seu verme filho de uma vaca! Não venha aqui beber da minha bebida, revistar a minha aldeia atrás de uma mulher que você não soube domar e por fim insultar a mim e aos meus homens. – Wulfgaard estava com o espírito de guerra falando mais alto.

– Como ousa tratar assim o meu filho? – Ulfrik teve que falar pelo filho. – Vocês todos que são iguais à bosta que eu cago! Estão pedindo para morrer!

– Tente a sorte velho. – Wulfgaard encarava Ulfrik. – Estamos em maioria e mesmo que eu morra os homens que aqui estão, irão fazer com que você pague caro.

Tudo estava indicando que haveria uma matança ali naquela manhã. Nenhum dos dois lados aceitaria ser insultado e ficar por isso mesmo. Mas por causa de uma pessoa, a carnificina não aconteceria. Pelo menos por hora.

De início não notei que quem estava vindo era a mulher que encontrei aquela noite. Aquela figura suja e feia já não existia mais. Ela vinha com um vestido branco até os pés e mangas compridas, seus cabelos que antes estavam sujos e embaraçados, agora formavam uma grossa trança que caía pelas costas. Agora pude ver seu rosto e quase sentir a textura de sua pele. Ela estava séria, olhando fixamente para mim, mas não demonstrava medo algum. Possuía lindos olhos azuis, lábios bem desenhados e volumosos. Sua beleza era tanta naquela manhã que parecia uma princesa. E como a maioria das pessoas, era mais alta que eu, mas não mais que um dedo. Não falei nada ainda, mas sou bem mais baixo que a média dos homens do norte. Dizem que não cresci mais porque meu pai não seguiu corretamente os sacrifícios para Odin. Seja o motivo que for isso nunca me impediu de ser um bom guerreiro. E isso, eu sabia que era.

– É ela! A prostituta saxã que fugiu! – Koll estava de pé apontando para ela. – Hoje você vai ser domada minha égua xucra. – Nisso segurou-a pelo braço e a puxou para perto dele.

– Ainda não verme desprezível. – Wulfgaard queria sangue. – De quem é esta mulher?

– Essa mulher e minha! Eu que a encontrei nas minhas terras! – Koll reivindicava a posse de Ailith

Ele a tratava como um pedaço de carne. Apertando, cuspindo e humilhando a mulher mais bela que eu já pude contemplar. Ela olhava para mim. Parecia saber que eu teria que intervir. Então, já sabendo que esse seria o meu destino e não teria como fugir dele – nem queria fugir. – fui lutar por ela.

Levantei-me de onde estava e falei alto e em bom tom para que todos ouvissem.

– Essa mulher está sob os meus cuidados, e só irá sair daqui se minha espada falhar, meu escudo rachar e meu espírito tombar.

– Olha como fala comigo! Vai morrer por causa de uma prostituta! – Koll me encarava.

– Para mim, você é apenas um monte de bosta com uma mulher em uma mão e uma espada na outra. – Disse rindo.
Novamente o alvoroço. Homens bêbados e de espada nas mãos nunca davam uma boa coisa.

– Silêncio seus bastardos! – Mais uma vez Wulfgaard se impôs sobre nós. – Vermezinho… Johan quer um combate homem a homem pela posse da mulher. Aceita ou desiste?

– Não acho que essa prostituta valha o gume de minha espada ou uma lasca de escudo. – Koll falou na defensiva.

– Eu já sabia que você era uma bosta. Agora, uma bosta que desiste sem lutar… Nunca conheci uma bosta covarde. – Falei escarnecendo.

– Pois bem seu porco, teremos uma luta. – Koll desembainhou sua espada. – Só você e eu.

Nosso costume para combates era de formar um quadrado no chão com galhos de aveleira, porém, como não tínhamos os galhos, o quadrado foi feito com espadas mesmo.

– As regras serão as seguintes – Wulfgaard seria o intermediário do combate. – cada homem deverá lutar sem malhas, com a própria espada e direito de três escudos. O vencedor fica com a mulher e com as armas do derrotado. De acordo?

– Sim. – resmungou Koll.

Apenas confirmei com a cabeça, e lá estava eu. Não sentia medo, pois já tinha enfrentado várias batalhas e combates homem a homem. Mas esse era diferente. Eu só conseguia pensar nela. Seu rosto estava em minha cabeça e por mais que eu tentasse não vê-lo, o esforço era em vão.

O quadrado foi armado bem no centro da aldeia. Em volta estavam todos os homens e mulheres que se encontravam lá. Atrás de mim estavam meus onze companheiros e próximo deles estava Ailith. Nunca me senti intimidado por uma mulher, mas ela me deixava desconfortável. Parecia querer me dizer algo com o olhar, como se quisesse que eu ganhasse, mas acho que era apenas excitação antes da luta.

Koll era mais alto e mais forte que eu, mas eu sempre soube que isso não determinava uma luta. Atrás dele estavam os quatro homens e seu pai. Eu não entendi porque os quatro homens gritavam tanto incentivando Koll a me matar e dançar sobre o meu cadáver. Parecia que ele nunca tinha feito um combate assim na vida e precisava de todo apoio possível. Koll olhava para mim com um leve sorriso no rosto, e já com espada e escudo empunhados, apontou sua espada na minha direção e disse.

– Pronto para sentir o gosto do aço de Corta Cabeças? – que era sua espada.

6 Comments

RSS feed for comments on this post.


Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério