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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Oct
08
2009

Conto Pirata de Isadora Rocha – Parte 3

Escritora: Fernanda Rodrigues

pirataria-galeao

Os quatro guerreiros, usando armaduras reluzentes não pareciam com nenhum outro ser humano que já vi em minha vida. Suas orelhas eram muito grandes, projetando-se para cima e terminando em pontas; eram imberbes, com a pele cor de areia e tinham longos cabelos prateados. Mas o que mais me impressionou foram seus olhos, que pareciam o céu à noite, quando está totalmente negro e repleto de estrelas. A imagem deles inspirava um profundo respeito, ao mesmo tempo em que evocava uma emoção que surge quando vemos algo de rara beleza e delicadeza. Era como se estivesse vendo anjos ou coisa parecida. Um deles disse que aguardavam a nossa chegada e que preparativos haviam sido feitos. Talvez, em outras circunstâncias, eu poderia ter dito algo ou questionado quando pediram para acompanhá-los, mas fui tomada por uma irresistível curiosidade em ver de perto como era o lugar onde aquele povo vivia.

Foi uma caminhada curta até o momento em que eles pararam e sussurraram algumas palavras. Fiquei atônita quando uma parte da terra se abriu, revelando uma escadaria de pedra. Ligeiramente hesitante, desci os degraus e uma fraca luz permitiu que eu observasse intrigantes sinais gravados nas paredes, que se assemelhavam a algum tipo de escrita. A luz se tornava mais forte na medida em que descíamos, e chegamos a um extenso e estreito corredor, com suas paredes cobertas pelas mesmas inscrições, e o percorremos quase até a exaustão e sem dizer uma só palavra. Ao final do percurso, sussurraram novamente algumas palavras, desta vez fazendo com que toda a parede de pedra à frente se movesse em blocos que abriam rapidamente para os lados, encaixando-se uns nos outros e revelando um portal dourado totalmente entalhado com as inscrições e através do qual não se podia ver nada, apenas escuridão. Mas, ao atravessarmos, tive a sensação de chegar a um lugar divino.

Era um espaço aberto, com o sol iluminando centenas de edificações fixadas aos paredões rochosos como se fizessem parte deles, em perfeita harmonia com toda a natureza do lugar. Um grande rio de águas calmas passava no meio daquela cidade e havia pontes trabalhadas artisticamente. Tudo cintilava e um aroma suave e extremamente agradável permeava o lugar. Muitas pessoas semelhantes aos nossos guias e salvadores se ocupavam com seus afazeres e o que parecia ser uma grande praça se encontrava decorada com flores. Senti-me em êxtase, como se tivesse acabado de entrar no paraíso.

Dirigimo-nos à praça central, e eu admirava cada detalhe do caminho. A maior mesa que já vi estava posta com uma fartura inacreditável. Toda a agitação por que passamos até aquele momento não nos permitiu pensar em nossas necessidades. Assim que o cheiro dos alimentos alcançou minhas narinas, todo o meu corpo se lembrou que estava praticamente oco, pois não havia comido ou bebido até então. Devorei a comida como se nunca tivesse me alimentado antes, sentindo toda a sorte de maravilhosos e exóticos sabores invadirem minha boca. Um homem com as mesmas características de todos os outros subiu em um palco no centro da praça. Com uma voz poderosa, que ressoava por todo o ambiente, nos deu as boas-vindas e falou sobre o lugar.

De tempos em tempos, forasteiros vindos de toda a parte chegavam àquele lugar através do mar, e a mesma forma de recepção, organizada pela Cúpula, era realizada. A Cúpula era um grupo formado pelos mais antigos e era responsável por comandar o lugar e manter a ordem. Não havia conflitos ou qualquer tipo de crise, pois a Cúpula tomava as providências necessárias manter as coisas dessa forma. A chegada marcava o final de um ciclo e o início de um processo de transformações que seriam permanentes. Uma espécie de magia fazia com que todos se tornassem iguais, não importando suas características antes de chegar lá. Ali, ninguém envelhecia e raramente morria. Os ferimentos cicatrizavam quase instantaneamente e não havia doenças. Ele terminou seu discurso dizendo que ele, em nome da Cúpula, desejava que todos fossem bem recebidos, já que ali permaneceriam e se tornariam novos cidadãos.

Pela primeira vez na vida pensei estar absolutamente segura, pois havia pessoas para cuidar de mim e me proteger. Não precisaria mais lutar, não precisaria mais ter medo ou passar fome. Nunca mais seria violentada, qualquer que fosse a forma de violência, e nunca mais perderia alguém que amo. Nunca mais sofreria. Aquele era realmente um lugar mágico, onde tudo parecia perfeito. Mas algo me inquietava, e fiquei irritada comigo mesma por me sentir assim.

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