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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Oct
12
2009

Navegando no Pensamento

Escritor: Vinicius Ferreira

navegando-no-pensamento

Cony estava perdido. Perdido em seus próprios pensamentos. Pensava em quem queria, em quem não queria, pensava a todo instante. Seu mundo era pensar. Excluía-se e pensava, refletia, imaginava. De tanto pensar começou a criar novos mundos.

Dia estava em Zélios, dia em Sazão. Sempre viajando, sempre imaginando. Dia estava no mar, dia no ar, dia no chão. Em seus outros mundos o tempo parava. O sol raiava.

À noite, chegavam as luas, eram duas. Rodavam, brilhavam. Cony sonhava.

Não tinha um mundo fixo. Seu mundo não existia. Cony não interagia. As pessoas da Terra o olhavam com outros olhos. “Veja o lunático, viajando pelo pensamento”. Mas Cony não ligava, nem mesmo escutava, estava em outro lugar, onde ele gostava de estar.

Na sua mente vidas nasciam, morriam. Cony tinha suas histórias, claro que todas eram mentiras. Mas aos olhos dele, tudo era a mais pura verdade. Monstros, fadas, gnomos. Animais, plantas, pedras falavam. Com todas as maravilhas do pensamento Cony nem ouvia. Quando ouvia era só o que queria.

A vida dele mudou. O tempo passou, o pensamento ficou. As histórias mudavam. E lá fora, a Terra rodava, girava. Ele não sabia. Seu mundo se limitou a seus pensamentos. Ficara cego para a realidade que, de repente, foi substituída. Seu mundo fácil e perfeito que há anos existia já não se encaixava com a sua idade, para os outros ele já era uma anomalia.

E sem perceber, ele envelheceu. Não se casou, não namorou, sua mãe morreu. Enquanto isso, Cony corria pelo campo de flores onde, durante um longo tempo, permaneceu.

Foi lá, no campo de flores, onde estava quando fantasiou pela última vez. Corria por entre as pequenas flores brancas que voavam ao seu passar. Ao longe, os pinheiros dançavam no ritmo do vento. As nuvens brancas caminhavam no céu. A brisa úmida acariciava seu rosto, estava maravilhoso. Mas tudo foi escurecendo e desapareceu. Cony morreu.


Categorias: Contos | Tags: ,

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