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(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

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Oct
27
2009

Nove – Capítulo Dois

Escritor: Vitor Vitali

nove-capitulo-um

Brasília, Quarta-feira, 05 de agosto de 2009 pelo falso calendário, Lua Nova.

Cinco estava no banco do motorista e dirigia seu próprio carro em direção à fazenda de Salomão, meu falecido amigo. Deixei meu carro no estacionamento subterrâneo do departamento e adentrei nesse carro com Cinco, que pela hierarquia do D.E.I.S., seria meu “chefe”, e com o homem conhecido agora por Gabriel, mas que um dia, em outras vidas, eu havia chamado de Um. No entanto, Cinco também não usava mais esse nome, era chamado, e constava em sua ficha o nome de Bourbon.

–Sabe, Nove, fico feliz que tenha entrado – disse Um coçando o bigode branco. – Já não te via a muito anos.
–Estava com saudades? – Pergunto.
–Certamente – ele responde.
–Você sempre foi um fresco – digo a ele e ele sorri.

Cinco vai rumando o carro para os arredores de Brasília e cantarolando alguma música do século dezesseis, até que duas horas depois chegamos a porteira da fazenda.

XXX

Os corpos continuavam caídos no mesmo lugar, e me surpreendia que ninguém havia notado a ausência daqueles dois defuntos; ao que parece meu amigo não tinha muitos amigos. Um está ajoelhado ao lado dos corpos de olhos fechados e eu sinto a súbita vontade de incomoda-lo, mas o olhar severo que só Cinco sabia fazer estava sobre mim, e me controlei.

–Não há nada aqui – disse Um. – O que quer que estivesse já se foi.
–Eu havia dito – digo a ele.
–No entanto, há três rastros diferentes – diz ele e se levanta.
–Então são três demônios? Menos do que eu achei que fosse – diz Cinco.
–Podemos acha-los? – Pergunto.
–Ainda tem a cruz que emprestou a Cinco, Nove? – Ele me pergunta e eu a entrego.

Um a observa por alguns segundos e começa a andar pelo milharal. Cinco olha para mim sorrindo como quem diz “eu disse que ele poderia ajudar” e então seguimos Um. Andamos por cerca de cinco minutos e Um para súbito, olha para o chão e começa a cavar. Eu e Cinco o ajudamos e após algum tempo encontramos a não muito fundo, três objetos diferentes: um peão de xadrez, uma moeda e um maço de cigarro vazio.

–Sua vez, Nove – diz Um e me entrega os três objetos sem muita conversa. Não era a primeira vez que faríamos aquilo e algo me dizia que não seria a ultima.

Então eu os guardo no bolso da blusa e observo Cinco desenhar vários símbolos na terra a nossa volta enquanto Um senta-se na terra do milharal e fecha os olhos, buscando a concentração que eu nunca pude ter. Tiro os nove anéis dos dedos da minha mão e os guardo no bolso da calça, então retiro os objetos que haviam sido desenterrados do bolso da blusa, o peão, o maço e a moeda e os seguro na palma fechada da mão esquerda.

Não demora muito e sinto os três demônios em minha mão; cada um dentro de seu próprio objeto. Não eram fortes, nem velhos, mas os três juntos conseguiram arruinar aquela plantação e depois de algum tempo, eu diria um mês ou dois, conseguiram finalmente encorporar em meu amigo e seu filho e os matar. No entanto, comigo seria mais fácil, eles poderiam me possuir assim que eu deixasse, e após olhar bem para as faces retorcidas de cada um eu os deixo entrar um de cada vez, e como era preciso, tento extrair informações dele enquanto os recebo.

–Você irá pagar, Nove! Irá! – Diz a voz do demônio do peão utilizando minha boca.
–Ele nunca se esqueceu de você! Nunca! – Diz a segunda voz, a do maço de cigarro.
–Morra, Nove, Morra! – Diz a voz da moeda.

Então Um abre os olhos e me olha fixamente. Em meus olhos, ele vê as três cores diferentes se somando. Sinto os demônios tentando mexer minhas pernas para eu sair correndo e dessa forma eles poderem fugir, mas é fácil controla-los, afinal são apenas três.

Um então estende a mão direita em minha direção e sem pronunciar nada eu sinto os demônios sendo arremessados de mim um a um como se um ariete gigantesco de pura energia atingisse meu corpo. E um a um eles caem na escuridão. Um quebra os três objetos em minha mão, sem toca-los, em todo esse processo, e se levanta.

–Acabou – diz ele e sorri.

No entanto, eu e Cinco ficamos em silêncio.

–Diga, Nove – fala Um. – Porque eles pareciam te conhecer?
–Não sei – respondo e não minto.
–Ao que parece – começa Cinco a falar -, eles mataram seu amigo para afeta-lo.

Não respondo e ninguém fala mais nada. Entrego os objetos quebrados a Um, que os guarda. Maldito exorcista nato, sempre faz parecer que para ele foi fácil fazer aquilo sem pronunciar ao menos uma palavra.

–E você sabe que foi – diz Cinco.
–Vão para o inferno, vocês dois – digo e saiu andando para voltar ao carro. Eles me acompanham.

XXX

Minutos depois, enquanto voltávamos para Brasília a voz rouca de Cinco recomeça a falar.

–Acredito que concordamos que algo maior que aqueles três demônios está querendo te prejudicar, Nove. Mas também acho que concordamos que três objetos amaldiçoados não se enterram sozinhos.
–Talvez seja importante usar dessa vez um recurso que você não conseguiria sozinho, Nove – diz Um. Maldito D.E.I.S….

–Ligue para Marcos, Um – diz Cinco. – Precisamos que alguém tire as digitais desses objetos.

Um saca o celular de seu bolso e digita alguns números. Conversa com Marcos e desliga.

–Nove – chama Um. – Esquecemos de dizer…
–O que? – Pergunto.
–Dois se casou novamente – completa Cinco.

Então eu fico calado, e o carro segue seu rumo. No entanto, quem quer que seja esse Marcos, vamos ter problemas um com o outro.

Em minha mente, um poema escritos muitos e muitos anos atrás recomeça a reverberar e os dizeres “Sempre te amarei” ecoam juntos.


Categorias: Contos,D.E.I.S.,Nove | Tags:

19 Comments»

  • Esse grupo é parecido com um ka-tet.

    O conto a primeira vista aparenta ser pequeno, mas lendo ele, é bem denso. Gostei, sei que ja tem continuação. Quando postar ela, re-leio desde o início.

  • Jones says:

    Muito bom, gostei do conto, mesmo achando estranho essa coisa de Um, Dois, Cinco, Nove, he he he he, me fez lembrar MIB e seus J, K, M. Gostei, este grupo de Brasilia ficou bem diferente do RS e do SP. Isso é o que eu queria, grupos diferentes, histórias diferentes, lendas e estilos mais diferentes ainda.

    Que o D.E.I.S. ganhe mais e mais terreno. Cadê os outros estados????? SC???

  • Hehehe.. senti uma cobrança nesse SC! Calma galera, tenho que organizar muita coisa antes de voltar a escrever efetivamente.

    Também achei estranho os números/nomes =)

  • Jones says:

    Que graça teria se eu não pudesse te sacanear he he he he he he

  • Isso ai é cobrança pelas vezes que eu peguei no seu pé com o negócio de ser gaúcho! =D

  • Jones says:

    Tchê, pra isso eu nem ligo mais he he he he, teve uma época que ficava fulo por causa das piadinhas, mas agora, he he he he.

  • Vitor Vitali says:

    É, ficou diferente dos outros estados. Tomei a liberdade de botar seres de certa forma sobrenaturais caçando outros seres. Sindrome de Fã de Hellboy, espero que o Jones não tenha se importado 🙂

  • Vinicius Machado says:

    A cara as piadinhas são engraçadas xD(também spu gaucho) mas quando exageram eu mando lerem um texto do Arnaldo Jabor! xD simples

  • Jones says:

    He he he, esse é bala Vinicius.

    @ Vitor: Cara o projeto é para isso mesmo. Pro pessoal soltar suas idéias e extrapolar, por isso não coloquei nenhum limite na coisa, sendo um departamento que caça coisas tá valendo!

  • E.U Atmard says:

    Jones, e o que acharia de uma D.E.I.S de cá? Eu não estou muito a par do projecto, mas numas horas leio os contos todos e percebo o estilo…

  • Vinicius Machado says:

    Po! seria legal um departamento da D.E.I.S. em Portugal!(eu acho pelo menos)

  • Vinicius Machado says:

    Ah! Vitor, muito bom o conto! curti bastante esse estilo!!

  • Jones says:

    Olha Atmard, eu adoraria ver como ficaria um Departamento Lusitano, só não sei como funciona a policia por aí, mas vc dando uma olhada cara eu adoraria ver o projeto cruzando o oceâno!!!

    Abraços carinha.

  • E.U Atmard says:

    Preparado, vou começar a escrever o meu conto da D.E.I.S . Depois envio para o Jones, para ver o que ele acha, e se tudo correr bem peço ao Guns para publicar

  • Jones says:

    Ótimo Atmard, legal mesmo, o D.E.I.S. esta prestes a virar internacional, maça pra caramba.

  • O ONE vai sofrer uma re-estruturação… vai demorar um pouco ainda… mas esse tipo de projeto, como o D.E.I.S terá lugar reservado! =)

  • E.U Atmard says:

    Já estive na recruta, pode ser que outro escritor se junte ao projecto. Ainda não sei…

  • Jones says:

    Muito bom Atmard, o conto que enviaste ta muito bom, ei Guns, tu vai tremer com um dos personagens huahauhauhauhauahuah, Portugal tem seu Departamento e uma boa explicação para isso. E o D.E.I.S. só cresce he he he he.

  • Opa.. fiquei curioso agora! =)

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