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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Oct
27
2009

A fera de Los Padres – Parte 2

Escritor: Renan Barcellos

a-fera-de-los-padres

– Eu sabia que não deveríamos ter chamado essas garotas medrosas, olha só o quanto nos atrasaram! – brincou o ruivo, que estava mais a frente.

– Roger, de nada serviria essa viagem se apenas um bando de cuecas tivesse vindo. Se é que me entende… – Respondeu, com um sorriso, um moreno que andava abraçado com uma loira. O rapaz fazia o tipo: “jogador de futebol machão”.

Denzel soltou um “ai” no instante em que o beliscão de Sarah, a loira o qual estava abraçado, cumpriu o seu papel de repreendê-lo e irritá-lo.

– O que você quis dizer com isso, mocinho?

Alguns dos rapazes riram da loira, porém, sem dizer o que ela provavelmente já sabia, afinal, quem não teria entendido? Limitaram-se a olhar uns para os outros como os idiotas que deveriam ser e a gargalhar.

– Gente… Nós não deveríamos acampar? – Perguntou Rowena cautelosa, temendo alguma resposta particularmente maldosa – Pelo menos era o que guia do viajante di…

A garota não pode completar o que dizia, pois foi violentamente interrompida por um dos seus companheiros, um rapaz que bebia, pelo gargalo, uma garrafa de alguma espécie de aguardente, como se achasse que isso significava que suas bolas eram maiores que as dos outros. Paul era seu nome.

– E é “exatabente” por isso que ninguém quer comer essa fresca… Por que “nóis” trouxe ela para cá mesmo? – gritou.

Paul estava começando a ficar embriagado, não que ele fosse muito agradável quando sóbrio, mas, idiotice tende a piorar de modo exorbitante quando acrescida de álcool. Somando tudo isso a um grupo em uma mata, pode levar a causos “fodidamente” desastrosos.

– Ela veio com a gente porque é nossa amiga, babaca, diferente de você que teve que ameaçar falar para nossos pais o que a gente ia fazer e por o Denzel estar “te devendo uma”. Essa bosta de honra masculina. – Margaret suspirou – Seria tão interessante se você pisasse num maldito ninho de “Yellow Jackets”.

– Vou fingir que não escutei o que você disse, minazinha – deu mais um gole em sua cachaça – E afinal, o que diabos é “Yellow Jacket”?

O sétimo integrante desse pequeno conto de horror finalmente se pronunciou. Havia ficado calado até este instante, talvez não quisesse estar onde estava, ou talvez fosse apenas um medroso ou ambos. Eu apostaria nesta terceira opção.

– Yellow Jacket é um tipo de vespa. Uma bem sinistrona. Se ela picar sua perna você fica sem andar por uma semana… dizem. – fez uma pausa – Elas fazem ninhos no chão, como esse ai que você quase pisou – apontou.

Paul virou-se para o sétimo do grupo, que estava mais atrás, com uma cara mista em asco e surpresa, o que o tornou ainda mais feio. Depois voltou-se novamente para os outros, falando:

– Tudo bem, tudo bem, entendo a mal-comida ter vindo. “Bais” por que diabos esse nerdzinho teve que vir, aliás, porque um tipinho como ele quis vir com a gente?

– Ulric veio porque ele é a porra mais próxima de um guia que arranjamos… E, na verdade, ele NÃO quis vir… A vinda dele foi acertada entre ele e o Denzel. – Roger falava enquanto saltitava ao lado de Margaret, certamente tentando manter algum estilo idiota de “não estou nem aí para nada”.

– É como o Roger falou, Paul, eu e ele temos um pequeno… Acordo… – disse o valentão enquanto estralava os dedos da mão, a que não estava na bunda de sua namorada, no próprio rosto.

Com o rosto vermelho de raiva, Rowena se preparou para esbravejar com todos. Podia ser meio mole, mas pelo menos era justa, de todos ali, talvez fosse a única que não merecesse o que estava destinada… Que se fôda, todo mundo morre um dia mesmo… Como eu…

– Vocês são idiotas ou o que?! Vocês ameaçaram o garoto, isso é Bullying!

– Calma, calminha Rowena, eu até que ameacei, mas depois dele saber quem vinha ele preferiu vir também, não queria que alguém daqui se machucasse por causa de alguma merda que fizéssemos na floresta, algo assim.

– Olha só, mal-comida, aposto que é em você que ele ta ligado. E parece que esta preocupado que você seja “estruprada” por algum urso ou algum outro animal qualquer.

Tudo se passa bem devagar, mas, quando as coisas começam a ir de mal a pior… Bem, tudo acontece bem rapidinho…

– Você é nojento, Paul – suspirou Margaret.

– Eu, nojento? – “Chamem o veterinário que o porco deu sinal de vida!” nesta hora Paul soltou um potente arroto – Nojentas são vocês, que parecem até que gostariam que todo mundo fosse que nem o nerdzinho. Olha aqui o que eu faço com essa bichinha.

Paul virou-se de supetão e pulou em direção à Ulric. Mesmo estando um tanto quanto grogue, teve rapidez suficiente para, como o covarde que era, acertar de surpresa uma garrafada no desavisado rapaz. Por sorte, o golpe não fora realizado com maestria, e a arma improvisada, que visava a têmpora do primogênito dos Connor, acabou por atingir o lado da testa do rapaz, em um golpe horizontal.

Não preciso dizer que a porra da garrafa quebrou, cortando a testa do garoto e fazendo escorrer uma porrada de sangue. Enquanto todos olhavam atônitos para aquela cena, o lado direito do rosto de Ulric era coberto por seu flúido vital.

O rapaz atacado, desesperado, tentou, muito mal e porcamente estancar o vazamento com as mãos, mas não foi lá muito bem sucedido. Enquanto todos estavam parando de andar e ficando preocupados com Connor, ouviu-se um som seco, como um estalo. Rowena havia estapeado Paul, e parecia mais irritada… Pelo menos não é só TPM que deixa mulher irritada, não é mesmo?

– Filho da puta! Você podia ter matado ele, “tá” maluco é?!

O bêbado colocou a mão no rosto. Obtuso como era, não tinha percebido ainda o que ocorrera, só quando colocou a mão sobre a face e sentiu a quentura de seu sangue a se agitar que o estúpido percebeu o que tinha acontecido. Então, em um ápice de covardia, deu um soco no nariz da garota, derrubando-a no chão.

A garota ficou se debatendo, na certa nunca tinha apanhado na vida, quanto mais quebrado o nariz. Estava tão em pânico quanto Ulric deveria estar, afinal, seu rosto também estava ficando apinhado de sangue.

– Isto é para “cê” aprender a nunca mais “levantá” nem a “vozi” “pá” mim, “buta”

– Roger, Denzel, façam alguma porra para parar esse maluco!  – gritava Margaret histérica diante de ver a amiga ser esmurrada.

Denzel estava farto de toda aquela loucura. Achou que realmente não foi uma boa ideia chamar o Paul. Tudo bem que ele era meio doido, mas nunca pensou que ia dar naquilo tudo, naquela tremenda merda. Pois bem, o jogador de futebol americano estava disposto a acabar com aquela palhaçada toda. Ele andou rapidamente em direção ao colega pirado e colocou a mão no ombro deste, tentando conseguir impulso adicional para que seu soco saísse com uma potência melhor. Bem… Teria dado certo… Se tudo não tivesse dado errado.

Lembram da combinação idiotice mais álcool mais floresta? Pois é, acrescentem nesta equação a Glock 18 do pai e verão o que realmente é uma catástrofe.

Isso mesmo que devem estar pensando. Por algum acaso do destino travesso, Paul conseguiu ser mais rápido do que Denzel. E antes que esse terminasse de levar a mão para trás, preparando seu soco, o beberrão se virou, já com a arma nas mãos… “PÉI”… E agora Denzel tinha uma bala calibre 9mm em seu estômago. Como ele apenas tirava uma de valentão, logo entrou em choque, deu uns passos trôpegos e vacilantes para o lado antes de perder o controle das próprias pernas e ir de cara ao chão, do ladinho de um ninho de Yellow Jackets.

Houve aquele clássico minuto de silêncio entre o som do tiro e o barulho do corpo ao chão. É exatamente neste instante que os gritos dos sobreviventes começam, principalmente quando duas mocinhas, já afoitas, estavam presentes. Roger preferiu se incluir entre as garotas e simplesmente se desesperar, sua macheza e “não tô nem aí pá nada, rapá” havia desaparecido completamente. Os três teriam corrido no mesmo instante, mas, Paul, percebendo a cagada que havia feito, não quis perder ninguém de vista e apontou a arma para eles, dizendo a frase que todo bandido deve decorar antes de começar sua carreira no crime.

– “Biquem” todos quietinhos que “guém” se machuca.

6 Comments»

  • Muito Renan, os dialogos estão legais, a ambientação também. Não deu para colocar tudo agora… agendei mal isso. A terceira parte vai demorar um pouquinho para entrar 🙁 …foi mal.

    Mas o conto ta legal .. estou na espera da continuação =)

  • Jones says:

    Tenho de ler a outra parte, acho que hoja ainda leio quando chegar ao trampo. Mas pelo que o pessoal disse na outra parte, a coisa ta bem legal.

  • Hehehe.. a sacanagem que eu “estou na espera da continuação”, mas tenho ela em meus e-mails! =)

  • E.U Atmard says:

    Muito bom Renan, está com óptimo aspecto. Ainda estou para perceber quem ou o quê fez aquilo aos jovens, mas eu espero. Eu espero…

  • Andrey Ximenez says:

    Ta bem envolvente a história Renan. E principalmente pq parece q a história está sendo contada por um narrador póstumo neh? ou não, xD

    =D

    Curti a idéia

  • RenanMacSan says:

    Opa, não sabia que a continuação já tava aqui.
    hmmm… ficou uma mistura de abrasileiramento com americanização. Por exemplo falar em bolas maiores que a dos outros é expressão bem americana.
    E tem partes abrasileiradas que não estão legais, por exemplo “nóis”, isso é uma expressão escrita, nunca poderia aparecer num diálogo, pois na fala não há diferença entre “nós” e “nóis”. Mas gostei da continuação

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