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Oct
30
2009

Fumaça e Sombras

Escritor: Vitor Vitali

fumaca-e-sombras

Inspirado em um conto de Tatiana Vargas

As cinzas ainda acesas caem da ponta do meu cigarro sobre o tecido rosa-desbotado do sofá. Não me dou ao trabalho de apaga-las e após uma ou duas baforadas, ela apagam-se sozinhas sem deixar marcas. Pela janela da sala entra luz neon da placa do Motel à frente, alternando entre vermelho e amarelo e fazendo aquela sombra rodar pela sala. Aquela sala… aquela sombra… uma sombra cheia de memórias e sonhos.

No quarto haviam documentos que mostravam o nome da garota e as cartas de seus amigos de Nova Iorque confirmavam. Em um quadro de metal na parede oposto a da cama, fotos mostravam que ela não havia sido criada aqui, e as contas do prédio diziam que havia se mudado a apenas dois anos. Dois curtos anos para quem já viveu muitos mais, mas para ela, deve ter passado-se uma eternidade.

Na penteadeira, a escova ainda possuía fios dourados de seu cabelo loiro. No espelho, uma foto em preto e branco de Marilyn Monroe e muitas outras de pássaros. Hum… pássaros… havia muitos por todo o apartamento. Na geladeira em seus imãs, na estampa do abajur apagado ao meu lado, na capa do box do banheiro, em algumas roupas. A garota adorava pássaros, talvez ela quisesse voar também.

Vermelho; Amarelo; Vermelho; Amarelo… A fumaça do meu cigarro sobe no ar em espirais e tomam a cor que o neon projeta. Não quero acender a luz, prefiro aquela iluminação psicótica. A iluminação que ela costumava ver todos os dia e que ainda agora resplandece em sua fria e branca pele.

Em minhas mãos, uma carta do teatro Tree Birds recusando ela para o último elenco da última peça da temporada, tão semelhantes com as muitas outras cartas que estavam na ultima gaveta, na parte de trás, e que diziam as mesmas palavras Havia algumas cartas de namorados dizendo o porque terminavam. Alguns diziam que não poderiam faze-la feliz, outros diziam que não estavam se dando muito bem, e alguns poucos sinceros falavam que tinha interesse em outras pessoas, ou pelo menos interesse na possibilidade de encontrar alguém melhor.

A conta de gás me sussurrava que nada eu poderia fazer naquela cozinha além de conseguir alguma comida estragada ou uma cerveja quente na geladeira, se eu assim quisesse.

Pobre garota. As cartas de seus pais dizendo que voltasse quando desejasse eram bonitas de se ler. Alguns meses depois, no entanto, havia chegado uma de sua mãe dizendo que seu pai morrera. Outras de parentes diziam que sua mãe também havia morrido dias depois, de tristeza.

Me pergunto se ela chorou. Não sei ao certo se a maquiagem sobre a penteadeira era para esconder as olheiras de choro ou as causadas por aquela seringa escondida no fundo da primeira gaveta. Talvez ambas? Como se de fato eu não soubesse.

Meu último cigarro se apagou. Era hora de voltar, me levantei da poltrona e caminhei até a porta. Peguei a minha pá, que lá estava encostada e dali saí.

Dei uma última olhada na sala onde a sombra girava. Olhei para o teto e lá estava um grande ventilador que rodava lentamente; nele estava amarrada uma corda, e na ponta da corda em um nó de forca estava ela.

Pobre garota, queria voar.


Categorias: Contos,Contos da Taberna | Tags: ,

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