O Nerd Escritor
Feed RSS do ONE

Feed RSS do ONE

Assine o feed e acompanhe o ONE.

Nerds Escritores

Nerds Escritores

Confira quem publica no ONE.

Quer publicar?

Quer publicar?

Você escreve e não sabe o que fazer? Publique aqui!

Fale com ONE

Fale com ONE

Quer falar algo? Dar dicas e tirar dúvidas, aqui é o lugar.

To Do - ONE

To Do - ONE

Espaço aberto para sugestão de melhorias no ONE.

Blog do Guns

Blog do Guns

Meus textos não totalmente literários, pra vocês. :)

Prompt de Escritor

Prompt de Escritor

Textos e idéias para sua criatividade.

Críticas e Resenhas

Críticas e Resenhas

Opinião sobre alguns livros.

Sem Assunto

Sem Assunto

Não sabemos muito bem o que fazer com estes artigos.

Fórum

Fórum

Ta bom, isso não é bem um fórum. :P

Projeto Conto em Conjunto

Projeto Conto em Conjunto

Contos em Conjunto em desenvolvimento!

Fan Page - O Nerd Escritor

Página do ONE no Facebook.

Confere e manda um Like!

@onerdescritor

@onerdescritor

Siga o Twitter do ONE!

Agenda

Agenda

Confira os contos e poemas à serem publicados.

Login

Login

Acesse a área de publicação através deste link.

(15) Orcs [poesia]

Publicado por The Gunslinger

– que publicou 1572 textos no ONE.

Ocupação: Analista de Sistemas de Colaboração, Escritor, Blogueiro.

Grupo a que é filiado: O Nerd Escritor, Blog do Gunslinger.

Base de operações: Corupá, SC – Brasil.

Interesses: Literatura, Cervejeiro, Internet, Teoria Computacional da Mente, Tiro com Arco e Futebol Americano.

Autor(es) Influênte(s): Stephen King, Bernard Cornwell, J.R.R. Tolkien, Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, Paulo Coelho.

Livros que recomendo: A Torre Negra (Stephen King), Crônicas Saxônicas (Bernad Cornwell), Crônica do Matador do Rei (Patrick Rothfuss), O Silmarillion (J.R.R. Tolkien), Lugar Nenhum (Neil Gaiman), O Diário de um Mago (Paulo Coelho).

>> Confira outros textos de The Gunslinger

>> Contate o autor

* Se você é o autor deste texto, mas não é você quem aparece aqui...
>> Fale com ONE <<

Oct
16
2009

O Entregador

Escritor: Felipe Ferraz

o-entregador

As regiões centrais das grandes cidades sempre guardam surpresas, algumas agradáveis, como algum produto ou serviço de baixa divulgação (e alta necessidade), outras nem tanto, como pontos de vendas de drogas e porões sujos. Pude ver estes dois lados da mesma moeda na semana passada, e por conta desta visita ocasional pensarei umas dez milhões de vezes antes de circular pelo centro de minha cidade.

Eram duas da tarde, de um dia nublado, sem frio ou calor. Qualquer roupa usada estaria de bom aconchego. Após almoçar em um dos tradicionais restaurantes, destes que têm fotos em preto e branco dos primeiros proprietários decorando as paredes, resolvi comprar algumas roupas, destas simples para caminhar ou mesmo encostar na rede da varanda. Nada melhor que pesquisar os preços no Centro, já que as lojas dos shoppings têm seus valores maiores, tanto para pagar o abusivo aluguel, tanto para dar um status ao fino frequentador.

Após algumas lojas serem olhadas, percebi que quem estava sendo observado era eu. Por homens, digamos, mal encarados. Para evitar desgastes, fingi ignorar o fato e continuei meu trajeto. Se eles quisessem realmente me assaltar, o fariam de qualquer jeito, pensei. E estava certo, pois fui cercado por quatro homens. O mais incrível é que ninguém na calçada parou ou pediu socorro.

Não fui assaltado. Um dos homens pegou meu braço e colocou uma pulseira em mim. Outro começou a dar instruções. “Você tem uma hora para entregar esta maleta. Se não cumprir, esta pulseira explodirá e, no mínimo, você terá seu braço decepado. O trajeto é simples. Entre naquela galeria, atravesse a janela da mulher dourada, e entregue a um senhor de paletó branco. Se necessário, ele dará mais instruções”.

Comecei a rir, desesperado. Além de ameaçado, tinha que decifrar enigmas. Mas vi que não tinha muitas escolhas e fui à tal galeria. A primeira dificuldade chegou com um (desta vez real) assaltante:

– Passa a pasta.
– Não posso.
– Pode sim, anda – encostou uma faca no meu rim.
– Já disse, não posso. Vão me explodir.
– E eu vou te furar.

Neste momento, não tive escolha senão bater com a pasta na cabeça do meliante. Se a encomenda fosse frágil, seria entregue em pedaços. Com meu oponente caído, corri para a galeria. Letreiros divulgavam os produtos de cada loja. Uma delas oferecia mulheres, e sem pensar, entrei; onde mais encontraria uma mulher dourada?

Como nas vitrines de Amsterdã (guardadas as devidas proporções), cada meretriz se exibia apenas em trajes íntimos. Até que encontrei uma que vestia dourado. A princípio relutei: seria o dourado referente à cor do corpo após uma tarde na praia, ou a seus adornos? Mas usei o instinto, afinal o tempo passava, e fui até a janela do seu quarto. A mesma dava para uma espécie de jardim, cercado pelas janelas dos outros escritórios. Em um deles, uma cadeira com um paletó branco pendurado, e um homem falando, em pé, ao telefone. Ignorei os gritos da garota e pulei no jardim, atravessando-o e chegando ao local.

– Bela pasta, rapaz.
– É para o senhor.- O homem abriu a pasta, pegou um dos tabletes, cheirou e sorriu.
– É cocada boa. Vou ficar com esta, o resto você entregue para o cafetão daquelas moças bonitas ali. Mas a mesa dele fica em outra sala, ao lado da loja de videogames.

Ri novamente de minha desgraça e corri de volta ao corredor da galeria. Aumentei a velocidade ao ver o rapaz que tentara me assaltar minutos antes me seguir. Não encontrava loja alguma de videogames, o suor já tomava conta de minha face, e o odor das axilas já beirava o caos. Foi quando a tal garota dourada me puxou para dentro de um dos estabelecimentos, pegou a mala de minha mão e entregou a um homem que ajeitava um charuto. O assaltante me alcançou, mas sob ordens berradas do cafetão, saiu cabisbaixo do lugar.

– Pronto, mercadoria entregue. Pode sair.
– Mas eu preciso me livrar deste bracelete.
– Você não vai conseguir. Faz o seguinte: vá até a praça onde te colocaram essa coisa cafona, e grite “eu consegui”. Quem sabe eles não ouvem?

Não comentei mais nada e voltei ao lugar. A minha vergonha era menor do que a vontade de viver. Sem noção do tempo, não sabia se já estava próximo ao limite da bomba. Gritei, dei pulinhos, mostrei a pulseira aos prédios ao redor. Todos olhavam para mim com tristeza. Mandei a opinião de cada um aos infernos e, em um determinado momento, uma trava soltou a bomba de meu braço. Corri daquele ponto, deixando a pulseira no chão. Com uma distância segura, voltei a andar e respirar. Foi quando ouvi um estrondo atrás de mim. Sem olhar para trás, apenas concluí que a bomba era verdadeira.


Categorias: Contos | Tags: , ,

16 Comments»

  • Muito bom Felipe! ME fez lembar .. sei la, algum desenho ou filme, mas adorei a ambientação de cidade grande e por fim todo o enredo.

    Muito bom!! =)

  • Pedro Torres says:

    WTF!
    parece um filme!
    gostei!
    =)

  • Muito bom o conto, gostei!

  • Felipe Ferraz says:

    Cara, eu pensei nesse texto justamente no centro de Fortaleza (que eu fui la 3 anos atras), que tinha um casarão abandonado, e parecia que tinha um labirinto la dentro. a noite era bem sinistro o local. depois de umas cervejas entao…

  • Polar says:

    Gostei . .. So senti falta de mais valor no personagem. Como por exemplo, estava no centro a fazer algo de muita importancia, e nao comprar roupas. Algo que o atraso seria muito comprometedor. Ou entao dramatizar com familiares, filho, namorada, sei la.
    Mas é genial , de qualquer forma.

  • Lipz says:

    Achei perfeito o texto! Tu fez um personagem bastante humano, cheio de traços peculiares, e uma cena bem construída 🙂

  • Vitor Vitali says:

    Uh, criativo. Quero mais 😀

  • Felipe Ferraz says:

    Polar, recado anotado. Obrigado a todos pelas palavras. Abração

  • Beeem divertido! Daria mesmo um filme a la Guy Ritchie.

  • Andrey XImenez says:

    Não concordo com o Polar (no export, remember)… acho q qnt mais simples o persona e mais séria a situação q o coloka como personagem principal, mas interessante a história… curti o enredo e o final constrangedor!

    =D

    Parabéns!

  • RenanMacSan says:

    Boa ambientação, gostei. Mas porque os donos da pulseira não poderiam fazer a entrega eles mesmos?
    Poderia ter colocado alguma dificuldade para que explicasse o uso do personagem principal como laranja. Ainda mais gastar uma bomba à toa.

  • Alexandre Antolini says:

    Engraçado, eu tive a impressão, em alguns momentos, de que fosse ambientado no exterior. Acho que pela maneira que o personagem falava, ou pelos detalhes dos lugares, não sei. Mas me lembrou o que dizem sobre alguns pontos da França oO.
    De qualquer modo, muito legal o texto. Rápido e rasteiro, diversão pura e simples. (Qual é, eu me divirto vendo os outros passarem sufoco de vez em quando! Não é essa a principal premissa dos filmes de ação?)

  • G. J. Pinheiro says:

    Divertido.

  • Hehehe… curto e direto ao ponto. G.J. Pinheiro é uma pessoa de poucas palavras! =D

    Chega a dar medo. 😮

  • Ana Bourg says:

    Ficou bem bacana 😛
    Sei que podia ser um centro de cidade grande qualquer, mas estava vendo o cara dando um berro na parte baixa do Viaduto do Chá.
    História de ação bem legal, rápida e envolvente -logo que comecei a ler, a narrativa fluída já prendeu minha atenção e eu tinha que saber o que acontecia com o azarado rapaz – realmente daria para fazer um filme XD O estilo da situação lembra um pouco aquele filme “Adrenalina” e acho que até ficaria legal deixar a história um pouco mais longa, com a situação do protagonista ganhando proporções épicas. 😛
    Abraços. o/

  • Thainá Gomes says:

    Parece mesmo um filme.

RSS feed for comments on this post.TrackBack URL


Leave a Reply

Powered by WordPress. © 2009-2014 J. G. Valério