O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

>> Confira outros textos de The Gunslinger

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

Oct
29
2009

Nove – Capítulo Três

Escritor: Vitor Vitali

nove-capitulo-um

Brasília, Sexta-feira, 07 de agosto de 2009 pelo falso calendário, Lua Nova.

O escritório do D.E.I.S. não era a coisa mais incrível que eu já havia visto, mas também não lhe faltava qualquer linha de “equipamentos” necessários a investigação sobrenatural: pessoas sem medo, pessoas estranhas e pessoas com contatos, além de um governo para financiar tudo.

Nem todos estavam ali, alguns viajam outros lidavam com suas próprias investigações. Eu, Cinco e Um havíamos acabado de chegar e um tal de Marcos já nos esperava com o resultado das digitais que havíamos encontrado nos objetos utilizados para fazer a “ligação” entre os demônios e meu amigo falecido, Salomão.

Na sala de Cinco, sentamos e esperamos que Marcos nos trouxesse as digitais. No entanto, nesse tempo de espera uma loira alta de olhos azuis entrou pela porta. Eu nunca havia visto ela antes, pelo menos não naquele corpo, e era sem dúvida o mais bonito que eu já havia visto.

–Olá, queridos – disse ela com sua voz suave.
–Bom-dia, chefinha – disse Cinco sorrindo.
–Olá, Dois – disse Um educado como sempre.

Fiquei calado.

–Bom-dia, Nove. Long time no see – disse ela.
–Soube que nasceu no Estados-Unidos – disse a ela. – Nunca estive lá.

–País interessante, mas é aqui que estão meus queridos irmãos, então vim para cá alguns anos atrás e me chamaram para dirigir o D.E.I.S.

–Soube que se casou – digo a ela sem olha-la, sabendo que isso deixaria transparecer muito do que eu sentia. Ela me olhou por alguns segundos e quando ia dizer algo um homem entrou pela porta.
–Olá, Viviane – disse ele para Dois. – Olá, pessoas.
–Bom-dia, Marcos – respondeu ela e lhe deu um beijo rápido.

–Aqui estão as digitais – respondeu ele e entregou para cinco que pegou e olhou o resultado. Cinco ficou em silêncio com a mão sobre a pilha de papel que Marcos havia lhe entregado por cinco segundos, e voltou a falar conosco quando Dois e Marcos saíram da sala para cuidar de seus próprios serviços.

Tentei dizer adeus, mas ela não parecia querer ouvir…

–Parece que temos um endereço a visitar – falou Cinco.

Naquele mesmo dia na zona sul da cidade paramos em frente de um prédio e utilizando as credenciais conseguimos entrar. Fomos até o Sétimo andar de escada, pois não havia elevador.

Paramos em frente do apartamento de número 3 e esperamos Cinco nos dizer o que fazer. Afinal, ele não podia prever o futuro, mas os seus talentos extra-sensoriais podiam ver através de pedra, aço e carne, além de ocasionalmente ver o que havia por trás do físico e conversar com os mortos.

–Alguém vai ter que limpar isso… – disse ele após um tempo e então fez um sinal para mim com a cabeça e eu arrombei a porta com um chute simples. Um retirou sua arma do coldre e ficou atento, mas Cinco disse a ele que abaixasse a arma.

Ao que parece, a porta era muito boa e servia como boa vedação de cheiro e som, pois o que havia acontecido ali havia sido barulhento e sem dúvida mal-cheiroso. Por toda as paredes, teto e móveis haviam pedaços de carne e sangue. Quem quer que fosse aquele, havia implodido.

–Parece que seu amigo chegou primeiro – disse Um.

Ponderei sobre o assunto.

–Não conhecia este homem, pelo que vi pelos registros – disse a ele. – No entanto, quem quer que queira me atingir está fazendo isso por conhecidos meus, como meu amigo Salomão assassinado na fazenda.
–A questão aqui importante é, quem quer que queira te atingir usará seus amigos pois sabe que não pode possuí-lo ao menos que você deixe – falou Cinco e Um concordou com a cabeça.

Fiquei em silêncio por um tempo, até que o cheiro de podre parou de me incomodar e pude ter uma idéia. Vi Cinco acenando com a cabeça positivamente, após ler meus pensamentos.

–Ud – chamei o demônio do anel do meu dedo mindinho e através de minha boca ele falou.
– Diga.
–Preciso que encontre Argaile para mim – disse a ele com minha voz.
–Que seja feita a vossa vontade – disse ele e meus olhos voltaram a sua cor habitual.

Fomos embora daquele prédio então, e entramos no carro. Cinco ficou para trás por algum tempo enquanto resolvia questões burocráticas com a polícia. Voltou então por fim, e voltamos ao escritório da D.E.I.S., e só nos restava esperar.

O homem responsável pela morte de meu amigo fazendeiro havia usado objetos amaldiçoados para levar demônios até ele, e o mandante de tal ação o havia assassinado após o serviço pronto.

Não havia mais pistas a seguir, não havia mais o que fazer além de esperar pela resposta de Ud que havia “saído” a procura de um velho “amigo” meu; tão velho que me lembro de nossa infância juntos em Roma anos antes de o exército salgar Cartago.

“Pobre Argaile”, pensei. Tinha tudo para ser um grande homem, mas acabou tornando-se um demônio.

Se não fosse ele o responsável por tudo aquilo, não me lembro mais quem poderia querer se vingar de mim.


Categorias: Contos,D.E.I.S.,Nove | Tags:

4 Comments»

  • Esse negócio de Um, Nove, Cinco, me faz lembrar Homens de Preto, J, K =)

    Leio novamente o texto, com mais atenção a tarde! Té depois.

  • Jones says:

    Muito bom Vitor, lembra MIB, lembra HellBoy em alguns pontos, mas tem o seu toque, e depois que você se habitua com os números/nomes a coisa fico mais simples he he he he

  • Hummm não conheço muito Hellboy, mas deve ser pelos demonios que caçam outros demonios. =)

  • Senti um pouco de referências dos números com a HQ da Academia Umbrella, desenhada pelo Bá e roteiros do Gerard Way. Mas talvez tenha sido uma feliz coincidência. Parabéns Vitor!

RSS feed for comments on this post.TrackBack URL


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério